sábado, 18 de novembro de 2023

 

“O ÚLTIMO HERÓI” (“GEROY”), 2019, Rússia, 2h01m, em cartaz desde o último dia 6 de outubro no Prime Vídeo, direção do cineasta armênio Karen Oganesyan, seguindo roteiro assinado por Nikolay Kulikov. Ótima opção de entretenimento para quem curte filmes de espionagem, com cenas de ação de tirar o fôlego, cenários deslumbrantes, belas mulheres e muitas reviravoltas. A história é centrada no espião russo Andrey Rodin (Alexander Andrejewitsch), integrante da agência secreta intitulada Juventude. Assim como vários agentes da Juventude espalhados por vários países do mundo, Andrey foi treinado desde adolescente pelo seu próprio pai, coronel Oleg Rodin (Vladimir Mashkov). Depois que a agência foi extinta e seu pai dado como morto, Andrey resolve ficar na Alemanha, país onde ocorreu sua última missão. Em uma competição de balões na Polônia, ele conhece Masha Rakhmanova (Svetlana Khodchenkova), outra espiã que trabalhou para a Juventude. Quando eles iniciam um romance, a história apresenta uma surpreendente primeira grande reviravolta. Os dois são perseguidos por uma outra organização russa disposta a encontrar uma senha especial que só Andrey conhece e que servirá para revelar a identidade de todos os espiões recrutados pela Juventude. Outra surpresa acontece quando Andrey recebe o telefonema de seu pai, até então considerado morto e desaparecido. A perseguição prossegue em ritmo desenfreado até o desfecho, mas antes acontecem outras reviravoltas que dão um bom tempero ao roteiro. Uma ótima surpresa do cinema russo para quem aprecia filmes de ação.          

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

 

“CAROS CAMARADAS - TRABALHADORES EM LUTA” (“DOROGIE TOVARISHCHI”), 2020, Rússia, em cartaz no Prime Vídeo, 2h01m, direção do veterano cineasta Andrei Konchalovsky (“Paraíso”), que também assina o roteiro com a colaboração de Elena Kiseleva. A história é centrada em um episódio ocorrido em 1962 na província de Novocherkassk, ou seja, a greve dos trabalhadores de uma fábrica de locomotivas, que protestavam contra o pesado aumentos nos preços dos alimentos. O exército e a KGB entraram em ação e atiraram contra os manifestantes, matando 26 e ferindo mais de 100. O então governo da União Soviética - leia-se KGB - escondeu o episódio, só revelado muitos anos depois e agora filmado por Konchalovsky. O roteiro coloca no meio de toda a ação Lyudmila (Yuliya Vysotskaya), uma mulher de meia-idade comunista fervorosa que trabalha como oficial do Comitê de Segurança da KGB em Novocherkassk e que lutou na Segunda Guerra Mundial pela ideologia de Stalin. Mesmo depois das atrocidades cometidas pelo ex-ditador reveladas por Nikita Kruschev, Lyudmila continuou fiel a Stalin. Ela só começou a rever os seus conceitos em relação ao regime comunista depois do massacre dos trabalhadores, pois talvez esteja entre as vítimas sua própria filha Svetka. Totalmente filmado em preto e branco (fotografia assinada por Andrey Naydenov), o filme concorreu ao Oscar 2021 de Melhor Filme Internacional, foi exibido como uma das atrações principais do Festival de Veneza e recebeu o Prêmio Nika de Melhor Filme concedido pela Academia Russa de Artes e Ciências Cinematográficas. O filme contém uma crítica contundente ao partido comunista e, principalmente, aos métodos adotados pela KGB. Trata-se de um filme que deve ser visto por aquelas pessoas que defendem regimes de esquerda sem o mínimo de conhecimento histórico. Assistir “Caros Camaradas: Trabalhadores em Luta” é uma ótima oportunidade de aprender um pouco sobre as verdadeiras faces do comunismo. Imperdível!

terça-feira, 14 de novembro de 2023

 

“MAIGRET E A JOVEM MORTA” (“MAIGRET”), 2022, coprodução França/Bélgica, 1h29m, lançamento do Prime Vídeo, direção de Patrice Leconte, que também assina o roteiro com a colaboração de Jérôme Tonnerre. Leconte adapta para o cinema mais uma história do detetive Jules Maigret, personagem principal dos romances policiais do escritor belga Georges Simenon. Em “Maigret e a Jovem Morta” – a história é ambientada em 1950 -, o lendário detetive parisiense, interpretado pelo grande Gérard Depardieu (grande nos dois sentidos, artístico e físico), investiga o assassinato de uma jovem cujo corpo foi encontrado em uma praça de Paris. De início, desconfia-se que ela havia sido assassinada com sete facadas, mas o legista acredita que a causa da morte tenha sido o pescoço quebrado, talvez em uma queda. Primeiro, Maigret tenta identificar a vítima e depois então encontrar alguma pista. Não é uma tarefa fácil, já que não há testemunhas e nenhum sinal da identidade da moça. Maigret, porém, é inteligente e conseguirá chegar até os assassinos. Completam o elenco Aurore Clément, Mélanie Bernier, Jade Labest, Clara Antoons e Pierre Moure. Como nos policiais noir de Hollywood nos anos 30/40/50, a fotografia dá um tom especial aos cenários, basicamente nas cenas noturnas. Não há perseguições, tiros ou pancadarias, mesmo porque Depardieu não tem a mínima mobilidade física para cenas de ação. Só há o lado psicológico utilizado pelo famoso detetive ao abordar as pessoas que podem levar à solução do mistério. Somente para quem curte o gênero policial noir e os livros de Simenon.          

