segunda-feira, 16 de junho de 2014
domingo, 15 de junho de 2014
“O Invasor” (“L’Envahisseur”),
2011, é um vigoroso drama belga. Trata-se do primeiro longa dirigido por
Nicolas Provost. Começa o filme com dois africanos chegando, extenuados - provavelmente
náufragos de alguma embarcação vinda da África – a uma praia de nudismo no
litoral europeu (sul da Espanha?). A primeira visão humana que eles têm é de
uma estonteante loira ao natural. Devem ter pensado: “Será aqui o Paraíso?”.
Entram os créditos e, na cena seguinte, um dos africanos, Amadou (Isaka
Sawadogo), está em Bruxelas (Bélgica) trabalhando duro numa obra juntamente com
outros clandestinos. Um dia, Amadou consegue fugir de uma batida do serviço de
imigração belga e começa a peregrinar pelas ruas de Bruxelas. Com seu jeito
simpático e carismático, Amadou começa a conversar com as pessoas, que o tratam
bem, sem qualquer tipo de rejeição. Um tanto inverossímil essa liberdade de
Amadou pelas ruas sem ser interpelado pela polícia. Afinal, trata-se de um
sujeiro enorme e evidentemente imigrante que pode estar com sua situação irregular,
como de fato está. Em suas andanças, ele vai conhecer Agnès Yael (a atriz
italiana Stefania Rocca), uma bela e rica executiva casada com um grande
empresário. Amadou, que agora se apresenta como Obama, diz que é um homem de
negócios em busca de novas oportunidades. Agnès fica encantada com o charme de Amadou/Obama
e se entrega à sedução do africano, uma atitude da qual se arrependerá mais
tarde. O filme é muito bem feito e tem como trunfo, além da história em si,
dois atores estupendos: Sawadogo e a italiana Stefania.

sábado, 14 de junho de 2014



quinta-feira, 12 de junho de 2014

quarta-feira, 11 de junho de 2014

“Em Segredo” (“In Secret”),
EUA, 2013, dirigido por Charlie Stratton, é um drama/suspense baseado no
romance “Thérèse Raquin”, escrito por Emile Zola. No elenco, Elizabeth Olsen,
Oscar Isaac (de “Inside Llewyn Davis”), Jessica Lange e Tom Felton. Thérèse,
ainda menina, órfã de mãe e praticamente abandonada pelo pai aventureiro, é levada
para morar com sua tia Madame Raquin (Jessica Lange), no interior da França.
Ela vai crescer ao lado do primo Camille, filho de Madame Raquin, um menino doente
e que, por isso mesmo, supermimado pela mãe. Quando Thérèse (Olsen) e Camille (Felton)
já estão adultos, Madame Raquin resolve que eles devem se casar. Camille fica
animado. Thérèse não gosta da ideia, mas resolve obedecer a tia. Logo em
seguida ao casamento, Madame Raquin decide vender a casa e mudar para Paris,
onde vai montar uma loja de tecidos. A rotina na loja e no casamento vai entediar
Thérèse. Esse quadro só vai mudar quando ela conhece Laurent (Isaac), colega de
trabalho de Camille num escritório. Os dois vão se apaixonar perdidamente. As
consequências dessa paixão, porém, serão trágicas. A partir dos encontros às
escondidas dos dois amantes, o filme parte para o suspense, ficando ainda
melhor. O excelente trabalho dos atores valoriza ainda mais esse bom drama de época.
terça-feira, 10 de junho de 2014

