“NOVEMBRO: PARIS ATACADA” (“NOVEMBRE”)
–
na divulgação oficial aparece “Paris Atacado”, talvez um erro de digitação -,
2023, França, 1h46m, em cartaz no Prime Vídeo, direção de Cédric Jimenez, que também
assina o roteiro com Olivier Demangel. Já conhecia o diretor Cédric Jimenez de
outros filmes, como o ótimo “Bac Nord: Sob Pressão”, de 2021. Um craque dos
filmes de suspense e ação. Em “Novembre”, ele dá um show de suspense para
contar o trabalho das equipes antiterrorismo e da polícia parisiense para
identificar e prender os responsáveis pelos vários atentados à bomba ocorridos
na capital francesa em 2015, que resultaram em 112 mortos e dezenas de feridos.
A história é toda baseada em fatos reais, acompanhando as investigações por
cinco dias, entre vigilância ininterrupta a locais suspeitos, prisões e interrogatórios. O ritmo é
alucinante, destacando com realismo o estresse pelo qual passaram as
autoridades francesas naqueles dias. Enfim, um filmaço. No elenco, destaque
para Jean Dujardin (“O Artista”), Anaïs Demoustier, Sandrine Kiberlain, Jérémie
Renier, Lyna Khoudri, Cédric Kahn, Sofian Khammes, Sami Outalbali, Stéphane Bak
e Sarah Afchain.
sábado, 15 de junho de 2024
quinta-feira, 13 de junho de 2024
“TERRA DE SANTOS E PECADORES”
(“IN THE LAND OF SINNERS AND SAINTS”), 2023, Irlanda, 1h46m, em
cartaz no Prime Vídeo, direção de Robert Lorenz, seguindo roteiro assinado por
Mark Michael McNally e Terry Loane. Estamos em 1974, a Irlanda vivendo
a violência dos atentados praticados pelo IRA (Exército Republicano Irlandês).
Um desses atentados, em Dublin, é mostrado no início do filme, no qual também
são mortas algumas crianças. Os terroristas fogem e se escondem na pequena
cidade litorânea de Glen Colm Cille. A chefona desse grupo é a sádica e
violenta Doireann McCann (Kerry Condon, ótima). O caminho deles, porém, vai cruzar
com Finbar Murphy (Liam Neeson), um ex-herói de guerra que agora faz bicos como
assassino de aluguel. Ao contrário dos últimos filmes do ator Liam Neeson,
repletos de ação, este é mais comedido, mais reflexivo, embora tenha alguma
violência. Neeson está literalmente em casa, pois é irlandês. Completam o
elenco – em sua grande maioria irlandeses – Ciarán Hinds, Niamh Cusack, Jack
Gleeson, Desmond Eastwood, Colm Meaney, Sarah Greene e Conor MacNeill. Além da
boa história e do ótimo elenco, mais um destaque são os cenários naturais do
litoral da Irlanda, valorizados por vistas panorâmicas deslumbrantes. O filme
estreou com elogios no Festival de Cinema de Veneza, confirmando o carisma do
ator Liam Neeson como mocinho defensor dos fracos e oprimidos.
quarta-feira, 12 de junho de 2024
"UNABOMBER: TERRORISTA” (“TED
K”),
produzido em 2021, mas lançado somente em 2023, Estados Unidos, 2h02m, em
cartaz no Prime Vídeo, roteiro e direção do cineasta independente Tony Stone.
Mais do que um filme, este drama é um relato documental que mais parece um estudo psicológico
do terrorista Theodore John Kaczynski, que nos anos 70 e 80 assustou a
população norte-americana com suas cartas-bomba enviadas pelo correio e que
causaram a morte de três pessoas e ferimentos em outras 23. Logo chamado de “Unabomber”,
ele escolhia como seus principais alvos lojas de informática, escritórios de companhias aéreas
e faculdades de Ciência. Kaczynski não era um qualquer. Aos 16 anos, ingressou
na Universidade de Harvard, formando-se em Matemática. Logo em seguida, foi
contratado pela Universidade da Califórnia-Berkeley como seu mais jovem
professor. Ele tinha um QI de 167, ou seja, um gênio, mas desistiu de tudo e
foi morar isolado em uma pequena casa de madeira na Floresta de Lincoln, em
Montana, onde viveu até ser preso pelo FBI em 1998 – morreria na prisão em
2023. O ator sul-africano Sharlto Copley interpreta o “Unabomber”, com uma
atuação brilhante. Em sua estreia no Festival de Berlim, o filme foi aclamado
pela crítica. Eu também gostei, mas adianto que não é muito fácil de digerir,
pois destaca, em quase toda sua duração, uma narração detalhada de como funcionava
a mente perturbada de um gênio que se perdeu no radical ativismo ecológico, desprezando
a sociedade moderna e a tecnologia que se deslumbrava naquela época. De
qualquer forma, o filme é muito interessante, talvez mais ideal para ser
exibido em aulas nas faculdades de psiquiatria e psicologia.