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

 

“UNCHARTED – FORA DO MAPA” (“UNCHARTED”), 2022, Estados Unidos, 1h56m, em cartaz no Prime Vídeo, direção de Ruben Fleischer (“Zumbilândia”), seguindo roteiro assinado por Rafe Judkins e Art Marcum. Trata-se do primeiro filme adaptado de um dos videogames de maior sucesso da atualidade. Uma aventura e tanto de caça ao tesouro, bem ao estilo de filmes como os de Indiana Jones. O jovem ladrão e bartender Nathan Drake (Tom Holland, ator do último Homem-Aranha) é recrutado pelo famoso caçador de tesouros Victor Sullivan (Mark Wahlberg). Juntos, viajarão pelo mundo em busca de um lendário tesouro supostamente escondido pelo navegador português Fernão de Magalhães há 500 anos. Para chegar ao seu objetivo, a dupla tentará desvendar vários enigmas a partir de um antigo mapa-múndi e de cartões postais enviados por Sam, irmão de Nathan e também um aventureiro. Em meio a essa busca, eles se confrontarão com os capangas de Santiago Moncada (Antonio Banderas), cuja família se diz proprietária do tesouro. A caça ao suposto tesouro começa em El Dorado, na América do Sul, e segue pela Espanha e Filipinas, entre outros lugares. Também estão no elenco Sophia Taylor Ali, Tati Gabrielle e Manoel de Blas. A história é ótima, o elenco idem, mas a principal atração do filme são as cenas de ação, realistas e impressionantes, um show de imagens e muita emoção. Um lembrete importante: não desligue antes de assistir as cenas extras durante e depois dos créditos, que deixam evidente que haverá uma sequência. IMPERDÍVEL!        

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

 

“CRIME EM HOLLYWOOD” (“LAST LOOKS”), 2022, coprodução Inglaterra/EUA, em destaque na Netflix, 1h50m, direção do cineasta inglês Tim Kirkby, seguindo roteiro do escritor Howard Michael Gould, que o adaptou do seu próprio livro “Last Looks”, de 2019. A história, contada com muito humor, é centrada no detetive Charlie Waldo (Charlie Hunnam), que abandonou o Departamento de Polícia de Los Angeles depois que prendeu um sujeito que mais tarde foi considerado inocente. Waldo se transformou numa “persona non grata” no meio policial e resolveu se isolar na floresta, morando em um trailer imundo com seu bicho de estimação, uma galinha. Três anos depois ele é procurado por Lorena (a atriz brasileira Morena Baccarin), uma antiga namorada e detetive particular, que lhe oferece um trabalho especial, ou seja, investigar a morte da esposa de Alastair Pinch (Mel Gibson), um astro da TV que é acusado do assassinato. De início, Waldo recusou a tarefa, mas topou depois de ser espancado por uma turma da pesada que o ameaçou de morte caso aceite o caso. Waldo vai para Los Angeles e começa o seu trabalho, para o qual recebe a ajuda do principal suspeito, o astro Alastair Pinch. Para cercar todas as possibilidades, Waldo visita o estúdio de TV onde Pinch trabalha e ainda a escola onde sua filha estuda. Entre idas e vindas, além de algumas reviravoltas, o detetive finalmente esclarece o mistério. A estética do filme resgata o estilo noir dos filmes policiais de Hollywood nos anos 40 e 50. Claro que Hunnam não é e nem chega perto dos astros Robert Mitchum e Humphrey Bogart, só para citar dois dos atores que se consagraram no gênero, hoje chamado “neo noir” quando a história é ambientada nos dias atuais, como é o caso de “Crime em Hollywood”, que conta ainda no elenco com Clancy Brown, Rupert Friend, Dominic Monaghan e Lucy Fry. Para quem gosta do gênero, trata-se de um filme que pode agradar. Eu gostei.         

terça-feira, 7 de novembro de 2023

 

