
segunda-feira, 4 de agosto de 2014

domingo, 3 de agosto de 2014
“Bem-Vindo a Nova Iorque” (“Welcome
to New York”), 2014, é mais um filme polêmico do diretor norte-americano Abel
Ferrara. Ele apresentou o filme no Festival de Cannes e afirmou que a história é
ficcional, embora inspirada no escândalo que envolveu o então diretor-geral do
FMI e candidato ao governo francês Dominique Strauss-Kahn em 2011, acusado e
preso por ter assediado sexualmente uma camareira do hotel em que estava
hospedado, em Nova Iorque. No filme de Ferrara, o personagem principal ganhou o
nome de Devereaux (Gérard Depardieu) e é apresentado como um maníaco sexual dado
a participar de orgias (a primeira meia-hora do filme é dedicada a elas) e a
atacar desde aeromoças, recepcionistas e jornalistas. Um promíscuo de marca
maior. Mas quando atacou a camareira no hotel em Nova Iorque, a turma da algema
o colocou atrás das grades. Embora tudo provado, ele ainda recebeu o apoio da
mulher Simone (Jacqueline Bisset) e da filha Sophie (Marie Monté). Logo que o
filme foi apresentado em Cannes, Dominique Strauss-Kahn entrou com processo
contra o diretor Ferrara. Além de toda polêmica que envolve o filme, há que se
destacar o desempenho de Depardieu, que aparece completamente nú (frente e
verso) em diversas cenas, um visual grotesco que o grande ator não teve medo de
esconder. Não resta dúvida de que é um filme de grande impacto, como quase todos
de Ferrara.
“O Sétimo Andar” (“Séptimo”),
2013, dirigido por Patxi Amezcua, é um filme de suspense reunindo Ricardo
Darín, o “Messi” do cinema argentino, e a atriz espanhola Belén Rueda. A
história começa com o advogado Sebastián (Darín) indo buscar os filhos no edifício
onde mora sua ex-mulher Delia (Belén Rueda). As crianças pedem para descer de
escada, enquanto ele vai de elevador. Só que, quando Sebastián chega ao térreo,
se dá conta de que as crianças sumiram no meio do caminho. O advogado se
desespera com a situação, mobiliza a polícia, invade apartamentos sem mandado,
chega a confrontar até mesmo um delegado de polícia que mora no prédio. O que
será que aconteceu com as crianças? Não dá para contar mais para não estragar
as surpresas do filme. Desde o início, porém, é preciso ficar atento a alguns
detalhes que no final serão decisivos para desvendar o mistério. Um interessante
jogo de adivinhação para o espectador. O clima de suspense predomina quase até
o final, acompanhando a estressante situação de Sebastián, que somente no desfecho
encontrará a surpreendente verdade dos fatos. O desfecho do filme, porém, é
decepcionante.
sábado, 2 de agosto de 2014

sexta-feira, 1 de agosto de 2014
“A Ravina do Adeus” (“Sayonara
Keikoku”), 2013, é um drama japonês dos mais depressivos. Começa com a prisão
de Satomi Tachibana (Anne Suzuki), acusada de ter matado o próprio filho – o corpo
do bebê foi encontrado na tal ravina do título. A polícia continua as
investigações e chega ao casal Tanako (Yoko Maki) e Shunsuke (Shima Onishi),
moradores da casa vizinha. Shunsuke é levado a interrogatório e confessa que
estava tendo um caso com Satomi. Até aí, a coisa fica toda esclarecida. Depois,
porém, a história toma outro rumo e o casal passa a ser o foco central. Isto
porque o repórter Watanabe (Nao Omori), de um jornal local, descobre um fato
tenebroso envolvendo o passado de Shunsuke: na universidade, ele e mais três
amigos estupraram uma estudante. Em flashbacks, o diretor Tatsushi Ohmori
mostra o sentimento de culpa que tomou conta de Shunsuke após o episódio. Ao
espectador, caberá uma inesperada surpresa com relação à identidade da vítima
do estupro. O ritmo lento, com cenas muito longas, pode incomodar. Em alguns
momentos, a cena parece ter sido congelada e você vai ter a sensação de que o aparelho de
DVD travou. O mais desagradável, porém, para quem está a fim de um
entretenimento, é o estado depressivo que domina os personagens. Antes de assistir, tome um Prozac.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

