
quinta-feira, 23 de julho de 2020

quarta-feira, 22 de julho de 2020

terça-feira, 21 de julho de 2020
“CASTELO
DE AREIA” (“SAND CASTLE”), 2017, Estados Unidos/Inglaterra, produção Netflix, 1h53m,
direção do cineasta brasileiro Fernando Coimbra. A história é ambientada durante a ocupação norte-americana no Iraque,
em 2003, e acompanha um pelotão encarregado de ações em Bagdá. Como última
missão, os soldados devem ir até o vilarejo de Bakuba consertar o serviço de
fornecimento de água, destruído meses antes em um ataque aéreo realizado pelos próprios
norte-americanos. Só que a população local, embora seja beneficiada pelos reparos,
não quer a presença dos soldados. O personagem principal é o soldado Matt Ocre
(Nicholas Hoult), que se alistou em 2001 no exército como alternativa para
pagar sua faculdade. Porém, não imaginava que seria enviado para o front, ou
seja, o Iraque. Do medo inicial – ele chegou a forjar um ferimento para cair
fora da ação -, Ocre vai aos poucos adquirindo gosto pelo perigo, tornando-se
um ótimo soldado. As cenas de batalha são muito bem realizadas e a tensão corre
solta do começo ao fim, lembrando “Falcão Negro em Perigo” e o sul-coreano “Sequestro
no Mar Vermelho”, dois dos melhores filmes de guerra ambientados no Oriente Médio.
Além de Nicholas Hoult (“Ex-Men”), estão no elenco Henry Cavill ("Batman vs. Superman"), Logan
Marchall-Green, Glen Powel e Tommy Flanagan, só para citar os mais conhecidos. Em
seu primeiro filme em língua estrangeira, Fernando Coimbra comprova que é um
dos diretores mais promissores do cinema atual. Ele já havia mostrado
competência no excelente “Um Lobo Atrás da Porta” e em dois episódios da série “Narcos”,
chamando a atenção dos produtores internacionais. Em “Castelo de Areia”,
Coimbra contou com a colaboração do roteirista Chris Roessner, um ex-soldado do
exército norte-americano que também esteve no Iraque. O filme estreou na
plataforma Netflix no dia 21 de abril de 2017.
domingo, 19 de julho de 2020

sexta-feira, 17 de julho de 2020
BUSCA
SEM LIMITES (“COLLIDE”), 2016, coprodução Alemanha/Estados Unidos/Inglaterra, disponível
na plataforma Netflix, 1h39m, roteiro e direção de Eran Creevy. A história é
centrada no norte-americano Casey Stein (Nicholas Hoult), que resolveu se refugiar na Alemanha depois de se envolver em atividades ilícitas em seu país.
Na cidade de Colônia, Casey continuou no crime, vendendo drogas nas baladas
para o traficante turco Geran (Ben Kingsley), que por sua vez tem como sócio o mafioso
Hagen Kaal (Anthony Hopkins), um poderoso empresário do setor de transportes,
também envolvido com o tráfico – seus caminhões transportam as drogas. Quando
conhece a garçonete Juliette (Felicity Jones), Casey se apaixona e resolve
abandonar o crime. Só que Juliette revela que sofre de uma doença grave e
precisa urgentemente de um transplante de rim, mas não tem dinheiro para pagar a
operação. Diante disso, para conseguir a grana e salvar a vida da namorada, Casey
resolve realizar um último trabalho para Geran, na verdade um golpe contra
Hagen. O filme tem bastante ação e o maior destaque fica por conta das perseguições
nas ruas e estradas ao redor de Colônia, nas quais o diretor Creevy utiliza
carrões de marcas famosas, entre as quais Jaguar, Aston Martin e Mercedes. São
sequências muito bem realizadas, algumas de tirar o fôlego. Não há dúvida de
que a presença de astros como Anthony Hopkins e Ben Kingsley, além dos novatos
Nicholas Hoult (“Castelo de Areia”) e Felicity Jones (“A Teoria de Tudo”), serviu
para valorizar o filme, mas não a ponto de justificar uma recomendação
entusiasmada. De qualquer forma, como filme de ação, “Busca sem Limites” até que
é um bom entretenimento.
