sábado, 15 de março de 2014

“O Homem da Mala” (“The Bag Man”), EUA, 2013, dirigido por David Grovic, é um misto de policial noir, comédia e suspense. Conta a história de Jack (John Cusack), um assassino profissional que trabalha há tempos para o milionário Dragna (Robert De Niro). Jack é convocado por Dragna para mais uma missão: pegar uma mala e se hospedar no quarto nº 13 de um motel decrépito de beira de estrada. A ordem dada a Jack inclui jamais abrir a tal mala. Na mesma noite em que entra no motel, Jack vai se defrontar com tipos esquisitos e bizarros, como o dono do motel cadeirante, um anão e um cafetão caolho, além de uma prostituta, papel da atriz e modelo brasileira Rebbeca da Costa. Aliás, este é o sexto filme da pernambucana Rebbeca nos EUA. Depois de muita confusão, tiros e assassinatos, Jack vai receber a visita do próprio Dragna no motel para o desfecho da trama. Além da história ser muito fraca e sem sentido – a razão pela qual Dragna quer a mala é ridícula -, o elenco está péssimo. Nem De Niro se salva. Está mais canastrão do que nunca, numa caracterização que faz lembrar o detetive Columbo (Peter Falk) velho e de óculos. Rebbeca é a mocinha do filme, pela qual Jack se apaixona, mas a impressão inicial é de que se trata de um travesti. Tem cara, corpo e altura de homem. E trabalha muito mal. Cusack é o menos pior, mesmo assim passa longe do bom ator que é. Enfim, o filme é muito ruim.  

sexta-feira, 14 de março de 2014

O diretor francês Olivier Marchal é especialista em filmes policiais e de ação. Na maioria deles, Marchal não alivia para a polícia. Sempre há personagens policiais corruptos, violentos e emocionalmente desequilibrados. Um dos melhores filmes da safra Marchal é “Gangsters”, de 2002. Franck Chaievski (Richard Anconina) e Nina Delgado (Anne Parillaud, a Nikita original) são policiais destacados pela Corregedoria para investigar um roubo de diamantes no qual, desconfia-se, estão envolvidos alguns detetives da elite policial de Paris. Em sua estratégia, Chaievski e Delgado provocam suas prisões e, durante os violentos interrogatórios a que são submetidos, tentam jogar uns policiais contra os outros, o que culminará numa grande reviravolta final e a descoberta dos culpados. Além da história, outro destaque do filme é o elenco feminino, que tem um quarteto de boas e belas atrizes. Além de Parillaud, Shirley Bousquet, Catherine Marchal e Alexandra Vandernoot. Entre tantos outros ótimos filmes de Marchal, indico também  são “Não Conte a Ninguém”, baseado no livro de Harlan Coben, e “MR 73”.    

quinta-feira, 13 de março de 2014

“Em Nome de Deus” (“Captive”), de 2012, é uma co-produção França/Filipinas/Reino Unido/Alemanha, dirigida pelo diretor filipino Brilhante Mendoza (“Lola”). A história é baseada num fato real acontecido em 2001, quando mais de 20 pessoas, em sua maioria turistas, foram sequestradas nas Filipinas pelo grupo terrorista islâmico Abu Say Yaf. A trajetória de sofrimento dos reféns, que vão ficar nas mãos dos terroristas por mais de um ano, é contada da forma mais realista possível. Durante todo o tempo, eles andam pela selva enfrentando, além do forte calor e a falta de comida, ataques de formigas, cobras, escorpiões e vespas. De vez em quando, ainda ficam expostos ao tiroteio entre terroristas e o exército filipino. Entre os sequestrados está a francesa Thérese Bourgoine (Isabella Huppert), voluntária de uma organização humanitária na Ilha de Palawan. É sob o ponto-de-vista dela que a história é contada. O filme é de um realismo impressionante. Parece que os atores e figurantes sofreram da mesma forma que as pessoas que passaram por aquela terrível experiência. A câmera acompanha tudo como se fosse uma reportagem de TV ou um documentário sobre o que aconteceu. O efeito é angustiante. A atriz francesa Isabella Huppert é a única cara conhecida do filme, que integrou a seleção oficial do Festival de Cinema de Berlim 2012. 

