
sábado, 23 de abril de 2016

segunda-feira, 18 de abril de 2016


terça-feira, 12 de abril de 2016
“TRUMBO – LISTA NEGRA” (“Trumbo”), 2015, EUA, aborda
um período da vida de Dalton Trumbo, um dos mais competentes roteiristas que já
passaram por Hollywood. Em 1947, acusado de pertencer ao Partido Comunista,
Trumbo foi chamado a depor no Comitê de Atividades Antiamericanas e se recusou
a colaborar, o que resultou em sua prisão por quase um ano. Muitos artistas,
diretores e executivos dos grandes estúdios também foram convocados a depor,
sendo que alguns, para manter o trabalho, acabaram entregando os próprios
companheiros. Mesmo depois de libertado, Trumbo continuou proibido de trabalhar e aparecer nos créditos.
Para sobreviver, escrevia roteiros utilizando nomes de outros roteiristas e
pseudônimos. Foi assim que ganhou dois Oscars de Melhor Roteiro: “A Princesa e
o Plebeu” (1953), roteiro assinado por seu amigo Ian McLellan Hunter, e “Arenas
Sangrentas” (1956), sob o pseudônimo de Robert Rich. Somente em 1959, depois de
ter escrito o roteiro de “Êxodus”, é que Trumbo voltou a aparecer nos créditos. Em
1971, escreveu e dirigiu (primeira experiência como diretor) “Johnny vai à
Guerra”, um dos filmes que mais me tocaram. “Trumbo” é um filmaço, desde a
direção competente de Jay Roach, a recriação de época, o roteiro primoroso e o ótimo elenco, com destaque para Bryan Cranston, que interpreta Trumbo, indicado ao Oscar de Melhor Ator - perdeu, injustamente, para DiCaprio, o atual queridinho da Academia. Também atuam no filme Diane Lane, Helen Mirren, John Goodman e Elle Fanning. Obrigatório para quem gosta de cinema. Imperdível para todo mundo!
segunda-feira, 11 de abril de 2016

sexta-feira, 8 de abril de 2016

quarta-feira, 6 de abril de 2016

segunda-feira, 4 de abril de 2016

sexta-feira, 1 de abril de 2016
“ONDULAÇÃO” (“Curling”), 2010, Canadá, é um drama centralizado
no relacionamento de Jean-François (Emmanuel Bilodeau) com a filha de 12 anos,
Julyvonne (Philomène Bilodeau, filha de Emmanuel na vida real). Eles vivem em
Saint-Hilaire, cidade ao sul de Montreal, cujos cenários são de um frio gélido,
em meio a muita neve. Emmanuel é um homem solitário, tímido, superprotetor com
relação à filha, a ponto de não deixá-la ir para a escola. Sozinha, sem amigos,
a adolescente tem como única distração caminhar pelas redondezas de sua casa,
na frente da qual passa uma estrada. Até que um dia ela encontra alguns
cadáveres num bosque. Será com eles que Julyvonne, finalmente, interagirá
socialmente. Coisa de louco. Coisa do diretor canadense Denis Côté (do
esquisito “Vic + Flo Viram um Urso”), que também escreveu o roteiro. Aliás, Côté
destaca no filme várias cenas mostrando partidas de “Curling” (título original
do filme), aquele esporte praticado numa pista de gelo e que consiste no deslizamento
de uma pedra de granito, cujo trajeto é acompanhado por “varredores”, que tentam
impulsionar ou deter a pedra. No geral, o filme é altamente depressivo e, por
isso mesmo, passa longe de um entretenimento agradável.
segunda-feira, 28 de março de 2016


sexta-feira, 25 de março de 2016

quinta-feira, 24 de março de 2016

terça-feira, 22 de março de 2016

segunda-feira, 21 de março de 2016

sábado, 19 de março de 2016

sexta-feira, 18 de março de 2016

segunda-feira, 14 de março de 2016

O
gênero policial nunca teve grande destaque na vasta filmografia do veterano diretor
francês Claude Lelouch (“Um Homem, Uma Mulher”, “Retratos da Vida”, “Os
Miseráveis”). Em 2007, porém, Lelouch escreveu e dirigiu um ótimo filme
policial: “CRIMES DE AUTOR” (“Roman de Gare”). A trama é inteligente, bem elaborada, com
doses de suspense e humor na medida certa, com direito a uma reviravolta bastante
surpreendente no final. O enredo reúne uma escritora de sucesso, Judith
Ralitzer (Fanny Ardant), um repórter “ghost-writer”, Pierre Laclos (Dominique Pinon), e
uma cabeleireira estressada e neurótica, Huguette (Audrey Dana), abandonada pelo noivo num
posto de estrada. Lelouche teve o mérito de desenvolver a história até o seu
desfecho com poucos personagens e criando situações que se desenrolam num clima
que garante o suspense até o final. Outro mérito de Lelouch diz respeito ao
elenco, encabeçado pela diva Fanny Ardant, ainda no auge da beleza. O
desempenho hilariante da atriz Audrey Dana (hoje também diretora) é outro
destaque, assim como a atuação de Dominique Pinon, ator-fetiche daqueles filmes
esquisitos do diretor Jean-Pierre Jeunet. Quando estreou no Festival de Cannes,
o filme não foi muito bem recebido pela Crítica. Mas eu recomendo, pois é
criativo e muito interessante, além de ter a assinatura de um grande diretor.
sexta-feira, 11 de março de 2016

quarta-feira, 9 de março de 2016

terça-feira, 8 de março de 2016
“STRATOS” (“MIKRO PSARI”), Grécia,
2013, é um drama policial pesado, sinistro, esquisito e, principalmente, muito
desagradável de assistir. Segundo o diretor Yannis Economides, trata-se de “um
filme noir mediterrâneo”. De qualquer forma, o filme é bastante interessante
pela maneira como foi concebido. Stratos (Vangelis Mourikis) é um
ex-presidiário que trabalha como assassino de aluguel para pagar uma dívida a
um chefão do crime organizado, Leônidas (Alekos Pangalos), que o salvou da morte
na cadeia. Para pagar a tal dívida, Stratos se associa a Yorgos (Yannis
Tsortekis), irmão de Leônidas, para criar e executar um plano de fuga, o que inclui a construção de um túnel subterrâneo. Com o
objetivo de conseguir dinheiro para financiar o plano, Stratos vira um assassino
de aluguel e, de madrugada, trabalha na confecção de massas numa padaria.
Enredo meio estranho, não? É sim, e o personagem Stratos é mais estranho ainda.
Quase não fala, tem o olhar vazio e frio, não esboça reação a nenhum tipo de
provocação. Parece um autômato. Na hora de matar, porém, age com muita competência e uma
frieza polar. Nesse ponto, cabe destacar a ótima interpretação do ator Vangelis Mourikis. O desfecho apresenta uma reviravolta surpreendente. O filme não é
para iniciantes, ou seja, é difícil de aturar, ainda mais pelos seus longos 137
minutos de duração. Na sua sessão de estreia, durante a competição oficial do
Festival de Berlim/2014, muita gente abandonou a plateia na metade do filme. Concordo
que o filme não é muito fácil de digerir, mas tem muitos méritos, como a
história em si, o roteiro bem estruturado, um ótimo elenco e uma incrível
fotografia.
Assinar:
Postagens (Atom)