“NYAD”, 2023, Estados Unidos, 2h01m, produção original e distribuição Netflix, direção de Jimmy Chin e Elizabeth Chai Vasarhelyi (casal mais conhecido por dirigir documentários de esportes radicais), seguindo roteiro assinado por Julia Fox. Só a história vale o filme, ou seja, a incrível trajetória da norte-americana Diana Nyad como nadadora de longas distâncias no mar, que, aos 64 anos, em 2014, nadou cerca de 170 quilômetros entre Cuba e a Flórida, sendo a primeira atleta a vencer essa distância. A história de Nyad começa na infância, quando era uma promissora nadadora em piscinas. Mais tarde, resolveu participar de competições em mar aberto, cumprindo longas distâncias e batendo vários recordes mundiais, como as travessias do Lago Ontário, no Canadá, e da Baía de Nápoles, na Itália. Em 1978, aos 28 anos, ela tentaria vencer o seu mais sonhado desafio: nadar de Cuba até a Flórida. Não conseguiu. Ela então resolveu parar de nadar e passou a escrever livros, fazer reportagens e palestras motivacionais. Em 2010, aos 60 anos, ela voltou a tentar cumprir novamente o trajeto. Também não conseguiu. E assim foi ela tentando até concretizar o seu sonho na quinta tentativa, aos 64 anos, desafiando novamente o mar revolto, águas-vivas venenosas e tubarões, tudo isso sem a gaiola protetora contra tubarões. Ela nadou durante 53 horas. O filme mostra os bastidores dessa incrível jornada de coragem e persistência, com roteiro baseado no livro biográfico da nadadora, “Find a Way”. Como isso só não bastasse, “Nyad” ainda tem como trunfo o sensacional desempenho da atriz Annette Bening, já considerada a grande favorita para o Oscar 2024 de Melhor Atriz. Realmente, sua atuação é impressionante, notadamente quando assume os trejeitos masculinos de Nyad, homossexual assumida. Mas não é só. Ainda tem a seu lado a ótima Jodie Foster, voltando às telas no papel de Bonnie Stoll, a melhor amiga e treinadora de Nyad. Não ficaria surpreso se Jodie também acabe indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Também estão no elenco Rhys Ifans, Anna Harriette Pittman, Luke Cosgrove e Karly Rothenberg. Trocando em miúdos, “Nyad” é sensacional, simplesmente imperdível!            

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

 

“JOGO DO PODER” (“ADULTS IN THE ROOM”), 2021, coprodução França/Grécia, 2h04m, em cartaz na Netflix, roteiro e direção de Costa-Gavras, cineasta grego naturalizado francês. O veterano Gavras, hoje com 90 anos, é um mestre do cinema político, responsável por grandes clássicos do gênero, como “Z” (1969), “A Confissão” (1970), “Estado de Sítio” (1972), “Missing” (1982), “O Quarto Poder” (1997) e “O Capital" (2012), entre tantos outros. O mais recente, “Jogo do Poder”, é um drama político baseado nas memórias do ex-Ministro de Finanças grego Yanis Varoufakis, descritas no livro “Adultos na Sala: Minha Batalha Contra o Establishment”. Yanis relata o que aconteceu nos bastidores das negociações do governo grego, em 2015, para tirar a Grécia de sua maior crise econômica. À beira da falência, com o risco de fechamento dos bancos, a Grécia começou a negociar com representantes do Eurogrupo, conhecido também como a “Troika Europeia”, formado pelo Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Comissão Europeia. Gavras centraliza seu filme mostrando como foram realizadas essas reuniões, enfatizando a tensão em cada uma delas. O então ministro Yanis Varoufakis estava no cargo há apenas quatro meses no governo de esquerda comandado pelo primeiro-ministro Aléxis Tsípras (Georges Corraface). Ou seja, não tinha muita experiência em negociações desse nível de importância, mas mostrou firmeza em todas as reuniões realizadas em várias capitais europeias. O filme é muito verborrágico, repleto de diálogos, não dá para piscar, é preciso prestar muita atenção. E tudo vale a pena, cada palavra, cada diálogo. Uma verdadeira aula de política econômica internacional. Dessa forma, vale alertar que “Jogo de Poder” não é um filme para iniciantes. Mas é um grande filme, mais uma pequena obra-prima de Costa-Gavras, ainda em ótima forma criativa apesar da idade. O filme foi exibido nos festivais de Veneza e Berlim, com ótima recepção por parte dos críticos e do público. IMPERDÍVEL!              

terça-feira, 31 de outubro de 2023

 

“MORTE A PINOCHET” (“MATAR A PINOCHET”), 2020, Chile, 1h21m, em cartaz no Prime Vídeo, direção de Juan Ignacio Sabatini (da minissérie “La Cacería: Las Niñas de Alto Hospício”), que também assina o roteiro com Enrique Videla e Pablo Paredes. Filmaço político que resgata um fato ocorrido em setembro de 1986 em plena ditadura chilena. Naquele ano, integrantes da Frente Patriótica Manoel Rodriguez, braço armado do partido comunista chileno, promoveram um atentado para matar o general Augusto Pinochet. O grupo terrorista era comandado por Cecilia Magno Camino, também conhecida como Comandante Tamara, que deixou a profissão de psicóloga para ingressar na luta armada. Como se sabe, o atentado não teve o sucesso esperado e muitos guerrilheiros acabaram presos ou mortos. O filme revela em detalhes como foi o planejamento do atentado, o recrutamento de novos militantes e, por fim, a sua frustrada execução. No filme, a comandante Tamara é interpretada por Daniela Ramírez, em grande atuação. Também fazem parte do elenco Julieta Zylberberg, Juan Martín Gravina, Mario Hortan, Gastón Salgado e Cristián Carvajal. Mais um ótimo drama para relembrar um dos fatos mais importantes da história do Chile. Cinema da melhor qualidade.          

