quinta-feira, 10 de abril de 2025

 

“ATAQUE TERRORISTA” (“OMERTA: 6/12”) – nos países de língua inglesa, “Attack on Finland”, 2021, coprodução Finlândia/Estônia, em cartaz no Prime Vídeo, direção de Aku Louhimies, seguindo roteiro assinado por Jari Olavi Rantala e Antti J. Jokinen (roteiro adaptado do livro “6/12”, de Ilkka Remes). Durante a comemoração do Dia da Independência da Finlândia, 6 de dezembro, terroristas invadem o palácio presidencial, matam diversos convidados e mantêm reféns o presidente Kosvivuo (Robert Enckell) e outras autoridades importantes do país. No meio dos reféns está o general Jean Morel (Zijad Gracic), um dos alvos dos terroristas, cujas exigências incluem a soltura de um coronel assassino, pai de um dos terroristas. Também feita refém está a agente especial Sylvia Madsen (Nanna Blondell), designada como guarda-costas do general Morel. Depois de muitas negociações, os terroristas conseguem fugir levando alguns reféns com destino à Estônia, onde está o mentor do ataque, Leonid Titov (Juan Ulfsak). O agente Marcos Tanner (Jasper Pääkkönen), das forças especiais da Finlândia, fica encarregado da difícil missão de resgatar os reféns, aqui incluída sua colega Sylvia Madsen. “Ataque Terrorista” tem muita ação, cenários deslumbrantes e suspense do começo ao fim. Um filmaço!

quarta-feira, 9 de abril de 2025

 

“O ÚLTIMO DUELO” (“THE LAST DUEL”), 2021, coprodução Estados Unidos/Inglaterra/Irlanda do Norte, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Ridley Scott, seguindo roteiro assinado por Nicole Holof Cener, Ben Affleck e Matt Damon. Uma ótima história, um diretor consagrado, um elenco de primeira e uma cenografia espetacular (cenários deslumbrantes e uma primorosa reconstituição de época). Esses aspectos fazem deste épico histórico, baseado em fatos reais detalhados no livro homônimo de Eric Jager, lançado em 2004, um filmaço de tirar o fôlego. Na França medieval (século XIV), um caso polêmico de estupro chegou à corte do Rei Charles VI (Alex Lawther). O escudeiro Jacques Le Gris (Adam Driver) é acusado por Marguerite de Carrouges (Jodie Comer) de tê-la estuprado. Para complicar a situação, Marguerite é casada com sir Jean de Carrouges (Matt Dammon), amigo de Le Gris. Os dois estiveram juntos em várias batalhas e solidificaram uma grande amizade. Marguerite resolveu denunciar Le Gris para o marido e para as autoridades. De início, não lhe foi dado o devido crédito, ainda mais que o estuprador insistia em sua inocência. Resumindo, os dois ex-amigos duelariam entre si, com um detalhe pra lá de mórbido: se Jean perdesse, Marguerite seria imediatamente queimada. Para saber o que aconteceu, sugiro assistir a este ótimo épico. Completam o elenco Ben Affleck, irreconhecível como o conde Pierre D’Alençon, Serena Kennedy, Julian Firth, Marton Czokas, Chloe Harris, Chloé Lindau, Nathaniel Parker e Adam Nagaitis. O veterano diretor Ridley Scott, que está à beira dos 90 anos, ainda mantém o vigor com o qual nos brindou com filmes que se tornaram clássicos, tais como “Thelma & Louise”, “Blade Runner” e “Falcão Negro em Perigo”, entre tantos outros. Em “O Último Duelo”, Ridley Scott comprova que é um craque também em cenas de ação, todas primorosas. Resumo da ópera: mais um grande filme do diretor inglês. Não perca!

domingo, 6 de abril de 2025

 

“REAGAN”, 2024, Estados Unidos, 2h15m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Sean McNamara, seguindo roteiro assinado por Howard Klausner. Mais do que uma ótima cinebiografia do 40º presidente norte-americano, “Reagan” apresenta um panorama primoroso da situação política dos Estados Unidos e do mundo durante os anos mais conturbados do Século XX. O roteiro é baseado no livro “O Cruzador: Ronald Reagan e a Queda do Comunismo”, de Paul Kengor, lançado em 2006. No filme, a história é apresentada sob o ponto de vista de um ex-agente da KGB, Viktor Petrovich (Jon Voight), encarregado pela União Soviética de acompanhar todos os passos do então presidente norte-americano. Ronald Reagan (1917-2007) é interpretado com muita competência pelo veterano ator Dennis Quaid (quando jovem, por David Henrie). Desde a infância e juventude, quando presenciou as bebedeiras homéricas do pai alcóolatra, o primeiro emprego como salva-vidas, o sucesso como ator de Hollywood, os dois casamentos, seu trabalho como diretor do sindicato dos atores e seu ingresso na política, primeiro como governador e depois como presidente, o filme acompanha a trajetória de Reagan apresentando como pano de fundo o conjunto de acontecimentos políticos da época em que foi presidente, exaltando sua aversão ao comunismo e seu poder de negociação, revelando sua firmeza e, ao mesmo tempo, uma veia humorística que encantava os mais importantes políticos da época, de Margaret Tatcher (Lesley-Anne Down) a Mikhail Gorbachev (Aleksander Krupa). Completam o elenco Mena Suvari como Jane Wyman, primeira mulher de Reagan, Penelope Ann Miller como Nancy Reagan, a segunda esposa, Scott Stapp (Frank Sinatra), Kevin Dillon e Pat Boone. Segundo pesquisa feita pelo portal Rotten Tomatoes, “Reagan” alcançou incríveis 98% de aprovação por parte do público consultado. Realmente, é muito bom. Um filmaço!      