quarta-feira, 30 de julho de 2014
A
história já é interessante por si só. Fica ainda mais saborosa depois que
sabemos que é baseada em fatos reais. Some-se um roteiro bem elaborado, com
bastante ação, humor e suspense, além de um elenco afiado, e aí temos um filme
digno de ser recomendado como um ótimo entretenimento. Trata-se de “Roubo
à Máfia” (“Rob the Mob”), 2013, dirigido
por Raymond de Felitta. Tudo acontece bem no início dos anos 90, quando Tommy
(Michael Pitt) e Rosie (Nina Arianda) saem da prisão após cumprir pena por
roubar uma floricultura. Eles saem dispostos a mudar de vida e até arrumam
emprego numa agência cobradora de dívidas. Um dia, porém, Tommy decide assistir
ao julgamento de um famoso assassino ligado à Máfia de Nova Iorque. Em seu
depoimento, o réu “entrega” o endereço de alguns clubes ilegais onde a jogatina
corre solta. Tommy vai a um deles e vê que há muito dinheiro nas mesas. Ele
convence Rosie a roubar o clube. Em seguida, rouba mais dois. A Imprensa
noticia os fatos e já chama o casal de Bonnie e Clyde. No último roubo, Tommy descobre um papel com a descrição de toda a estrutura da organização criminosa,
incluindo o chefão Big Al (Andy Garcia), e passa a chantagear os mafiosos. O
organograma chega às mãos da polícia e um grande número de chefões é preso. Mas
a Máfia é a Máfia, e a vingança será maligna.
terça-feira, 29 de julho de 2014

“O amor é um Crime Perfeito” (“L’Amour est un Crime Parfait”), produção francesa de 2013, é um
policial, com algumas doses de suspense, baseado no romance de Phillipe Djian. É
dirigido pelos irmãos Arnaud e Jean-Marie Larrieu. A história é centrada no
professor universitário Marc (Mathieu Amalric), que adora levar para a cama
algumas de suas alunas. Até que uma delas, Bárbara (Marion Duval), depois de
passar a noite com o professor, desaparece misteriosamente. Sua madrasta, Anna
(Maïwenn), procura Marc para saber notícias e acaba desabafando sobre a sua
condição solitária, já que o marido, um oficial do exército, está em missão no
Mali. Caso à vista, com certeza. Enquanto isso, Marc é assediado sexualmente de
forma agressiva por sua aluna Marianne (Sara Forestier), que, para seu azar, é
filha de um importante mafioso. Marc tem uma relação muito estranha e de
cumplicidade com a irmã Marienne (Karen Viard), com quem mora numa casa isolada
na montanha. Marc costuma ter acessos de sonambulismo e delírios que o fazem
esquecer de seus atos. Tudo para confundir espectador e levá-lo a desconfiar do
professor. Apesar de ser um filme policial, não espere tiros, violência explícita e muito menos
pancadaria. O suspense também não é de fazer você apertar os braços da
poltrona.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

“Paixão Inocente” (“Breathe
In”), 2012, direção de Drake Doremus, é um drama norte-americano independente
que estreou no Festival de Sundance de 2013. A família Reynolds – Keith (Guy
Pearce), a esposa Megan (Amy Ryan) e a filha Lauren (Mackenzie Davis) – mora numa
ampla e confortável casa num subúrbio de Nova Iorque num clima de aparente felicidade. Com a chegada de Sophie
(Felicity Jones), uma jovem inglesa de 18 anos que veio, por meio de intercâmbio,
passar uma temporada na casa dos Reynolds para estudar música, essa felicidade estará correndo um tremendo risco. Ocorre que realmente os
Reynolds não são tão felizes, principalmente o casal. É possível perceber isso durante
as refeições da família, em pequenos detalhes como a troca de olhares, as
expressões e os gestos. Mérito do diretor Doremus. Num misto de pena, admiração
e atração, Sophie vai se aproximando cada vez mais de Keith, que não vai fugir
da raia. A partir daí, o clima do filme, que já era tenso, vai aumentar ainda
mais, chegando a beirar o suspense. Afinal, a cada minuto Keith e Sophie correm
o risco de serem flagrados pela mãe ou pela filha. O filme é bom, valorizado
ainda mais pelo excelente trabalho dos atores principais.