quarta-feira, 15 de julho de 2020
“ATÔMICA”
(“ATOMIC BLONDE”),
2017, Estados Unidos, 1h55m, direção de David Leitch. Trata-se de um filme de
ação e espionagem inspirado na HQ “Atomic – The Coldest City”, de Antony Johnston
e Sam Hart, que o roteirista Kurt Johnstead adaptou para o cinema. A história é
toda centrada em Lorraine Broughton (Charlize Theron), agente secreta do M16
(Serviço Secreto Britânico). Às vésperas da queda do muro de Berlim, em 1989,
Lorraine recebe a missão de viajar até a capital alemã para investigar a morte
de um agente inglês e descobrir o paradeiro de uma lista de espiões duplos que
forneciam informações para os russos durante a Guerra Fria. Só que a tal lista
também é disputada, além da Inglaterra, por agentes secretos da Rússia, França,
Estados Unidos e Alemanha. Imaginem a confusão em que Lorraine irá se meter,
mas ela briga bem e não tem medo de marmanjo. “Atômica” garante muitas
sequências empolgantes de ação. Nesse ponto, há que se destacar o trabalho da
atriz sul-africana Charlize Theron, que nesse filme está mais bonita do que
nunca. Ela não nega fogo somente com os inimigos, mas também entre os lençóis,
em cenas muito calientes com a atriz argelina Sofia Boutella. Além da beleza e
competência como atriz, o diretor David Leitch soube explorar de Charlize um
olhar fatal capaz de trincar vidros blindados. Resumindo, a atriz carrega o
filme nas costas, embora acompanhada por um excelente elenco: James McAvoy,
John Goodman, Eddie Marsan, Toby Jones e Till Schweiger. A trilha sonora, de
muito bom gosto, também apresenta papel fundamental na história: New Order,
David Bowie, Public Enemy, The Clash, George Michael e Queen, só para citar os
mais conhecidos. Há que se ressaltar também o ótimo trabalho na direção de
David Leitch, um especialista em filmes de ação, como comprovam “John Wick: De
Volta ao Jogo”, “Dead Pool 2” e Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw”,
entre outros. Produzido com um orçamento de US$ 30 milhões, “Atômica” rendeu
mais de US$ 90 milhões nas bilheterias, ou seja, um grande sucesso. Vale a
pena só por Charlize, mas os complementos também são ótimos. Imperdível!
segunda-feira, 13 de julho de 2020
“OLHOS
QUE CONDENAM” (“WHEN THEY SEE US”), 2019, Estados Unidos, minissérie em quatro
capítulos da Netflix, roteiro e direção de Ava DuVernay (do excelente “Selma”).
A história é baseada em fatos reais. Na noite do dia 19 de abril de 1989, um
grupo de mais de 30 adolescentes do Harlem resolveu tumultuar o ambiente
familiar do Central Park, assediando mulheres, xingando ciclistas e provocando
quem por ali passava. Ao mesmo tempo, perto dali, uma jovem corredora seria estuprada
e morta. No meio de toda aquela confusão, a polícia prendeu cinco adolescentes,
acusando-os do assassinato. Detalhe: a vítima era branca e os cinco rapazes
afrodescendentes, entre os 14 e 16 anos de idade. O caso, de grande repercussão
em todo o país, foi a julgamento e os jovens acabaram condenados, até que em
2002 aconteceria uma reviravolta (não vou entrar em detalhes para não estragar a
surpresa). A minissérie carrega no drama dos garotos, mostra como funcionaram os interrogatórios abusivos
da polícia, com muita tortura psicológica, o sofrimento das famílias, o
julgamento e o destino de cada um dos acusados. Nessa época, aliás, um tal de
Donald Trump, magnata do ramo imobiliário de Nova Iorque, fazia campanha para a
volta da pena de morte no Estado. Vamos ao excelente elenco: primeiro, os cinco
rapazes – Jharrel Jerome, Caleel Harris/Jovan Adepo (jovem/adulto), Marquis
Rodriguez/Freddy Miyares, Ethan Herisse/Chris Chalk, Asante Blackk/Justin
Cunningham; Vera Farmiga, Kylie Bunbury, Annjanue Ellis, Marsha Stephanie
Blake, Felicity Huffman, Michael K. Williams, William Sadler e Felicity
Huffman. Lembro ainda que entre os produtores estão Oprah Winfrey e Robert De
Niro. Nas primeiras semanas após sua estreia, dia 31 de maio de 2019, a minissérie
foi vista por 23 milhões de espectadores em todo mundo, ou seja, mais um grande
sucesso da Netflix. E vale todos os elogios, pois é excelente, forte e
impactante. Imperdível!
