sábado, 13 de maio de 2023

 

“A MÃE” (“THE MOTHER”), 2023, Estados Unidos, 1h55m, produção original e distribuição Netflix, direção da neozelandesa Niki Caro (“O Zoológico de Varsóvia”, “Encantadora de Baleias”), seguindo roteiro assinado por Misha Green, Andrea Berloff e Peter Craig. Não sei se foi essa a intenção, mas o filme foi lançado em 12 de maio, antevéspera do Dia das Mães. Intencional ou não, ficou com cara de homenagem, o que por si só é um fato bastante positivo. Trata-se de um filme de ação, com a diva Jennifer Lopez interpretando a tal mãe do título (seu personagem não tem nome). Ex-atiradora de elite (sniper) do exército, ela se consagrou em missões no Afeganistão. Ao abandonar o exército, ela se envolveu com dois ex-colegas de farda, Hector Alvarez (Gael Garcia Bernal) e Adrian Lovell (Joseph Fiennes), no contrabando de armas. Ela era uma assassina de aluguel que matava a mando dos dois parceiros, um dos quais a engravidaria. Depois de um tempo, ao descobrir que Alvarez e Adrian também faziam contrabando de pessoas, ela resolve fazer uma delação entregando os parceiros para o FBI e é colocada no programa de proteção a testemunhas, indo morar no Alasca. A história dá um salto de 12 anos, quando ela é informada de que a filha Zoe (Lucy Paez) havia sido sequestrada. Daí para a frente, a mãe enfurecida parte para a briga, sabendo que os responsáveis são seus dois ex-parceiros. As cenas de ação são muito bem feitas e Jennifer Lopez mostra que, aos 54 anos, ainda está em grande forma física. E continua bonita. Trocando em miúdos, “A Mãe” é um ótimo programa para uma sessão da tarde com pipoca.       

sexta-feira, 12 de maio de 2023

 

“QUERIDA ALICE” (“ALICE, DARLING”), 2022, coprodução Canadá/EUA, em cartaz na Amazon Prime Video, 1h28m, direção da cineasta inglesa Mary Nighy (filha do ator Bill Nighy e da atriz Diana Quick), seguindo roteiro assinado por Alanna Francis e Mark Van De Ven. Quando inaugurei meu blog, há cerca de 12 anos, prometi comentar e indicar os melhores filmes e, ao mesmo tempo, alertar sobre filmes medíocres, dispensando os fãs de cinema de assistirem a verdadeiros abacaxis. Desta vez, meu veneno vai para este drama insosso à beira do patético. Três amigas de infância, agora adultas na faixa dos quarenta, mal amadas e mal resolvidas, resolvem passar alguns dias na casa de campo de uma delas, Sophie (Wunmi Mosaku). As outras duas são Alice (Anna Kendrick) e Tess (Kaniehtiio Horn). As conversas, recheadas de papo furado e de diálogos com a profundidade de uma poça d’água, giram em torno da antiga amizade e, principalmente, da situação amorosa de Alice, que se relaciona há tempos com Simon (Charlie Carrick) e que não está nada feliz. Mesmo com a presença da raquítica e feiosa Anna Kendrick, que já teve alguns bons momentos como atriz (em 2010 chegou a ser indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por “Amor Sem Escalas”, quando contracenou com George Clooney e Vera Farmiga), “Querida Alice” não oferece um atrativo sequer atrativo que faça merecer uma indicação. Pelo contrário, merece a condição de um dos piores lançamentos do ano, chato ao extremo, entediante e irritante. Fuja a galope!!!  

 

quinta-feira, 11 de maio de 2023

 

“22 MILHAS” (“MILE 22”), 2018, Estados Unidos, 1h38m, em cartaz na Amazon Prime, direção de Peter Berg e roteiro assinado por Graham Roland e Lea Carpenter. Embora tenha sido produzido há cerca de 5 anos, somente agora é lançado pela Amazon Prime. Trata-se de um filme de ação que marca mais uma parceria entre o ator Mark Wahlberg e o cineasta Peter Berg, que já haviam trabalhado juntos em “Horizonte Profundo – Desastre no Golfo”, “O Dia do Atentado” e “O Grande Herói”, este último um excelente filme de ação. Em “22 Milhas”, Wahlberg é James Silva, um oficial da Divisão de Atividades Especiais, uma força-tarefa de elite ultrassecreta que sai pelo mundo afora se envolvendo em crises internacionais depois que a diplomacia não funcionou. Ou seja, soldados fantasmas. O cenário é algum país fictício da Indonésia, onde foi verificado o roubo de uma grande quantidade de césio, que seria destinada a algum grupo terrorista. Li Noor (Iko Uwais), um policial local, se entrega à embaixada norte-americana dizendo saber onde está a carga de césio, mas, em troca, pede exílio nos Estados Unidos. James Silva e sua equipe ficam encarregados de tirar Li Noor do país e levá-lo a um aeroporto localizado a 22 milhas da embaixada, ou seja, a 35 quilômetros. Só que muita gente quer a cabeça de Li Noor, o que garante muita ação até o desfecho. Também estão no elenco a bela Lauren Cohan, o intragável John Malkovich e Ronda Rousex, esta última lutadora profissional de MMA. O roteiro é um tanto complicado, principalmente com relação à participação de uma unidade russa, mas as cenas de ação são espetaculares. O ritmo é alucinante, o que garante um ótimo entretenimento, embora a câmera nervosa e trepidante possa incomodar os espectadores menos histéricos. Resumindo, um filme com ação frenética e com pouco conteúdo. Para os fãs do gênero, um tiro certo. Ah, a cena final dá a ideia de que haveria uma sequência, o que não aconteceu até agora.           