quarta-feira, 12 de março de 2014


“Circuito Fechado” (“Closed Circuit”), de 2013, é um suspense inglês dirigido por John Crowley. O filme conta a história da prisão do imigrante turco Farroukh Erdogan (Denis Moschitto), acusado de ter liderado um atentado à bomba contra um mercado de Londres, no qual morreram mais de 100 pessoas e outras tantas ficaram feridas. Depois de uns 15, 20 minutos de filme, você já começa a sentir aquela sensação de que “Há algo de podre no Reino Unido”. Embora seja uma obra de ficção, dá a entender nas entrelinhas que pode haver muita sujeira nos bastidores da espionagem oficial de governos como a Inglaterra, por exemplo. Simon, o advogado que defendia Farroukh é encontrado morto e, segundo as fontes oficiais, foi suicídio. Os advogados Martin (Eric Bana) e Cláudia (Rebecca Hall), antigos amantes, são designados para o lugar de Simon. No começo das investigações, eles descobrem evidências que não vão agradar a muita gente, incluindo o pessoal do governo inglês. E vão descobrir um segredo que poderá custar suas vidas. Ainda no elenco, Julia Stiles, Ciaran Hinds, Jean Broadbent e Isaac Hempstead Wright. O filme tem ação e o ritmo de suspense impera do começo ao fim.    

terça-feira, 11 de março de 2014

“A Fita Azul” (“Electrick Children”), de 2012, EUA, é o filme de estreia da diretora Rebecca Thomas. Trata-se de uma produção independente, um misto de comédia e drama, que conta uma história cheia de segredos e mistérios, a começar pela gravidez da jovem Rachel (Julia Garner, de “As Vantagens de Ser Invisível”). Ela diz à mãe Gay (Cynthia Watros) e a Paul (Billy Zane), líder da comunidade mórmon em que vive com a família, em Utah, que o bebê foi concebido por algum espírito divino. Ela acredita, porém, que o responsável pela gravidez foi o cantor de um rock n’roll que ela ouve numa fita-cassete (azul) encontrada no sótão da casa em que mora com a mãe e os irmãos. Para manter as aparências, vão tentar arrumar um casamento com um membro da comunidade. Contrária à ideia, Rachel foge e vai para a cidade grande mais perto, Las Vegas. Aqui, conhece uma rapaziada ligada a uma banda de rock, sendo um deles o jovem Clyde (Rory Culkin, irmãos mais novo de Macaulay e Kieran). Durante a tentativa de encontrar o cantor do rock gravado na fita, Rachel vai ter uma grande surpresa. O filme vai agradar principalmente o pessoal mais novo, pois tem muitas cenas filmadas em pistas de skate, shows de rock e muita curtição, além de um elenco de atores bastante jovens. Outro fator positivo do filme é o clima meio “hippie anos 60/70”, principalmente nos figurinos. Um filme interessante que vale a pena conferir.        

domingo, 9 de março de 2014


Os créditos iniciais já começam de forma macabra. O diretor Manuel Martin Cuenca diz que o filme é “Em memória de minha mãe”. O filme que ele dedica à mãe é o espanhol “Cannibal”, história de um serial killer que, depois de matar suas vítimas, todas mulheres, ainda as come em filés. Dedicar à mãe um filme com essa temática? A história apresenta a trajetória de crimes do alfaiate Carlos (Antonio de La Torre), um dos mais renomados da cidade de Granada. Nas horas vagas, ele sai em busca de mulheres e tem um estilo próprio para capturá-las – uma delas vítima de um acidente de carro que ele mesmo provoca na estrada. O lado sádico do alfaiate também compreende assistir, com prazer, a morte de uma moça por afogamento, depois de matar o seu namorado. As coisas parecem que vão mudar depois que o alfaiate conhece a vizinha Alexandra e depois a irmã gêmea da moça, Nina. Carlos é um homem de poucas palavras, assim como o filme é de poucos diálogos. As cenas são longas e o ritmo um tanto lento. Apesar do tema, não há cenas chocantes nem de terror. É mais um suspense psicológico. Os mais sensíveis poderão não gostar de ver o alfaiate saboreando com prazer um belo filé no jantar. O filme termina mais ou menos como as vítimas de Carlos: sem pé nem cabeça. 

