segunda-feira, 7 de outubro de 2024

 

“O CHEF” (“BOILING POINT”), 2022, Inglaterra, 1h35m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Philip Barantini, que também assina o roteiro com James Cummings. No filme, acompanhamos a tensão que impera nos bastidores de um conceituado restaurante localizado ao norte de Londres numa sexta-feira à noite, com casa lotada e a presença de fregueses ilustres. Filmado inteiramente dentro do restaurante num único plano-sequência, sem cortes, a câmera nervosa do diretor valoriza a sensação de estresse geral, do pessoal da cozinha à equipe que atende às mesas. Todo mundo à beira de um ataque de nervos, principalmente o chef Andy Jones (Stephen Graham, de “O Irlandês”). A tensão começa antes mesmo do restaurante abrir para os clientes, quando um fiscal sanitário faz uma inspeção e reduz a nota da casa de 5 para 3. E dá-lhe estresse. Cliente reclama da comida, outro exige prato que não está no cardápio, chef briga com os cozinheiros, e por aí vai a confusão generalizada. Tensão do começo ao fim, como deve acontecer na realidade dos restaurantes mais badalados do mundo. Resumindo, o filme é ótimo, mas não é para qualquer público. É tão bom que recebeu vários prêmios no British Independente Film Awards e indicações para o BAFTA Awards (o Oscar inglês). Não perca!          

domingo, 6 de outubro de 2024

“RIVAIS” (“CHALLENGERS”), 2024, Estados Unidos, 2h11m, em cartaz na Prime Vídeo, direção do cineasta italiano Luca Guadagnino (“Me Chame pelo seu Nome”, “Suspíria: A Dança do Medo”), seguindo roteiro assinado por Justin Kuritzkes. O filme mistura esporte, romance, sexo, drama e um certo suspense.  Trata-se da história de uma amizade conflituosa entre três tenistas: Tashi Duncan (Zendaya, de “Duna”, “Euphoria”), Art Donaldson (Mike Faist) e Patrick Zweig (Josh O’Connor). Eles se conheceram em 2006, quando disputavam torneios amadores. Tashi era considerada um fenômeno nas quadras e logo iria se profissionalizar, enquanto os outros dois, amigos inseparáveis, buscavam um lugar de destaque no tênis profissional. A amizade entre os três acaba virando um triângulo amoroso desde o início. Entre idas e vindas no roteiro, repleto de flashbacks, a história dá um salto até 2019, quando Tashi, depois de abandonar as quadras por causa de uma grave lesão, assume o cargo de técnica de Art, enquanto Patrick, também jogador profissional, luta para conquistar seu primeiro título. Depois de ganhar alguns títulos importantes, Art entra em decadência. Para retomar sua confiança, Tashi o aconselha  a disputar um torneio Challenger, o mais baixo do circuito profissional. Aqui, Art irá enfrentar na final o seu antigo melhor amigo e ex-namorado da sua esposa. Como você já reparou, a amizade é que comanda a história, mas será na quadra que acontecerá uma surpreendente reviravolta. Aliás, a maneira de filmar as cenas dos jogos é bastante interessante, algumas das quais fazem parecer que a bolinha sairá da tela para atingir o espectador. Mesmo que você não seja fã do esporte da bolinha amarela, certamente irá curtir esse drama inovador. Ah, antes de ligar o play, porém, recomendo que tirem as crianças da sala, pois algumas cenas de sexo e nudez são bastante fortes.         

           

               

                     

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

 

“BOXER” (“BOKSER), 2024, Polônia, 2h30m, produção original e distribuição Netflix, direção do cineasta esloveno Mitja Okorn (“A Vida em Um Ano”, “Cartas para M”, “Planet Singles”), que também assina o roteiro juntamente com Ivan Bezmarevic e Lucas Coleman. A história acompanha a trajetória de muitos percalços do lutador de boxe polonês Jedrzej (Erik Kulm Jr.), que no início dos anos 80 resolveu fugir com sua esposa Kasia (Adrianna Chlebicka) da Polônia comunista para a Inglaterra. Seu sonho não era apenas iniciar uma vida nova, mas também treinar para ser um grande campeão de boxe. Nada será fácil para o casal. Somente alguns anos depois, sob a retaguarda de um empresário desonesto, Jedrzej conseguiria algum sucesso. Entretanto, ele não conseguiu manter o juízo. Arrumou uma amante, caiu na farra e acabou na cocaína. A história contada no filme destacou a vida particular do lutador, muito mais do que seu desempenho nos ringues, o que incluiu a relação conflituosa com a esposa e com o seu tio polonês que o ensinou a lutar na Polônia. O elenco conta ainda com a participação de Erik Lubos, Adam Woronowicz e Waleria Gorobets. Apesar da longa duração, “Boxer” vale cada minuto, um entretenimento de muita qualidade. Mais um gol de placa do excelente cinema polonês. Nos créditos finais são destacadas as fotos de vários atletas poloneses que fugiram do então país comunista, inclusive a do boxeador em questão.        