sábado, 11 de julho de 2020

quinta-feira, 9 de julho de 2020
“NADA
ORTODOXA” (“Unorthodox”), Alemanha, minissérie da Netflix (lançada em 26 de março de 2020), em
quatro capítulos, direção de Maria Schrader, com roteiro escrito por Anna
Winger e Alexa Karolinski, que adaptaram a história inspiradas na autobiografia de Deborah
Feldman (“Unorthodox: The Scandalous Rejection of My Hasidic Roots”), de 2012. O
drama é todo centrado na jovem judia Esther Shapiro (Shira Haas), de 19 anos, que
mora com a família ultraortodoxa no bairro de Williamsburg, Brooklyn (Nova
Iorque). É norma entre os judeus hassídicos da comunidade casar suas jovens
filhas para que logo tenham filhos, uma forma, segundo a tradição ultraortodoxa,
de repor as vidas perdidas no Holocausto. Seguindo esse preceito, Esther
Shapiro foi obrigada a casar com Yanky (Amit Rahav), um jovem fanático
religioso de boa família. Só que o casamento não dá certo, principalmente
porque Esther tem problemas em consumar o ato sexual e, portanto, dificilmente
ficará grávida. A pressão é tão grande que a jovem decide fugir para a Alemanha,
onde mora sua mãe Leah (Alex Reid), que também havia abandonado o marido e a
filha em Williamsburg. Em Berlim, Esther fica amiga de um grupo de músicos e
tenta iniciar uma nova vida. Ofendida em sua moral religiosa, a família do marido abandonado resolve ir buscá-la
em Berlim. Yanky e o primo Moishe (Jeff Wilbusch) viajam para tentar convencê-la
a voltar. Ambientada em Nova Iorque e Berlim, e falada em inglês, íidiche e alemão, a minissérie tem como principal
atrativo as tradições judaicas ortodoxas, segundo as quais as mulheres servem somente
para procriar e cuidar da casa. Destaque para o excelente elenco, em especial
para a atriz israelense Shira Haas, com uma atuação fenomenal, e para o primoroso
roteiro. Enfim, uma minissérie imperdível.
segunda-feira, 6 de julho de 2020
Se você
procura um ótimo entretenimento na telinha, não perca “EM RITMO DE FUGA” (“BABY
DRIVER”), 2017, Estados Unidos, 1h53m, roteiro e direção de Edgar Wright. Não
tem erro. Doc (Kevin Spacey) é um financiador de assaltos: contrata bandidos
para roubar bancos, correios e qualquer outra coisa que diga respeito a muito
dinheiro. Ele nunca trabalha com a mesma equipe, só com Baby (Ansel Elgort), um
motorista que dá fuga aos criminosos e sabe, como ninguém, despistar a polícia.
Um piloto incrível, mesmo que sofra de uma deficiência auditiva depois de um
acidente automobilístico quando era criança. Ficou um zumbido terrível nos ouvidos
e, para abafá-los, usa o tempo inteiro fones com música no mais alto volume. O
filme já começa em alta rotação, com uma perseguição pelas ruas de Atlanta de
tirar o fôlego. Outras perseguições acontecerão, filmadas com muita
competência. Em meio aos assaltos, o roteiro abre espaço para o romance: Baby conhece Débora (a atriz inglesa Lily James), uma atendente de lanchonete.
Os dois se apaixonam e Baby resolve largar a vida de crimes, mas antes, como
deve dinheiro a Doc, ainda será cúmplice de um novo assalto, que acaba se
complicando e termina em tragédia. “Em Ritmo de Fuga” foi um grande sucesso de
bilheteria, arrecadando nas primeiras semanas de lançamento nada menos do que
226 milhões de dólares, lembrando que o orçamento da produção não passou de 34
milhões de dólares. O elenco conta ainda com Jamie Foxx, Jon Hamm e Eiza González.