segunda-feira, 9 de junho de 2014


domingo, 8 de junho de 2014
“Mistérios da Carne” (“Mysterious Skin”), EUA, 2004, dirigido por
Gregg Araki, é um drama bastante perturbador, pois aborda com um realismo pra lá de chocante temas pesados como pedofilia e prostituição juvenil. Incomoda e muito as cenas com crianças, assim como os diálogos cheios de palavrões e linguagem
pornográfica. O sexo chega a ser quase explícito. A história começa em 1981 e gira
em torno de dois meninos que são molestados sexualmente pelo técnico do time de
baseball. Os garotos crescem e levam consigo os traumas dessa experiência tão sórdida.
Um deles, Neil McCormick (Joseph Gordon-Levitt), vira garoto de programa dos
mais vulgares. O outro, Brien (Brady Corbet), tenta lembrar o que aconteceu,
mas não consegue. Seu nariz continua sangrando quando em situações de estresse,
como quando chegou em casa, dez anos antes. Ele acredita que foi sequestrado
por um OVNI. Neil e Brien voltam a se encontrar e, juntos, tentarão descobrir o
que realmente aconteceu e se livrar dessas recordações tão traumáticas. O elenco
conta ainda com Elizabeth Shue, Michelle Trachtenberg e Bill Sage. O filme foi
exibido no Brasil, pela primeira vez, no Festival de Cinema do Rio de Janeiro e
na 29ª Mostra BR de Cinema de São Paulo. Só pra quem tem estômago forte.

sábado, 7 de junho de 2014

sexta-feira, 6 de junho de 2014
“Elena” é um
drama russo produzido em 2010 e dirigido por Andrey Zvyagintsev (de “O Retorno”).
O enredo gira em torno de Elena (Nadezhda Markina), uma enfermeira aposentada que
vive, há 10 anos – seu segundo casamento - com Vladimir (Andrey Smirnov), um
rico homem de negócios de Moscou. Sergei (Aleksey Rozin) é o filho de Elena, um
preguiçoso que passa o dia sentado no sofá tomando cerveja e vendo TV. Não quer
nada com o trabalho, embora tenha que sustentar mulher e um filho adolescente.
Sergei vive às custas da mãe, que todo mês vai até a periferia de Moscou
entregar o dinheiro de sua aposentadoria ao filho malandro. Por causa dessa
rotina de anos, Elena vive às turras com o marido, que critica a atitude da
mulher dizendo que ela transformou o filho num acomodado e vagabundo. Ela
defende o filho com unhas e dentes, dizendo que ele é vítima da crise econômica.
Vladimir sofre um infarto e, enquanto se recupera, decide escrever seu
testamento. Ele comunica suas intenções a Elena. A filha de Vladimir, Katerina
(Elena Lyadova), será a grande beneficiada. Elena acha que seu filho também
deve ser incluído no testamento. A partir daí, o filme passa a ter um clima de
suspense policial e fica melhor ainda. É impossível não enxergar nas atitudes da
superprotetora Elena uma evidente analogia com a “Mãe Rússia” e seu caráter
assistencialista. “Elena” foi o
grande destaque da 35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, além de ter
conquistado o Prêmio Especial do Júri na Mostra “Um Certain Regard” no Festival
de Cannes 2011.
quinta-feira, 5 de junho de 2014
“O Homem Duplicado” (“Enemy”),
2013, é um filme canadense baseado em livro do escritor português José
Saramago. Conta a história de Adam Bell (Jake Gyllenhaal), professor
universitário, que um dia descobre, assistindo a um filme, que tem um sósia
perfeito. Pelos créditos, Adam conclui que seu sósia é o ator Anthony St.
Claire (papel também de Gyllenhaal, claro). Aí ele não sossega enquanto não
encontrar o outro pessoalmente. O relacionamento entre os dois vai envolver
ainda a esposa de Adam, Helen (Sarah Gadon), e a namorada de Anthony, Mary
(Mélanie Laurent). Vai dar uma confusão maluca, mas nada de comédia. É tudo
levado muito a sério pelo diretor Denis Velleneuve, dos ótimos “Incêndios” e “Os
Suspeitos”, este último também com Gyllenhaal, que se mostra mais uma vez um
excelente ator. Com muita sutileza nos gestos e expressões, Gyllenhaal faz com
que o espectador consiga identificar, sem muito esforço, quando ele é Adam e
quando ele é Anthony. Isabella Rossellini, numa pequena ponta, faz a mãe de
Adam. O filme foi massacrado pela maioria dos críticos e também não conseguiu
muita simpatia do público, haja vista o resultado fraco das bilheterias. Não é
um filme tão ruim assim, mas também não é tão bom para ser recomendado. Não deixa, porém, de ser um filme interessante, diferente, com um ótimo elenco e uma história, embora surreal, criativa e instigante.
terça-feira, 3 de junho de 2014