"KOMPROMAT – O DOSSIÊ RUSSO” (“KOMPROMAT”), 2022, França, 2h7m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Jérôme Salle (“A Odisseia”, os filmes da franquia Largo Winch), que também assina o roteiro com a colaboração de Caryl Ferey. A história é baseada na experiência real vivida pelo diplomata francês Yoann Barbereau em 2016 e relatada no livro “Dans Les Geôles De Sibérie”. No filme, Yoann transformou-se no personagem Mathieu Roussel (Gilles Lellouche), que foi com a mulher e o filho para a cidade de Irkutisk, na Sibéria, para comandar a Alliance Française, cujo objetivo era divulgar a arte e a cultura francesa aos russos. Depois de promover uma peça de teatro na qual dois atores se beijam na boca, Roussel é preso pelo FSB (Serviço Federal de Segurança), que nada mais é do que a nova versão da antiga e sádica KGB. Acusado de pedófilo e estuprador da própria filha, ele é levado para uma penitenciária e jogado numa cela com presos de alta periculosidade. Quando ficam sabendo de que o novo “colega” é estuprador, partem pra cima dele e o agridem violentamente. Logo depois, o advogado contratado pela Embaixada da França consegue a liberdade condicional de Roussel, que sai da cadeia usando uma tornozeleira eletrônica, sair de casa em horários determinados e impedido de usar celular. Ele fica sabendo que a esposa Alice Roussel (Elisa Lasowski) e a filha voltaram para a França. Segundo relatório do FSB, foi Alice quem o denunciou. Aqui, faço uma pausa para esclarecer que o termo “Kompromat” é utilizado na Rússia como um dossiê falso concebido para incriminar opositores do governo – na verdade, o FSB acreditava que o francês era espião. Roussel pediu ajuda ao embaixador francês, que a negou com a desculpa de prejudicar o relacionamento com a Rússia. O francês então empreendeu uma fuga maluca pelo território russo, com o objetivo de chegar à fronteira da Estônia e então conquistar a liberdade. A única pessoa a ajudá-lo foi a jovem russa Svetlana (a atriz polonesa Joanna Kulig). As etapas da fuga e o sofrimento infringido a Roussel, que passou fome e frio, além da perseguição por parte dos agentes da FSB, são destacados em grande parte do filme, tornando-o um suspense de prender a respiração. Mais interessante ainda é o fato de revelar uma história verídica. Recomendo.        

quinta-feira, 3 de abril de 2025

“GOLPE DE SORTE EM PARIS” (“COUP DE CHANCE”), 2024, coprodução Estados Unidos/França, 1h36m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção de Woody Allen. Este é o 50º filme de Allen, Assisti a todos, desde o seu primeiro, “Um Assaltante Bem Trapalhão”, de 1969. Aos 89 anos, Allen talvez não tenha vigor para dirigir mais algum filme, mas se optar pela aposentadoria deixa um legado importante para o cinema. Seus filmes são inteligentes, bem-humorados, saborosos, diálogos primorosos etc. Enfim, um gênio. Neste “Golpe de Sorte em Paris”, Allen optou por um suspense meio hitchcockiano, contando uma história repleta de reviravoltas, todo falado em francês e ambientado, em sua grande parte, em Paris. Fanny (a ótima Lou De Laâge) é casada com Jean (Melvil Poupaud), um rico empresário do mundo dos investimentos. O casamento parece consolidado, até que surge um antigo colega de escola de Fanny, o jovem Alain (Niels Schneider), metido a poeta. Os dois acabam tendo um caso e, desconfiado, o marido Jean contrata um detetive particular. Em meio a essa confusão, surge Camille (Valérie Lemercier), mãe de Fanny, que terá um papel importante em todo o contexto da história. Prefiro não discorrer mais para evitar algum spoiler. Além do saboroso enredo, “Golpe de Sorte em Paris” se destaca pela qualidade estética do visual, que leva a assinatura do veterano diretor de fotografia italiano Vittorio Storaro, conhecido como “o mago da luz”, em seu 5º filme com Allen. Outro destaque do filme é a trilha sonora, mais uma vez recheada de jazz tradicional, desta vez incluindo uma gravação de 1966 – “Cantaloupe Island” – com o pianista Herbie Hancock e o pistonista Nat Adderley. Resumo da ópera: trata-se de um filme de Woody Allen e, portanto, imperdível, pelo menos para os fãs do diretor, como eu.     

