“MEU NOME ERA EILEEN” (“EILEEN”),
2023,
Estados Unidos, 1h38m, em cartaz na Netflix, direção do cineasta inglês William
Oldroyd, seguindo roteiro assinado por Luke Goebel, marido de Ottessa Moshfegh,
autora do livro “Eileen”, de 2015, no qual a história do filme é baseada.
Trata-se de um suspense bem ao estilo daqueles que consagraram Alfred Hitchcock,
incluindo reviravoltas e o mesmo tipo de trilha sonora. Enfim, uma história
sinistra cuja tensão aumenta a cada cena. Estamos nos anos 60 do século passado e
somos apresentados a Eileen Dunlop (Thomasin Mackenzie), funcionária de um
centro de detenção juvenil em Boston. Filha de um pai alcóolatra, Eileen vive
um cotidiano triste e solitário, sem amigos ou namorados. Esse comportamento muda
quando chega ao centro de detenção a psicóloga Rebecca St. John (Anne Hathaway),
um tipo de mulher (literalmente) fatal, loira à Marilyn Monroe. Logo pinta uma
amizade entre a psicóloga e Eileen, feliz da vida por alguém dar-lhe atenção.
Aos poucos, porém, Eileen fica obcecada pela psicóloga, imitando seus trejeitos
e o modo de fumar. Parece que a amizade vai acabar entre lençóis, mas o caso é somente de manipulação, como será comprovado nos minutos finais. Tudo tem a ver com um
jovem detido depois de ter assassinado o pai. Rebecca resolve investigar o caso
e chega à conclusão que a mãe do garoto também tem culpa no cartório. Uma reviravolta passa a
conduzir a história, com muita tensão até o desfecho. Ótimas atuações de três
atrizes valorizam esse excelente suspense: Thomasin McKenzie, Anne Hathaway e
Marin Ireland no papel de Rita Polk, mãe do jovem assassino. Trocando em
miúdos, “Meu Nome Era Eileen” é um suspense de muita qualidade.