           

               

                     

quarta-feira, 2 de outubro de 2024

“A GRANDE FUGA” (“THE GREAT ESCAPER”), 2023, Inglaterra, 1h37m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Oliver Parker, seguindo roteiro assinado por William Ivory. A história é baseada num fato real ocorrido no verão de 2014, que acabou nas primeiras páginas dos jornais e teve grande destaque nos telejornais. Bernard Jordan (Michael Caine) fugiu da casa de repouso onde morava com a sua mulher Irene (Glenda Jackson) na cidade de Hove, no condado de East Sussex. Sozinho, ele atravessou o Canal da Mancha até a França para participar das comemorações do 70º aniversário do Dia D (6 de junho de 1944), quando as tropas aliadas invadiram a Normandia para lutar contra os alemães. Enquanto todo mundo na casa de repouso se preocupava com a “aventura” de Bernard, a ponto de pedirem ajuda à polícia, Irene encarou a situação com muita tranquilidade, acreditando que o marido estava simplesmente realizando um sonho. O filme relembra o início do romance entre os dois e ainda a participação dele durante a batalha da Normandia. Completam o elenco Danielle Vitalis, John Standing, Will Fletcher e Laura Marcus. Como não poderia deixar de ser, são os veteranos Michael Caine  e Glenda Jackson os responsáveis pelos melhores momentos do filme. Caine, aliás, anunciou que este foi seu último filme. Aos 91 anos, resolveu se aposentar como ator. A nota triste fica por conta da atriz Glenda Jackson, que morreu em junho do ano passado, aos 87 anos, pouco depois do final das filmagens. Glenda foi uma grande atriz, ganhadora de dois Oscars, primeiro por “Mulheres Apaixonadas” (1970) e, três anos depois, pelo seu desempenho em “Um Toque de Classe”. Confesso que fiquei muito impressionado com a decadência física da atriz, que era muito bonita quando mais jovem. Resumo da ópera, “A Grande Fuga” é um filme muito humano, dramático e sensível, capaz de emocionar e entreter. Não perca!    

           

               

                     

segunda-feira, 30 de setembro de 2024



 

“REBEL RIDGE” (consultei o Google Tradutor: “Cume Rebelde” – não tem nada a ver com o filme), 2024, Estados Unidos, 2h11m, em cartaz na Netflix, roteiro e direção de Jeremy Saulnier (“Noite de Lobos”). Pela falta de significado do título, a coisa já começa mal. Terry Richmond (o ator inglês Aaron Pierre), um ex-fuzileiro naval, viaja – pasme! – de bicicleta até a pequena cidade de Shelby Spring (Alabama) com o objetivo de levar uma quantia em dinheiro para pagar a fiança de seu primo, preso por porte de drogas. Na estrada, perto da cidade, ele é derrubado por uma viatura policial. Terry acaba detido e tem o dinheiro confiscado pelos policiais, que acreditam ser fruto da venda de drogas. Liberado, Terry agora quer lutar para reaver o dinheiro, quando começa a desconfiar de um esquema de corrupção comandado pelo xerife Sandy Burnne (Don Johnson, pai da atriz Dakota Johnson). Com a ajuda da oficial de justiça Summer (AnnaShophia Robb), Terry tentará lutar contra o esquema corrupto, arriscando a própria vida e da parceira. Completam o elenco James Cromwell, Chelse Bryan, David Denman, Emory Cohen, Oscar Gale, Reid Williams, Steve Zissis e Dana Lee. Anunciado como um thriller com muita ação, “Rebel Ridge” decepciona, pois tem pouca ação, além de um roteiro confuso e mal acabado. E, pior, se arrasta em ritmo lento e enfadonho até o desfecho, sem muito a oferecer ao espectador. Difícil recomendar.           

domingo, 29 de setembro de 2024

“CALOR MORTÍFERO” (“KILLER HEAT”), 2024, Estados Unidos, 1h36m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Philippe Lacôte, cineasta nascido na Costa do Marfim e radicado na França, seguindo roteiro assinado por Matt Charman e Roberto Bentivegna. Trata-se de um suspense baseado no conto "O Homem Ciumento", do norueguês Jo Nesbø, que considero um dos melhores escritores de romances policiais da atualidade, pois já li vários de seus livros. Vamos à história. Nick Bali (Joseph Gordon-Levitt), um ex-detetive da polícia de Nova York que trabalha como investigador particular em Atenas (Grécia), é contratado por Penelope Vardakis (Shailene Woodley) para investigar a morte do seu marido, considerada acidente pela polícia. A vítima, Leonides Vardakis, era irmão gêmeo de Elias Vardakis (ambos interpretados pelo ator Richard Madden), herdeiros de uma importante família na Grécia, cuja base empresarial fica na Ilha de Creta. Ao iniciar sua investigação, Nick Bali acaba irritando não só Elias como também a matriarca da família, Audrey Verdakis (Clare Holman). Tudo leva a crer que tem alguma coisa errada na história, o que só será revelada, é claro, no desfecho, com direito a algumas reviravoltas. Completam o elenco Abbey Lee Kershaw, Billy Clements, Manos Gravas, Babou Ceesay e Eleni Vergeti. Infelizmente, o resultado final não é dos melhores. O roteiro é mal elaborado, confuso, não consegue prender a atenção do espectador. O ator Joseph Gordon-Levitt não convence como o detetive concebido para ser um detetive dos filmes noir, ou seja, atormentado, alcoólatra, solitário e mal vestido. Culminou num personagem caricato, patético, muito longe do que o autor queria que parecesse. O roteiro é mal elaborado, confuso, e não cria a tensão necessária para envolver o espectador. Com exceção dos cenários deslumbrantes da Ilha de Creta, nada mais favorece uma indicação. Jo Nesbø não merecia isso.        