domingo, 29 de outubro de 2023

 

“DESEJO PROIBIDO” (“HEAVEN IN HELL”), 2023, Polônia, 1h59m, em cartaz na Netflix, direção de Tomasz Mandes, que também assina o roteiro com Mojca Tirs. Drama romântico e erótico bem ao estilo da trilogia “365 Dias”. Aliás, o diretor é o mesmo, assim como parte do elenco – o casal central também é formado por um italiano e uma polonesa (no caso da trilogia “365 Dias”, Michele Morrone e Anna-Maria Sieklucka). As coincidências não acabam por aqui. “Desejo Proibido” exagera nas longas e frequentes cenas de sexo, bem perto do explícito, um tanto cansativas, na verdade. Mas o que mais iguala este aos outros três é que todos são muito fracos no que se refere às histórias e, principalmente, aos roteiros. Em “Desejo Proibido”, Olga (Magdalena Boczarska), uma respeitada juíza de meia idade, no auge da carreira, se apaixona por um homem bem mais jovem, Max (Simone Susinna), um “zé-ninguém” que mora na praia com um grupo de “zé-ninguéns” metidos a hippies. Viúva há anos, a juíza se entrega ao sexo sem nenhum pudor. Mal sabe ela, porém, que o garanhão era amante da sua filha Maya (Katarzyna Sawczuk). Olha que situação! Como curiosidade, o ator e modelo Simone Susinna foi namorado da cantora Anitta. Aliás, como ator, Susinna é um ótimo modelo, atuando mais com caras, bocas e poses. Enfim, “Desejo Proibido” é só apelação.       

sexta-feira, 27 de outubro de 2023

 

“SAYEN: A ROTA SECA” (“SAYEN: LA RUTA SECA”), 2023, Chile, 1h33m, em cartaz no Prime Vídeo, direção de Alexander Witt, seguindo roteiro assinado por Leticia Akel, Julio Rojas e Paula Del Fierro. Este é o segundo filme com a mesma heroína, a índia Sayen (Rallen Montenegro), da tribo Mapuche. No primeiro, também dirigido por Witt, ela resolve se vingar de um empresário que queria comprar as terras da família de Sayen e, diante da recusa, mataram a avó dela. Neste segundo, a índia, treinada para ser uma guerreira weichave, resolve lutar contra uma empresa multinacional que quer explorar o deserto de Atacama à procura de lítio, elemento químico de alto valor utilizado, principalmente, pelas indústrias farmacêuticas para a fabricação de remédios. Com a ajuda de Quimal (Katalina Sánchez) e de um traficante, Gaspar (Jorge López), Sayen tentará provar e denunciar o esquema de corrupção entre o empresário Máximo Torres (Enrique Arce), o vilão do primeiro filme, e o senador Salazar (Alfredo Castro, o grande astro chileno). Torres é o presidente de uma corporação internacional que está destruindo as terras e devastando os ecossistemas no Chile. Embora o pano de fundo seja político, o filme é repleto de cenas de ação, com muitas perseguições e pancadaria – Sayen é boa de briga. Somando os prós e os contras, o filme tem mais prós, principalmente por ser um inusitado filme de ação chileno, gênero não muito explorado pelo cinema daquele país.         

 

segunda-feira, 23 de outubro de 2023

 

“MISSÃO DE SOBREVIVÊNCIA” (“KANDAHAR”), 2023, lançamento Prime Vídeo, coprodução Estados Unidos/Arábia Saudita, 1h59m, direção de Ric Roman Waugh, com roteiro assinado por Mitchell Lafortune. Mais um filme de ação com o ator escocês Gerard Butler, que já havia trabalhado com o diretor Waugh em “Invasão ao Serviço Secreto” e “Destruição Final: O Último Refúgio”. Em “Missão de Sobrevivência”, Butler é o agente secreto Tom Harris, emprestado à CIA pelo serviço secreto inglês (MI6) para explodir uma fábrica de armas nucleares no Irã. Logo depois, o agente seria contratado para uma missão no Afeganistão, só que sua identidade foi descoberta e, a partir daí, ele passa a ser perseguido por talibãs, integrantes do Estado Islâmico, jihadistas paquistaneses e por um assassino contratado pelas autoridades iranianas. Para se livrar dos seus perseguidores, Tom precisa chegar rápido a uma base aérea de resgate em Kandahar. Para ajudá-lo, ele contrata um intérprete afegão, Mohammad “Mo” Doud (Navid Negahban). Daí pra frente é só perseguição pelo deserto e muita ação, explosões e tiroteios, tudo filmado com muita competência (as filmagens aconteceram no deserto e em cidades da Arábia Saudita). Completam o elenco Travis Fimmel, Ali Fazal, Tom Rhys Harries, Olivia-Mai Barrett e Nina Toussaint-White. Para escrever o roteiro, Mitchell Lafortune colocou no papel suas lembranças do tempo em que serviu em missões no Afeganistão como oficial da Inteligência de Defesa. Trocando em miúdos, este é mais um mais bom filme de ação para assistir comendo pipoca.           