terça-feira, 1 de abril de 2025

“HOLLAND”, 2025, Estados Unidos, 1h48m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Mimi Cave, seguindo roteiro assinado por Andrew Sodorski. Seja em séries ou filmes, Nicole Kidman é, há muitos anos, uma das atrizes mais requisitas pelos estúdios, sempre em papéis importantes. Com justiça, pois ela é, além de bonita, muito competente. Neste “Holland”, um misto de comédia, suspense e drama, Nicole é Nancy Vandergroot, professora de uma escola na pequena cidade de Holland, no Michigan. Ela é casada com Fred (Matthew), oftalmologista e diácono na igreja local, com quem um filho, Harry (Jude Hill). A família é muito respeitada pela comunidade, mas o casamento está por um fio. Nancy, desconfiada pelas tantas viagens do marido para ministrar cursos e palestras, acha que que ele tem um caso amoroso. Nancy conta essa desconfiança para Dave (o ator mexicano Gael García Bernal), professor na mesma escola e seu amigo. Eles resolvem investigar as andanças de Fred e acabam se envolvendo em muitas confusões. A partir de então, o suspense corre solto, com inúmeras situações repletas de humor. Resumindo a história, os amigos descobrirão que Fred esconde um segredo horripilante, numa reviravolta que valoriza ainda mais esse ótimo suspense. Mais do que isso, “Holland” é um filme esteticamente muito criativo e interessante, resultando num ótimo entretenimento. Como informação adicional, confirmo que Holland realmente existe. É uma pequena cidade do estado do Michigan fundada por pastores holandeses em 1847. Não deixe de ver.     

domingo, 30 de março de 2025

“PÁSSARO BRANCO – UMA HISTÓRIA DE EXTRAORDINÁRIO” (“WHITE BIRD”), 2024, Estados Unidos, 2h1m, em cartaz na Prime Vídeo, direção do cineasta alemão Marc Forster (“O Caçador de Pipas”, “A Última Ceia”, “Em Busca da Terra do Nunca”), seguindo roteiro assinado por Mark Bomback. Trata-se da adaptação de “White Bird: A Wonder Story”, livro em quadrinhos criado pela designer gráfica norte-americana R. J. Palacio. A história acompanha a idosa Sara (Helen Mirren) contando reminiscências de sua juventude ao neto Julien (Bryce Gheisar). De uma família judia residente no interior da França, a jovem Sara (papel de Ariella Glaser) viveu uma aventura e tanto durante a Segunda Grande Guerra, quando os nazistas invadiram o seu vilarejo. Caçada para ser deportada para os campos de concentração, Sara se escondeu no celeiro da fazenda de seu colega de escola Julien (Orlando Schwerdt). Os pais de Julien, Vivienne (Gillian Anderson) e Jean Paul Beaumier (Jo Stone-Fewings), acolheram a menina judia como se fosse sua própria filha. Sem saber o destino de seus pais, Sara fica com a família Beaumier até o final do conflito. Trocando em miúdos, esta é uma das mais belas histórias ambientadas durante a Segunda Guerra Mundial. Com um final feliz, talvez por se tratar de ficção, ao contrário de tantas outras histórias verdadeiras que tiveram o final trágico. Imperdível!  

    

sábado, 29 de março de 2025

“EM EMERGÊNCIA” (“EMERGENCY”), 2025, Índia, 2h26m, em cartaz na Netflix, direção de Kangana Ranaut, que também escreveu o roteiro com a colaboração de Ritesh Xá. O roteiro utilizou como base os livros “The Emergency”, de Coomi Kapoor, e “Priyadarshini”, de Jaiyanth Sinho. Superprodução de Bollywood centrada na vida de Indira Gandhi (1917-1984), personagem de grande importância na história política da Índia num período bastante conturbado. O filme acompanha a vida de Indira desde 1929, ao mesmo tempo em que abre espaço para os principais fatos que aconteceram no país, como sua Independência, a guerra indo-chinesa, a crise de Assam em 1962, a guerra indo-paquistanesa em 1971, culminando com o assassinato de Indira, em 1984, por um de seus seguranças. O título do filme refere-se ao período entre 1975 e 1977, quando Indira declarou estado de emergência no país, suspendeu liberdades civis e enfrentou oposição interna e internacional. Isso tudo como pano de fundo, o roteiro acompanha a ascensão de Indira no campo político, destacando o período em que foi primeira-ministra. A atriz Kangana Ranaut, que fez o papel de Indira e dirigiu o filme, também é integrante do parlamento indiano. Ela é bonita e ótima atriz, mas não achei boa sua performance como Indira. Ela utilizou nariz postiço e peruca de mechas brancas, mas seu semblante jovial e sua beleza a traíram. De qualquer forma, o filme é muito bom como registro histórico.   