               

                     

sábado, 28 de setembro de 2024

 

“SOLO UNA VEZ”, 2021, Espanha, 1h21m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção de Guilhermo Ríos Bordón. Trata-se de um drama daqueles que, conforme vai avançando, transforma-se numa espécie de punição ao espectador, que tentará chegar ao final só com muita boa vontade. A história é centrada na dra. Laura (Ariadna Gil, casada na vida real com o ator Viggo Mortensen), diretora de um centro especializado no atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica. Seus laudos colaboram com a polícia nas investigações e nos processos contra os agressores. O roteiro destaca o atendimento a Pablo (Álex Garcia Fernández) e Eva (Silvia Alonso), um jovem casal envolvido numa briga doméstica que acabou na polícia, ela acusando o marido de agressão. A dra. Laura ouve primeiro o acusado, no caso Pablo, que nega a acusação. Depois ela ouve Eva, que confirma tudo. Depois ouve os dois juntos, mas até chegar a essa parte, o filme deslancha na base de muito blá blá blá irritante e repetitivo, seguindo num ritmo bastante lento. Duas situações paralelas transcorrem no dia a dia da terapeuta. A primeira diz respeito à sua filha, que reclama do descaso do pai, ex-marido da médica. A segunda situação envolve um marido cuja esposa era paciente da clínica. Revoltado – o filme não explica a razão -, o homem tenta intimidar a terapeuta diariamente, até mesmo na base da violência. Trocando em miúdos, o resultado final é decepcionante. Uma pena que a experiente atriz espanhola Ariadna Gil, de tantos bons filmes, um deles o clássico “O Labirinto do Fauno”, tenha concordado em participar desse verdadeiro abacaxi. Desta vez, o cinema espanhol pisou na bola, ou melhor, "pisó la pelota".       

               

                     

sexta-feira, 27 de setembro de 2024

“QUO VADIS, AIDA?”, 2020, Bósnia e Herzegovina, 1h44m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção de Jasmila Zbanic (“Sarajevo, Meu Amor”). Não sei como deixei de assistir a esta pequena obra-prima na época em que foi lançada e que concorreu ao Oscar 2021 na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, além de receber inúmeras premiações em festivais pelo mundo afora, além de conseguir incríveis 100% de aprovação no rigoroso site Rotten Tomatoes. Também foi eleito o Filme do Ano pela European Film Awards (EFA). Sua primeira exibição aconteceu durante o 77º Festival Internacional de Cinema de Veneza, causando um grande impacto junto à crítica especializada e ao público. Realmente, trata-se de um filme bastante impactante. A história é baseada em fatos reais ocorridos em 1995 quase no final da guerra civil que atingiu os territórios da antiga Iugoslávia desde 1992. O pano de fundo é o genocídio de 8 mil bósnios muçulmanos assassinados pelas tropas sérvias na cidade de Srebrenica (Leste da Bósnia), episódio que ficou conhecido como o “Massacre de Srebrenica”. Dentro desse cenário trágico, o filme destaca o sofrimento de uma mãe de família contratada como intérprete pelas forças de paz da ONU. Ela é interpretada pela atriz sérvia Jasna Duricic, cujo desempenho é magistral, de aplaudir de pé. Sem dúvida, ela é a alma do filme, sendo premiada como Melhor Atriz também pela Academia Europeia de Cinema. “Quo Vadis, Aida?” revela, de forma realista, um retrato doloroso e impactante daquele episódio do conflito, a ponto de merecer o seguinte comentário de um crítico profissional: “Não é um filme fácil de assistir. É desesperador e devastador, que deixa o espectador completamente esgotado, exausto e horrorizado”. Foi justamente o que senti ao assistir a esta verdadeira pérola do cinema. Não deixe de ver.                     