segunda-feira, 8 de maio de 2023

 

“MEU PAI” (“THE FATHER”), 2020, Inglaterra, 1h38m, em cartaz na Netflix, direção do cineasta francês Florian Zeller (sua estreia em longas), que também assina o roteiro juntamente com Christopher Hampton. Esse drama inglês teve o roteiro adaptado da peça teatral “Le Père”, escrita pelo próprio diretor francês e que ganhou o Prêmio Molière em 2014. O filme foi indicado em seis categorias para o Oscar 2021, vencendo duas delas: o de Melhor Ator para Anthony Hopkins e de Melhor Roteiro Adaptado. Premiações à parte, ambas muito justas, “Meu Pai” é todo centrado em Anthony (Hopkins), um engenheiro aposentado que sofre de Alzheimer em estágio avançado. Em quase sua totalidade, o filme destaca o relacionamento de Anthony com a filha Anne (Olivia Colman, indicada para Melhor Atriz Coadjuvante), suas alucinações, perdas de memória e confusão mental. A surpreendente revelação no desfecho explica todas as situações vividas por Anthony durante a história, numa cena bastante sensível e emocionante, durante a qual Hopkins mostra porque é um dos maiores atores da atualidade. Uma atuação primorosa. Além dele e de Olivia Colman, também estão no elenco Imogen Poots, Olivia Williams, Rufus Sewell, Mark Gatiss, Evie Wray, Ayesha Dharker, Roman Zeller, Ray Burnet, Mark Williams e David Hunt. Assistir “Meu Pai” pode significar uma experiência bastante dolorosa, principalmente para quem tem um ente querido na mesma situação. Mas é um filme muito especial, poderoso e ao mesmo tempo sensível. Imperdível!               

quinta-feira, 4 de maio de 2023

 

“ENCURRALADOS” (“BOGA BOGA”), 2023, Turquia, 1h52m, em cartaz na Netflix, direção de Onur Saylak, seguindo roteiro assinado por Rakan Günday. Esse suspense turco não é fácil de digerir, mas tem muitas qualidades. O empresário Yalin (Kivanç Taglitug) e a esposa Beyza (Funda Eryigit) buscam uma nova vida no vilarejo de Assos, costa do Mar Egeu. Depois de se envolver em um esquema de pirâmide financeira que virou um escândalo, Yalin faz uma delação premiada e é solto. Ao chegar ao pequeno vilarejo, Yalin não é bem recebido por grande parte dos moradores, talvez vítimas da pilantragem de Yalin – o roteiro não explica direito a causa da revolta. De qualquer forma, Yalin acaba se envolvendo em uma série de crimes e se vê encurralado entre a polícia, seus algozes e até por sua esposa, ficando à beira de um ataque de nervos. O roteiro não esconde a intenção da história em denunciar a corrupção vigente, pela qual o dinheiro compra tudo e o crime compensa. A cena final é de um simbolismo inteligente e de fácil entendimento, valorizando ainda mais este bom filme turco. Recomendo.                   

segunda-feira, 1 de maio de 2023

 

“AGENTE INFILTRADO” (“AKA”), 2023, França, 2h01m, direção de Morgan S. Dalibert, que também assina o roteiro com a colaboração de Alban Lenoir – também o ator principal. Lançado em 28 de abril de 2023 pela Netflix, este é mais um ótimo filme de ação do cinema francês. Depois de um violento atentado à bomba em Paris, o serviço secreto francês descobre a identidade do terrorista responsável, o sudanês Moktar (Kevin Layne). As autoridades descobrem também que Moktar tem uma forte ligação com a gangue de mafiosos chefiada por Victor Pastore (Eric Cantona, ex-jogador de futebol que se tornou ator). Com o objetivo de prender o terrorista e evitar novos atentados, o serviço secreto recruta o agente Adam Franco (Alban Lenoir), conhecido por trabalhar em situações de risco extremo – no início do filme, Adam aparece em uma dessas situações, durante missão na Líbia. Para chegar ao terrorista, a estratégia planejada prevê a infiltração de Adam na gangue mafiosa. Dentro da organização criminosa, ele começa a ser respeitado não só pelos seus colegas, como também pelo chefão Victor Pastore. Apesar do seu jeitão de poucas palavras, Adam acaba ficando amigo do filho de Pastore, um garoto de oito anos e se apegando a ele, principalmente por causa da falta de atenção dos pais. Entre tiros, muita pancadaria e sangue jorrando, Adam enfrenta inúmeras situações de perigo até o desfecho. “Agente Infiltrado” tem uma boa história e cenas de ação muito bem elaboradas. Alban Lenoir é mais um ator cujos personagens não levam desaforo pra casa e é bom de briga, bem na linha de Steven Seagal, Jason Statham ou Jean-Claude Van Damme. Com uma diferença evidente: Lenoir é muito feio. Lenoir já trabalhou com o diretor Dalibert em outros filmes, como os ótimos “Bala Perdida 1 e 2”. Enfim, “Agente Infiltrado” é mais um excelente filme de ação do cinema francês. Do mesmo gênero, recomendo também “Um Dia Difícil” e “Bac Nord”.                   