quinta-feira, 27 de março de 2025

 

“DUPLICIDADE” (“TYLER PERRY’S DUPLICITY”), 2025, Estados Unidos, 1h49m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção de Tyler Perry. Trata-se de um drama policial com muito suspense e reviravoltas. A “Duplicidade” do título diz respeito à falsidade de alguns personagens, os famosos “lobos em pele de cordeiro”, gente de duas caras. Quando um negro é assassinado por um policial branco, Los Angeles se transforma num barril de pólvora, com revoltas, depredações e manifestações antirracistas. A vítima é Rodney Blackburn (Joshua Adeyeye), não por acaso o mesmo nome daquele negro morto por policiais em 2012 (Rodney King). A vítima era marido de Fela Blackburn (Meagan Tandy), uma apresentadora popular de um programa jornalístico de TV. A advogada Marley Wells (Kat Graham), amiga da viúva, resolve comprar a briga e levar o policial branco às barras da Justiça. No meio do caminho, porém, começam a aparecer indícios de que há algo de muito errado acontecendo, culminando com algumas reviravoltas que mudam todo o rumo da história e um desfecho pra lá de surpreendente. O diretor Tyler Perry mantém o estilo que caracteriza a maioria de seus filmes, denunciando sempre o racismo da sociedade branca do Tio Sam e colocando os negros como seres superiores. Uma evidência disso é que as atrizes negras são todas lindas, a cada cena parecendo ter saído de um salão de beleza, maquiadas e super bem vestidas. Os atores negros são bonitos, sarados e também vestidos com capricho. Todo esse estilo está em filmes do diretor como “Divórcio em Família” e “Batalhão 6888”, entre tantos outros. Resumo da ópera: entre erros e acertos, “Duplicidade” não decepciona, mas fica longe de merecer uma recomendação entusiasmada.     

quarta-feira, 26 de março de 2025

 

“O SILÊNCIO DE MARCOS TREMMER” (“EL SILENCIO DE MARCOS TREMMER”), 2024, coprodução Espanha/Uruguai, 1h52m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Miguel García de La Calera, seguindo roteiro assinado por Javier Dampierre e Ricardo Urroz. Drama sensível e comovente tendo como principal protagonista o publicitário Marcos Tremmer (Benjamín Vicuña), que um dia recebe a chocante notícia de que está com um câncer terminal. Com a cumplicidade do irmão médico, ele esconde a doença da esposa Lucía (Adriana Ugarte), que acabara de passar por um luto doloroso por causa da morte da irmã. Com o prognóstico de poucos meses de vida, Marcos resolve mudar seu comportamento em relação a Lucía, passando a tratá-la mal para que ela não sofra com sua morte. Além disso, ele deseja que Lúcia seja feliz com outro homem. Claro que Marcos sofre muito com a situação, pois ama demais Lucía, com quem é casado há 7 anos. Marcos consegue o objetivo de magoar a esposa, mas uma reviravolta inesperada perto do desfecho muda toda a situação. Completam o elenco Mirta Busnelli, Félix Gomez e Daniel Hendler. Recomendo.

segunda-feira, 24 de março de 2025

 

“GEORGE FOREMAN: SUA HISTÓRIA” (“BIG GEORGE FOREMAN”), 2023, Estados Unidos, 2h9m, direção de George Tillman Jr. (“Notorious”, “Homens de Honra”), também autor do roteiro com Dan Gordon e Frank Baldwin. Quando soube da morte de George Foreman, no dia 21 de março, naquela semana mesmo eu havia resolvido assistir a este filme biográfico daquele que é considerado um dos maiores lutadores de boxe do século XX, bicampeão mundial dos pesos pesados. E com um fato inusitado: sua segunda conquista foi aos 45 anos. O filme conta sua história desde a infância, adolescência e juventude, mostrando um jovem raivoso que partia para briga a qualquer hora. Até que apareceu em sua vida Doc Broadus (Forest Whitaker), técnico de boxe que viu naquele rapaz um potencial enorme para lutar profissionalmente. Foreman (Khris Davis) enfrentou os melhores lutadores da época, como o genial Muhammad Ali, Archie Moore, Sonny Liston, Joe Frazier e Evander Holyfield. As cenas de luta são ótimas – algumas das quais reproduzidas com flashes das verdadeiras. O roteiro também dá espaço para a conturbada vida particular de Foreman, a pobreza na infância, sua opção de abandonar os ringues para trabalhar como pastor e depois como empresário. O filme é excelente, com um primoroso roteiro e um elenco de primeira. Não precisa gostar de boxe para curtir este ótimo filme biográfico. Imperdível!   