quarta-feira, 25 de setembro de 2024

“O PROTETOR: CAPÍTULO FINAL” (“THE EQUALIZER 3”), 2023, Estados Unidos, 1h50m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Antoine Fuqua (“Dia de Treinamento, “Sete Homens e um Destino” e a trilogia “O Protetor”), seguindo roteiro assinado por Richard Wenk. Como garante o título, este é o último filme da trilogia “The Equalizer”, iniciada em 2014, sempre com o ator Denzel Washington como o ex-agente da CIA Robert McCall, que na verdade sempre agiu como assassino profissional e, ao mesmo tempo, defensor dos fracos e oprimidos. É o que também acontece neste terceiro filme. Sua última missão aconteceu no sul da Itália, que terminou com o assassinato de toda uma quadrilha de mafiosos. Só que McCall saiu ferido e acabou desacordado dentro de um carro, sendo socorrido por um médico que o levou para sua casa na pequena cidade de Altamonte, região da Calábria, sul da Itália. Restabelecido do ferimento, ele costuma caminhar pela cidade, fazendo amizades com os moradores. Quando está prestes a voltar para os Estados Unidos para curtir sua aposentadoria, ele testemunha a ação violenta de mafiosos da temida Camorra contra comerciantes locais. Robert não se conforma com a situação e resolve enfrentar, sozinho, os mafiosos. O filme não economiza na violência e dá gosto, e até prazer, ver o ex-agente tratar os mafiosos com requintes de crueldade. Aí que entra a já conhecida competência do ator Denzel Washington, cuja presença é o maior trunfo desse ótimo filme de ação. Pena que é o último da franquia. Completam o elenco Dakota Fanning, Sonia Ben Ammar, Gaia Scodellaro, David Denman, Andrea Dodero, Andrea Scarduzio, Eugenio Mastrandea e Melissa Leo. Filmaço!                      

                     

“GUERRA AO CARTEL” (“SHRAPNEL”), 2023, Estados Unidos, 1h29m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de William Kaufman (“The Channel”, “Santos e Pecadores”), seguindo roteiro assinado por Johnny Martin Walters e Chad Law. Traduzido, o título original é “Estilhaços”, o que traduz melhor o que acontece na tela. Não deu para contar, mas não lembro de assistir a um filme com tantos tiros. Acho que a munição gasta no filme daria para municiar um exército durante uma guerra. Quem gosta de tiros e pancadaria vai gostar de “Guerra ao Cartel”. Vamos à história. O ex-fuzileiro naval Sean Beckwith (Jason Patric) agora é um pacato fazendeiro no Texas, onde mora com a esposa e duas filhas adolescentes. Quando uma delas atravessa a fronteira com o México e desaparece misteriosamente em Ciudad Juarez, Sean convoca um ex-companheiro de farda para a missão de resgatar a moça, provavelmente sequestrada por uma quadrilha de traficantes. Completam o elenco Cam Gigandet, Kesia Elwin, Emily Perry, Mauricio Mendoza, Guilhermo Iván e Megan Elizabeth Kelly. É um bom filme de ação, com ritmo frenético que prende a atenção até o desfecho. O que destoa no quadro geral é o ator Jason Patric, que não muda de expressão o filme inteiro, nem nos momentos de maior tensão. Aliás, descobri sem querer que Patric é filho de Jason Miller, aquele ótimo ator que fez o papel do padre Damien Carras no clássico de terror “O Exorcista” (1973). Ou seja, nem sempre “tal pai, tal filho”. Ah, recomendo que você vista um colete à prova de balas se for assistir.                       

                     

domingo, 22 de setembro de 2024

“IMACULADA” (“IMMACULATE”), 2024, Estados Unidos/Itália, 1h29m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Michael Mohan (“Observadores”), seguindo roteiro assinado por Andrew Lobel. Nunca fui muito fã do gênero terror, embora tenha assistido a excelentes filmes, como “O Abominável Dr. Phibes” (1971), com Vincent Price, aqueles filmes de Drácula com Christopher Lee, e os clássicos “Bebê de Rosemary (1968), de Roman Polanski, “O Iluminado (1980), de Stanley Kubrick, e “O Exorcista” (1973), de William Friedkin, só para citar alguns. “Imaculada” chega para dar alguns bons sustos e confirmar a excelente fase da atriz Sydney Sweeney, mas a história e o modo como foi levado às telas deixaram muito a desejar. Depois de um acidente na infância que quase a matou, a jovem norte-americana Cecilia resolve dedicar-se a servir a Deus como agradecimento por ter escapado da morte. Dessa forma, ela ingressa em um convento na Itália como noviça. Pouco tempo depois, sem nenhuma explicação, ela acorda grávida. Um verdadeiro milagre para o pessoal do convento. Ou seja, ela deve ser a mãe de Jesus. Aos poucos, porém, Cecilia descobre segredos aterradores e se convence de que está sendo vítima de uma farsa. Haja sustos, sangue jorrando e violência. Completam o elenco Álvaro Morte, Benedetta Porcaroli, Giulia Heathfield Di Renzi, Simona Tabasco, Dora Romano e Giorgio Colangeli. Trocando em miúdos, trata-se apenas de mais um filme de terror, sem grandes novidades, muito longe daqueles filmes que citei no começo do comentário. Assista se quiser.                      