“O Autor da Carta” (“The Letter Writer”), de 2013, é um filme bastante sensível, daqueles que você chega ao final com um nó na garganta e com vontade de fazer uma reflexão. A adolescente Maggy Fuller (Aley Underwood) é bastante problemática. Só pensa na banda de rock da qual é vocalista, dorme durante as aulas e tem problemas na relação com sua mãe. Para complicar ainda mais, é abandonada pelo namorado e dispensada da banda. É claro que a menina vai entrar numa fase baixo astral. Até que recebe uma carta escrita por um tal de Sam Worthington. Ele escreve coisas bonitas sobre ela, deixa mensagens positivas e a motiva a seguir em frente. Ela fica curiosa sobre quem é o verdadeiro autor, que parece conhecê-la tão bem. De tanto investigar, Maggy descobre que a carta é proveniente de um asilo de idosos. Ela vai conhecer finalmente o autor da carta, na verdade um senhor bastante idoso (Bernie Diamond) que usa o pseudônimo de Sam Worthington (não sei se foi proposital ou por coincidência, mas é o mesmo nome do ator e galã australiano). A partir da sua amizade com o simpático e sábio velhinho, Maggy vai mudar seu modo de pensar e de agir. O filme, dirigido por Christian Vuissa, conquistou o Prêmio de Melhor Filme no Festival Crown Award 2013, um dos mais importantes festivais de cinema cristão. É dedicado ao ator Bernie Diamond, que morreu ao final das filmagens.                      

sexta-feira, 7 de março de 2014

“Oldboy – Dias de Vingança” (“Oldboy”), de 2013, direção de Spike Lee, é mais uma prova contundente da falta de roteiristas criativos na indústria cinematográfica do Tio Sam. Trata-se de um novo remake, desta vez do filme sul-coreano “Oldboy” de 2003 dirigido por Park Chan-wook. O executivo Joe Douchett (Josh Brolin) é sequestrado e fica preso num quarto, isolado, durante 20 anos. Ele nem imagina o motivo. Pelo noticiário da TV instalada no quarto, ele ouve a notícia do assassinato da mulher. Os sequestradores forjam tudo, espalham provas na cena do crime como se Joe tivesse feito tudo aquilo. A filha de três anos, Mia, é entregue para adoção. Durante todo o período em que fica preso, Joe treina artes marciais através de um programa na TV. Quando é libertado, vira uma arma mortal e aí vai tentar descobrir quem o sequestrou e o manteve preso durante 20 anos e o motivo pelo qual fez isso. A partir daí, a pancadaria vai correr solta. Nesse meio tempo, ele conhece Marie (Elizabeth Olsen), uma assistente social, pela qual acaba se apaixonando. No final, uma reviravolta de embrulhar o estômago – o estômago dele, Joe. É um filme bastante interessante não apenas para quem quiser comparar as duas versões, mas pelo trabalho de Spike Lee, que, todo mundo sabe, é um diretor diferenciado, que tem um estilo próprio de filmar. Vale a pena conferir! 

quinta-feira, 6 de março de 2014

“Desafio no Ártico” (“The Snow Walter”) é um filme repleto de ação e aventura, daqueles em que a gente reúne a família na sala com muita pipoca. Trata-se de um filme canadense da Columbia Pictures produzido em 2003 e dirigido por Charles Martin Smith. O enredo é baseado no conto “Walk Well, my Brother”, de Farley Mowat. A história acontece em 1953, quando o piloto Charlie (Barrie Pepper), herói na 2ª Guerra Mundial, é designado pelo seu chefe Walter (James Cromwell), dono de uma companhia de aluguel de aviões pequenos, para testar um novo modelo de aeroplano. Ele aterrissa numa área deserta e encontra uma família de esquimós, cuja filha Kanaalaq (Annabella Piugattuk) parece estar com tuberculose. Charlie se compromete a levá-la a um hospital da cidade mais próxima, o que significará uma mudança no seu roteiro de viagem e também irá dificultar as buscas posteriores. Por causa de um problema mecânico, o avião acaba caindo numa região inóspita e gelada do Ártico canadense. A partir daí, a sobrevivência de ambos vai depender de muito sacrifício e da experiência de caçadora da jovem esquimó. O filme mantém um ritmo constante de ação e aventura até o final. Vale a pena!                 