sábado, 29 de abril de 2023

 

“ROUBO PELOS ARES” (“CHOR NIKAL KE BHAGA”), 2023, Índia, produção original e distribuição exclusiva da Netflix, 1h40m, direção de Ajay Singh, seguindo roteiro escrito por Shiraz Ahmed, Raj Jumar e Amar Kaushik. Trata-se de um suspense com muita ação, cuja história é centrada na comissária de voo Neha Grover (Yami Gautam) e no seu namorado Ankit Sethi (Sunny Kaushal). O início do filme é dedicado ao insistente assédio de Ankit sobre a bela Neha. Os dois acabam se apaixonando e ela fica grávida. Tudo vai bem até que Ankit, funcionário de uma empresa de seguros, assume uma dívida milionária e se vê obrigado a inventar alternativas para pagar o que deve. Com o auxílio de sua namorada, eles planejam roubar um estojo com diamantes que seria levado em um avião cuja tripulação inclui Neha e, como passageiro, o próprio Ankit. Só que, não mais do que repente, o avião é sequestrado por um grupo terrorista, impossibilitando o roubo dos diamantes. Além das boas cenas de ação, recheadas de suspense, o filme conta com um trunfo bastante especial: as surpreendentes reviravoltas da história perto do desfecho, a cereja do bolo de um roteiro inteligente, criativo e que mantém a atenção do espectador até o final. Trocando em miúdos, “Roubo pelos Ares” comprova que Bollywood aprendeu a fazer filmes de ação com muita competência. Não perca!                 

 

                 

quarta-feira, 26 de abril de 2023

 

“INIMIGA PERFEITA” (“PERFECT ENEMY”), 2021, em cartaz na Netflix, coprodução Espanha/Alemanha/França, 1h28m, direção do cineasta espanhol Kike Maíllo, seguindo roteiro assinado por Cristina Clemente e Fernando Navarro, que adaptaram a história do romance “The Enemy’s Cosmetique”, da escritora belga Amélie Nothomb.  Trata-se de um suspense enigmático e repleto de reviravoltas. Você assiste e pensa que vê o que acontece, mas na verdade a realidade é outra. Claro que não vou abrir os segredos reservados para o desfecho. Só vou comentar o que vi na telinha. Ou o que penso que vi. O arquiteto Jeremiasz August (Tomasz Kot) está em Paris para dar uma palestra. No caminho do aeroporto, onde tem voo marcado para a Polônia, ele é surpreendido por uma jovem que lhe pede uma carona. Destino: o mesmo aeroporto. Aqui, o arquiteto e a moça, que se intitula Texel Textor (Athena Strates), embarcam em um jogo psicológico pra lá de esquisito, ela contando histórias que, coincidentemente, têm a ver com a vida do arquiteto. Ele só ouvindo. O foco é a morte misteriosa da esposa de Jeremiasz, a bela Isabelle (Marta Nieto), alguns anos atrás. Isabelle estava grávida, o que causou uma confusão mental no arquiteto, algo como um forte sentimento de culpa. Mais não dá para comentar. Resumindo, “Inimiga Perfeita”, mais do que bom ou ruim, mostra-se apenas interessante. Depende da leitura que o telespectador faça, do seu entendimento diante do que está vendo. De qualquer forma, sinta-se à vontade para arriscar.                     

 

                 

segunda-feira, 24 de abril de 2023

 