domingo, 23 de março de 2025

 

“FÚRIA” (“RABID”), 2019, Canadá, 1h50m, em cartaz na Prime Vídeo, direção das irmãs Jen e Sylvia Soska, que também assinam o roteiro com John Serge. O filme é um remake de “Enraivecida na Fúria do Sexo” (o título original também era “Rabid”), filme de 1977 dirigido pelo polêmico e veterano cineasta canadense David Cronenberg, pelo qual as irmãs gêmeas cineastas confessam enorme admiração. Pois foi seguindo o estilo de terror típico dos filmes de Cronenberg (“Crash: Estranhos Prazeres”, “A Mosca”, entre tantos outros) que elas realizaram “Fúria”. Vamos à história: a recatada Rose (Laura Vandervoort) trabalha como estilista no estúdio de moda do afetado Gunter (Mackenzie Gray). Quando sofre um acidente de moto, ela fica totalmente desfigurada, perdendo parte do rosto na altura da boca. Desesperada, Rose ingressa como paciente voluntária em uma clínica que oferece um tratamento radical e experimental com células-tronco não testadas. Um risco e tanto, mas ela encara o desafio com muita coragem. O resultado é milagroso, pois Rose volta a ter o seu antigo rosto bonito, mas as sequelas são terríveis. Até a metade de sua duração, “Fúria” parece bastante promissor, preservando um cenário de suspense muito bem elaborado. Da metade para o fim, porém, o filme descamba para um terror de corpos estraçalhados, deformados e outras aberrações. Trocando em miúdos, “Fúria” tem tudo para agradar quem gosta de ver sangue jorrando na tela.      

sábado, 22 de março de 2025

 

“A CONTADORA DE FILMES” (“LA CONTADORA DE PELÍCULAS”), 2023, coprodução Chile/Espanha/França, direção da cineasta dinamarquesa Lone Scherfig, seguindo roteiro assinado por Walter Salles (ele mesmo, o diretor de “Ainda Estou Aqui”), Rafa Russo e Isabel Coixet, adaptado do romance homônimo escrito pelo novelista e poeta chileno Hernán Rivera Letelier. Trata-se de mais uma bela, sensível e tocante homenagem ao cinema. A história é centrada numa família que vive numa pequena cidade no deserto do Atacama (Chile), cuja maioria dos habitantes trabalha em uma mina de salitre chefiada por Nansen, papel do ator Daniel Brühl. Medardo (o ator espanhol Antonio de La Torre) e Maria Magnolia (Bérénice Bejo, atriz argentina radicada na França) e seus quatro filhos vão ao cinema todos os domingos. Maria Margaríta (quando criança, Alontra Valenzuela, e quando jovem, interpretada por Sara Becker), é a mais nova dos quatros irmãos e a que mais curte os filmes exibidos pelo pequeno cinema da cidade, a maioria deles de Hollywood. O programa familiar de domingo, porém, seria prejudicado depois que Medardo sofre um acidente e fica impossibilitado de trabalhar, afetando a situação financeira da família. Para economizar, o casal resolve comprar apenas um ingresso para as sessões de cinema no domingo e a escolhida para assistir é Maria Margaríta, pois ela sempre demonstrou capacidade para reproduzir as falas dos atores, descrever as situações e interpretar a história. Sua fama de “contadora de filmes” chegou aos vizinhos, que, em sessões especiais, acompanhavam com toda atenção o desempenho da menina. E assim segue a história, acompanhando a família desde o final dos anos 50, percorrendo a década de 60 e chegando ao final em 1973, quando um golpe militar depôs o presidente Salvador Allende. “A Contadora de Filmes” é mais um daqueles filmes para ficar do lado esquerdo do peito de qualquer cinéfilo, como tantos outros filmes que também homenagearam o cinema, entre os quais considero “Cinema Paradiso” o melhor de todos.   

quarta-feira, 19 de março de 2025

“ADOLESCÊNCIA” (“ADOLESCENCE”), 2025, Inglaterra, minissérie da Netflix em 4 episódios, direção de Philip Barantini (“Enola Holmes 3”, “O Chef”, “Villain”) em 4 episódios, criação e roteiro de Stephen Graham (ator da minissérie) e Jack Thorne. Acusado de ter assassinado uma colega de escola, o adolescente Jamie Miller (Owen Cooper, em sua estreia como ator), de 13 anos, é preso em casa e levado à delegacia. O jovem é interrogado pelos detetives Luke Bascomber (Ashley Waters) e Misha Frank (Faye Marsay), teimando sempre que não cometeu o assassinato. Eddie (Stephen Graham) e Manda (Christine Tremarco), os pais de Jamie, além da sua irmã também adolescente Lisa (Amelie Pease), também afirmam ter certeza de que o menino é inocente. Os policiais buscam testemunhas entre os colegas de colégio, sugerindo que entre eles possa estar o verdadeiro assassino ou talvez um cúmplice ou uma testemunha. Até que um vídeo acaba mostrando toda a verdade. Evidente que não vou dar nenhum spoiler sobre o que acontece no final da história. O que posso garantir é que a minissérie é excelente, muito acima da média de outras do gênero, mas exige uma certa paciência por parte do espectador, já que o roteiro se baseia em diálogos, muitos dos quais de fundo psicológico, tentando saber o que se passa na cabeça dos adolescentes da atual geração. O longo diálogo entre o jovem acusado e a psicóloga Briony (Erin Doherty) é bastante esclarecedor. A grande sacada do diretor foi filmar cada episódio num único plano-sequência, sem cortes, fazendo com que vários personagens apareçam na próxima cena cruzando com aqueles que estavam na cena anterior. Uma aula de cinema, um achado que acabou se constituindo em um dos principais trunfos desta minissérie, além do excelente elenco. Não perca!    