terça-feira, 4 de março de 2014

A cineasta francesa Claire Denis fez filmes bem melhores que esse “Bastardos” (“Les Salauds”), que dirigiu em 2012 e que estreou no Festival de Cannes/2013.  Por exemplo, “35 Doses de Rum (2008), ou então “Minha Terra África” (2009). Não que “Bastardos” seja ruim. Mas é pesado demais, arrastado demais, escuro demais, os personagens são todos problemáticos, depressivos e estressados, e o enredo é um tanto confuso. Marco (Vincent Lindon) é comandante de navio e volta para terra quando seu cunhado se suicida. A irmã Sandra (Julie Battaille) está completamente falida e, ainda por cima, tem uma filha prostituta e drogada. Marco vende tudo que tem, até o carro e o relógio, para ajudar a irmã. No prédio em que aluga um apartamento, Marco conhece uma vizinha misteriosa, Raphaelle (Chiara Mastroianni), amante de um poderoso empresário, com a qual começa um caso. Daí para a frente, a história deixa de lado a coerência para entrar num labirinto de situações que pode deixar o espectador meio perdido. É um filme de difícil digestão, mas, como trunfo, conta com um elenco excelente. Além de Vincent,  Battaille e Mastroianni, tem ainda Michel Subor, Lola Creton, Alex Descas e Grégoire Colin. Só para os aficionados pelo cinema francês ou então para quem está estudando a língua.   
“Os filhos do Padre” (“Svecenikova Djeca”), de 2013, é uma comédia muito divertida. Trata-se de uma co-produção Croácia/Sérvia. Don Fabian (Kresimir Mikic) é um jovem padre católico designado para a paróquia de uma vila litorânea na Dalmácia, região do Mar Adriático. Nas primeiras semanas, ele percebe que não há nascimentos, só mortes. Intrigado, acaba descobrindo que o motivo é a alta demanda de preservativos. Fabian, então, resolve adotar uma medida drástica: furar as camisinhas. O resultado é um boom de nascimentos jamais visto na vila, o que vai gerar muita confusão, ainda mais pelo fato de que nem todo mundo na vila é santo ou fiel. O diretor Vinko Bresan, na base do humor, é claro, dá umas cutucadas na Igreja. Faz piadas envolvendo pedofilia e sexo. A mais engraçada, porém, acontece quando um bispo vem visitar a vila. Uma luxuosa lancha está atracando e um morador diz a Fabian que o barco deve ser de algum mafioso, no exato momento em que sai da lancha justamente o bispo. Além do filme ser bastante interessante e engraçado, deve-se destacar o fato de ter sido co- produzido por sérvios e croatas, que até pouco tempo atrás se digladiavam. É a arte promovendo a paz.        

segunda-feira, 3 de março de 2014

“Além da Fronteira” (“Out in the Dark”) é uma co-produção Israel/EUA/Palestina de 2012. Trata-se de um drama e conta a história do jovem palestino Nimer Masharawi (Nicholas Jacob), que frequentemente costuma burlar a segurança da fronteira com Israel para ir a boates homossexuais de Tel Aviv. Numa noite, conhece o advogado israelense Roy Schaefer (Michael Aloni). Os dois se apaixonam. Nimer faz teste para cursar Psicologia numa Escola de Tel Aviv e é aprovado. Com isso, ganha um passe livre para permanecer em território israelense, o que reforçará sua relação com Roy, que o convida para morar em seu apartamento. Só que vão ocorrer alguns imprevistos que mudarão o rumo da história. Por exemplo, a família de Namir descobre sua opção sexual e, pior, seu caso amoroso com um israelense, o que é considerado uma traição à causa palestina. Namir é expulso de casa. Nesse meio tempo, o serviço secreto de Israel descobre que Nabil (Jamil Khoury), irmão de Namir, pertence a uma organização terrorista e guarda armas em sua casa. Por causa disso, Namir perde o passe livre e é expulso de Israel. A situação fica crítica e Namir terá que contar com a ajuda de Roy para encontrar uma solução. A partir de sua metade, o filme ganha em ação e suspense, prendendo a atenção do espectador até o final. Como tudo isso vai acabar? Enfim, o filme é muito bom e sua qualidade fica ainda mais comprovada pelos vários prêmios que conquistou em festivais de cinema pelo mundo afora.     

domingo, 2 de março de 2014

 

