sábado, 10 de maio de 2014
sexta-feira, 9 de maio de 2014

quinta-feira, 8 de maio de 2014
“A Imigrante” (“The Immigrant”),
EUA, 2013, dirigido por James Gray, é um drama pesado, depressivo e melancólico. O ano é
1921. As irmãs Ewa (Marion Cotillard) e Magda Cybulski (Jicky Schnee) chegam de
navio a uma Nova Iorque gélida e sombria . Elas vêm da Polônia para tentar uma
vida melhor. Quando desembarcam e passam pela inspeção alfandegária, Clara é
diagnosticada com tuberbulose e encaminhada para tratamento no hospital da Ilha
Ellis, onde ficavam os imigrantes doentes. Em meio ao desespero de se separar
da irmã, Ewa conhece Bruno (Joaquin Phoenix), um empresário influente que dá
acolhida à moça. Na verdade, Bruno é um conhecido cafetão na cidade e convence Ewa
a ingressar no seu time. Por sua beleza, logo Ewa será a prostituta mais assediada
e a preferida de Bruno, que acaba se apaixonando por ela. Tudo muda quando Ewa
conhece Orlando (Jeremy Renner), mágico e primo de Bruno. Os dois vão disputá-la
na base dos sopapos. Dividida entre os dois homens, Ewa só vai encontrar
solução para o seu dilema quando uma situação trágica elimina um deles. O dramalhão
segue firme até o final. Nem esse trio de ótimos atores consegue salvar esse filme. Impossível deixar
de sentir um certo alívio quando, finalmente, aparece o The End.

quarta-feira, 7 de maio de 2014
“O Refúgio” (“Gimme
Shelter”), EUA, 2013, dirigido por Ron Krauss, é um drama muito parecido com o que
a gente já viu em outros filmes. A
história deste, pelo menos, é baseada em fatos reais. Aos 8 anos de idade, Apple
(Vanessa Hudgens) foge de casa e de sua mãe prostituta e viciada em drogas, June (Rosario Dawson). Passou
por reformatórios e lares adotivos, dos quais sempre fugiu. No filme, Apple já
está com 16 anos e continua cada vez mais problemática. Por intermédio de uma carta, descobre a identidade do pai,
que nunca conheceu, e vai procurá-lo. O pai, Tom Fitzpatrick (Brendan Fraser), um
empresário bem sucedido do ramo imobiliário, acolhe Apple em sua casa, pede
desculpas por nunca tê-la procurado, contando que era muito joven quando se
relacionou com June e a engravidou. A esposa de Tom, Joanna (Stephanie
Szostak), é contra a permanência de Apple. O clima fica pesado e, para piorar,
Apple descobre que está grávida. Tom e Joanna querem que ela faça um aborto e a
levam a uma clínica. Apple foge dali e rouba um carro. Durante a fuga, causa um
acidente e vai parar no hospital, onde conhece o padre Frank McCarthy (James Earl
Jones). Esse encontro vai mudar o rumo da história e da vida de Apple. A partir daí, o filme vira uma
sessão da tarde para jovens mães solteiras. Se o filme não é tão bom, louve-se
pelo menos o ótimo desempenho das duas atrizes principais, a jovem Vanessa Hudgens e Rosário Dawson.
terça-feira, 6 de maio de 2014
“Bekas”,
co-produção Suécia/Curdistão, 2012, é um
drama dos mais comoventes, sem deixar de ser sensível e alegre. Conta a
história dos irmãos Zana (Zamand Taha) e Dana (Sarwar Fazil), garotos órfãos
que vivem nas ruas de uma pequena cidade no Curdistão (norte do Iraque), um cenário
de extrema pobreza. O ano é 1990, no auge da perseguição de Saddam Hussein aos
curdos. Quando o filme “Superman” foi exibido no cinema local, Zana e Dana
encontram um jeito de assistir por uma fresta no telhado. Mas logo são
descobertos e expulsos. Pelo pouco que viram do filme, eles chegam à conclusão
que o Superman é a solução para os seus problemas. “Ele tem poderes para ressuscitar
nossos pais”, diz um irmão para o outro. Decidem, então, ir para a América. “É
lá que ele mora”. Zana e Dana conseguem comprar um burro para levá-los nessa
viagem. Eles o chamam de “Michael Jackson”. Aí começa uma grande aventura para
os garotos, onde não faltarão momentos hilariantes, como quando encontram um
agricultor analfabeto e tentam explicar a viagem. Mas o grande trunfo do filme
é a amizade, o amor e o carinho entre os irmãos. O diretor curdo Karzan Kader,
ainda criança, fugiu com a família para a Suécia no ínicio dos anos 90 e lá
mora até hoje (o que explica a co-produção). As filmagens aconteceram no
Curdistão e o elenco foi formado por atores amadores, incluindo os dois
garotos. O filme estreou no Festival de Cinema de Dubai/2012. Concluindo, “Bekas” é uma joia rara do cinema
mundial. Imperdível!
segunda-feira, 5 de maio de 2014