domingo, 16 de março de 2025

“LEE MILLER: NA LINHA DE FRENTE” (“LEE”), 2023, Inglaterra, em cartaz na Prime Vídeo, 1h57m, direção de Ellen Kuras, seguindo roteiro assinado por Liz Hannah e John Collee. A história é baseada em fatos reais da vida da norte-americana Elizabeth “Lee” Miller (1907-1977), que ficou famosa como modelo,  fotógrafa e correspondente de guerra. O filme retrata Lee Miller desde a época em que foi modelo – década de 30 – e logo em seguida fotógrafa de moda da revista Vogue francesa e correspondente de guerra no final da Segunda Guerra Mundial. Ela ficou famosa depois de cobrir a libertação de Paris dos nazistas em 1944 e pelas fotografias chocantes que fez nos campos de concentração de Buchenwald e Dachau, na Alemanha. A foto dela tomando banho na banheira particular de Hitler, tirada por seu amigo também fotógrafo David Scherman, ficou ainda mais famosa. Além dessa incrível história, o filme conta com um elenco de primeira linha, a começar pela a atriz inglesa Kate Winslet como Lee Miller – por esse papel, foi indicada ao Globo de Ouro –, além de Marion Cottilard, Andy Samberg, Alexander Skarsgard, Andrea Riseborough, Noèmie Merlant, Enrique Arce, Josh Connor e Samuel Barnett. Como informação adicional, lembro que o roteiro foi baseado no livro “The Lives of Lee Miller”, de 1985, escrito por Antony Penrose, filho de Lee e Roland Penrose. Resumo da ópera: um filmaço!       

sábado, 15 de março de 2025

“O SILÊNCIO DA VINGANÇA” (“SILENT NIGHT”), 2023, Estados Unidos, 1h44m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de John Woo, seguindo roteiro assinado por Robert Archer Lynn. Filme mudo em pleno século XXI? Pois é, o filme não tem diálogos, apenas gritarias, barulho de tiros, pancadarias, derrapagens, perseguições. Estamos em Los Angeles, onde a violência urbana e a guerra entre gangues levam pânico à população – não lembra uma tal de cidade maravilhosa? Num desses tiroteios, uma bala perdida atinge e mata um garoto de 7 anos que brincava com o pai e mãe no jardim da casa. Brian Godlook (Joel Kinnaman), o pai, leva um tiro no pescoço e perde a voz. Ele se recupera do ferimento e jura vingança. Passa o ano inteiro treinando artes marciais, tiro ao alvo e derrapagens no Mustang usado que acabara de comprar. O filme segue um longo caminho sem qualquer ação e ficamos sentados na poltrona assistindo Brian se exercitando, o que exige muito da nossa paciência. Além de Kinnaman, o elenco de “mudos” conta com Catalina Sandino Moreno, Harold Torres, Valeria Santaella, Kidi Cudi e Anthony Giulietti. Só no desfecho é que a ação toma conta, com boas cenas executadas com maestria pelo cineasta chinês John Woo. O resultado final, porém, é decepcionante. “O Silêncio da Vingança” foi considerado pela crítica especializada como o pior filme de Woo em Hollywood - seu último filme na terra de Trump foi "O Pagamento", em 2003. E olha que o cineasta chinês tinha o crédito de ter dirigido ótimos filmes de ação nos States, tais como “O Alvo” – seu primeiro nos Estados Unidos, em 1990, com Jean-Claude Van Damme -, além de “A Outra Face”, “O Alvo”, “Fervura Máxima” e “Missão Impossível 2”, entre outros. Não à toa que “O Silêncio da Vingança” foi um grande fracasso de bilheteria nos Estados Unidos e no Canadá. Realmente, muito fraco.          