“DEIXE-O PARTIR” (“LET HIM GO”), 2020, Estados Unidos, 1h53m, direção de Thomas Bezucha (“Tudo em Família”), que também assina o roteiro adaptado do romance homônimo escrito por Larry Watson. O casal Margaret (Diane Lane) e George Blackledge (Kevin Costner) vive em um rancho na zona rural de Montana. Ele, um ex-xerife aposentado, ela uma ex-domadora de cavalos. Eles moram bem perto da casa do filho James (Ryan Bruce), casado com Lorna (Kayli Carter). Margaret e George são grudados no netinho Jimmy e toda hora vão visitá-lo. A vida transcorre normalmente e em paz até que James morre em um acidente. Três anos depois, Lorna casa com Donnie Weboy (Will Brittain), um sujeito caladão e esquisito, que mais tarde demonstrará sua verdadeira personalidade, quando Margaret o surpreende batendo no netinho e em Lorna. Margaret conta para o marido o que testemunhou e no dia seguinte os dois vão tirar satisfações com Donnie, mas só que ele, Lorna e o menino saíram de fininho e foram embora. Pergunta daqui, pergunta dali, George e Margarete descobrem que a família de Donnie mora no interior da Dakota do Norte. Sem qualquer outra indicação, os avós de Jimmy pegam estrada e saem em busca dos três. Mal sabem eles que terão de enfrentar uma família de psicopatas, chefiados pela inescrupulosa Blanche Weboy (Lesley Manville). Mesmo diante desse quadro desanimador, os avós tentarão de todas maneiras resgatar o neto e a mãe. Embora seja Kevin Costner o astro principal, é Diane Lane que brilha com um desempenho nada menos do que espetacular. Outra que dá show é a também veterana atriz inglesa Lesley Manville. Ainda merecem destaque os cenários naturais filmados durante a viagem de Margaret e George. Trocando em miúdos, “Deixe-o Partir” é um bom drama, recheado de suspense, que merece ser visto. Recomendo.                 

sábado, 22 de abril de 2023

 

“FOME DE SUCESSO” (“HUNGER”), 2023, Tailândia, em cartaz na Netflix, 2h25m, direção de Sitisiri Mongkolsiri, seguindo roteiro assinado por Kongdej Jaturanrasamee. Tão entusiasmado fiquei que, logo no início do meu comentário, fiz questão de afirmar que este drama tailandês é, por enquanto, o melhor lançamento do ano da Netflix. O pano de fundo é a desigualdade social na Tailândia. A história é toda centrada na trajetória da jovem Aoy (Chutimon Chuengcharoensukying), uma cozinheira do restaurante simples de sua família na periferia da capital Bangkok. Os clientes adoram sua especialidade, o Pad See Ews (tipo de macarrão frito). Um deles a recomenda para fazer um teste na equipe do famoso chef Paul (Nopachai Chaiyanam), que comanda a cozinha do buffet “Hunger”, cujos clientes são, em sua maioria, empresários milionários, altas autoridades do governo e celebridades do mundo artístico. Aoy passa no teste e logo nos primeiros dias de trabalho percebe que o chef Paul é um profissional arrogante, opressor e autoritário, que comanda sua equipe na base do terror psicológico e de xingamentos. Depois de um banquete servido a uma autoridade do governo no meio da floresta, quando uma ave silvestre é abatida para o almoço, Aoy se revolta e pede demissão. Logo aparece um empresário que a convida para comandar a cozinha de um novo restaurante, o “Flame”. O sucesso de Aoy como chef acaba incitando o antigo patrão Paul a iniciar uma guerra de concorrentes. A “batalha” final ocorre durante uma festa oferecida por uma celebridade do mundo artístico, para o qual são contratados os restaurantes concorrentes, de um lado a equipe de Aoy e de outro a de Paul. As cenas dessa disputa são as melhores do filme. “Fome de Sucesso” não é apenas um drama baseado na culinária, mas um suspense da melhor qualidade. A fotografia é espetacular e o roteiro muito bem elaborado, que mantém ótimo ritmo até o final. Não poderia deixar de destacar o desempenho da atriz e ex-modelo tailandesa Chutimon Cuengcharoensukying (olha o tamanho do sobrenome!) e também do ator Nopachai Chaiyanam. Um filmaço, mais uma pérola do excelente cinema asiático. Não perca!             

quinta-feira, 20 de abril de 2023

 

“QUANDO BANGLADESH CHOROU” (“FARAAZ”), 2023, Índia, em cartaz na Netflix, 1h52m, direção de Hansal Mehta, seguindo roteiro assinado por Raghav Kakkar, Kashyap Kapoor e Ritesh Shah. A história é baseada nos fatos reais ocorridos em 2016 na cidade de Daca, capital de Bangladesh. No dia 1º de julho, cinco terroristas do Estado Islâmico (EI) invadiram o restaurante Café Holey Artisan Bakery, mataram 22 pessoas, entre elas 17 turistas estrangeiros, além de fazerem reféns funcionários e clientes. O atentado foi descrito pela BBC News como “O ataque islâmico mais mortal de Bangladesh". O filme reproduz toda a ação dos terroristas, a matança e a reação do governo de Bangladesh, que de imediato criou a “Operação Thunderbolt”, reunindo o exército, a marinha, a força aérea, polícia, SWAT, guarda de fronteira e o Batalhão de Ação Rápida. Uma verdadeira operação de guerra, culminando com a libertação dos reféns e a morte dos terroristas. Tudo isso é mostrado de forma realista, com cenas muito chocantes, o que levou o Tribunal Superior de Bangladesh a proibir a exibição do filme no país. O título original, “Faraaz”, refere-se a uma das vítimas do atentado, filho de uma das famílias mais importantes do país vizinho da Índia. Destaco, em especial, a sequência inicial do filme, um verdadeiro show de imagens da capital de Bangladesh. Não achei necessário citar os nomes do elenco, formado por ilustres desconhecidos – pelo menos para nós.  Trocando em miúdos, o filme tem bastante suspense e muitas boas cenas de ação, comprovando a competência do cinema de Bollywood. Não perca!              

