
sexta-feira, 10 de abril de 2015

domingo, 5 de abril de 2015


sexta-feira, 3 de abril de 2015
“PEQUENOS ACIDENTES” (“Little Accidents”), 2014, EUA, é um drama independente
ambientado numa pequena cidade americana cuja economia gira em torno de uma
mina de carvão. A história envolve dois acontecimentos trágicos: um acidente na
mina que matou 10 operários e a morte acidental de um garoto, justamente o
filho do gerente da mina. De um lado, o processo investigativo do acidente que
matou os mineiros, no qual a principal testemunha é Amos Jenkins (Boyd Holbrook),
único sobrevivente da tragédia. Do outro lado, a investigação da polícia sobre
o desaparecimento do garoto, vitimado por um acidente envolvendo Owen (Jacob
Lofland), cujo pai era uma das vítimas fatais na mina. Bill Doyle (Josh Lucas),
gerente da mina, está sendo investigado e, para piorar, não vive um bom momento
em seu casamento com Diane (Elizabeth Banks), o que vai resultar em traição por
uma das partes. As tramas caminham em paralelo até o final, sem muitas
reviravoltas ou surpresas. O filme é praticamente a adaptação de um curta, com
o mesmo nome e temática, realizado em 2010 pela jovem diretora Sara Colangelo,
que também dirige o longa. Não deixa de ser uma produção interessante, principalmente
pela oportunidade de rever a atriz Chloë Sevigny, há um tempo sumida, como a viúva
mãe de Owen.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

domingo, 29 de março de 2015

quarta-feira, 25 de março de 2015

sexta-feira, 20 de março de 2015
A
bela e competente atriz francesa Mélanie Laurent prova que é talentosa também
atrás das câmeras. Em sua estreia como diretora no drama francês “RESPIRA”
(“Respire”), 2014, Mélanie encontrou a receita
certa para fazer um suspense psicológico de primeira. A história é baseada no
livro “A Minha Melhor Amiga”, de Anne Sophie Brasme. A jovem Charlie (Joséphine
Japy), de 17 anos, faz amizade com a recém-chegada colega de colégio Sarah (Lou
de Laage). Charlie é retraída, solitária, introvertida e, além de tudo isso, asmática (condição que resultou no título do filme). Sarah, pelo contrário,
é expansiva, ousada, faz e diz o que bem entende. Enfim, personalidades
totalmente diferentes. A amizade entre as duas redundará num clima de alta
tensão a partir do momento em que a relação começa a se tornar obsessiva. A
trama se desenrola num suspense que leva o espectador a acreditar que algo de
ruim vai acontecer. O suspense também gera a expectativa das duas acabarem
entre os lençóis, como aconteceu com as principais personagens do ótimo “La Vie
D’Adèle”. Mélanie encontrou as atrizes certas para protagonizar as duas amigas.
Joséphine e Lou de Laage estão fenomenais. O filme estreou no Festival de
Cannes 2014, com excelentes críticas. Muito merecidas, aliás. Aproveito para indicar - novamente - um filme maravilhoso estrelado por Mélanie Laurent: "Le Concert". Se puder, não perca!
“TWO MEN IN TOWN" (no original francês, "LA VOTE DE L’ENNEMI” - ainda sem tradução por aqui), 2014, é uma co-produção França/EUA que tem como um de seus destaques o elenco
de veteranos: Forest Whitaker, Brenda Blethyn, Harvey Keitel, Ellen Burstyn e
Luis Guzman. A história é toda ambientada numa pequena e árida cidade no meio
do deserto do Novo México. William Garnet (Whitaker) sai em condicional após
cumprir 18 anos de prisão pelo assassinato do auxiliar do xerife Bill Agati
(Keitel). A policial Emily Smith (Blethyn) é indicada como agente da
condicional de Garnet, ou seja, vai fiscalizar suas andanças. Na prisão, Garnet
se converteu ao islamismo e adotou um comportamento exemplar. Quando sai da
prisão e tenta se recuperar trabalhando numa fazenda de gado, ele começa a ser
pressionado de todos os lados. De um, o xerife Agati, que não se conforma de
ver o assassino de seu ajudante em liberdade. De outro, a vigilância implacável
da sua agente condicional. Como se não bastasse, ainda surge Terrence (Guzman),
um sujeito envolvido com o tráfico de drogas que insiste para que Garnet trabalhe
com ele. E ainda aparece sua mãe adotiva, Mère (Burstyn), a qual não perdoa por
nunca tê-lo visitado na cadeia. Será que o ex-presidiário aguentará tanta
pressão? Para aliviar, ainda bem que aparece Teresa (Dolores Heredia), com a
qual Garnet pretende casar e viver feliz para sempre. Além do ótimo elenco, outro
trunfo do filme é o diretor francês Rachid Bouchareb, que tem em seu currículo excelentes
produções europeias como “London River”, “O Pecado de Hadewijch” e “O Atentado”.
Não dá para não mencionar também o desempenho de Whitaker, surpreendentemente
mais magro, e da maravilhosa atriz inglesa Brenda Blethyn, num papel que comprova toda a
sua versatilidade. Entretenimento com qualidade.
quinta-feira, 19 de março de 2015