quinta-feira, 13 de março de 2025

“DELICIOUS” (a Netflix manteve o título original), 2025, Alemanha, 1h42m, roteiro e direção de Nele Mueller-Stöfen (é o seu primeiro longa). Suspense na linha de “Parasita” e “O Menu”, explorando a questão da luta de classes. Neste filme alemão, falado em francês, alemão e inglês, uma família rica vai passar as férias de verão em sua luxuosa vila francesa na Provença. Numa noite, voltando de um restaurante, o carro da família atropela uma jovem. O desespero toma conta de John (Fahri Yardim), o pai, que dirigia o veículo e tinha bebido um pouco a mais. Sua esposa, Esther (Valerie Pachner), resolve cuidar da moça pessoalmente, evitando levá-la para um hospital e também uma eventual comunicação à polícia, já que o marido havia bebido. A vítima, Theodora (Cara Días), de origem espanhola, acaba se aproximando da família até ser contratada como empregada da casa. Theodora, porém, tem planos sórdidos para a família, começando por influenciar Esther a se aventurar fora do casamento. Aos poucos, a gente percebe que a família alemã é bastante desajustada e que a história não acabará bem. E, pior, de uma forma bastante trágica e inusitada, justificando o título do filme. “Delicious” é um suspense muito interessante, que prende a atenção do começo ao desfecho. Enfim, um filme do gênero suspense acima da média.              

quarta-feira, 12 de março de 2025

 

“O APRENDIZ” (“THE APPRENTICE”), 2024, coprodução Canadá/Dinamarca/Irlanda/Estados Unidos, em cartaz na Prime Vídeo, direção do cineasta iraniano Ali Abbai (“Holy Spider”, “Border”), seguindo roteiro assinado por Gabriel Sherman. Com primorosa recriação de época – anos 70 e 80 -, o filme mostra a ascensão vertiginosa do jovem Donald Trump (Sebastian Stan) no mercado imobiliário de Nova Iorque, desde a construção do Grand Hyatt Hotel de Manhatan, em 1978, seu primeiro grande empreendimento. O roteiro destaca não apenas o lado empresarial do futuro presidente dos Estados Unidos, como também a relação conflituosa com sua família, o casamento com a modelo tcheca Ivana (Maria Bakalova) e, principalmente, sua relação com o advogado Roy Cohn (Jeremy Strong), responsável por ensinar Trump as artimanhas, truques e como negociar – nem sempre de forma honesta - e sair sempre ganhando. O lema que Cohn aconselhou Trump a adotar: atacar, negar todas as acusações e nunca aceitar a derrota. Entre os demais atores mais conhecidos do ótimo elenco estão Martin Donovan, Catherine McNally e Charlie Carrick. O destaque maior fica, sem dúvida, por conta do ator romeno Sebastian Stan, que também está nas telas com os filmes “Um Homem Diferente” e “Capitão América: Admirável Mundo Novo”. A impressionante interpretação de Stan como Trump o levou a ser indicado ao Oscar 2025 como Melhor Ator – “O Aprendiz” também disputou o Oscar 2025 na categoria Melhor Filme. Não venceu, como era esperado, em nenhuma das duas, já que os membros votantes da Academia nos EUA, em sua maioria, são ativistas do partido democrata e nunca gostaram de Trump. Aliás, o próprio Donald Trump não gostou do filme, achando que atrapalharia sua campanha. Eu achei um filmaço.           

sábado, 8 de março de 2025

 

“OS ASSASSINATOS DE BUCKINGHAM” (“THE BUCKINGHAM MURDERS”), 2024, Índia, 1h47m, em cartaz na Netflix, direção de Hansal Mehta (“Omertá”, "Quando Bangladesh Chorou”), seguindo roteiro de Aseem Arrora, Raghav Raj Kakker e Kashyap Kakker. Embora seja indiano, ou seja, produzido por Bollywood, o filme é todo ambientado na Inglaterra, falado em inglês e hindi, assim como o elenco e equipe técnica é formada por indianos e ingleses. A personagem principal é a detetive Jass Bhamra (Kareena Kapoor, uma das atrizes mais conhecidas do cinema indiano), da polícia de Londres. Quando ocorre o assassinato de um adolescente na cidade de Buckinghamshire, Jass é designada para ajudar o detetive local, Hardik Patel (Ash Tandon), a encontrar os responsáveis pela morte do garoto. Uma investigação dolorida para Jass, que pouco tempo antes viu seu filho ser assassinado e arrasta esse trauma até agora. A vítima de Buckinghamshire é filho adotivo de uma família de indianos, cuja comunidade é grande na cidade. O roteiro coloca à frente do espectador vários suspeitos, mas o verdadeiro somente será revelado no final. Aliás, um desfecho surpreendente. Só como informação adicional, a criação da detetive Jass Bhamra foi inspirada na personagem de Kate Winslet na minissérie “Mare of Easttown”, de 2021. Resumindo, “Os Assassinatos de Buckingham” é um bom suspense, mas não oferece nenhum grande motivo para merecer uma indicação entusiasmada.          

