
segunda-feira, 21 de abril de 2014

sábado, 19 de abril de 2014
“Quando chama o Coração” (“When calls
the Heart”), EUA, 2013, é o filme piloto que deu origem à série de TV que
começou a ser exibida em janeiro de 2014 pelo Hallmark Channel. Pelo aperitivo,
já dá para perceber que é uma produção de época (início do Século XX)
tipo novela das seis da Globo. Ou seja, um romance “água com açúcar” – com muito
mais açúcar do que água. A jovem Elizabeth Thatcher (Poppy Drayton) - nada a ver com a Dama de Ferro -, uma das três
filhas de um milionário nova-iorquino, resolve ser professora e começa a
procurar emprego. Numa noite, vasculhando a enorme biblioteca da casa, encontra
o diário escrito por sua tia Elizabeth (Maggie Grace), irmã do seu pai, que
conta sua aventura como professora numa longínqua cidade do Oeste, perto da
fronteira com o Canadá, num lugar chamado Vale do Carvão. Em seu relato, a tia ainda
conta sobre sua paixão por um oficial da Polícia Montada, Wynn Delaney (Stephen
Amell). Em flashback, o filme mostra as cenas da tia conforme os fatos
relatados no diário. Entusiasmada com a experiência da tia, Elizabeth se enche
de coragem e decide ir para o mesmo lugar. O filme piloto termina com a jovem chegando
à cidade, realmente um fim de mundo. A história é baseada no romance “Love
Comes Sofity”, de Janette Okke.

“Filhos do Divórcio” (“A.C.O.D. – Adult Children of Divorce”), EUA, 2013, é uma comédia bem
legal. Carter (Adam Scott) já passou dos
trinta anos e ainda carrega consigo o trauma da separação dos pais, fato que
aconteceu há muitos anos. A relação de Hugh (Richard Jenkis), o pai, com Melissa
(Catherine O’Hara), a mãe, sempre foi turbulenta, com brigas homéricas, nas quais
xingamentos e palavrões eram bastante comuns. Depois da separação, porém, nunca mais se
viram. Ele casou mais duas vezes e ela vive um casamento estável com um cara
bonachão. As coisas pareciam estar em seus devidos lugares quando, de repente, o
irmão mais novo de Carter resolve se casar. Carter vai pedir aos pais que concordem
em ir ao casamento do irmão e que aturem a presença um do outro. Pronto, bastou
para iniciar uma série de confusões envolvendo toda a família. Um jantar num
restaurante japonês – a noiva do irmão de Carter é japonesa – reunindo as duas
famílias é um dos pontos altos da comédia, que ainda tem no elenco a gata
Jessica Alba, Amy Poehller e Jane Linch. A direção é de Stuart Zicherman. Um
bom programa para uma sessão da tarde.
“Diário Perdido” (“Mères
et Filles”), 2009, é um drama francês dirigido por Julie Lopes-Curval. Não que
o título em português seja ruim, mas o original em francês, “Mães e Filhas”, é
mais condizente com a história. Audrey (Marina Hands) viaja do Canadá, onde
trabalha há anos, para a França com o objetivo de visitar os pais, Martine
(Catherine Deneuve) e Michel (Michel Duchaussoy), que moram num vilarejo à
beira-mar. Percebe-se desde o início que Martine é uma mulher amargurada e que
sua relação com a filha não é das melhores. Audrey aproveita para rever a casa onde moravam
os avós, fechada após a morte do avô. Escondido atrás de um velho armário, ela
acha um diário escrito por Louise, sua avó. Entre receitas culinárias e
anúncios de revistas dos anos 1950, Audrey encontra o relato de uma mulher infeliz
no casamento e disposta a dar uma guinada em sua vida. Até as revelações do
diário, a história “oficial” contada pela mãe Martine era a de que Louise havia
fugido de casa, abandonando o marido e os filhos, talvez por causa de um amante.
Ao ler e interpretar os fatos narrados no diário, Audrey vai descobrir que a
história aconteceu de forma diferente, o que fará com que o desfecho do filme
seja bastante surpreendente. Muito bem utilizado pelo diretor o recurso de fazer
com que Andrey interaja com os personagens do passado na mesma cena, tornando
reais os fatos como ela imagina terem acontecido. O filme é ótimo e merece ser
visto.
sexta-feira, 18 de abril de 2014
O suspense policial francês “Assassinato
em 4 Atos” (“Le
Marque des Anges – Miserere), 2013, dirigido por Sylvain White, apresenta uma
trama bastante fantasiosa (nazistas fazendo experiências médicas em
prisioneiros políticos no Chile, crianças cujo canto estoura os tímpanos das
pessoas etc.). A história, baseada no romance de Jean-Christophe Grange, começa
com o assassinato de um maestro de um coral de crianças. Ele é encontrado com
os tímpanos estourados. A polícia francesa começa a investigar os motivos dessa
morte. Paralelamente, de forma não oficial, também passam a investigar o crime
o policial Frank Salek (Joey Starr) e o ex-policial Lionel Kasdan (Gérard
Depardieu). Frank tem um fato do passado como motivo para tentar a captura do
assassino e Kasdan vê nesse trabalho um bom motivo para sair da letargia de sua
recente aposentadoria. A dupla vai descobrir uma forte ligação dos assassinos
com os ideais nazistas e ainda um plano para assassinar uma importante autoridade.
Depardieu está enorme de gordo e com dificuldades de se locomover, o que,
convenhamos, não combina com um personagem que precisa perseguir bandidos. O
filme até que tem bastante ação e suspense, o que prende a atenção, mas está
muito longe dos melhores policiais franceses, talvez prejudicado por uma
história tão mirabolante.
quarta-feira, 16 de abril de 2014