domingo, 4 de maio de 2014

sábado, 3 de maio de 2014


sexta-feira, 2 de maio de 2014
quinta-feira, 1 de maio de 2014

quarta-feira, 30 de abril de 2014
“Parada em pleno curso” (“Halt
auf freier Strecke”), 2011, é um drama alemão realista e muito comovente. Começa
o filme com Frank Lange, de 42 anos, ao lado da esposa, Simone, ouvindo o diagnóstico
do médico: tumor maligno na cabeça em local inoperável. Mesmo com radioterapia
e quimioterapia, alguns meses de vida. A partir daí, o filme vai mostrar o dia-a-dia
da família (o casal e dois filhos, um de 14 e outro de 8 anos) e como vão
enfrentar a trágica situação até a morte de Frank. Vai mostrar, por exemplo, a
inocência de uma criança de 8 anos ao ter que lidar com a situação. O garoto
pergunta a Frank se ele vai morrer mesmo. Frank responde que sim. E o filho
pergunta: “Você me dá o seu iPhone?”. O diretor Andreas Dresen faz com que o
espectador tenha a sensação de participar de cada momento angustiante, de
interagir emocionalmente com o doente e sua família. Estamos lá na hora em que
o médico dá o diagnóstico fatal, estamos lá nas consultas com psicólogos, vivenciamos
a visita que o casal faz à empresa de cremação para escolher o caixão e a
trilha sonora (ele escolhe The Cure e Nirvana) e acompanhamos de perto todo o
processo do avanço da doença. Sem dúvida, quem já passou por uma situação
semelhante vai se emocionar ainda mais. Com exceção de Milan Peschel, que vive
Frank, e Steffi Kühnert (Simone), o restante do elenco é formado por amadores. Aliás,
os médicos, psicólogos e enfermeiros que aparecem no filme são os mesmos
profissionais na vida real. Aí você vai compreender a frieza com que o médico
dá o diagnóstico do câncer na cena inicial. Um ator não conseguiria ser tão
frio. O filme estreou no Festival de Cannes em 2011 e ganhou o prêmio “Um Certain
Regard”. Um filme capaz de nos fazer refletir e emocionar.
terça-feira, 29 de abril de 2014

