
domingo, 21 de dezembro de 2014


sábado, 20 de dezembro de 2014
“O JUIZ” (“The
Judge”), 2014, EUA, é um drama que, na mão de outro diretor, poderia descambar
para um dramalhão daqueles. Mas David Dobkin, que já havia dirigido as comédias
“Penetras Bons de Bico”, “Uma Noite Fora de Série” e “Eu queria ter a sua vida”,
amenizou a história com muito humor. Não deve ter sido fácil. Afinal, o juiz do
título, Joseph Palmer (Robert Duvall), fica viúvo, é acusado de assassinato e
tem um câncer avançado; seu filho mais novo é deficiente mental e ele não se dá
com o filho do meio, Hank Palmer (Robert Downey Jr.), um advogado sem escrúpulos que não recusa defender gente da pior qualidade. Ele se justifica para um colega dizendo que "Os inocentes não podem pagar meus honorários". Para defendê-lo no tribunal, Joseph contrata um advogado incompetente e atrapalhado. A muito custo,
Joseph concorda que Hank o defenda. Em sua grande parte, o filme retrata
justamente a difícil relação entre Hank e o pai, alguns flashbacks da família em filmes antigos e muitas cenas de tribunal. Mas o grande
destaque do filme é, sem dúvida, o ótimo elenco. Além de Downey e Duvall,
também trabalham Vera Farmiga, Billy Bob Thornton, Vincente D’Onofrio e Jeremy
Strong. Como curiosidade, vale lembrar que Jack Nicholson e Tommy Lee Jones
foram cogitados para o papel do Juiz, que ficou em boas mãos com Duvall. Há que
se destacar também Vera Farmiga, que, além de excelente atriz, está mais madura
e cada vez mais bonita. Trata-se de um ótimo entretenimento.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
“ISOLADOS”, 2014,
direção de Tomas Portella, é mais uma tentativa do cinema brasileiro de
emplacar um filme no gênero suspense. Pena que ainda não foi desta vez, embora
seja superior a outras produções. Na verdade, trata-se de um suspense com cara
de terror psicológico, na linha de “O Sexto Sentido” ou “Os Outros”. O médico psiquiatra Lauro (Bruno Gagliasso) e sua namorada e paciente Renata (Regiane Alves)
alugam um casarão na região serrana do Rio de Janeiro para passar alguns dias. Eles
não sabem, mas dias antes houve o assassinato de uma menina. E a polícia está
por lá investigando. Enquanto isso, Lauro e Renata são atacados durante um
passeio na floresta e se trancam no casarão com medo de um novo ataque. Renata sofre
de ataques histéricos e Lauro começa a perder o controle. A tensão aumenta cada
vez mais e, alguns sustos depois, o mistério é desvendado, numa reviravolta inesperada
e surpreendente. O ator José Wilker faz uma aparição rápida no filme como Dr.
Fausto, colega de Lauro no hospital psiquiátrico. Foi o último filme de Wilker,
que acabou homenageado nos créditos finais.
terça-feira, 16 de dezembro de 2014

domingo, 14 de dezembro de 2014



sábado, 13 de dezembro de 2014

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

“O ARTISTA E A MODELO” (“El Artista
y La Modelo”) é uma produção espanhola de 2012, com direção de Fernando Trueba
(de “Belle Époque”, ganhador do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1993). Ambientado
em 1943 num pequeno vilarejo do interior da França próximo à fronteira da
Espanha, o filme conta a história do relacionamento do famoso escultor Marc
Cross (Jean Rochefort) com Mercé (Aida Folch), uma jovem espanhola fugitiva do
regime de Franco. Léa (Claudia Cardinale), esposa de Cross, acolhe a jovem e a
acomoda no ateliê do marido que, aos 80 anos, não trabalhava mais. A chegada da
bela Mercé, porém, dá uma renovada em Cross, que começa a esculpir de novo utilizando a
jovem como modelo. Em meio ao seu trabalho de escultor, Cross conversa muito
com Mercé, em diálogos recheados de humor e erudição, abordando temas como
filosofia, política, arte e religião. Num desses diálogos, o escultor confessa a
Mercé que existem duas provas da existência de Deus: a criação da mulher e do azeite.
Cross não acredita que Deus, responsável pela criação de tantas coisas bonitas,
como o mar e as florestas, possa ter criado um ser tão feio quanto o homem. Outro
diálogo que merece ser ressaltado é aquele em que Cross discute um famoso desenho
de Rembrandt com a modelo, um dos momentos mais tocantes do filme. Mercé aparece nua praticamente o filme inteiro, mas
a (ótima) fotografia em preto e branco atenua qualquer eventual apelo sexual. É
um filme muito bonito, valorizado por um ótimo elenco. Destaque para Claudia
Cardinale, que, aos 70 anos, ainda guarda a beleza que a consagrou como uma das
maiores musas do Cinema nas décadas de 60/70. Quanto a Rochefort, ele comprova a condição de melhor ator francês da atualidade.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