 “O Último Roubo” (“Den Sorte Madonna”), de 2007, é uma comédia policial dinamarquesa com o ator Anders W. Berthelsen, dos ótimos “Rosa Morena” (co-produção brasileira) e “SuperClássico”. Ele faz um policial encarregado de investigar o roubo de um famoso quadro intitulado “A Madona Negra”. A tela havia sido roubada por uma quadrilha e acaba nas mãos de Maria (Tuva Novotny), filha de um dos ladrões. Além da polícia e da quadrilha que roubou o quadro, está atrás da obra um perigoso mafioso russo. Aí a confusão está armada. O filme tem bastante ação, cenas de filme pastelão, tiros, perseguições e até um romance. Os bandidos são todos atrapalhados. Com pipoquinha, numa sessão da tarde, até que dá para ver. E pela curiosidade de conhecer o humor dinamarquês.      
“Mary e Martha, Unidas pela Esperança” (“Mary & Martha), 2013, EUA/Inglaterra, conta uma história bonita e comovente (baseada em fatos reais). Os destinos de duas mães, uma residente nos EUA e a outra na Inglaterra, vão se cruzar na África. Ambas acabam de enfrentar dramas semelhantes: seus filhos são mortos pela malária no continente africano. Depois da tragédia, a norte-americana Mary (Hillary Swank) e a inglesa Martha (Brenda Blethyn) ficam por um tempo na África como voluntárias assistenciais ajudando as vítimas da doença. Era preciso, porém, mobilizar as autoridades mundiais para o grave problema. Havia necessidade primordial de remédios, médicos, comida, postos de saúde etc. Nos EUA, as duas conseguem uma audiência pública com uma Comissão especial do Congresso, durante a qual apresentam números impressionantes com relação à malária. Por exemplo: some-se o número de mortos nos conflitos do Oriente Médio desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967, até hoje; mais os mortos nas guerras da Coreia, Vietnã, Iraque e Afeganistão; mais os mortos em atentados terroristas realizados nos últimos vinte anos. Esse total, multiplicado por dois, é o equivalente ao número de mortes por malária no mundo em apenas um ano, em sua grande maioria crianças. A incidência maior acontece, é claro, na África. O filme é ótimo, mostra cenários deslumbrantes do continente africano e conta com duas grandes atrizes como Hillary Swank e, principalmente, a maravilhosa Brenda Blethyn. Simplesmente imperdível!      

sábado, 1 de março de 2014

“Joséphine” é uma comédia romântica francesa de 2013, dirigida por Agnès Obadia. Joséphine (Marilou Berry) chega aos 30 anos de idade frustrada por odiar seu trabalho, por não ser bonita, detestar sua bunda grande, o que no Brasil lhe renderia o apelido de popozuda, e ainda por não ter namorado. Só um amante de um dia por semana, e ainda por cima casado.  Ela mora sozinha e seu único consolo é ter ao seu lado o gato de estimação “Brad Pitt”. Joséphine morre de inveja da irmã Diane (Alice Pol), alta, bonita, porte de modelo e que está noiva. No almoço da família em que Diane anuncia seu casamento, Joséphine não deixa por menos: inventa que vai se casar com um médico-cirurgião brasileiro chamado Marcelo. Para desespero de Diane, as atenções e as felicidades acabam sendo dirigidas para Joséphine, satisfeita por estragar a surpresa da irmã. Essa alegria, porém, vai durar pouco. Os amigos mais próximos lhe dão de presente uma passagem para o Brasil. E agora, o que fazer?  Joséphine vai ter que se virar para manter a história do casamento com o cirurgião. Em meio a esse problema, ela ainda se apaixona pelo antigo chefe Gilles (Mehdi Nebbou). “Joséphine” é uma comédia leve e divertida, um bom programa para rir e relaxar.  

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

“Capitão Phillips” (“Captain Phillips”) é daqueles filmes do tipo super bonder: você não consegue desgrudar da poltrona.  Um filmaço. Conta a história verídica do sequestro do cargueiro “Maersk Alabama” por piratas somalianos, em 2009. Embora naquela época fosse muito comum esse tipo de ataque na costa da Somália, não houve uma preocupação maior com a segurança do navio e de sua tripulação, comprovada pela invasão por parte de apenas quatro piratas somalianos. No mínimo, o navio deveria ter homens armados de prontidão. Mas isso já é outra história. Entre as tentativas dos piratas em invadir a embarcação, a chegada da cavalaria e o desfecho final, a ação e o suspense estão garantidos o tempo todo. As cenas das tentativas de invasão do navio são ótimas. O embate psicológico entre o Capitão Richard Phillips (Tom Hawks) e o chefe dos piratas, Muse (Barkhad Abdi), é um dos trunfos desta excelente produção norte-americana de 2013. O diretor inglês Paul Grengrass é mestre nesses filmes. É só lembrar de “O Ultimato Bourne” (2007), “A Supremacia Bourne’” (2004), “Zona Verde” e, principalmente, “United 93”, este sobre um dos aviões sequestrados nos atentados de Setembro/2011. Com exceção de Tom Hanks e Catherine Keener, que faz a mulher do capitão e aparece apenas durante alguns segundos no começo, o elenco não tem atores muito conhecidos.  O filme é mesmo de Tom Hanks e de Barbhad Abdi, este último um achado. O filme é baseado no livro "A Captain's Duty: Somali Pirates, Navy Seals and Dangerous Days at Sea", escrito pelo verdadeiro Capitão Richard Phillips. Antes de assistir, prepare um sacão de pipoca e um suco de maracujina. 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