Destaque especial para a deliciosa trilha sonora: The Jon Spencer Blues
Explosion, The Beach Boys, The Commodores, Barry White, Sky Ferreira, Run the
Jewls e Queen. Enfim, o filme tem uma boa história, muita ação, romance e humor, ingredientes
que completam um entretenimento de primeira. Esqueça os problemas e dê uma folga
aos seus neurônios. Embarque nessa ótima aventura e aproveite a diversão (disponível na plataforma Netflix).
domingo, 5 de julho de 2020

sexta-feira, 3 de julho de 2020
“BALA
PERDIDA” (“Balle Perdue”), 2020, França, 1h32m, disponível na Netflix desde o dia 19
de junho de 2020, direção de Guillaume Pierret (é o seu primeiro
longa-metragem), que também assina o roteiro com a colaboração do ator Alban
Lenoir (principal protagonista). É um filme policial com muita ação e
violência. Alguns críticos profissionais o comparam à série “Velozes e Furiosos”,
o que não concordo, pois “Bala Perdida” é muito melhor e mais inteligente,
enquanto o outro é mais uma bobagem do cinema de ação. A história de “Bala
Perdida” é toda centrada no mecânico de automóveis Lino (Alban Lenoir), um
gênio na turbinagem de motores e equipamentos de proteção capazes de tornar o veículo
tão forte a ponto de derrubar paredes de concreto. Foi numa tentativa de
assaltar uma joalheria que Lino acabou sendo preso. Por causa de sua habilidade
com carros e motores, Lino foi recrutado pelo detetive Charas (Ramzy Bedia)
para transformar as viaturas policiais em veículos mais potentes. Em meses de
trabalho, Lino ganhou a confiança do pessoal da delegacia e ainda teve um caso
com a policial novata Julia (Stéfi Celma). Porém, a vida de Lino se transforma
num inferno a partir do assassinato de Charas, seu mentor e protetor. Lino testemunha a tragédia e
logo é considerado suspeito pelo detetive Areski (Nicolas Duvauchele), um policial
corrupto que tem responsabilidade no crime. Enfim, “Bala Perdida” tem tudo para
agradar aos fãs de filmes de ação, ou seja, uma história legal, muita pancadaria,
tiros e cenas de perseguição muito bem feitas. Com justiça, é, atualmente, um
dos filmes mais vistos da Netflix. Entretenimento garantido!
quinta-feira, 2 de julho de 2020

quarta-feira, 1 de julho de 2020

terça-feira, 30 de junho de 2020

domingo, 28 de junho de 2020
“MEU IRMÃO TERRORISTA” (“Arrest Letter”,
título original escolhido provavelmente para facilitar a entrada do filme nos
mercados de língua inglesa), 2017, Egito, 1h39m, roteiro e direção de Mahammad
Sami. A história é centrada em Khalid El Degwy (Mohamede Ramadan), chefe
radical de um grupo jihadista no Cairo ligado ao Estado Islâmico. Em sua trajetória
como integrante da organização, Khalid sempre recebia conselho e orientações de
alguns sheiks e líderes religiosos, uns mais radicais outros mais moderados. Mas
Khalid nunca quis saber de moderação. Seu negócio é a violência, planejando e
executando atentatos na capital egípcia. Ele só começa a rever seus conceitos
quando se apaixona por Fatima (Dina El Sherbiny) e quando seu irmão caçula
decide ingressar no grupo extremista, contra a vontade de Khalid. Mas, até lá, sua
trajetória de violência continuará mobilizando a polícia e as forças de
segurança do Egito, que há muito tempo tentam prender o terrorista. Entre
traições que enfrentará, não só de seus comandados, como as de alguns sheiks,
Khalid será obrigado a fugir para sobreviver e, depois, voltar para se vingar.
O filme tem bastante ação e suspense, além de destacar discussões ideológicas
sobre religião, política e a prática de terrorismo. No final, quem manda mesmo
é “A Vontade de Alá”. O filme é mais interessante do que bom, mas sem dúvida vale
assistir.
sábado, 27 de junho de 2020
“KING –
UMA HISTÓRIA DE VINGANÇA” ("MESSAGE FROM THE KING”), 2016, coprodução
Inglaterra/França/Bélgica, 1h42m, disponível na Netflix, direção do cineasta
belga Fabrice Du Welz, com roteiro de Stephen Cornwell e Oliver Butcher. Trata-se
de um suspense de ação cuja história é toda centrada em Jacob King (Chadwick
Boseman, o “Pantera Negra”), que viaja da África do Sul, sua terra natal, para
Los Angeles com o objetivo de encontrar a irmã caçula Bianca (Sibongile
Mlambo). King havia sido informado de que Bianca estava com problemas ligados
ao tráfico de drogas e prostituição em Los Angeles. Ao chegar em LA, King
procurou por todo lado e, depois de alguns dias, só encontrou a irmã na mesa
fria de um necrotério, com o corpo totalmente mutilado. King resolve investigar por conta própria até chegar a uma turma da pesada, envolvida com
pornografia, exploração de sexo infantil, prostituição e tráfico de drogas. No
meio deles, um importante dentista da cidade e um político corrupto em campanha.