segunda-feira, 14 de abril de 2014
O ótimo drama alemão “À Espera de Turistas” (“Am
Ende kommen Touristen”), dirigido por Robert Thalheim, estreou no Festival de Cannes em 2007, mas, por alguma
razão que não sei, só chegou aos cinemas do Brasil em 2013. O jovem alemão Sven
(Alexander Fehling), ao invés de ingressar no Serviço Militar, faz a opção de integrar
um trabalho comunitário na cidade polonesa de Oswiecim (ex-Auschwitz). Aqui,
ele vai trabalhar no museu dedicado às vítimas do holocausto durante a 2ª Guerra
Mundial. Uma de suas tarefas é servir de cuidador do velho Krzeminski (Ryszard
Ronczewski), um sobrevivente do campo de concentração que costuma dar palestras
aos turistas que visitam o museu. Numa delas, um jovem turista pede para ver
o número de prisioneiro tatuado no braço de Krzeminski. O jovem olha e diz que
o número está meio apagado. “É que eu não quis retocar”, responde o velho, talvez
no único momento de humor do filme. Krzeminski também é responsável pela
manutenção e conserto das malas abandonadas pelos judeus antes de serem mortos
nas câmaras de gás. Por razões óbvias, Krzeminski não recebe bem o jovem alemão
e o trata de maneira bem rude, assim como os poloneses da cidade. Sven, porém,
acaba se afeiçoando ao velho, entendendo a revolta dele pelo que seus
antepassados fizeram. “À Espera de Turistas” é um filme forte, um tanto
melancólico, mas bastante impactante e esclarecedor. E sua mensagem é clara: as
feridas do holocausto jamais serão cicatrizadas.
domingo, 13 de abril de 2014