domingo, 27 de julho de 2014
“O Enigma Chinês”
(“Casse-Tête Chinois”), de 2013, é um filme francês, dirigido por Cédric
Klapisch, que mistura comédia, romance e algumas situações dramáticas. O
escritor Xavier Rousseau (Romain Duris) é abandonado pela esposa Wendy (Kelly
Reilly), que sai de Paris e vai morar com os dois filhos e o novo namorado em Nova
Iorque. Xavier sente falta dos filhos e vai atrás deles. Em NY, ele acaba
morando de favor com a amiga Isabelle (Cécile de France), lésbica que vive com
a companheira Ju (Sandrine Holt). Isabelle espera um filho concebido por
inseminação artificial com “material” doado pelo próprio Xavier. Para se sustentar,
Xavier vai trabalhar de barman e entregador de encomendas. Ele ainda vai
receber a visita de Martine (Andrey Tauton), uma antiga namorada de Paris, com
seus dois filhos. Não bastasse toda essa situação complicada, Xavier ainda sofre perseguição constante do
pessoal da Imigração, o que vai dar margem a muitas confusões. O desfecho
repete o grande clichê das comédias românticas: protagonista sai correndo para
impedir que o seu amor embarque numa viagem. O filme é uma espécie de
continuação do filme “Albergue Espanhol”, de 2002, do mesmo diretor e com os
mesmos atores. Dentro do gênero, é uma produção acima da média. O que não dá
para entender é um ator tão feio, tão sem graça e sem nenhum charme como Romain Duris (de "A Datilógrafa") fazer o
papel de galã, cercado por tanta mulher bonita.
sábado, 26 de julho de 2014
“Quando eu era vivo”, 2013, direção
de Marco Dutra (“Trabalhar Cansa”) é uma das raras incursões do cinema nacional no gênero Terror Psicológico. A história é baseada no
livro “A Arte de Produzir Efeito sem Causa”, de Lourenço Mutarelli. Começa o
filme com Júnior (Marat Descartes) voltando ao apartamento do pai (Antonio
Fagundes), depois de perder o emprego e se separar da esposa. Aparentemente, ele
é uma pessoa normal. Bruna (Sandy Leah), sua prima, também mora no apartamento,
num quarto alugado. Ao arrumar o quartinho dos fundos para fazer seu cantinho,
Júnior encontra vários objetos que pertenceram à sua mãe, falecida há alguns
anos. Em alguns flashbacks, Júnior relembra que a mãe era dedicada ao ocultismo
e curtia o sobrenatural. Júnior encontra uma mensagem criptografada com a letra
da mãe e acredita que, se conseguir decifrá-la, desvenderá alguns segredos do
passado. A partir daí, Júnior transforma-se completamente, fica agressivo, neurótico
e depressivo. Em alguns momentos, lembra o personagem de Jack Nicholson em “O
Iluminado”. Pouca gente entendeu a presença da cantora Sandy no elenco. Uma
jogada de marketing? Acho que sim, pois ela continua sendo a Sandy; até canta
no filme. Nem o cabelo dela foi mudado. Fora isso, o filme não é de todo ruim, tem bastante tensão e alguns
sustos - o de sempre, presença de espíritos, gaveta abrindo sozinha, objetos se mexendo etc. O desfecho, porém, ao invés de assustar, pode fazer rir. Ainda não foi
desta vez que o cinema nacional acertou nesse tipo de gênero.
sexta-feira, 25 de julho de 2014
“Moscati, o Doutor que virou
Santo” (“Moscati, L’amore che Guarisce”) foi produzido em 2007 pela TV italiana
RAI. Conta a história do médico Giuseppe Moscati, um dos poucos leigos a ser
canonizado pela Igreja Católica. O filme, com mais de três horas de duração, em
duas partes, descreve a trajetória de Moscati desde que ingressou na Faculdade
de Medicina de Nápoles, em 1903, até a sua morte, em 1927. Conta também como
Moscati dedicava-se de corpo e alma aos pobres, indo medicá-los nos bairros
miseráveis da cidade, no hospital público – chamado Hospital dos Incuráveis - e,
de graça, em sua própria casa. Ele chegou a vender os móveis e objetos de arte
de sua família para comprar remédios para os doentes. O filme destaca também o
trabalho do médico prestando socorro às vítimas do terremoto causado pela
erupção do Vesúvio, em 1906, e sua dedicação integral à erradicação da epidemia