domingo, 7 de dezembro de 2014


sábado, 6 de dezembro de 2014

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
“MAGIA AO LUAR” (“Magic
in the Moonlight”), 2014, é mais uma comédia romântica de Woody Allen. O filme
foi todo rodado na França, como Allen já havia feito há cerca de três anos com “Meia-Noite
em Paris”. Desta vez, ele ambienta a história em 1928 na Cote d’Azur, em meio a
famílias abonadas, mansões luxuosas e cenários deslumbrantes. Stanley Crawford (Colin Firth) é um
famoso mágico que atua em espetáculos pela Europa como o chinês Wei Ling Soon. Ele também é conhecido por
denunciar, com provas, charlatões que anunciam possuir poderes mediúnicos. A
pedido de um antigo amigo, Stanley segue para a mansão da milionária viúva
Grace (Jacki Weaver) com o objetivo de desmascarar Sophie (Emma Stone), uma jovem
que se diz médium. Ela garante que entrará em contato com o espírito do falecido
marido de Grace. Sophie é alvo da paixão de Brice (Hamish Linklater), filho de
Grace, que a pede em casamento. Só que Stanley também se apaixona, e os dois disputarão
o coração de Sophie, até que uma inesperada revelação acontece e muda o rumo da
história. Em suas últimas comédias românticas, Woody Allen tem privilegiado
mais o romance do que a comédia, restrita exclusivamente a um ou outro diálogo.
Dessa forma, as antigas gargalhadas se transformam em poucos sorrisos. De
qualquer forma, o texto continua inteligente e, mesmo sendo um Allen inferior,
é bem superior a muito filme que anda por aí fazendo sucesso.
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
“UM CASTELO NA ITÁLIA” (“Um Château
en Italie”), 2012, França, é mais um filme escrito, dirigido e protagonizado
pela atriz Valeria Bruni Tedeschi (irmã de Carla Bruni, ex-primeira dama da
França). Baseado na peça teatral “O Jardim das Cerejeiras”, do escritor russo
Anton Tchekhov, o enredo tenta misturar comédia com drama ao contar a história de uma tradicional
família francesa falida que precisa vender um casarão – quase um castelo, daí o
título - na Itália. Só que no casarão mora Ludovic (Filippo Timi), recluso
desde que começou o tratamento contra a AIDS. Sua irmã Louise (Valerie Bruni
Tedeschi), uma quarentona frustrada por não ter filhos, quer engravidar de
qualquer maneira. Atriz mal sucedida, ela descarrega todas as suas frustações
bancando a abobalhada e espalhafatosa, tendo constantes ataques histéricos, o que transformou a personagem, embora a principal do filme, numa figura das mais desagradáveis e enervantes. Se a intenção era fazer
uma comédia, saiu tudo errado, pois não há graça nenhuma. Se a ideia era acrescentar
algum drama ou romance, também fracassou. Na verdade, tudo resultou num filme
pretensioso demais, querendo ser "Cinema de Arte". O filme disputou a Palma de Ouro no Festival de Cannes 2013. Não ganhou, claro. Não é filme para palmas...
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
“INSEPARÁVEIS” (“Da
Geht Noch Was”), 2013, é um filme alemão que mistura comédia, drama e romance,
cada um na dose certa. A história começa quando Conrad (Florian David Fitz)
recebe a notícia de que sua mãe Helene (a ainda bela e charmosa Leslie Malton)
deixou seu pai Carl (Henry Hübchen) por outro homem, depois de 40 anos de casamento.
Em alguns flashbacks, Conrad relembra
o horror que tinha do pai, um homem ranzinza e extremamente mal-humorado, que
gostava de tratá-lo da pior forma possível. Quando a mãe pede a Conrad que vá à
antiga casa para pegar um quadro, ele leva Jonas (Marius Haas), seu filho
adolescente. Durante a visita, Carl sofre um acidente e precisa ficar em
repouso e aos cuidados de alguém. Muito a contragosto, Conrad resolve cuidar do
pai por um tempo. Com isso, Conrad vai colocar em risco seu casamento com
Tamara (Thekla Reuten, hilariante), com quem iria viajar de férias. Em sua
primeira metade, o filme é uma comédia das mais divertidas. Na segunda metade,
descamba para o drama romântico, com direito a tentativas de reaproximação dos
casais e até a uma doença grave, o que não impede que o filme permaneça em
clima de alto astral e termine, para a alegria geral, no maior happy-end. Resumindo: trata-se de um
filme bastante agradável, sem nenhuma contraindicação, ideal para uma sessão família com pipoca e guaraná.
domingo, 30 de novembro de 2014


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