Aí a coisa vai pegar, pois King é bom de briga (pertenceu a uma famosa e
violenta gangue de delinquentes que metia medo na população de Joanesburgo) e,
enquanto não caçar um por um dos assassinos de sua irmã, não voltará para o seu
país. O filme não traz muita coisa de novo, tem os clichês de sempre que
caracterizam todas aquelas histórias de vingança. A única surpresa está
destinada para o desfecho, quando King chega de volta ao seu país. Completam o
elenco Teresa Palmer, Luke Evans, Alfred Molina e Natalie Martinez. Resumo da
ópera: “King” tem bastante ação, tiros e muita pancadaria, bem ao gosto de quem
curte um bom entretenimento com um saco de pipoca do lado. Dá para ver numa boa.
sexta-feira, 26 de junho de 2020

quinta-feira, 25 de junho de 2020
Talvez esteja enganado, mas não
lembro de já ter assistido a algum filme policial israelense. “SUICÍDIO” (“ITSEMURHA:
HITABDUT”) deve ter sido o primeiro. E não me decepcionou. A produção é
de 2014 – está disponível na plataforma Netflix-, tem 1h53m de duração e foi escrito
e dirigido por Benny Fredman, estreando como cineasta de longas. A história é
centrada no empresário Oded (Rotem Keinan), endividado até o pescoço e, pior,
deve muito dinheiro para Muki (Igal Naor), um agiota da pior espécie, que
costuma cobrar seus devedores com torturas e ameaças às suas famílias - e até algumas mortes no percurso. Para
pagar suas dívidas e salvar a família da vingança de Muki, Oded planeja sua
própria morte para que sua esposa Dafna (Mali Levi) receba o seguro de vida e pague
ao agiota. Quando Oded aparece queimado e morto depois de um incêndio em sua
loja, a polícia começa a investigar o que realmente aconteceu. O mistério fica
ainda maior depois que os legistas descobrem que Oded morreu depois de
levar um tiro, à primeira vista suicídio. Detida na cena do crime, Dafna é levada para a delegacia e
interrogada pelo detetive Romi Dor (Dro Keren). Ela logo é considerada
suspeita, já que a questão do seguro de vida a receber é descoberta pela
polícia. Até o desfecho, muita coisa acontece, num clima de tensão e muito
suspense que segue em bom ritmo, valorizado pela inclusão no roteiro de algumas
surpreendentes reviravoltas. Além disso, tem a presença da bela e competente atriz israelense Mali Levi, o que já vale a entrada. Recomendo sem dourar muito a pílula.
quarta-feira, 24 de junho de 2020
“PRESSÁGIO”
(“LA CORAZONADA”), 2020, Argentina, produção Netflix, 1h56m, roteiro e direção
de Alejandro Montiel. Bom suspense policial cuja história é baseada no romance “La
Virgen en Tus Ojos”, da escritora Florencia Etcheves, que também colaborou no roteiro.
O filme já começa com dois assassinatos. O de um rapaz que acabou da sair da
cadeia depois de cumprir pena pelo assassinato da esposa de um policial e de
uma jovem cujo pai é um grande empresário do ramo de supermercados. Os casos
são entregues para a equipe do inspetor Francisco Juanez (Joaquín Furriel), cujas
atitudes misteriosas parecem guardar algum segredo. Juanez conta com dois
assistentes diretos, um deles a detetive novata Manoela “Pipa” Pelari (Luisana
Lopilato), recém-integrada à equipe. Enquanto as investigações evoluem, o
promotor Roger (Rafael Ferro), da corregedoria de polícia, recebe informações
de que Juanez pode ter assassinado o rapaz, já que sua vítima era justamente a
esposa de Juanez. Caberá justamente a “Pipa” Pelari a missão de também investigar,
em segredo, as atitudes do seu chefe. Daí até o desfecho, muita tensão,
suspense e algumas reviravoltas. A boa atuação da atriz argentina Luisana Lopilato - na vida real casada desde 2011 com o cantor norte-americano Michael Buble desde
2011-, dá credibilidade à personagem da detetive Pelari, com sobriedade e sem
afetações. Trocando em miúdos, “Presságio” certamente agradará quem curte o gênero
policial, principalmente pelo roteiro bem elaborado, situações convincentes e
pela estética “noir” sempre bem-vinda. Desde que estreou na Netflix, em 28 de maio de 2020,
é o suspense mais assistido do ano até agora na plataforma.