 

“Confissões de um Jovem Apaixonado” (“Confession of a Child of the Century”) é um drama inglês de época baseado na novela “Confissões de um filho do Século”, escrita por Alfred de Musset. Conta a história do jovem Octave (Peter Doherty), que, logo no começo do filme, é traído pela namorada que tanto amava. A partir desse acontecimento, ele se entrega à vida mundana das festas com os amigos, incluindo orgias com prostitutas. Mas Octave continua carente de um amor, até que conhece a viúva Briggite (Charlotte Gainsbourg), pela qual se apaixona perdidamente e de forma até obsessiva. Demora muito até ela se entregar a essa paixão. Mas, quando se entrega, acaba agindo com a mesma obsessão dele. Ou seja, um casal emocionalmente desequilibrado. A linguagem afetada, pomposa, própria da época (1830) em que se passa a história, pode incomodar quem não está acostumado a assistir a esse gênero de filme. Para resumir, trata-se de um dramalhão romântico. Não se pode negar, porém, que as locações e a caracterização do vestuário são muito bem feitas. O filme foi produzido em 2011 e no ano seguinte foi indicado ao “Um Certain Regard Award” do Festival de Cannes.  

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

“O Quinto Poder” (“The Fifth Estate”), uma co-produção Bélgica/EUA de 2013, com direção de Bill Condon, mostra os bastidores das atividades do site WikiLeaks, fundado pelo jornalista australiano Julian Assange. Como se sabe, o site ficou mundialmente famoso ao revelar, em 2010, milhares de documentos secretos relacionados com a política externa dos EUA, incluindo estratégias militares, vídeos e telegramas enviados a embaixadas, o que foi considerado o maior vazamento de documentos da História.  Os fatos mostrados são baseados nos livros “Os Bastidores do WikiLeaks”, de Daniel Domschenit-Berg, que foi assistente de Assange, e ”WikiLeaks”, dos jornalistas David Leugh e Luke Harding. Embora grande parte da crítica não tenha gostado, o filme é bastante esclarecedor sobre os fatos que envolveram o WikiLeaks e ainda sobre a personalidade de Assange,  egocêntrico e manipulador, mas muito inteligente. O filme também foca a relação de Assange com seu principal assistente, Daniel, que depois viria a se insurgir contra o chefe. O elenco, muito bom, é uma ONU: o ator inglês Benedict Cumberbatch (Assange), o alemão Daniel Brühl, a holandesa Clarice Van Houten, a sueca Alicia Vikander (de “O Amante da Rainha”), e os americanos Stanley Tucci e Laura Linney. Para quem quiser mais detalhes sobre um dos casos mais polêmicos deste século, o filme é obrigatório e muito interessante. 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

“Como não perder essa Mulher” (“Don Jon”) é uma comédia norte-americana de 2013. Jon Martello (Joseph Gordon-Levitt) mora sozinho e é viciado em filmes pornográficos. Assistindo a eles, se satisfaz algumas vezes por dia. Quando sai com os amigos para a balada, sempre se dá bem, conquistando as garotas e saindo na mesma noite com elas. Até conhecer Bárbara (Scarlett Johansson), que se mantém firme e demora para chegar aos finalmente. Ele se apaixona, mas ela descobre que ele curte pornografia. Aí as coisas ficam difíceis para o casal. Em meio a isso tudo, Jon conhece Esther (Julianne Moore), mulher mais velha e muito mais liberal que Bárbara. Como já deu para notar, o filme inteiro gira em torno de sexo. Para Jon, o prazer alcançado vendo um filme pornô é melhor que uma transa real.  Apesar de sua vida fútil e um tanto promíscua, Jon tem um forte lado religioso. Vai à missa todos os domingos com os pais e costuma se confessar. E faz musculação rezando a Ave Maria e o Pai Nosso. Esse filme marca a estreia de Gordon-Levitt como diretor. Ele também assina o roteiro. Não foi à toa, portanto, que Jon tem várias cenas tórridas com Scarlett Johansson, que nesse filme está menos insossa e mais solta e sexy. Não que o filme seja ruim, mas ouvir todo mundo falando sobre sexo o tempo inteiro cansa. 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