 

segunda-feira, 17 de abril de 2023

 

“VINGANÇA SOLITÁRIA” (“ARMY OF ONE”), 2020, Estados Unidos, 1h27m, direção de Stephen Durham (é o seu terceiro longa), que também assina o roteiro com a colaboração de Mary Ann Barnes. Lançado nos cinemas em 2020, este filme de ação só chegou agora (fevereiro de 2023) à Netflix. Brenner Baker (Ellen Hollman), militar da Divisão de Patrulheiros do Exército dos EUA e ex-ranger da tropa de elite, e seu marido policial Dillon Baker (Matt Passmore) resolvem acampar numa floresta do interior do Alabama. Durante uma caminhada, eles são surpreendidos por uma chuva torrencial e se abrigam no que parece ser uma cabana abandonada. Ledo engano, pois eles são atacados pelos donos do lugar, nada menos do que uma gangue de traficantes chefiados – descobrirão mais tarde – por uma mulher chamada Mama (Geraldine Singer). Para resumir a história, os marginais matam Dillon e atiram também em Brenner, que acreditam ter matado. Só que ela sobrevive e sai atrás da gangue com sede de vingança. É o tipo de história que já vimos inúmeras vezes, mas desta vez a vingadora é uma mulher, especialista em artes marciais e ex-campeã de atletismo do exército. Ou seja, uma parada dura para a gangue da Mama. Sem a ajuda de ninguém, Brenner parte para sua vingança solitária. Trocando em miúdos, o filme é muito fraco, o roteiro repleto de falhas e o elenco lamentável. Só se salva mesmo a atriz Ellen Hollman, bonita, competente e também eficiente nas cenas de ação. Sem dúvida, um dos lançamentos mais fracos da Netflix este ano.          

sábado, 15 de abril de 2023

 

“PITBULL: FORÇA BRUTA” (“PITBULL”), 2022, Polônia, 1h52m, em cartaz no Amazon Prime, roteiro e direção de Patrik Vega. Filme policial condensado da série “Pitbull’, que foi ao ar na TV polonesa, em 5 capítulos, em março de 2022. Também foi exibida outra série com o mesmo título em 2005. O filme agora lançado no Amazon Prime repete a fórmula que fez sucesso nas séries: muita violência, tiros, explosões e reviravoltas. Explosões em especial, pois o vilão da história, conhecido apenas como “Nos” (Przemyslaw Bluszcz, ótimo), é especialista em armar bombas desde criança. Filho de uma prostituta, “Nos” é expulso de casa aos 10 anos. Aos 14, já era dono de outro bordel, concorrendo com a própria mãe, e vivia nas entranhas do submundo da criminalidade, chegando, anos mais tarde, a fazer sociedade com o chefão mais poderoso da Polônia, um sujeito chamado Pershing (Tomasz Dedek). No meio do caminho, porém, “Nos” terá pela frente um adversário bastante ardiloso e inteligente, o veterano detetive Jacek “Gebels” Goc, chefe da Divisão de Homicídios da Polícia de Varsóvia, que não lhe dará trégua. Muito sangue vai rolar até o desfecho, quando a história acabará envolvendo até mesmo os filhos adolescentes do mafioso e do policial, além da poderosa máfia russa. Pelo que dá a entender o desfecho, vem continuação por aí. Enfim, um filme indicado para fãs de filmes policiais com bastante violência. Eu, que não sou um deles, gostei muito e recomendo.       

 

quinta-feira, 13 de abril de 2023

 

“AMONITE” (“AMMONITE”), 2020, coprodução Inglaterra/Estados Unidos/Austrália, 1h58m, em cartaz na Amazon Prime Video. Este é o segundo longa-metragem escrito e dirigido por Francis Lee (seu primeiro foi o elogiado “O Reino de Deus”, de 2017). “Amonite” é um drama erótico baseado no romance lésbico entre a paleontóloga Mary Anning (Kate Winslet) e a jovem Charlotte Murchison (Saoirse Ronan). A história, ambientada em 1840, é ficcional, embora Mary Anning (1799-1847) tenha realmente existido e considerada responsável por importantes descobertas científicas de fósseis marinhos de amonite, ainda hoje expostos no Museu Britânico, em Londres. Não há registro histórico, porém, da existência de Charlotte, naturalmente personagem criada pelo roteirista e diretor. No filme, Charlotte é casada com o geólogo escocês Roderick Murchison (James McArdle). Ao visitar a paleontóloga no pequeno vilarejo litorâneo Lyme Regis, onde ela descobriu um rico sítio arqueológico, Charlotte fica doente, sendo que o médico local, dr. Lieberson, recomenda-lhe descanso. Dessa forma, Roderick paga a Mary para cuidar da esposa durante o período em que ele estará viajando com uma expedição científica pela Europa. A convivência entre as duas mulheres resultará mais do que uma amizade. As duas se apaixonam – o roteiro dá a entender que Mary já teve um caso com outra mulher -, e acabam vivendo um ardoroso romance, destacando algumas cenas de sexo bastante ousadas, mas filmadas com sensibilidade. A química entre as duas atrizes é um dos trunfos do filme, embora, na vida real, Kate Winslet seja 19 anos mais velha que Saoirse Ronan. Outro destaque é a fotografia, valorizando os cenários naturais – a praia, principalmente -, além da caprichada recriação de época. “Ammonite” estreou durante o Festival Internacional de Cinema de Toronto (Canadá) e foi eleito, pelo jornal The Hollywood Reporter, o 4º melhor filme de 2020. Realmente, cinema de qualidade que vale a pena conferir. Recomendo.     