domingo, 22 de outubro de 2023

 

“CIDADE PERDIDA” (“THE LOST CITY”), 2022, Estados Unidos, 1h52m, em cartaz na Netflix, direção dos irmãos Aaron e Adam Nee, seguindo roteiro escrito por Oren Uziel e Dana Fox. Comédia romântica e de aventura com um elenco de primeira (Sandra Bullock, Channing Tatum, Daniel Radcliffe e Brad Pitt, este último numa rápida participação especial). A escritora Loretta Sage (Bullock), especialista em romances de aventura na linha Indiana Jones, é sequestrada durante o lançamento do seu último livro. O responsável pelo sequestro é o bilionário excêntrico Abigail Fairfax (Radcliffe), que acredita ser de verdade a cidade perdida descrita no romance e que oculta preciosos tesouros. O aspirante a ator e modelo Dash McMahon (Tatum), que aparece com destaque nas capas dos livros de Loretta, resolve ir atrás da escritora e tentar libertá-la do bilionário maluco. Para isso, junta-se a um ex-soldado mercenário (Brad Pitt). Realmente a tal cidade perdida existe e para lá vão o bilionário e sua gangue, além de Loretta e Dash. Mesmo que Bullock tente ser engraçada, seu personagem não passa de uma figura patética. Pior é Channing Tatum, cujo papel é de um herói aparentemente com deficiência mental – papel certo para um péssimo ator. Completam o elenco Da'Vine Joy Randolph, Patti Harrison, Stephen Lang e Oscar Nuñez. Os diálogos são lamentáveis, para não dizer ridículos. A não ser pelas cenas de ação com Brad Pitt, o restante não colabora em nada com algo perto do bom senso. Desta vez, Hollywood pisou na bola, com um filme que ofende nossa inteligência e não traz nada de emocionante ou engraçado, como se espera de um filme de aventura. Se Ibrahim Sued fosse vivo e crítico de cinema, escreveria “Bomba, Bomba, Bomba!”. Eu acrescentaria: “Nuclear”.         

sexta-feira, 20 de outubro de 2023

 

“RASTOS DE SANGUE” (“DER SCHUTZENGEL”), 2022, Áustria, em cartaz no Prime Vídeo, 1h29m, roteiro e direção de Götz Spielmann (de “Revanchen”, filme indicado para disputar o Oscar 2009 de Melhor Filme Estrangeiro). Se você se surpreendeu com a palavras “Rastos”, ao invés de “Rastros”, saiba que ambos estão corretos. Trata-se de um filme policial que não faz muito jus ao gênero. O ritmo é morno, quase sem ação, suspense e nem mesmo reviravoltas, muito menos tiros e perseguições. O filme começa com o encontro de um cadáver de mulher boiando em um lago na zona rural não muito longe de Viena. O detetive Thomas Werner (Fritz Karl) assume o caso e inicia as investigações com a ajuda da polícia local. A vítima é identificada como Fanny Hofstatterr (Susi Stach), que trabalhava como empregada em um castelo da família Lanner, bastante conhecida na região. De início, parecia caso de afogamento, mas depois da autópsia chegou-se à conclusão de que foi assassinato. Na lista de suspeitos estão o próprio sobrinho da vítima, um fazendeiro em dificuldades financeiras, e um integrante da família Lanner, além de um policial novato que retorna ao vilarejo depois de 12 anos. Paralelamente a este caso, o detetive Thomas resolve investigar também o desaparecimento de uma jovem há mais de uma década. Completam o elenco Oliver Rosskopf, Michael Steinocher, Nicole Heesters e Henrietta Rauth. Não há muito mais a comentar sobre este filme, mas apenas afirmar que não há motivos suficientes para uma recomendação entusiasmada.       







quinta-feira, 19 de outubro de 2023

 