                     

sábado, 21 de setembro de 2024

 

“BANDIDO” (“BANDIT”), 2022, Canadá/Estados Unidos, 2h06m, em cartaz na Netflix, direção de Allan Ungar (“Encurralados”, “London Calling”), seguindo roteiro assinado por Kraig Wenman, Robert Knuckle e Ed Arnold. Baseado em fatos reais descritos no livro "The Flying Bandit", o filme conta as peripécias de Gilbert Galvan Jr., um ladrão que ficou famoso depois de cometer mais de 60 assaltos – a maioria contra bancos e joalherias – em várias cidades do Canadá na segunda metade dos anos 80 do século passado. Sua ficha criminal começa em Michigan (EUA). Depois de escapar de uma prisão, ele se refugia no Canadá utilizando nova identidade, Robert Whiteman. Em todos os seus roubos, Gilbert/Robert, interpretado por Josh Duhamel, jamais machucou alguém, aspecto de que se orgulhava. Outra de suas características era utilizar disfarces diferentes a cada assalto. Chegou até mesmo a frequentar cursos de maquiagem para aperfeiçoar os seus métodos. O filme destaca a associação de Robert com um mafioso canadense (Mel Gibson), além de seu romance com Andrea (Elisha Cuthbert), com quem se casaria e teria filhos. O filme também acompanha o trabalho da polícia canadense na tentativa de prender o assaltante. Completam o elenco Nestor Carbonell, Swen Temmel e Haley Webb. O filme é muito bom, tem ação, suspense e humor, além de um ritmo capaz de segurar a atenção do espectador até o desfecho. Com seu carisma de galã e cara de bom moço, o ator Josh Duhamel esbanja competência e é, sem dúvida, um dos responsáveis pelo excelente resultado final. Trata-se, portanto, de um ótimo entretenimento. Um filmaço. Não deixe de assistir.               

                     

quarta-feira, 18 de setembro de 2024

“ASSASSINO POR ACASO” (“HIT MAN”), 2023, Estados Unidos, 1h50m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Richard Linklater (“Antes do Amanhecer”, “Boyhood”), que também assina o roteiro com a colaboração de Glen Powell, ator que atua no filme. Um misto de comédia, suspense e romance, “Assassino por Acaso” conta uma história vagamente baseada em fatos reais, relatados pelo jornalista Skip Hollandsworth numa reportagem publicada em 2001 pela Revista Texas Monthly sobre um assassino profissional disfarçado que ajudou a polícia de Houston a prender 60 pessoas. No filme, o tal assassino profissional é Gary Johnson (Glen Powell, de “Top Gun: Maverick", “Todos Menos Você”), um professor universitário de psicologia e filosofia que também trabalha para a polícia fazendo-se passar por um assassino profissional. As pessoas o contratam para executar um inimigo, seja ele o marido, a esposa, o sócio ou o cunhado. A negociação é gravada e o contratante imediatamente preso em flagrante. Tudo transcorre na maior normalidade até que Gary conhece Madison (Adria Arjona, de Morbius”, “Pisque Duas Vezes), uma bela mulher que quer contratá-lo para assassinar o marido abusivo. Só que o marido aparece morto logo depois, mas não foi Gary quem o matou. Quem foi, então? Completam o elenco Austin Amelio, Molly Kate Bernard e Evan Holtzman. Trocando em miúdos, o filme até que prende a atenção, mas peca demais pelos diálogos pouco criativos e piadas sem graça, além da canastrice do ator Glen Powell, que como comediante e galã é um ótimo roteirista.              

terça-feira, 17 de setembro de 2024

“A GAROTA DE MILLER” (“MILLER’S GIRL”), 2024, Estados Unidos, 1h34m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção da jovem cineasta Jade Bartlett (é sua estreia em longas). Trata-se de um drama bastante tenso, mas com um ritmo arrastado, repleto de citações literárias e verborrágico demais. O professor Jonathan Miller (Martin Freeman, o Bilbo da saga “O Hobbit”) reconhece em sua aluna adolescente Cairo Sweet (Jenna Ortega, da série “Wandinha” e “Os Fantasmas Ainda se Divertem”) um talento especial como escritora. Essa admiração transforma-se aos poucos num jogo de sedução, no qual a jovem praticamente se entrega ao seu professor, que é casado com a também escritora Beatrice (a atriz polonesa Dagmara Dominczyk, esposa na vida real do ator Patrick Wilson). Algumas cenas dão a ideia de que professor e aluna realmente tiveram um caso, o que não fica tão evidente com o transcorrer da trama. O pano de fundo da história é claramente sexual, principalmente nas citações literárias, a maioria delas dos livros do norte-americano Henry Miller (1891-1980), considerado por muitos um escritor pornográfico. O filme foi massacrado pela crítica especializada, mas a atriz Jenna Ortega saiu em sua defesa: “É uma obra de arte e que, por isso mesmo, nem sempre será confortável”. Não foram apenas os críticos que não gostaram do filme. Algumas instituições conservadoras ligadas à produção cinematográfica criticaram o fato de um ator de 52 anos (Martin Freeman) beijar em cena uma atriz 31 anos mais jovem (Jenna Ortega, de 21 anos, mas no papel de adolescente no filme). Entre mortos e feridos, não há muito a se destacar. Pelo contrário, trata-se de um filme não muito fácil de digerir.           