segunda-feira, 22 de junho de 2020
“A
TERRA E O SANGUE” (“LA TERRE ET LE SANG”), 2020, França, 1h20m. Quem
assima o roteiro e a direção é Julien Leclercq. Disponível na Netflix desde 18
de abril de 2020, a ação de “A Terra e o Sangue“ começa logo na abertura, quando
quatro assaltantes roubam uma grande quantidade de cocaína de uma delegacia de
polícia. A droga pertencia ao traficante Adama (Erik Ebouaney), que conseguiu
escapar quando da apreensão da cocaína. Erik não teve nada a ver com o roubo da delegacia e, quando soube que
haviam levado a cocaína, partiu atrás dos responsáveis. Resumindo: a droga
acaba escondida na serralheria de Said (o ator franco-tunisiano Sami Bouajila),
levada por um de seus funcionários, Yanis (Samy Seghir), irmão de um dos
assaltantes da delegacia. Por uma razão que não vou adiantar, a gangue de Adama
descobre o paradeiro da cocaína e a ação passa a se concentrar na serralheria,
onde Said está com a filha deficiente auditiva (Sofie Lesaffre). A partir daí,
o suspense rola solto, Said tentando se defender sozinho dos invasores, inclusive
utilizando alguns equipamentos da serralheria. Mesmo sendo um filme que prende
a atenção até o final, não é o melhor do cineasta Leclerck, um especialista em
filmes de ação, alguns muito bons, como “Gibraltar” e “Carga Bruta” (ambos
comentados aqui no blog). Em todo caso, dá para assistir numa boa.
domingo, 21 de junho de 2020
“WASP
NETWORK – REDE DE ESPIÕES” (“WASP NETWORK”), 2019, coprodução
França/Espanha/Brasil/Bélgica, 2h10m, roteiro e direção do veterano cineasta Frances
Olivier Assayas. A história na qual se baseou o roteiro foi inspirada no livro “Os
Últimos Soldados da Guerra Fria”, do jornalista e escritor brasileiro Fernando
Morais, que relembra fatos ocorridos na década de 90. Naqueles anos, o
governo cubano resolveu criar uma equipe de espiões para se infiltrar na
comunidade da Flórida, em especial em Miami, com o objetivo de localizar e
eliminar cidadãos anticastristas que estavam realizando atentatos a
instalações turísticas em Havana e Varadero. A operação secreta dos agentes
cubanos ficou conhecida como “Rede Vespa”. Entre os espiões recrutados estavam
René Gonzalez (Édgar Ramírez) e Juan Pablo Roque (Wagner Moura), ex-pilotos da
força aérea cubana, além de Jose Basulto (Leonardo Sbaraglia) e Gerardo
Hernandez (Gael García Bernal). Embora não soubessem da operação secreta, Olga
Salanueva (Penélope Cruz) e Ana Margarita Martinez (Ana de Armas), esposas de
René e Juan Pablo, respectivamente, também tiveram um papel de destaque na
história. Como os trabalhos de espionagem eram realizados em território
norte-americano, logo o FBI entraria em ação para acabar com a operação. O
cineasta francês Assayas não tira partido de um lado nem de outro, mas não
deixa de cutucar o dedo na ferida da situação econômica cubana, que piorou
muito com o fim da parceria com a Rússia após o fim do regime comunista, em
1989. O elenco latino é um dos principais destaques do filme: o venezuelano Óscar
Ramírez, do brasileiro Wagner, o mexicano Gael García Bernal), a cubana Ana de
Armas, o argentino Sparaglia e a espanhola Penélope Cruz, todos artistas em
grande evidência há anos no cenário cinematográfico mundial. A estreia mundial
de “Wasp Network” ocorreu durante o Festival de Veneza, no qual disputou o Leão
de Ouro. Por aqui, foi exibido na abertura da Mostra Internacional de Cinema de
São Paulo, em 2019. O filme é muito bom, mantém um nível de suspense e tensão
do começo ao fim, além de mostrar detalhes de fatos pouco divulgados por aqui. Resumo
da ópera: um filmaço! Ah, e está disponível na plataforma Netflix desde o dia
16 de junho de 2020.
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