Da fonte inesgotável de histórias da Segunda Guerra Mundial chega mais uma: “A VOZ DA RESISTÊNCIA” (“BURNING AT BOTH ENDS”), 2022, Estados Unidos, 1h51m, em cartaz no Prime Vídeo, direção de Landon Johnson, que também assina o roteiro com Matthew Hill e Jonah M. Hirsch. Não se surpreenda se encontrar o mesmo filme com o título de “Sem Tempo a Perder” (“Resistance: 1942”). Não sei por que toda essa confusão, um verdadeiro samba do cinema doido. Vamos à história – que também não esclarecem se é baseada em fatos reais ou uma ficção, ou seja, mais um defeito. Em 1942, com a França ocupada pelos nazistas, um operador de rádio-amador transmite mensagens otimistas e motivacionais para a população de Paris. Tipo “Continuem lutando, Deus ajudará a nos libertar” etc. Os alemães não gostaram nada e acionaram a Gestapo para descobrir quem estava enviando as mensagens. O locutor é Jacques (Cary Elwes), que mora com a filha Juliet (Greer Grammer) e um casal de judeus, Agnes (Mira Furlan) e Bertrand (Judd Hirsch), escondidos em um sótão. O oficial alemão Klaus Jager (Sebastian Roché), chefe da Gestapo em Paris, resolveu investigar e chegar ao locutor misterioso que inflamava os franceses a lutar contra a ocupação nazista. Quando essa turma estava prestes a ser presa, entra na história Andre (Jason Patric), um milionário que, embora tenha ligações comerciais com os alemães, decide ajudar os fugitivos. Algumas cenas de suspense valorizam a história, como o jantar que Andre oferece a oficiais alemães e cuja comida e o serviço ficam a cargo dos seus protegidos. Na mesa, o papo é de estragar o apetite, com os oficiais alemães conversando sobre as experiências científicas com humanos para chegar à raça pura. De vomitar. Trocando em miúdos, o filme apresenta uma história interessante, que poderia render um filme mais emocionante e comovente. O resultado final, porém, é decepcionante.         

terça-feira, 17 de outubro de 2023

 

“O PRÓPRIO ENTERRO” (“THE BURIAL”), 2023, Estados Unidos, lançamento do Prime Vídeo, 2h06m, direção de Margaret Betts, que também assina o roteiro com Doug Wright. O filme relata os bastidores de um caso jurídico que ficou famoso nos Estados Unidos na década de 90. O empresário Jeremiah O’Keefe (Tommy Lee Jones), dono de 8 pequenas funerárias e uma empresa seguradora no estado do Mississippi, resolveu entrar na justiça contra um investidor bilionário. Prestes a entrar em falência, O’Keefe tenta vender parte de suas empresas ao poderoso empresário Ray Loewen (Bill Camp), que adia a concretização do negócio esperando conseguir um preço menor. Jogo sujo. Mas O’Keefe resolveu revidar. Contratou o advogado Willie Gary (Jamie Foxx), famoso por não perder um caso em 12 anos, e partiram para os tribunais. As empresas Loewen também contavam com uma excelente equipe de advogados, comandados por Mame Downes (Jurnee Smollett). Com todos esses ingredientes, a previsão é de que os embates no tribunal sejam acirrados e muito interessantes. E, de fato, são, contribuindo e valorizando ainda mais este ótimo drama de tribunal. Não espere muita seriedade, pois há muito humor acontecendo nos bastidores. Também estão no elenco Pamela Reede, Mamoudou Athie, Amanda Warren e Alan Ruck. Enfim, um filme delicioso de assistir. Recomendo.      

 

segunda-feira, 16 de outubro de 2023

 

“DESEJO OBSESSIVO” (“OBSESSION”), 2023, coprodução Inglaterra/Irlanda do Norte, minissérie Netflix em 4 episódios, direção de Glenn Leyburn e Lisa Barros D’Sa. O roteiro foi adaptado por Morgan Lloyd Malcolm e Benji Walters do livro “Perdas e Danos” (“Damage”, no original), da escritora irlandesa Josephine Hart (1942-2011). Trata-se de uma história de traição e obsessão sexual, com várias cenas eróticas bem perto do explícito, mesmo exibido pela TV inglesa. Histórias de traição já foram exploradas em inúmeras produções cinematográficas, mas desta vez o caso foge da normalidade. O conceituado médico-cirurgião William Farrow (Richard Armitage) começa a trair a esposa Ingrid (Indira Varma) com a misteriosa Anna Barton (Charlie Murphy), muitos anos mais jovem. Até aí tudo normal, pois não é segredo que a maioria dos homens pensa com a cabeça de baixo. Só que tem um detalhe pra lá de escabroso: a garota é noiva de Jay (Rish Shah), filho do médico. Já dá pra imaginar que a coisa não vai terminar bem, não só pelo lado familiar, mas também profissional, já que o médico está prestes a ocupar o cargo de Secretário de Saúde do governo inglês. A situação só piora a partir da obsessão doentia do médico pela jovem. A história mereceria um roteiro mais caprichado, incluindo algum suspense. Infelizmente, o tratamento é morno, com pouca tensão e muito blá blá blá. De qualquer forma, se você for assistir, tire as crianças da sala.      

sábado, 14 de outubro de 2023

 

