sexta-feira, 11 de julho de 2025

“RETORNO A SEUL” (“RETOUR À SÉOUL”), 2022, coprodução Camboja/França/Bélgica/Alemanha, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção do cineasta francês Davi Ghou. Drama estreou, com muitos elogios, no Festival de Cannes 2022 na seção Un Certain Regard e representou o Camboja na disputa do Oscar 2023 na categoria Melhor Longa-Metragem Internacional. O filme não é tão bom para merecer tanto, mas não é tão ruim para ser rejeitado. Com base em 25 resenhas de críticos profissionais, o filme obteve um índice de aprovação de 96%, um resultado excelente em se tratando do site Rotten Tomatoes. A história é centrada na jovem Frédérique  “Freddie” Benoît (Ji-Min Park) que, 25 anos depois de ser adotada por um casal francês, volta a Seul (Coreia do Sul) para tentar encontrar os seus pais biológicos. A tarefa não é fácil, e Freddie acaba ficando na capital sul-coreana, se envolvendo em inúmeras situações inesperadas, mostrando um comportamento não muito adequado muitas vezes, até inconveniente em algumas ocasiões. Chega a se envolver com traficantes de armas, situação que não é muito destacada no roteiro, que se prende apenas na busca do pai e da mãe. Ao mesmo tempo, convive em certos momentos com uma certa apatia e depressão. Falado em coreano, inglês e francês, “Retorno a Seul” não é um filme para o grande público, pois é reflexivo, contemplativo, intimista e lento demais, mas tem suas qualidades como filme de arte que pretende ser.

quarta-feira, 9 de julho de 2025

“CHEFES DE ESTADO” (“HEADS OF STATE”), 2025, Estados Unidos, 1h54m, em cartaz na Prime Vídeo, direção do cineasta russo Ilya Naishulledr (“Anônimo”, “Hardcore: Missão Extrema”), seguindo roteiro assinado por Josh Appelbaum, André Nemec e Harrison Query. Estamos apenas no meio do ano, mas eu não tenho dúvida em afirmar que este será eleito senão o melhor, um dos melhores filmes de ação de 2025. Aliás, uma comédia de ação. Após um encontro formal em Londres, durante o qual o presidente norte-americano Will Derringer (John Cena) e o primeiro-ministro inglês Sam Clarke (Idris Alba) não se entenderam muito bem, os dois mandatários foram aconselhados por assessores políticos a viajarem juntos no Air Force One para Trieste, na Itália, onde participariam de uma reunião de cúpula da OTAN. No meio do voo, porém, o avião é atacado e acaba explodindo. Claro que os únicos sobreviventes são o presidente e o primeiro-ministro. A ação não para por aí. A dupla enfrentará muitas situações de perigo ao longo do caminho que os levará a Trieste. Para isso, contarão com a ajuda de Noel Bisset (a atriz indiana Priyanka Chopra), uma agente do M16 (serviço secreto inglês) especialista em armas e artes marciais. Completam o elenco Carla Gugino, Jack Quaid (filho do ator Denis Quaid), Paddy Considine, Sarah Niles, Alexander Kuznetsov, Sharlto Copley, Clare Foster, Katrina Durden e Ingeborga Dapkunaite. Além das ótimas cenas de ação, outro trunfo do filme é a química entre John Cena, Idris Alba e Priyanka Chopra. Resumindo, “Chefes de Estado” é um entretenimento de primeira. Imperdível!

segunda-feira, 7 de julho de 2025

 

“MEU NOME ERA EILEEN” (“EILEEN”), 2023, Estados Unidos, 1h38m, em cartaz na Netflix, direção do cineasta inglês William Oldroyd, seguindo roteiro assinado por Luke Goebel, marido de Ottessa Moshfegh, autora do livro “Eileen”, de 2015, no qual a história do filme é baseada. Trata-se de um suspense bem ao estilo daqueles que consagraram Alfred Hitchcock, incluindo reviravoltas e o mesmo tipo de trilha sonora. Enfim, uma história sinistra cuja tensão aumenta a cada cena. Estamos nos anos 60 do século passado e somos apresentados a Eileen Dunlop (Thomasin Mackenzie), funcionária de um centro de detenção juvenil em Boston. Filha de um pai alcóolatra, Eileen vive um cotidiano triste e solitário, sem amigos ou namorados. Esse comportamento muda quando chega ao centro de detenção a psicóloga Rebecca St. John (Anne Hathaway), um tipo de mulher (literalmente) fatal, loira à Marilyn Monroe. Logo pinta uma amizade entre a psicóloga e Eileen, feliz da vida por alguém dar-lhe atenção. Aos poucos, porém, Eileen fica obcecada pela psicóloga, imitando seus trejeitos e o modo de fumar. Parece que a amizade vai acabar entre lençóis, mas o caso é somente de manipulação, como será comprovado nos minutos finais. Tudo tem a ver com um jovem detido depois de ter assassinado o pai. Rebecca resolve investigar o caso e chega à conclusão que a mãe do garoto também tem culpa no cartório. Uma reviravolta passa a conduzir a história, com muita tensão até o desfecho. Ótimas atuações de três atrizes valorizam esse excelente suspense: Thomasin McKenzie, Anne Hathaway e Marin Ireland no papel de Rita Polk, mãe do jovem assassino. Trocando em miúdos, “Meu Nome Era Eileen” é um suspense de muita qualidade.   

domingo, 6 de julho de 2025

“THE OLD GUARD 2”, 2025, Estados Unidos, 1h45m, em cartaz na Netflix, direção de Victoria Mahoney, seguindo roteiro assinado por Sarah L. Walker. Sequência do filme de 2020, mais uma aventura dos guerreiros imortais da Graphic Novel criada por Greg Ricka e Leandro Fernandez. Liderada por Andy (Charlize Theron), o grupo de guerreiros novamente tentarão salvar o mundo. Desta vez, a vilã é Discord (Uma Thurman), a primeira dos imortais. Andy, também conhecida como Androma of Scythia, descobre que se tornou mortal e que nessa aventura terá que se cuidar para não morrer. Ao contrário do primeiro filme, este tem menos ação e mais papo furado, mas o resultado final não é decepcionante – o primeiro é bem melhor. Completam o elenco, entre outros, Ngô Thanh Vân, Kiki Layne, Henry Golding, Chiwetel Ejiofor, Matthias Schoenaerts, Marwan Kenzari e Luca Marinelli. Impossível não destacar a presença da atriz sul-africana Charlize Theron, cada vez mais bonita e competente, ainda em grande forma física aos 49 anos. Só ela vale o ingresso. Conforme o desfecho deu a entender, vem mais uma sequência por aí, não sei quando. Uma confissão: esse tipo de filme não me agrada, pois não engulo esse negócio de guerreiros imortais etc. Imagino uma plateia de jovens nerds, aqueles que vão para o cinema vestidos como os personagens. Tô fora!