segunda-feira, 28 de abril de 2014
“O último amor de Mr.
Morgan” (“Mr. Morgan’s last Love”) é uma co-produção Bélgica/Alemanha/França/EUA de 2013. O grande Michael Caine faz um professor
aposentado que mora em Paris e está deprimido pela recente morte da esposa. Ele
conhece uma jovem professora de dança (a atriz francesa Clémence Poésy), também
deprimida pela morte do pai. Pronto: juntou a fome com a vontade de comer, esta
última do Mr. Morgan. É um filme simpático e que tem lá seus momentos de humor,
principalmente quando Mr. Morgan vai à academia da moça e ensaia uns passos de
dança.
“Vento do Oeste” (“Westwind”),
2011, Alemanha. O filme até que começa interessante. 1988, portanto um ano
antes da queda do Muro de Berlim. Dooren (Friederick Becht) e Isabel (Luise
Heyer) são irmãs gêmeas, moram na Alemanha Oriental e são duas grandes
promessas do remo. Convocadas por seu treinador, elas viajam para um campo de férias
na Hungria, onde deverão se submeter a um treinamento rigoroso com vistas a uma
importante competição que será realizada em Berlim. Durante a viagem, porém,
elas se atrasam no banheiro de um posto e perdem o ônibus. Ao pedir carona na
beira da estrada, elas conhecem os jovens Arne e Nico, da Alemanha Ocidental,
que estão em férias. A partir da chegada de Isabel e Dooren ao campo de
treinamento, o filme vira uma sessão da tarde ao estilo daquelas produções água
com açúcar da Disney, com direito a namoricos escondidos, alguém tocando violão
para os jovens em volta da fogueira e chiliques de meninas mimadas. Surpresa
verificar que o diretor, Robert Thalheim, é o mesmo do ótimo “À Espera de
Turistas”.
domingo, 27 de abril de 2014
“A Pele de Vênus” (“Venus in Fur”) foi o primeiro longa realizado por Roman Polanski depois de ter ficado preso dois
meses na Suiça no final de 2009. O filme tem apenas dois atores que atuam num
teatro vazio. Vanda (Emmanuelle Seigner) chega atrasada ao teatro para
participar de um teste para protagonista da peça “Venus in Fur”. O diretor
Thomas (Mathieu Amalric) está quase saindo e, muito a contragosto, acaba
concordando em conceder uma audição àquela estranha. A partir daí os diálogos entre
Thomas e Vanda misturam-se aos da peça escrita em 1870 pelo dramaturgo
austríaco Leopold Sacher-Masoch (o termo masoquismo vem do seu sobrenome). Para
surpresa de Thomas, Vanda conhece o texto inteiro e ainda dá sugestões de
iluminação, figurinos e cenário. Como na peça de Masoch, o filme explora o tema da dominação,
o que explica a total submissão de Thomas diante de Vanda. Só para relembrar: na
vida real, Emmanuelle Seigner é esposa de Polanski. Não estou insinuando nenhum
tipo de proteção, pois ela sempre foi uma ótima atriz. Recomendo esse filme apenas
para estudantes ou artistas de teatro. As demais categorias, como a minha
(jornalista), vão achar chatérrimo.
“Refém da Paixão” (“Labor
Day”), EUA, 2013, é um drama baseado no livro “Fim de Verão”, de Joyce Maynard,
que situa a ação nos dias que antecedem o feriado do Dia do Trabalho (Labor
Day) na cidade de Holton Mills (New Hampshire), em 1987. Adele (Kate Winslet) e
seu filho Henry (Gattlin Griffith) estão num supermercado fazendo compras quando
um homem, Frank (Josh Brolin), diz que está ferido (ele é um presidiário que
acaba de fugir do hospital) e pede ajuda. Como ele está com as mãos no pescoço
do menino, com um semblante ameaçador, Adele não tem como resistir. Leva-o para
casa. Frank vai provar que não é tão perigoso
quando os noticiários da TV fazem crer, caindo nas graças de mãe e filho. Divorciada,
solitária e infeliz, Adele vê a chegada de Henry como uma companhia adulta para
conversar e até como um complemento à sua vida sentimental frustada. Henry
sente a falta da presença do pai, que só vê aos finais de semana, mas é obrigado
a dividir sua atenção com os meio-irmãos. Frank, porém, dedica toda a sua
atenção ao garoto, ensinando-lhe alguns truques de beisebol, a consertar o
carro e a fazer uma torta de pêssegos. O que se imaginava no início um
sequestro, acaba virando uma cumplicidade familiar e uma paixão entre Adele e
Frank. Como isso tudo vai terminar, só assistindo ao filme. A direção é de Jaison
Reitman (de “Juno” e “Amor sem Escalas”).