“A MILHÕES DE QUILÔMETROS” (“A MILLION MILES AWAY”), 2023, coprodução México/Estados Unidos, em cartaz no Prime Vídeo, direção de Alejandra Márquez Abella (“Os Céus do Norte Sobre o Vazio”), seguindo roteiro assinado por Hernán Jiménez e Bettina Gilois. A história é baseada em fatos reais descritos no livro “Reaching for The Stars: The Inspiring Story of a Migrant Farmworker Turned Astronaut”, de José Hernández, o primeiro imigrante mexicano astronauta da NASA. A trajetória de Hernández é realmente incrível. Sua família imigrou para os Estados Unidos com o objetivo de trabalhar nas plantações de milho. Mesmo diante das dificuldades, o garoto José tinha como sonho um dia ser astronauta. Graças ao seu próprio esforço e inteligência, José cursou a faculdade de Engenharia e, desde então, enviava todos os anos pelo correio um formulário de inscrição para o programa espacial da NASA. Já casado e com cinco filhos, Hernández finalmente foi aceito, 12 anos depois da primeira inscrição, participando de um voo tripulado ao espaço. O filme conta com muitos momentos comoventes, como o reencontro de José com sua antiga professora e incentivadora miss Young, além do apoio de sua família mexicana e, principalmente, de sua esposa.  Outro destaque do filme são as cenas que mostram o difícil e exaustivo treinamento ao qual os astronautas são submetidos. Atuando como José Hernández está Michael Penã, ator que finalmente consegue ser o protagonista principal, depois de atuar em papéis secundários em inúmeros filmes de Hollywood, como “Homem-Formiga”, “Crash: No Limite” e “Trapaça”, entre tantos outros. Também estão no elenco Rosa Salazar, Julio Cesar Cedillo, Veronica Falcon, Sarayu Rad e Michelle Krusiec. O que vale mesmo é a história de perseverança e muitos sacrifícios de um homem simples que, vencendo inúmeros desafios, conseguiu realizar seu sonho.    

quinta-feira, 12 de outubro de 2023

  

“ÂNGELA”, 2023, Brasil, lançamento do Prime Vídeo, direção de Hugo Prata (do ótimo “Elis: Viver é Melhor que Sonhar”), seguindo roteiro assinado por Duda de Almeida. O filme relembra um dos casos de feminicídio mais famosos do País. Em 1976, Raul Fernando do Amaral Street, mais conhecido como “Doca Street”, assassinou a tiros sua amante, a socialite mineira Ângela Diniz. O crime ocorreu na Praia dos Ossos, na região de Búzios, e chocou a sociedade e a opinião pública em geral. O filme relembra como Ângela conheceu Doca Street e a relação conflituosa entre os dois, principalmente por causa do ciúme doentio do amante. Ficou famosa a frase dita por Doca a Ângela antes de matá-la, conforme destacou o testemunho da empregada da casa. Doca teria dito “Se você não vai ser minha, não será de mais ninguém”. Presença frequente nas colunas sociais e festeira assumida, Ângela era conhecida como “A Pantera de Minas”, como o colunista Ibrahim Sued a chamava. Aliás, Ibrahim foi um dos (muitos) namorados de Ângela, que foi casada com um rico empresário, com o qual teve três filhos e cuja guarda, depois da separação, ficou com o pai, em troca de uma rica pensão dada a Ângela, interpretada no filme por Isis Valverde. O papel de Doca Street ficou com Gabriel Braga Nunes. Também estão no elenco Bianca Bin, Chris Couto, Alice Carvalho, Gustavo Machado e Emílio Orciollo Netto. Fora a ótima atuação de Isis, pouco há o que se destacar no filme, que não se aprofundou, como deveria, na prisão e no julgamento de “Doca Street”, fatos que só foram mencionados em letreiros antes dos créditos finais. Enfim, fora a história, o filme nada acrescenta para justificar uma indicação entusiasmada. 

quarta-feira, 11 de outubro de 2023

 

“UMA MULHER DE NEGÓCIOS” (“SOCCER MOM MADAM”), 2022, Estados Unidos, 1h27m, direção de Kevin G. Fair, seguindo roteiro de Barbara Marshall. A história é baseada em fatos reais ocorridos na primeira década deste século. A personagem principal é Anna (Jana Kramer), uma viúva com dois filhos para criar e pouco dinheiro para sustentar a família. O jeito foi pedir ajuda à sua prima Letty (Leah Gibson), proprietária de uma casa de massagens. Anna concorda em assumir o cargo de recepcionista, o que inclui fazer faxina nos quartos. Ambiciosa e disposta a vencer na vida, Anna tem a ideia de criar um serviço de prostituição de luxo, atendendo somente clientes de alto poder aquisitivo, incluindo políticos e empresários. Ela recruta uma equipe de moças belíssimas e, em pouco tempo, fica milionária. Para disfarçar o negócio e “lavar” seus lucros, Anna monta um salão de beleza. Tudo vai bem, mesmo que durante o caminho Anna é obrigada a enfrentar os concorrentes e desafetos, na verdade mulheres invejosas que até pouco tempo eram suas colaboradoras. Mesmo avisada de que seu negócio corria riscos de ser denunciado, Anna continuou investindo ainda mais, o que acabou chamando a atenção do FBI. O final, não conto. As atrizes do elenco são muito bonitas, começando por Jana Kramer e Leah Gibson. Outro destaque é Samantha Di Francesco, mais uma beldade do elenco, que conta ainda com Morgan Holmstrom, Matty Finochio, Taylor Dianne Robinson, Toby Levins e Tanya Jade. O filme apresenta uma boa história e, apesar do contexto, não conta com cenas vulgares. Enfim, não ofende nossa inteligência.  