 

domingo, 9 de abril de 2023

 

“1976: UM SEGREDO DA DITADURA” (“CHILE’1976”), 2022, em cartaz na Netflix, coprodução Chile/Argentina/Qatar, 1h35m, estreia na direção da atriz chilena Manuela Martelli, que também assina o roteiro com a colaboração de Alejandra Moffat. O pano de fundo da história é político, ou seja, a ditadura chilena de Augusto Pinochet. Em 1976, um dos anos mais duros do regime, Carmen (Aline Küppenheim), uma elegante dona-de-casa da classe média alta de Santiago, casada com um importante médico, viaja para um pequeno povoado no litoral para acompanhar a reforma da casa de praia. Ela aproveita para visitar o padre Sanchez (Hugo Medina), amigo da família há muitos anos. Durante a conversa, ele faz um pedido inusitado a Carmen: esconder um refugiado político. Além disso, cuidar do ferimento à bala sofrido pelo rapaz quando era perseguido pela polícia de Pinochet. Até então, Carmen só ouvira falar da situação política do Chile pelos meios de comunicação. De uma hora para outra, ela acaba se envolvendo com os companheiros do refugiado, correndo perigo de ser presa. Graças ao roteiro bem elaborado, o filme consegue transmitir o clima sufocante e angustiante em que vivia o povo chileno naquela época. Ninguém podia confiar em ninguém. O maior trunfo do filme, porém, é a magnífica atuação da atriz Aline Küppenheim, nascida na Espanha e radicada há muitos anos na Argentina. “1976” foi exibido na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes 2022 e também no Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, entre outros festivais mundo afora, sempre muito elogiado. Mais um excelente lançamento da Netflix. Não perca!  

sábado, 8 de abril de 2023

 

“MARINHEIRO DE GUERRA” (“GRIGSSEILEREN”), 2022, Noruega, minissérie em três capítulos em cartaz na Netflix (cada um com 58 minutos), roteiro e direção de Gunnar Vikene. Na verdade, trata-se de um filme que foi dividido em 3 capítulos para ser exibido na TV como minissérie. O filme representou a Noruega na disputa do Oscar 2023 como Melhor Filme Internacional. Baseada em fatos reais, trata-se da história incrível de dois marinheiros mercantes que não conseguiram voltar para a Noruega depois que os nazistas invadiram o país, em 1940. Alfred Garnes (Kristoffer Joner, ótimo) e Sigbjorn (Pal Sverre Valheim), melhores amigos desde a infância, trabalharam em vários navios mercantes transportando mercadorias, alimentos e armamentos para os aliados. Até o final da guerra, eles fizerem parte de várias tripulações e deram sorte de sobreviver, já que os nazistas afundaram 680 navios mercantes, resultando em centenas de vítimas. Um dos navios em que estavam foi bombardeado por uma submarino alemão e afundou, mas os amigos se salvaram. Depois deste último acidente, Cecilia (Ine Marie Wilmann), esposa de Alfred, recebe a notícia de que o marido e o amigo estavam mortos. Alfred também receberia a notícia de que sua família foi morta depois de um bombardeiro em Bergen, sua cidade natal. Sigbjorn conseguiu voltar para a Noruega, mas Alfred se perdeu pelo mundo. “Marinheiro de Guerra” é uma história intensa e emocionante, de muito sofrimento, mais um capítulo triste da Segunda Guerra Mundial. Imperdível!    

 

quarta-feira, 5 de abril de 2023

 