sábado, 12 de abril de 2014


quinta-feira, 10 de abril de 2014

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Convém tomar um Dramin antes de começar a assistir “Até o Fim” (“All is Lost”). Afinal, serão
106 minutos no mar ao lado de Robert Redford, cujo personagem, um experiente
navegador, não tem nome, profissão ou outra qualquer indicação de sua vida
civil. Ele está navegando em seu belo veleiro de 12 metros pelo Oceano Pacífico
(não há também explicação sobre o motivo da viagem). A embarcação tem o nome de
“Virginia Jean” (quem será essa mulher?). Um dia, ele acorda com um estrondo:
um contêiner à deriva bate no barco e provoca um rombo no casco. A água que
entra danifica o rádio e os instrumentos de navegação. Mas isso não é o
pior. Uns dias depois, vem uma violenta tempestade que acaba por afundar o
veleiro. O jeito é se virar com o bote salva-vidas inflável. Impossível não
associar a situação do navegador com a da astronauta vivida por Sandra Bullock
em “Gravidade”. Ambos buscam sobreviver, sozinhos e abandonados à própria sorte:
Bullock perdida no espaço e Redford no vasto oceano. Assim como em “Gravidade”,
o suspense e a tensão predominam desde o começo até o final do filme. E mesmo com
apenas um personagem, sem qualquer diálogo ou monólogo, “Até o Fim” não fica monótono em nenhum
momento. O filme recebeu apenas uma indicação para o Oscar 2014 (Melhor Edição
de Som), uma grande injustiça com Redford, que merecia concorrer a Melhor Ator.
terça-feira, 8 de abril de 2014
“Metro Manila” (co-produção
Reino Unido/Filipinas de 2012), dirigido pelo inglês Sean Ellis, justifica plenamente
toda a fama que o precede. Foi aclamado
em vários festivais pelo mundo afora, inclusive no Sundance Film Festival 2013,
no qual fez sua estreia, além de ter
sido indicado para concorrer ao Oscar 2014 de Melhor Filme Estrangeiro pelo
Reino Unido, embora seja falado em filipino. Não é para menos. Este ótimo drama social, que a partir da sua
metade ganha ação e suspense e se transforma num vigoroso thriller policial, conta
a história de Oscar Ramirez (Jake Macapagal), um pequeno e pobre agricultor que
abandona os campos de arroz no norte das Filipinas para tentar uma vida melhor na
capital Manila (Metro Manila é o nome dado à região metropolitana da cidade). Ele leva a esposa Mai (Althea Vega) e as duas
filhas pequenas. O casal vai encarar a dura realidade de uma cidade grande e se
deparar com gente da pior espécie. Oscar consegue o emprego de motorista numa empresa
de segurança transportadora de valores e Mai vai trabalhar como dançarina numa
casa noturna. Ao ser bajulado pelo seu chefe Ong (John Arcilla) na firma de
segurança, Oscar não percebe que está sendo manipulado para participar de um
golpe. Quando finalmente percebe, é tarde demais, pois ele já está envolvido até
o pescoço na tramoia. Um incidente fatal, porém, vai fazer o plano ir por água
abaixo. É aí então que Oscar deixa a ingenuidade de lado e parte para a ação, o
que vai levar a um desfecho surpreendente e, ao mesmo tempo, tocante. Um
filmaço simplesmente imperdível!
domingo, 6 de abril de 2014
Os irmaõs Joel e Ethan Coen escreveram e dirigiram “Balada de um Homem Comum” (“Inside
Llewyn Davis”), produção de 2013. Conta a história de Llewyn Davis (Oscar
Isaac), que na Nova Iorque do início da década de 60 abandona um emprego na
marinha mercante para tentar o sucesso como cantor e compositor de música folk,
gênero que consagrou Bob Dylan e Joan Baez. O personagem Llewyn Davis foi
inspirado num cantor que realmente existiu, um tal de Dave von Ronk. Um achado
dos irmãos Coen. Fracassado, sem dinheiro, ele não tem nem onde dormir, nem
casaco para vestir no inverno rigoroso de Nova Iorque. Passa as noites de favor
na casa de um ou outro amigo. Apesar disso, é arrogante e se acha o máximo. Até que ele agrada a plateia quando canta num barzinho especializado em apresentações ao vivo de músicos de folk. Quando
finalmente consegue um teste com um empresário importante que pode alavancar
sua carreira, estraga tudo ao cantar a canção “The Death of Queen Jane”, cuja
letra fala da morte de uma mulher durante o parto. Ou seja, sem nenhuma chance
de conseguir sucesso junto ao público e nem de vendagem. Apesar do tom
melancólico da história e do seu personagem principal, há ótimos e divertidos diálogos.
O filme teve duas indicações para o Oscar 2014: de melhor fotografia e mixagem
de som. Não ganhou nem um nem outro. Talvez tenha sido injusta a não indicação
do ator guatemalteco Oscar Isaac, ótimo no papel de Davis.

sábado, 5 de abril de 2014
Uma reflexão sobre a China contemporânea. Foi assim que o filme “Um Toque de Pecado” (“Tian Zhu Ding”, ou no inglês “A Touch of Sin”) foi lançado nos cinemas e apresentado no Festival de Cannes de 2013, quando conquistou o prêmio de Melhor
Roteiro. Se você estiver em busca de entretenimento leve, porém, passe longe. São
quatro episódios, independentes uns dos outros, que contam a história de personagens
comuns cuja única ligação será o desfecho trágico destinado a cada um deles. No
primeiro episódio, um trabalhador se revolta contra a corrupção em sua aldeia; no
segundo, um homem comete crimes brutais para ajudar a família; no terceiro, uma
jovem recepcionista numa sauna masculina revida com violência o assédio sexual
de dois homens; no último, um jovem não aguenta a pressão de ser explorado nos
empregos. Não é um filme agradável de assistir, pois tem muitas cenas de
violência explícita, duas delas contra animais. Mas é um filme importante por
destacar o estilo de um diretor que está sendo considerado um dos melhores do
cinema chinês atual. Uma coisa é certa: impossível ficar indiferente ao filme durante
e ao final de sua exibição. É claro que muitos críticos profissionais escreveram
verdadeiros tratados sociológicos para explicar as intenções do diretor. É
melhor você assistir e tirar suas próprias conclusões.
sexta-feira, 4 de abril de 2014