                     

domingo, 15 de setembro de 2024

 

“O ROUBO DE 88” (“HEIST 88”), 2023, Estados Unidos, 1h24m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Menhaj Huda, cineasta nascido em Bangladesh radicado na Inglaterra (“Comedown”, “Juventude Rebelde”, “Meghan: Um Amor Real”), seguindo roteiro assinado por Dwayne Johnson-Cochran (não confundir com o ator). Trata-se de uma história real baseada no ladrão de bancos Armand Moore, que em 1988 armou e executou um plano para roubar US$ 80 milhões do Banco Nacional de Chicago. Cabe aqui lembrar que na época os bancos não eram informatizados e as transferência de valores acontecia somente por telefone, utilizando-se um código secreto, sendo que havia a necessidade de duas aprovações por parte dos funcionários dos bancos. No filme, o personagem de Moore ganhou o nome de Jeremy Horne, interpretado magistralmente por Courtney B. Vance. No filme, Horne convence quatro jovens funcionários do Banco Nacional de Chicago a participar do roubo, além de dois antigos parceiros de outros crimes. O roteiro privilegia toda a fase de planejamento do crime, mostrando, inclusive, a vida particular de cada um dos jovens cúmplices, seus problemas de relacionamento com as respectivas famílias e, por fim, a exagerada ganância pela montanha de dinheiro que terão direito. O ótimo elenco é composto basicamente por atores negros: além de Courtney B. Vance, atuam Precious Way, Xavier Clyde, Bentley Green, Keith David, Keesha Sharp e Nican Robinson. Trocando em miúdos, um filme bastante interessante que merece ser visto.            

                     

sábado, 14 de setembro de 2024

“O CASAL PERFEITO” (“THE PERFECT COUPLE”), 2024, Estados Unidos, minissérie da Netflix em 6 episódios, roteiro e direção da experiente cineasta dinamarquesa Susanne Bier (“Em Um Mundo Melhor”, “Birdbox”). A minissérie é baseada no livro homônimo escrito em 2018 pela romancista Elin Helderbrand. A família Winbury, dona de uma imensa propriedade à beira-mar na paradisíaca Ilha de Nantucket (Massachussetts), cuida dos últimos preparativos para o casamento de Benji Winbury (Billy Howle) com Amelia Sacks (Eve Hewson, atriz irlandesa filha do cantor Bono, da banda U2). Os pais do noivo são a escritora Greer Garrison (Nicole Kidman), autora de inúmeros best-sellers, e Tag Winbury (Liev Schreiber), este último um aproveitador assumido da fortuna da esposa e um maconheiro crônico. Poucos dias antes do casamento, porém, um dos convidados é achado morto na praia, aparentemente vítima de suicídio, já que deixou uma carta escrita de próprio punho. Amelia, a melhor amiga da vítima, não acredita nessa versão e instiga a polícia a investigar o caso com rigor. Os detetives Nikki Henry (Donna Lynne Champlin) e Dan Carter (Michael Beach) interrogam todo mundo da família e os amigos. Todos eles são suspeitos: o casal proprietário da casa, os três filhos, a amiga Isabel Nallet (Isabelle Adjani) e até Abby (Dakota Fanning), a esposa grávida de Thomas (Jack Reynor), o filho mais velho dos Winbury. O mistério e o suspense caminham juntos até o último episódio, quando a surpreendente verdade virá à tona. Menos do que a história, o trunfo da minissérie é o excelente elenco, com destaque para as atuações de Nicole Kidman, Liev Schreiber, Eve Hewson e, principalmente, Dakota Fanning, irmã da também atriz Elle Fanning. Outra atriz que merece destaque é Donna Lynne Champlin, a detetive encarregada do caso, que dá um toque de humor a cada vez que aparece em cena. Trocando em miúdos, “O Casal Perfeito” é uma minissérie muito agradável de assistir, um ótimo entretenimento.           

                     

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

 