É bom poder rever alguns filmes que nos encantaram num passado recente e que merecem recomendação e uma nova espiada. Um deles é “O Tango de Rachevsky” (“Le Tango des Rachevsky”), filme belga de 2003, lançado nos cinemas daqui somente em 2007. Todo o enredo gira em torno dos integrantes da família Rachevsky, nem todos adeptos da religião judaica. Nina (Tania Garbarski), neta da matriarca Rosa, só aceita namorar com um judeu. Antoine (Hippolyte Girardot) é apaixonado por ela e quer namorá-la, mas não é judeu. Resolve, então se converter, o que vai provocar as situações mais engraçadas do filme. Outro personagem marcante é tio Adolfo (Nathan Cogan), um velhinho simpático que todos adoram. Ele, porém, descarta o judaísmo ortodoxo. Seu irmão, Sammy, é rabino e mora em Israel, depois de abandonar a esposa (Rosa) e os dois filhos. Com muito humor, o filme vai mostrar todos esses relacionamentos da família Rachevsky. Inclusive o de um neto da matriarca com uma jovem palestina. E onde entra o tango nessa história? Quando ocorria alguma desavença na família, colocava-se um tango e todo mundo dançava. Receita da matriarca Rosa, que adorava a música argentina. É com um tango, aliás, que Antoine consegue seduzir Nina, e não com sua conversão. O filme é muito alegre e divertido. E torna-se mais interessante ainda ao mostrar algumas das mais importantes tradições judaicas. Quem ainda não viu não pode perder. 
“Pânico na Torre” (“Ta-weo”), 2012. Para quem curte o gênero “disasters movies”, esta produção sul-coreana vai agradar. E muito. A história: uma grande festa está sendo organizada para a véspera de Natal para comemorar a inauguração das duas torres gêmeas (102 andares cada uma) do complexo Tower Sky, o mais luxuoso de Seul. Centenas de convidados estão sendo esperados. O filme começa mostrando os preparativos para o evento, incluindo uma severa inspeção por parte da segurança das torres. O diretor Ji-Hoon Kim intercala histórias de alguns personagens que terão papel fundamental no enredo com outras envolvendo os bombeiros da cidade que mais tarde serão convocados para combater o incêndio que atingirá uma das torres. Antes do início dos fatos que causarão uma grande tragédia, com muitas mortes e destruição, o filme tem uma levada de comédia, o que garante boas risadas. Mas, a partir do acidente que provoca o incêndio, o filme é ação e suspense até o final. As cenas são muito bem feitas, assim como os efeitos especiais. Vale a pena conferir, pois é um ótimo entretenimento para toda a família. 

domingo, 23 de fevereiro de 2014


A história de Philomena”, produção inglesa de 2013 dirigida por Stephen Frears, é realmente incrível. Ainda mais por ser baseada em fatos reais. Muito jovem, a irlandesa Philomena Lee (Judi Dench) engravida do namorado. Enviada a um convento, ela dá à luz a um menino, Anthony, que por volta dos quatro anos é adotado por um casal de norte-americanos e levado para os EUA – na época, soube-se depois, 2.200 crianças irlandesas tiveram o mesmo destino. Ano após ano, inconformada, Philomena voltaria ao convento inúmeras vezes para tentar descobrir o destino do seu filho, mas nunca teve sucesso. Em 2002, já enfermeira aposentada morando em Londres, ela conhece o jornalista Martin Sixsmith, que na ocasião estava desempregado. Ela conta sua história e, meio a contragosto, Martin resolve ajudar Philomena a descobrir o destino do filho, busca que vai levá-los à Irlanda e aos EUA. As revelações vão acontecendo e Martin chega à conclusão que tem uma grande história nas mãos, o que se confirmaria com um livro e, agora, com um grande filme. O comediante Steve Coogan, que também escreveu o roteiro e co-produziu, interpreta o jornalista. Mas o show mesmo é de Judi Dench. Não se pode perder um filme como “Philomena”.