quarta-feira, 2 de abril de 2014
“O Guardião das Causas
Perdidas” (“Kvinden I Buret” ou no inglês “The Keeper of Lost Causes”), dirigido
por Mikkel Norgaard, é um suspense dinamarquês de tirar o fôlego. Depois de ser
baleado numa missão em que resolveu agir por conta própria, sem esperar a chegada
de reforços, como estava combinado, o detetive Carl Morck (Nikolaj Lie Kaas) é transferido
para um setor de casos arquivados sem solução. Muito a contragosto, é obrigado
a aceitar como assistente o policial Assad (Fares Fares). O primeiro caso que reabrem
envolve o desaparecimento de uma mulher, Merete Lynggaard (Sonja Richter), há cinco
anos. As conclusões da época levam a crer que ela se suicidou, atirando-se ao
mar de uma balsa. As investigações de Carl e Assad, porém, vão mudar o rumo da
história. O resumo fica por aqui para não estragar as surpresas do enredo. O
filme foi um grande sucesso de público quando estreou nos cinemas da Dinamarca,
no final de 2013. E realmente, o filme é muito bom. Tem ação e suspense na dose
certa, uma história bem elaborada, um vilão assustador e um detetive mal-humorado,
arrogante, rebelde e estressado. Enfim, os clichês que fazem um bom filme
policial. Um programão para quem curte o gênero.
segunda-feira, 31 de março de 2014

domingo, 30 de março de 2014

Como
a maioria das comédias românticas, “Noivos por Acaso” (“One Small Hitch”), 2013, não foge à regra:
é previsível demais. Molly (Aubrey Dollar) está no aeroporto aguardando o voo
para Chicago, onde sua mãe se casará pela segunda vez. Ela vai levar o namorado
para a família conhecer, mas, enquanto espera a chamada para embarcar, fica
sabendo sem querer que ele é casado. Claro que a relação vai acabar ali. Ela,
então, fica arrasada, mas eis que aparece Josh (Shane McRae), um amigo de infância
que também vai para Chicago visitar o pai que está muito doente. Josh conta a Molly
que o sonho do seu pai, antes de morrer, é ver o filho casado ou pelo menos
encaminhado nesse sentido. Sensibilizada, Molly topa fingir que é noiva de
Josh. As duas famílias ficam entusiasmadas com a notícia do futuro casamento e
aí começam as confusões. E mesmo com algumas reviravoltas, você já sabe de
antemão quem vai formar o casal do “happy end”. O filme até que começa bem, mas
não engrena. Em nenhum momento consegue ser engraçado nem engraçadinho. Apenas
bobinho.
“O Grande Herói” (“Lone Survivor”), 2012, é um
drama de guerra baseado numa história real que aconteceu em 2005, durante a
Operação “Asa Vermelha”, criada e planejada pela Marinha dos EUA para localizar
e matar o líder terrorista talibã Shah, escondido numa vila remota no
Afeganistão. Quatro soldados de elite, liderados pelo oficial Marcus Luttrell
(Mark Wahlberg), foram designados para a missão, até então considerada de fácil
execução. Eles verão, porém, que na prática as coisas não acontecerão como o planejado.
Ao se aproximarem da vila, os soldados são surpreendidos por três pastores de
cabras. Ao invés de prendê-los, impedindo que avisem os talibãs, os soldados
resolvem soltá-los. Por causa desse imprevisto, acham melhor abortar a missão e
chamar os helicópteros para resgatá-los. Tarde demais. De repente, centenas de
talibãs saem em seu encalço e aí eles vão sofrer na pele - e nos ossos – as
consequências do escrúpulo que tiveram ao liberar os pastores. As cenas são de
um incrível realismo, principalmente aquelas em que os soldados despencam morro
abaixo, chocando-se contra pedras e árvores. Um filmaço, repleto de ação e
suspense do começo ao fim. O famoso filme super
bonder: você não consegue desgrudar da poltrona. Outro ótimo filme nessa
linha é “Falcão Negro em Perigo”, de 2001, dirigido por Ridley Scott, também
baseado em fatos reais.
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