quinta-feira, 6 de março de 2025

“O REFORMATÓRIO NICKEL” (“NICKEL BOYS”), 2024, Estados Unidos, 2h20m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção de Ramell Ross. A história é baseada no livro “The Nickel Boys”, escrito por Colson Whitehead, lançado em 2019 e premiado com o Pulitzer. Indicado ao Oscar 2025 em duas categorias, Melhor Filme e Melhor Roteiro Adaptado, o filme não é muito fácil de digerir, principalmente pela forma com que o cineasta resolveu adotar para filmar a história. Segundo o material de divulgação, o romance foi inspirado em fatos reais ocorridos nos anos 60 do século passado no Dozier School for Boys, localizado na Flórida. Não sei se o diretor Ramell Ross teve um surto de criatividade psicodélica ou resolveu incorporar o estilo maluco do intragável cineasta Terrence Malick, outro autor de filmes sem pé nem cabeça. De forma surreal, com enquadramentos esquisitos, personagens que dialogam com a câmera e reprodução de fotos e vídeos da época, o filme coloca em discussão temas como o racismo e a violência que imperavam nos Estados Unidos naquela década efervescente. Os personagens principais da história são os adolescentes Elwood (Ethan Herisse) e Turner (Brandon Wilson), que ficam amigos e confidentes no reformatório. Se o diretor Ramell Ross tivesse o bom senso de contar a história de forma normal, o filme certamente seria bem melhor de assistir. Mas ele preferiu arriscar em uma maneira de filmar totalmente foram dos padrões, pensando que é um gênio. No meu entender, fracassou redondamente, pois o filme é muito chato, arrastado, insuportável. Alguns críticos profissionais afetados elogiaram, mas nem suas indicações ao Oscar foram capazes de me sensibilizar. Uma coisa é certa: é preciso muita paciência para chegar até o final.         

segunda-feira, 3 de março de 2025

“BASTION 36”, 2025, França, 2h4m, em cartaz na Netflix (que manteve o título original), direção de Olivier Marchal, que também escreveu o roteiro inspirado no livro “Flic Requiem”, de Michel Tourscher. A assinatura do cineasta Olivier Marchal é aval garantido para um bom filme policial de ação (leia no fim do comentário alguns filmes dirigidos por ele). Este “Bastion 36” não é dos seus melhores, mas mantém alguns aspectos do seu estilo, como muita pancadaria, violência extrema, perseguições eletrizantes e, principalmente, corrupção policial. A história é centrada no capitão Antoine Cerda (Victor Belmondo, neto do falecido ator Jean-Paul Belmondo), comandante da Brigada de Investigações de Paris. Perito em artes marciais, ele complementa seu salário participando de lutas clandestinas. Depois de uma delas, ele entra numa briga de rua e nocauteia dois homens. O caso chega ao conhecimento dos seus superiores, que resolvem transferi-lo para outra delegacia. Logo depois, dois de seus ex-colegas são assassinados, um outro ex-colega desaparece e sua namorada também policial sofre um atentado e fica em estado crítico. Por conta própria, Antoine começa a investigar para tentar descobrir quem são os responsáveis por tudo isso. Será que foi o crime organizado ou gente da própria polícia? Tudo será esclarecido no desfecho, mantendo o suspense e a atenção do espectador. Como disse no começo, não é o melhor de Marchal, nem muito menos o pior. Do diretor recomendo filmes como “36”, “Bronx”, “Pacto de Sangue”, “Carbono”, “MR-73”, “Overdose” e a série “Marselha em Perigo”.            

domingo, 2 de março de 2025

“INVASÃO DE LUA DE MEL” (“LUNE DE MIEL AVEC MA MÈRE”), 2025, França, 1h33m, em cartaz na Netflix, direção de Nicolas Cuche, que também assina o roteiro com Laurent Turner e Laure Hennequart. Trata-se de uma comédia francesa, remake do filme espanhol “Lua de Mel com a Minha Mãe”, de 2022, que também está na Netflix. Como não assisti a comédia espanhola, fico isento de fazer uma comparação, mas posso afirmar que a versão francesa é bem divertida, mas irregular no ritmo. Tudo começa quando Lucas (Julien Frison) é abandonado pela noiva Élodie (Camille Aguilar) em pleno altar. A viagem de lua de mel para as paradisíacas ilhas Maurício já estavam pagas. Como não conseguiu o reembolso, Lucas aceitou ir com a própria mãe Lily (Michèle Laroque). Os valores acertados com o resort compreendiam uma série de mordomias, somente concedidas a casais em lua de mel. Dessa forma, Lucas e a mãe se registram como um casal. Claro que a diferença de idade é logo percebida pelos funcionários do resort como também pelos demais hóspedes, gerando algumas situações bem engraçadas. Do meio para o fim, porém, o filme perde o ritmo inicial, mas sem prejudicar o resultado final. Também estão no elenco Kad Merad, Margot Bancilhon, Gilbert Melki e Rossy De Palma. Programa ideal para dar um período de descanso aos neurônios.