domingo, 8 de outubro de 2023

 

“JOGO JUSTO” (“FAIR PLAY”), 2023, Estados Unidos, 1h53m, em cartaz na Netflix, roteiro e direção de Chloé Domont. Suspense psicológico cuja história envolve um casal de namorados que trabalha em um grande escritório que atua na área financeira de fundos de investimentos. Emily Meyers (Phoebe Dynevor, da série "Bridgerton") e Luke Edmunds (Alden Ehrenreich) são analistas e mantêm seu namoro em segredo, pois a empresa não permite que haja relacionamentos amorosos entre funcionários. Tudo caminha na normalidade até que abre uma vaga de gestor, para a qual todo mundo do escritório acreditava que o preferido seria Luke. Puro engano. O dono da empresa (Eddie Marsan) promove Emily. Aparentemente, Luke aceita a situação, mas aos poucos o relacionamento entra em crise. A situação encontrada para o desfecho não é das melhores, comprovando que o filme tem começo e meio, mas não um fim satisfatório para o espectador. Também estão no elenco Rich Sommer, Sebastian de Souza, Sia Alipour e Brandon Bassir. Assim definiu o filme o crítico de cinema do Chicago Sun Times: “Um thriller psicossexual intenso e sórdido no mundo das altas finanças”. Eu acrescentaria que se trata da história de um romance alimentado de paixão e ódio. Trocando em miúdos, “Jogo Justo”, que teve sua estreia mundial no Festival de Cinema de Sundance (EUA), pode ser visto como um bom suspense.     

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

 

“CAMALEÕES” (“REPTILE”), 2023, Estados Unidos, 2h16m, produção original e distribuição Netflix, estreia na direção de Grant Singer (mais conhecido como diretor de vídeos musicais), seguindo roteiro assinado por Benjamin Brewer e Benicio Del Toro (ator do filme). Suspense policial de muito mistério e repleto de reviravoltas. Prende a atenção do espectador até o final, o que já é um mérito. O filme começa com o assassinato de uma jovem corretora de imóveis, cujo namorado Will Grady (Justin Timberlake) é dono da imobiliária. Tom Nichols (Benicio Del Toro), um detetive veterano e durão, fica encarregado de investigar o caso. A lista de suspeitos é grande, a começar do próprio namorado da vítima, além de um viciado em drogas (Michael Pitt) e o ex-marido da vítima, um sujeito também envolvido com o tráfico de drogas. Uma surpreendente reviravolta está reservada para o final. Destaque especial para a participação da atriz (ex-patricinha) Alicia Silverstone, ainda em forma apesar da idade, e da veterana Frances Fisher, atriz de clássicos como “Titanic” e “Os Imperdoáveis", entre outros. “Camaleões” estreou com boas criticas no Festival Internacional de Cinema de Toronto. Realmente, trata-se de um bom suspense. Recomendo.        

quinta-feira, 5 de outubro de 2023

 

“UM DIÁRIO PARA JORDAN: MEMÓRIAS DE AMOR E PERDA” (“A JOURNAL FOR JORDAN”), 2022, Estados Unidos, 2h11m, em cartaz no Prime Vídeo, direção de Denzel Washington, seguindo roteiro assinado por Virgil Williams. A história é baseada em fatos reais, descritos no diário do primeiro sargento Charles Monroe King e no livro de memórias de sua viúva Dana Canedy. Trata-se de um drama comovente centrado no romance de Dana Canedy (Chanté Adams), editora sênior do jornal New York Times, e de Charles Monroe King (Michael B. Jordan), primeiro sargento do exército dos EUA. Eles se conheceram no final da década de 90 e tiveram um filho, Jordan (Jalon Christian, adolescente). Quando Jordan ainda era um bebê, em 2001, aconteceu o atentado contra as torres gêmeas e logo depois a guerra contra o Iraque, para o qual Charles foi enviado no comando de um pelotão. No intervalo de suas missões, ele começou a escrever um diário para o filho, com conselhos de como se tornar uma pessoa decente, digna e honesta, além de valorizar sempre a família. Completam o elenco Tamara Tunie, Marchánt Davis, Jasmine Batchelor, Robert Wisdom, Susan Pourfar, Joey Brooks e Vanessa Aspillaga. Este é o quarto filme dirigido pelo astro Denzel Washington – os outros foram “Voltando a Viver”, de 2002, “O Grande Desafio”, de 2007, e “Um Limite Entre Nós”, de 2016. Trocado em miúdos, “Um Diário para Jordan” é um drama sensível e comovente que merece ser visto.