terça-feira, 17 de março de 2015

segunda-feira, 16 de março de 2015

domingo, 15 de março de 2015


sexta-feira, 13 de março de 2015

quinta-feira, 12 de março de 2015

terça-feira, 10 de março de 2015

segunda-feira, 9 de março de 2015

Quando
a gente menos espera de um filme, aí é que ele surpreende. É o caso de “JULHO SANGRENTO” (“Cold in July”), EUA, 2014, direção de Jim Mickle. Com
exceção de alguns atores conhecidos e a informação de que a história é baseada
num livro escrito por Joe Lansdale, não há muitas referências. E não é que foi
exibido na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes 2014? O filme começa
num suspense eletrizante, quando um homem desconhecido invade a casa de Richard
Dane (Michael C. Hall) de madrugada. Dane apaga o bandido com um tiro, a
polícia chega e encerra o caso como legítima defesa. Russel (Sam Sheppard), o
pai do morto, sai da prisão em regime condicional e vai atrás da vingança pelo
filho morto, ameaçando a família de Dane. Quando o chefe da polícia local Ray
Price (Nick Damici) prende Russel, o filme dá uma reviravolta surpreendente,
acrescentando ao suspense um pouco de policial noir e humor negro, com muita ação
e violência. Não dá para entrar em detalhes para não estragar a surpresa. Só dá
para dizer que a história vai envolver a máfia, policiais desonestos e até uma
produtora de filmes pornográficos. Também só dá pra dizer que Dane, até então
um pacato cidadão do bem e pai de família dedicado, acaba gostando da
adrenalina de enfrentar bandidos e vai se divertir dando tiros. O filme também
tem a presença do veterano ator Don Johnson, ótimo como Jim Bob, um
investigador particular excêntrico. Entretenimento garantido!
domingo, 8 de março de 2015
“THE BETTER ANGELS” (ainda sem tradução), 2014, é daqueles filmes que, aos 20 minutos do
primeiro tempo, já tem gente abandonando a plateia. O primeiro sinal de que vem
um filme esquisito está na menção, nos créditos, do nome do diretor Terrence Malick,
que desta vez atuou como produtor. Mas dá na mesma, pois o diretor A. J.
Edwards é tão pretensioso quanto. Na verdade, um discípulo do estilo de Malick (dos abomináveis “A Árvore da Vida” e “Amor Pleno”). Em "Amor Pleno", aliás,
Malick contou com a ajuda de Edwards. “The Better Angels” é ambientado no
início do século 19 no interior de Indiana e narra um período da infância de
Abraham Lincoln. Apresenta Thomas Lincoln (Jason Clarke), o pai, como um homem
severo e muitas vezes violento. O filme também aborda a doença e o falecimento
da mãe biológica, Nancy Lincoln (Brit Marling), e o surgimento de Sarah Bush
(Diane Kruger) como a segunda mãe de Ben (Braydon Denney). O filme é todo em
P/B, tem poucos diálogos e a história é narrada in off por um primo que conviveu com Abraham Lincoln até este completar
21 anos de idade, quando saiu de casa e entrou para a história dos EUA. O filme
é muito chato. Eu não marquei no relógio, mas a duração do filme é bem maior do que a 1h35 que vem nos créditos. A sensação, então, é que dura umas dez horas. Uma
verdadeira bomba atômica. Perto desta, a de Hiroshima é um estalinho. De qualquer forma, os críticos mais afetados vão gostar e os estudantes de Cinema vão achar obra-prima. Nesse mundo, tem gosto pra tudo.
“O MELHOR DE MIM” (“The Best of Me”), 2014, é mais um drama romântico adaptado
de um livro do escritor Nicholas Sparks. Apesar da dosagem altíssima de água
com açúcar, como todos os livros do glicêmico Spars, a história até que é bem
elaborada e não tem lances muito fantasiosos. Quando eram jovens, Amanda
Collier (Liana Liberato) e Dawson Cole (Luke Bracey) viveram uma intensa
paixão, com direito à primeira vez dela. Vinte e um anos depois, os dois se
reencontram na antiga cidade, Amanda vivida agora por Michelle Monaghan e
Dawson por James Marsden. Entre idas e ao passado e vindas ao presente, o filme
vai contar o drama de Dawson, criado por um pai violento e depois acolhido na
casa de um senhor bonachão dono de uma oficina mecânica, Tuck (Gerald McRaney).
Dawson tinha planos de casar com Amanda, cujo pai, um ricaço, foi totalmente
contra e fez de tudo para impedir o relacionamento. Um acontecimento trágico,
porém, levará Dawson a cumprir pena na prisão, o que o afastará de Amanda por
um longo tempo. Com relação aos atores, o diretor Michael Hoffman pisou na bola
ao escalar o ator australiano Luke Bracey para viver o jovem Dawson e James
Marsden para o Dawson mais velho. Os traços de um e do outro são completamente
diferentes. Nem uma plástica os tornaria parecidos. O ator Luke Bracey, aliás,
parece muito mais velho do que Liana. Mas a escolha das duas atrizes foi um gol
de placa: a bela e competente Michelle Monaghan realmente parece Liana mais
velha. Um filme ideal para espectadores românticos crônicos.
sexta-feira, 6 de março de 2015

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