“MISTÉRIO EM PARIS” (“MURDER MISTERY 2”), 2023, Estados Unidos, lançamento da Netflix, 1h29m, direção de Jeremy Garelick, seguindo roteiro assinado por James Vanderbilt. Adam Sandler e Jennifer Aniston voltam a atuar juntos nesta comédia que é uma sequência de “Mistério no Mediterrâneo”, de 2019. Eles formam o casal Nick e Audrey Spitz, "destemidos" detetives que se metem em grandes confusões. Trata-se de uma comédia leve, despretensiosa, ideal para curtir numa sessão da tarde com pipoca. Resumindo, uma bobagem bem divertida. Começa o filme com o casal sendo convidado para o casamento de um antigo amigo, o milionário marajá Maharajah (Adeel Akhtor) com a francesa Claudette (Mélanie Laurent). O cenário da festa é uma ilha paradisíaca no litoral europeu. Um luxo só. Muita música e coreografias que lembram os filmes de Bollywood, com direito a elefante desfilando no meio do salão. Ocorre, porém, que o marajá indiano é sequestrado no meio da festa. Para descobrir quem são os sequestradores, Nick e Audrey entram em ação, agindo em colaboração com o agente especial Miller (Mark Strong), do serviço secreto inglês (MI-6). A confusão está armada, principalmente pelos atrapalhados detetives Nick e Audrey. Os sequestradores exigem uma grande soma para o resgate, que terá de ser feito em Paris, no topo da Torre Eiffel – é a primeira vez que uma cena de filme é gravada no topo da Eiffel. Também estão no elenco Tony Goldwyn, John Kani, Dany Boon, Jodie Turner, Enrique Arce e Kuhoo Verma. Com muitas cenas de ação e sequências bem divertidas, “Mistério em Paris” é uma ótima opção de entretenimento, com mais uma vantagem: Adam Sandler não está tão intragável como costuma ser.      

terça-feira, 4 de abril de 2023

 

“A QUEDA” (“FALL"), 2022, Estados Unidos, 1h46m, em cartaz na Amazon Prime, direção de Scott Man, cineasta inglês radicado nos EUA, que também assina o roteiro com a colaboração de Jonathan Frank. Não tenho dúvidas em afirmar que este é um dos melhores lançamentos do ano. Trata-se de um suspense eletrizante, com sequências de tirar o fôlego. Um ano depois de tentarem escalar uma montanha e assistir à morte de um amigo – na verdade, marido de uma delas -, as jovens alpinistas Hunter (Virginia Gardner) e Becky (Grace Caroline Fulton) voltam a se encontrar, retomando a velha amizade. Hunter agora é uma youtuber de esportes radicais que faz um grande sucesso nas redes sociais. Becky, porém, continua em depressão por causa da trágica perda do marido Dan (Mason Gooding). Para tirar a amiga dessa situação, Hunter propõe uma nova e inédita aventura: escalar juntas uma antiga torre de rádio desativada. Dois problemas: a altura de mais de 600 metros – o dobro da Torre Eiffel – e a localização, num lugar remoto do deserto. Meio a contragosto e morrendo de medo, Becky topa participar da aventura. Resumo da ópera: elas chegam ao topo mas não conseguem mais descer, pois a escada, de tão enferrujada, se desloca do mastro, deixando as moças presas lá em cima. Haja coração!, como diria  Galvão Bueno. A partir daí, o espectador terá diante de seus olhos uma experiência única e angustiante, pois as cenas são tão bem feitas que nos colocam lá no topo sofrendo com as moças. Para se ter uma ideia, o escritor Stephen King, autor de best-sellers do gênero terror, descreveu o filme como “Uma experiência verdadeiramente aterradora. É o filme mais assustador de 2022”, afirmou. “A Queda” foi um grande sucesso de bilheteria nos Estados Unidos, tanto que já anunciaram uma sequência. Aviso importante: se você tiver medo de altura, não assista, pois o filme apresenta tomadas de causar vertigem a astronautas. IMPERDÍVEL! (assim mesmo, com maiúsculas).       

domingo, 2 de abril de 2023

 

“SORRIA” (“SMILE”), 2022, Estados Unidos, 1h55m, em cartaz na Amazon Prime (disponível para alugar), direção e roteiro de Parker Finn - sua estreia como diretor de longas. Terror psicológico na base de muitos sustos, o que é um dos pontos favoráveis do filme. A história começa com a médica psiquiátrica Rose Cotter (Sosie Bacon) recebendo para consulta uma jovem traumatizada depois de ter testemunhado o suicídio de seu professor. Dizendo estar tomada por uma entidade maligna, a moça se suicida na frente da médica, exibindo como seu último ato um sorriso horripilante. Agora quem fica traumatizada é a psiquiatra, que acaba acreditando que a entidade maligna tenha tomado seu corpo. A situação compromete o trabalho de Rose no hospital, piora o relacionamento com a irmã mais velha e com o próprio marido. Resumindo, ela fica realmente louca e parte para descobrir quem é a tal entidade maligna. Para isso, terá a ajuda de um ex-namorado, o policial Joel (Kyle Gallner), e da terapeuta Madeline Northcott (Robin Weigert). “Sorria” apresenta dois trunfos principais, o ótimo desempenho da atriz Sosie Bacon, filha do ator Kevin Bacon e da atriz Kyra Sedgwick, e os sustos destinados a eriçar os pelos do pescoço dos espectadores. Também estão no elenco Jessie T. Usher, Rob Morgan e Caitlin Stasey. O filme tem tudo para agradar os fãs do gênero terror. Nos Estados Unidos, bateu recordes de bilheteria, faturando US$ 210 milhões. O sucesso comercial foi tão grande que a Paramount Pictures já anunciou uma sequência.     

sábado, 1 de abril de 2023

 