“ESTRITAMENTE CONFIDENCIAL” (“STRICTLY CONFIDENTIAL”), 2024, em cartaz na Prime Vídeo, filme de estreia no roteiro e direção do jovem cineasta inglês Damian Hurley, de apenas 22 anos (filho da atriz Elizabeth Hurley, que atua no filme). A começar pelo material de divulgação, o resultado final é um tremendo fracasso. A Ilha de Man, uma dependência britânica situada entre a Irlanda e a Inglaterra, é apontada como o país originário da produção e, como tal, supostamente serviu de cenário. Só que a mesma divulgação diz que as filmagens ocorreram no cenário paradisíaco de Saint Kitts e Nevis, um pequeno país no Caribe. Posta a dúvida, vamos à história. Um grupo de amigos costuma se reunir nas férias de verão na tal ilha, onde reside a viúva Lily (Elizabeth Hurley), mãe de Rebecca (Lauren McQueen) e de Jemma (Genevieve Gaunt). Começa a história um ano depois da morte de Rebecca, que aparentemente se suicidou. Esse reencontro dos jovens com a mãe de Rebecca não é muito agradável, principalmente pelas recordações do último verão. Mia (Georgia Lock), a melhor amiga da falecida, não se conforma com a alegação de suicídio e resolve investigar por conta própria o que realmente aconteceu. O suspense prometido no começo não deslancha, descambando para cenas constrangedoras de erotismo, diálogos pífios e situações sem o menor sentido. O elenco é muito ruim, ninguém se destaca. Pelo contrário. A atriz Georgia Lock, por exemplo, passa o filme inteiro com uma irritante cara de choro. Elizabeth Hurley, a mais experiente, conserva sua beleza e forma física aos 58 anos, mas sua atuação é das mais pífias. Completam o elenco Genevieve Gaunt, Freddie Thorp, Max Parker, Agi Nanjosi,  Amber Townsend, Pear Chiravara e Llyrio Boateng. Não fui só eu que não gostou do filme. A crítica especializada também detestou. O crítico Mike McGranaghan, por exemplo, o comparou aos thrillers cafonas exibidos pelas TVs a cabo no início dos anos 90. Como você deve ter percebido, o resultado final de “Estritamente Confidencial” é realmente decepcionante.        

segunda-feira, 9 de setembro de 2024

 

 

“UM MAU ATOR” ("UM ACTOR MALO”), 2024, México, 2h09m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção de Jorge Cuchi, cineasta porto riquenho radicado no México. O suposto estupro de uma atriz durante uma cena de sexo é o ponto de partida desse drama mexicano muito interessante. A história é quase que totalmente encenada num set de filmagem. O ator Daniel Zavala (Alfonso Dosal) aparentemente se entusiasma numa cena na cama com a atriz Sandra Navarro (Fiona Palomo). Como a ação se passa sob os lençóis, não dá para verificar com certeza que o ator abusou da moça, que jura de pés juntos (depois da cena, claro) que o ator se aproveitou da situação para tornar o ato mais realista do que necessário. Pelo menos é o que garante a atriz. Mas ele nega o estupro. A situação acaba numa grande confusão, pois Sandra convoca um advogado e o ministério público para denunciar o colega, que também chama uma advogada. Daniel se desespera com a situação, não só pela possibilidade de estragar sua carreira como também afetar o seu casamento. Como se não bastasse, a cena em questão é vazada para as redes sociais, gerando um grande escândalo e protestos violentos das feministas de plantão. Enfim, toda essa situação leva o espectador a acreditar num desfecho nada agradável. O filme é um tanto arrastado, mas sem jamais perder a tensão e o suspense. Recomendo.    

                     

sábado, 7 de setembro de 2024

 

“VISÕES” (“VISIONS”), 2023, França, 2h03m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Yann Gozlan (“O Homem Ideal”, “Asfalto de Sangue”), que também assina o roteiro com Michel Fessler. Trata-se de um suspense psicológico centrado em Estelle Vasseur (a atriz alemã Diane Kruger), uma comandante de avião casada com Guillaume (Mathieu Kassovitz), um renomado médico-cirurgião. Os dois vivem um casamento aparentemente consolidado e rotineiro, ela viajando pelo mundo e ele trabalhando num hospital. Até que um dia, após chegar ao aeroporto para mais uma viagem, Estelle reencontra Anna Dale (Marta Nieto), com a qual viveu um romance lésbico há 20 anos. Bastou esse encontro para Estella reativar os sentimentos antigos. Papo vai, papo vem, as duas voltam a se relacionar. Enquanto Estella se apaixona novamente pela antiga namorada, Anna não leva a nova relação a sério. Obcecada pela amante, Estella começa a vigiá-la, quando descobre que ela mantém um relacionamento com a empresária Johana Van Damaker (Amira Casar). Em meio a essa situação, Guillaume começa a desconfiar da sanidade de Estella, cujas visões, desde jovem, costumam atingir o patamar de vidência, já que algumas realmente se concretizam. Diante desse quadro, o espectador é levado a acreditar que nem todas as situações que vê na tela são reais ou frutos da imaginação de Estelle, que começa a apresentar sintomas de desequilíbrio. O suspense fica por conta da expectativa do que pode acontecer no desfecho, ou seja, uma tragédia se avizinha. Dito e feito. Não é um filme muito fácil de digerir, mas a presença forte da atriz Diane Kruger garante um bom resultado.    