segunda-feira, 2 de junho de 2014
“Ilo Ilo”, 2012,
Singapura, primeiro filme do diretor Anthony Chen. É um drama que tem como pano
de fundo a crise asiática no final dos anos 90. O ano é 1997. Teck (Tian
Wenchen) e sua esposa Hwee Leng (Yann Yann Yeo) trabalham fora e passam maus
bocados com o filho Jiale (Koh Jia Ler), um garoto de 10 anos terrível que sempre
apronta alguma no colégio ou em casa. Hwee está grávida e cansada, pois também
cuida dos serviços caseiros. Ela tem o gênio forte e é comum destratar o marido,
além de não ter a mínima paciência para lidar com o filho. Para aliviar Hwee, o casal decide,
então, contratar uma empregada filipina, Teresa (Angeli Bayani). Aos poucos,
Teresa consegue “domar” o menino. Ambos vão criar um laço de amizade que
deixará a mãe de Jiale com ciúmes. Quando parece que a situação vai melhorar,
Teck perde o emprego de vendedor e também o seguinte, de vigilante. A condição
financeira da família fica insustentável e o filme assume uma dramaticidade que
poderá tocar fundo em quem já passou ou passa por situação semelhante. “Ilo Ilo” conquistou o Prêmio “Caméra d’Or”,
destinado a cineastas estreantes, no Festival de Cannes 2013. Também representou
Singapura como candidato a Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2014. Ah, Ilo Ilo
é uma cidade localizada nas Filipinas e onde a babá do diretor nasceu. Ele quis
homenageá-la com o título. Um belo filme que merece ser conferido.

“Rota de Fuga”
(“Escape Plan”), 2013, EUA, dirigido por Mikael Hafstrom, reúne os dois grandes
astros dos filmes de ação de Hollywood, Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger. Os dois “velhinhos”
ainda impõe respeito, além de dar conta de correr, bater e apanhar. A história
é fantasiosa, mas com esses dois astros tudo é permitido. Stallone é Ray
Breslin, que trabalha para uma empresa que vende tecnologia de segurança para
presídios. A função de Breslin é ser preso e depois fugir de penitenciárias de
segurança máxima. Em oito anos, conseguiu escapar de 14. Um gênio da fuga. Um
dia, porém, ele é sequestrado, sedado e levado para uma prisão que ninguém sabe
que existe, uma tal de Prisão Internacional, comandada na base da violência por
Willard Hobbes (Jim Caviezel) e pelos seus guardas – na verdade, mercenários – altamente treinados.
É lá que Breslin conhece Emil Rottmayer (Schwarzenegger). Em meio a socos e
pontapés, torturas, rápidas temporadas em solitárias e algumas piadinhas, os
dois vão se aliar para tentar fugir. O elenco ainda conta com Sam Neil,
Vincente D’Onofrio, Amy Ryan, Vinnie Jones e a belíssima Caitriona Balfe. Para
quem não exige muito e gosta de filmes de ação, o entretenimento é garantido!
domingo, 1 de junho de 2014
“O Segredo – Pecado em Família”
(“Perfect Parents”), de 2006, dirigido por Joe Ahearne, um drama inglês
que mistura suspense, assassinatos e chantagens com temas como religiosidade,
família e educação. Não é entretenimento de fácil absorção. Stuart (Christopher
Ecleston) e sua esposa Alison (Susannah Harker), ateus de carteirinha, querem
colocar a filha Lucy (Madeleine Garrood), de 10 anos, num colégio público católico
dirigido por freiras. Só que precisam cumprir algumas normas exigidas pela
instituição, como, por exemplo, serem católicos praticantes e terem batizado a
filha. Eles conseguem o aval do padre Thomas (David Warner) mediante o
pagamento de propina. Há um intermediário no negócio, Ed (Brendan Coyle), um cidadão
aparentemente correto, mas nas sombras um psicopata e chantagista. As mentiras
do casal serão descobertas graças às denúncias de uma mãe invejosa cuja filha
não foi aceita no colégio católico. Duas pessoas serão assassinadas e outra ainda
será alvo de uma tentativa. No filme, ainda há espaço para muitas discussões de cunho religioso, o
que nos leva a refletir sobre questões como fé, perdão e solidariedade.
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