“LUTHER: O CAIR DA NOITE” (“LUTHER: THE FALLEN SUN”), 2023, coprodução Inglaterra/Estados Unidos, ou seja, BBC/Netflix), 2h09m, direção de Jamie Payne, seguindo roteiro assinado por Neil Cross. Filmes deram origem a muitas séries. Aqui é o contrário. A série “Luther”, exibida pela BBC One de 2010 a 2019, é que dá origem a este filme, utilizando o mesmo personagem, o detetive John Luther, além de escrito pelo mesmo roteirista criador da série, Neil Cross. Aqui, Luther (Idris Alba) é encarregado de desvendar o misterioso desaparecimento de um jovem. No decorrer das investigações e com o encontro do corpo, Luther acaba envolvido com um serial killer psicopata e sanguinário, um tal de David Robey (Andy Serkis). O maluco tem uma rede de admiradores que acompanham seus crimes ao vivo pela internet. Além de psicopata, ele é inteligente e manipulador. Em meio aos crimes praticados por Robey, Luther é acusado de cometer abusos e acaba preso. Ou seja, o criminoso fica livre para arriscar outros crimes. Luther consegue fugir da cadeia e vai atrás do maluco, com a ajuda do seu antigo chefe, inspetor Dermot Crowley (Martin Schenk). Mesmo perseguido pela polícia depois de sua fuga, Luther terá ainda a ajuda da detetive Odette Raine (Cynthia Erivo), justamente a policial encarregada de prendê-lo. E por aí vai a história um tanto mirabolante, culminando com um desfecho de pouca credibilidade, mas prometendo uma nova sequência. Os fãs da série curtirão. Resumo da ópera, o filme é um ótimo entretenimento para uma sessão da tarde com pipoca, com destaque para as cenas de ação, muito bem realizadas.       

terça-feira, 28 de março de 2023

 

“A FARSA” (“MASCARADE”), 2022, França, lançamento recente da Amazon Prime, 2h14m, roteiro e direção de Nicolas Bedos. Finalmente um filme inteligente, baseado em um roteiro primoroso, indicado para espectadores que apreciam criatividade e qualidade. Trata-se de um misto de gêneros: drama, romance, drama, mistério e suspense, com um elenco de primeira, destacando-se três das melhores atrizes da atualidade: as veteranas Isabelle Adjani e Laura Morante, além da maravilhosa Marine Vacth, com certeza uma das mais bonitas e competentes atrizes do cinema francês atual. O filme começa com uma cena de tribunal, onde um importante empresário está sendo julgado por tentativa de homicídio. O que aconteceu antes é revelado em flashbacks. Resumindo, Margot (Marine Vacth) e Adrien (Pierre Niney) são dois vigaristas que aplicam golpes para ganhar dinheiro fácil. Margot atrai para a cama homens ricos e mais velhos, enquanto Adrien explora mulheres ricas e mais velhas, um verdadeiro gigolô. Para planejar um golpe especial contra Martha (Isabelle Adjani), uma ex-atriz de cinema milionária, e contra Simon Laurenti (François Cluzet), um bem sucedido empresário do ramo imobiliário, Margot e Adrien são orientados por uma veterana vigarista, Julia (a atriz italiana Laura Morante). O roteiro é desenvolvido com maestria, valorizando pistas falsas, intrigas amorosas, traições e um suspense cada vez mais envolvente, concluindo a história com uma surpreendente reviravolta. Tudo isso com o cenário deslumbrante da Riviera Francesa, onde os principais fatos acontecem. Trocando em miúdos, “A Farsa” chega para ser consagrado, desde já, como um dos melhores lançamentos do ano da Amazon Prime. Imperdível!      

domingo, 26 de março de 2023

 

“DISQUE JANE” (“CALL JANE”), 2022, Estados Unidos, lançamento recente da Amazon Prime, 2h11m, direção da cineasta Phyllis Nagy (“Carol”), que também assina o roteiro com a colaboração de Hayley Schore e Roshan Sethi. Selecionado para exibição nos festivais de Sundance e Berlim, esse ótimo drama, baseado em fatos reais, é ambientado em 1968 e conta a história de um grupo de mulheres ativistas que criaram, em Chicago, uma organização secreta e ilegal que oferecia abortos seguros – na época a prática não era legalizada nos EUA. Essas mulheres ficaram conhecidas como “As Janes”. O filme começa destacando uma mulher casada que fica grávida do segundo filho, mas corre o risco de morrer se prosseguir com a gravidez. Ela é Joy Griffin (Elizabeth Banks, ótima). Apesar da preocupação do seu médico, o conselho do hospital não permite o aborto de emergência e Joy procura “As Janes”, comandadas por Virginia (Sigourney Weaver). Para não comprometer as surpresas da história, digo apenas que Joy resolve também entrar para a organização, sem revelar ao marido Will (Chris Messina) e à filha adolescente Charlotte (Grace Edwards). O elenco está impecável e o roteiro conduz a história com competência. Drama da melhor qualidade, um ótimo lançamento da Amazon Prime. Não perca!