                     

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

“PLANO A” (“PLAN A”), 2022, coprodução Alemanha/Israel, 1h49m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção dos irmãos israelenses Doron e Yoav Paz. (“A Lenda de Gole”, “Jerusalém”). Já li inúmeros livros e assisti a muitos filmes sobre a Segunda Grande Guerra, mas não conhecia a história desse drama baseado em fatos reais descritos no livro “Nakam”, da historiadora israelense Dina Porat. A história, ambientada na Alemanha logo após o final do conflito, relembra a atuação de um grupo de judeus motivados a se vingar dos nazistas depois do Holocausto, em sua maioria sobreviventes dos campos de concentração. Um deles, Max (Augusto Diehl), ingressou no Nakam – nome do grupo – disposto a se vingar da morte de sua família. Havia uma dissidência no grupo. Uns eram a favor de só eliminar oficiais e soldados nazistas que praticaram crimes. Outra vertente, mais radical, queria uma vingança “olho por olho, dente por dente”, ou seja, eliminar 6 milhões de alemães, o mesmo número de judeus mortos nos campos de concentração. Max resolve ingressar no grupo mais radical, que planejava envenenar os sistemas de água de várias cidades alemãs. Completam o elenco Sylvia Hoeks, Michael Aloni, Ishai Golan, Oz Zehavi e Yoel Rozenkier. Resumo da ópera, trata-se de um filme bastante importante como documento histórico. É pesado demais, mas realista como exige o contexto. Quem curte a História não deve perder.     

                     

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

 

“ASTEROID CITY”, 2023, Estados Unidos, 1h45m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Wes Anderson, que também assina o roteiro com Roman Coppola (filho do diretor Francis Ford Coppola). Quem já assistiu algum filme do cineasta norte-americano Wes Anderson sabe que seu estilo costuma subverter a normalidade cinematográfica, com filmes que se destacam por visuais excêntricos, personagens caricatos, histórias que carecem de lógica e diálogos fora do contexto e que beiram o nonsense. O que não se pode negar é a aparentemente inesgotável criatividade do diretor, cuja imaginação realmente transcende o comum. Podemos comprovar todo isso nos seus filmes mais conhecidos, como “The Royal Tenenbaums”, “O Grande Hotel Budapeste”, “Moonrise Kingdom” e “The Darjeeling Limited”. Como mostra o elenco estrelado (confira no final do comentário), Anderson mantém um grande prestígio junto aos estúdios, artistas e produtores. Em “Asteroid City”, Anderson é ainda mais radical. A história, ambientada nos anos 50 do século passado, é centrada numa competição acadêmica para jovens cientistas numa cidade fictícia no deserto, chamada Asteroid City. Na verdade, trata-se da encenação de uma peça de teatro criada pelo personagem de um dramaturgo, que intercalou as situações principais em  atos teatrais. Enfim, não espere nada normal nessa história, como acontece em todos os filmes de Anderson. Confira o elenco estrelado: Tom Hanks, Scarlett Johansson, Jason Schwartzman, Adrien Brody, Margot Robbie, Rupert Friend, Maya Hawke, Edward Norton, Bryan Cranston, Matt Dillon, Jeffrey Wright, Willem Dafoe, Tilda Swinton, Hope Davis, Steve Carell e Jeff Goldblum, só para citar os mais conhecidos. Poucos filmes/diretores conseguem a proeza de reunir tantos astros de renome. Trocando em miúdos, “Asteroid City” é muito interessante, bem diferente do que costumamos ver no cinema.       

                     



domingo, 1 de setembro de 2024

“A LIBERTAÇÃO” (“THE DELIVERANCE”), 2024, Estados Unidos, em cartaz na Netflix, 1h51m, direção de Lee Daniels (“O Mordomo da Casa Branca”, “Preciosa”, “A Última Ceia”, ou seja, um cineasta de respeito), que também assina o roteiro com a colaboração de David Coggeshall. O tema da possessão demoníaca, cujo maior clássico ainda é “O Exorcista”, de 1973, carregou muitos outros filmes no vácuo, mas nenhum deles, até hoje, foi capaz de dar tanto medo. “A Libertação”, que acaba de chegar à Netflix, é o melhor em muitos anos. O terror começa logo que você fica sabendo que a história é baseada em fatos reais. O caso aconteceu na pequena cidade de Gary, Indiana, com a família de Latoya Ammons – a quem o filme é dedicado -, em 2011, quando seus três filhos foram possuídos por uma entidade maligna. O filme traz a atriz Andra Day como Ebony Jackson, a mãe solteira que aluga uma casa e vai morar com a mãe (Glenn Close) e os três filhos. Tal qual o fato real, a casa é assombrada por uma energia sinistra, que logo se manifesta, para desespero da família de Ebony, que vai sofrer nas mãos do demônio até o desfecho. Além da assustadora história, o filme conta com um incrível trabalho de maquiagem e efeitos especiais de muita qualidade. O desempenho do elenco é outro trunfo, principalmente as atrizes Andra Day e Glenn Close, que se entregam de corpo e alma aos seus papéis. Também estão no elenco Aunjanue Ellis-Taylor, Anthony B. Jenkins, Caleb McLaughlin e Demi Singleton. Os fãs dos filmes de terror vão delirar – literalmente – com o filme. Não percam!