“Rolou uma Química” (“Better
Living through Chemistry”), EUA, 2013, é uma comédia dirigida pela dupla Geoff
Moore e David Posamentier. Conta a história de Douglas Varney (Sam Rockwell),
um farmacêutico em crise no casamento com Kara (Michelle Monaghan), que só pensa em sua
academia de ginástica e em participar de provas de ciclismo. Além disso, Varney
enfrenta problemas com o comportamento nada normal do filho pré-adolescente,
que se transformou no terror da escola. Em meio a essa fase turbulenta, Varney
conhece Elizabeth Roberts (Olivia Wilde), uma bela e infeliz dona de casa
viciada em álcool e remédios. Varney também começa a manipular fórmulas de drogas
estimulantes e acaba viciado como Elizabeth. Logo, Varney e Elizabeth começam a
ter um caso, que se torna ainda mais complicado e perigoso quando decidem planejar o
assassinato do marido dela (Ray Liotta). A partir daí, Varney vai se meter em
muitas confusões, o que melhora um pouco o humor do filme, até então motivador de um ou outro sorriso amarelo. Apesar do nome
de Jane Fonda aparecer nos créditos principais, ela tem apenas uma aparição
rápida no final. Se o filme já não é tão bom, pior mesmo é o título que
inventaram em português.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
"Eu, Mamãe e os Meninos” (“Les
Garçons et Guillaume, à table!”) não é uma comédia como outras que estamos
acostumados a assistir. Está mais para um filme “de arte” e, portanto, talvez
agrade a um público mais restrito. Mas, sem dúvida nenhuma, é um filme bastante
original, criativo, sensível e, ao mesmo tempo, muito divertido. O filme foi escrito,
dirigido e interpretado por Guillaume Gallienne – ele faz dois protagonistas –
e é uma adaptação de um monólogo que ele próprio escreveu e apresentou no
teatro em 2008, com grande sucesso. A história é autobiográfica e conta como
Guilhaume foi criado pela mãe para ser uma menina. “Quanto tinha uns cinco anos,
minha mãe nos chamava - eu e meus irmãos - para almoçar gritando ‘Meninos e
Guillaume, na mesa!’, lembra ele. Até
descobrir em definitivo sua identidade sexual, Guilhaume vai descrever algumas
situações hilariantes. Numa delas, ele é surpreendido pelo pai em seu quarto imitando a Imperatriz Sissi, com saia rodada improvisada
com um edredon e um pulover amarrado na cabeça como se fosse uma enorme peruca
da época. O filme ganhou, em 2013, o Prêmio Cesar, o Oscar francês, em cinco categorias, entre elas a de melhor
filme, melhor ator e melhor roteiro adaptado. No Brasil, estreou em abril de
2014 como uma principais atrações do 5º Festival Varilux do Cinema Francês,
promovido em São Paulo. É um ótimo filme, muito inteligente, que merece ser
visto por quem aprecia cinema de qualidade.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
“Real” (“Riaru:
Kanzen naru Kubimagaryû no hi”) é um filme japonês de 2013, misto de ficção
científica, suspense, terror e fantasia. A desenhista de mangás Atsumi (Hauka
Ayase) está em coma há um ano. Seu namorado, Koichi (Takeru Satô), concorda em
participar de um experimento que vai permitir que ele entre na mente de Atsumi por telepatia e descubra os motivos que a levaram a tentar se matar. Quando a
conexão é feita com sucesso, Koichi e Atsumi voltam a se encontrar num plano
que não é real. Aliás, a partir daí, Koichi começa a ter alucinações e
confundir a imaginação com a realidade - o espectador também. Aí começam aparecer os mortos-vivos –
que, segundo a médica explica quando Koichi acorda, são “zumbis filosóficos”
(???). Nas indas e vindas à mente de Atsumi, Koichi volta ao passado e tenta
achar, a pedido dela, o desenho de um Plesiossauro, um réptil gigante que viveu
em outras eras. Os dois também querem identificar o fantasma de um garoto que
aparece para assustá-los. E por aí vai esse filme fantasioso, com direito até a uma reviravolta meio absurda quase no final e à aparição de um Plesiossauro no tamanho natural para atormentar ainda mais a vida do casal. O diretor do
filme é Kiyoshi Kurosawa, que, por sinal, não tem nenhum parentesco com o grande
Akira Kurosawa. Para alívio dos cinéfilos de plantão e do próprio mestre...
Assinar:
Postagens (Atom)