de cólera que atingiu Nápoles em 1911. Seus diagnósticos eram certeiros e,
segundo muitos depoimentos, Moscati curou pacientes considerados casos perdidos.
Um dos milagres a ele atribuídos diz respeito a um jovem já desenganado, vítima
de leucemia. A mãe diz que sonhou com Moscati e, no dia seguinte, o jovem
estava curado. Numa primorosa reconstituição de época, o filme mostra cenários
deslumbrantes como palácios e mansões, além da arquitetura da cidade. O elenco
conta com Beppe Fiorello (Moscati), Kasia Smutniak (Elena Cajafa) e Paola
Casella (Cloe), entre outros. O filme tem mais de três horas de duração, em
duas partes, mas vale cada minuto pela história de um homem que fez da sua vida
uma obra de caridade e amor ao próximo. Imperdível!
quarta-feira, 23 de julho de 2014
“Stockholm Östra” é um
drama sueco produzido em 2011. A história é baseada num romance de Pernilla
Okjelund. Johan (Mikael Persbrandt) atropela e mata uma menina de 9 anos, filha
do casal Anna (Iben Hjejle) e Anders (Henrik Norlén). O caso vai a julgamento e Johan
é inocentado – realmente, ele não foi o culpado pelo acidente, mas vai ficar
bastante traumatizado pelo que aconteceu. Anders vai assistir ao julgamento –
Anna não quis ir - e faz questão de encarar Johan. O acidente desestrutura o
casamento dos pais da menina. E vai ficar muito pior quando, por uma dessas
coincidências da vida – e da ficção –, Anna conhece Johan numa viagem de trem. E
pinta um clima entre os dois, embora Johan saiba que ela é a mãe da menina
morta. Anna, aliás, nunca comenta com Johan que perdeu uma filha. Anna fala da
filha como se ela estivesse viva. O romance começa a ficar sério demais e acaba
afetando os dois casamentos. Como a paixão é forte, eles se arriscam muito e Anders
acaba descobrindo a traição da mulher. Em meio a essa situação um tanto
desconfortável, Anna ainda descobre que está grávida. Mais não dá para contar.
Sem dúvida, um bom filme, com excelentes atores e a mão firme do diretor Simon
Kaijser da Silva. Ah, o título do filme é o mesmo do restaurante em que o casal
de amantes costuma frequentar, numa estação ferroviária.
“Pura Poesia Cinematográfica”. Este seria o slogan que melhor definiria o
filme italiano “Shun Li e o Poeta” (“Io Sono Li”). A produção é de
2011, participou da 36ª Mostra Internacional de Cinema São Paulo/2012 e recebeu
vários prêmios em festivais pelo mundo inteiro. É o primeiro filme dirigido por
Andrea Stegre, um especialista em documentários. O filme conta a história da
chinesa Shun Li (Tao Zhao), que chega à Itália por intermédio de uma
cooperativa que traz imigrantes chineses para trabalhar no país. Ela trabalha praticamente
de graça, pois quer custear a vinda do seu filho de 8 anos para a Itália. Sem
falar uma palavra em italiano, Shun Li vai trabalhar na “Osteria Paradiso”, uma
taverna em Chioggia, cidade conhecida também como a “Pequena Veneza”, localizada
ao sul da lagoa veneziana, pertinho da Veneza original. A taverna é frequentada
por pescadores e trabalhadores italianos aposentados, que logo fazem amizade
com Shun Lin, inclusive ensinando-a a falar italiano. Um dos pescadores é o
velho Bepi (o ator croata Rade Serbedzija), apelidado de “Poeta” por gostar de
fazer rimas. Ele se sensibiliza com a situação de Shun Lin e passa a ajudá-la,
pois sabe, por experiência própria – chegou da Iugoslávia há 30 anos - como é difícil
começar a vida num país estranho sem ao menos saber falar sua língua. Bepi e
Shun Lin iniciam uma relação de amizade despida de qualquer outra intenção
senão a solidariedade, a companhia e a pureza de sentimentos. As imagens do mar
de Chioggia, valorizadas pela ótima fotografia, são deslumbrantes. Um filme, enfim, sensível e comovente.
terça-feira, 22 de julho de 2014

segunda-feira, 21 de julho de 2014


domingo, 20 de julho de 2014

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