domingo, 9 de junho de 2024
“SOB AS ÁGUAS DO SENA” ("SOUS
LA SEINE”), 2024, França, 1h44m, em cartaz na Netflix,
roteiro e direção de Xavier Jens. Como teste final para a organização dos Jogos
Olímpicos de Paris, agora em 2024, a prefeitura da capital francesa anuncia a
realização de uma etapa do Campeonato Mundial de Triatlo, cuja prova de natação
ocorrerá no Rio Sena. Poucos dias antes, porém, um grupo ativista ambiental
descobre que um gigantesco tubarão está livre, leve e solto no Rio Sena. Em
total silêncio para não causar pânico na população, a bióloga marinha Sophia (Bérénice
Bejo) e mergulhadores da polícia parisiense tentam capturar o animal, um
espécime de mais de 7 metros de comprimento. Depois de uma tentativa frustrada
nas catacumbas do rio, Sophia e a polícia recorrem à prefeita de Paris (Anne
Marivin) e pedem para adiar a competição, caso contrário muitas mortes
ocorrerão. Claro, a política nega o pedido alegando não poder perder um
investimento já feito, além de nem mesmo acreditar que haja um tubarão no Sena. Tragédia plenamente anunciada. O filme é repleto de absurdos, aqui incluída
a própria história – Jacques Custeau deve ter se revirado no caixão. As cenas
submarinas também não contribuem, além de um elenco pobre de qualidade, mesmo
com a participação da atriz argentina naturalizada francesa Bérénice Bejo,
indicada ao Globo de Ouro e ao Oscar como Melhor Atriz Coadjuvante em 2012 pelo
filme “O Artista”, também pelo qual ganhou o “César” (Oscar francês) como
Melhor Atriz. Trocando em miúdos, “Sob as Águas do Sena” é um filme bem difícil
de recomendar, embora na "democracia relativa" em que vivemos o espectador é
livre para escolher.
“O PREÇO DA HERANÇA DA VOVÓ” (“RICCHI
A TUTTI I COSTI”), 2024, Itália, 1h30m, em cartaz na Netflix,
roteiro e direção de Giovanni Bognetti. Embora a história seja completamente diferente,
esta comédia é uma sequência de “O Preço da Família”, de 2022, com o mesmo
elenco e o roteirista/diretor. Trata-se da família de Carlo (Christian De Sica,
filho do grande ator e diretor Vittorio De Sica), Anna (Angela Fionocchiaro), e
os filhos Emilio (Claudio Colica) e Alessandra (Dharma Mangia Woods), agora às
voltas com a nova aventura amorosa da matriarca Giuliana (Fioretta Mari), que,
beirando os 90 anos, resolveu arrumar um namorado muito mais novo, o pilantrão
Nunzio (Antonino Bruschetta), cujo passado revela relacionamentos com idosas ricas na
América do Sul. O problema não é o inusitado romance, mas a herança que Giuliana
deixará para a família, avaliada em 6 milhões de euros, e que agora corre o
risco de cair nas mãos de Nunzio. Anunciado o casamento, prestes a ser
realizado na paradisíaca ilha espanhola de Minorca, a família tentará a
qualquer custo acabar com a relação e começa a montar um plano para desmascarar
o noivo. O filme é leve e divertido, sem ofender nossa inteligência, mas está
longe, muito longe, por exemplo, das antigas comédias italianas do diretor
Mário Monicelli (1915-2010), tais como “Parente é Serpente”, “Quinteto
Irreverente” e “O Incrível Exército de Brancaleone”. Ou daquelas com Nino
Manfredi, Vittorio Gassman, Ugo Tognazzi e tantos outros.
quinta-feira, 6 de junho de 2024
“KALI – O ANJO VINGADOR” (“KALI - L'ANGE DE LA VENGEANCE"), 2024,
França, 1h36m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Julien Seri (“Filhos do
Vento”, “Scorpion”), que também assina o roteiro com Cyril Ferment e Pascal
Sid. Filme de ação em grande parte filmado no Rio de Janeiro, com elenco metade
francês e metade brasileiro, em sua maioria figurantes. A
figura central é Lisa (a atriz francesa de origem argelina Sabrina Ouazani),
uma ex-agente das forças especiais do exército francês que deixou a profissão
depois da morte do filho. Ela decide voltar à ativa depois que seu marido,
agente da alfândega francesa, é assassinado durante uma missão no Rio de
Janeiro. Com sangue nos dentes, Lisa viaja ao Brasil para descobrir o que
aconteceu, saber quem matou o marido e se vingar. Aí ninguém segura a moça, que
entra nas favelas do Rio batendo em todo mundo, inclusive nos mais perigosos
traficantes. Bate aqui, tortura ali, ela enfim descobre o mandante do crime, o
empresário Andres Barbosa (Emílio de Mello), dono de uma empresa que fabrica
remédios falsificados. O filme tem inúmeros defeitos, um dos quais é que todo
mundo se comunica em inglês ou francês, seja o pessoal da favela ou da polícia.
Outra falha gritante é a facilidade com que Lisa entra nos mais lugares mais
perigosos e sai sempre ilesa, apenas com um corte aqui e ali. Sempre sozinha,
um baita exagero do roteiro. Enfim, é cinema de ação, o que demanda um certo exagero nas cenas. Completam o elenco Philippe Bas, Olivia Côte e Thiago Fragoso. Sabrina
Ouazani é uma atriz francesa de respeito, tem bons filmes no currículo, mas dessa vez pagou mico. O filme é
muito fraco.
terça-feira, 4 de junho de 2024
“THE LESSON” (o título original foi mantido pela Prime Vídeo), 2023, coprodução Inglaterra/Alemanha, 1h42m, direção de Alice Troughton e Monica Moore-Suriyage, seguindo roteiro assinado por Alex Mackeith. Trata-se de um suspense psicológico que começa de forma a não parecer um filme do gênero. Só aos poucos é que a gente percebe que algo de ruim vai acontecer, antecipando alguma situação que poderá terminar em tragédia. O jovem candidato a autor Liam Sommers (o ator irlandês Daryl McCormack) é contratado para orientar o adolescente Bertie (Stephen McMillan) nos estudos de literatura com o objetivo de torná-lo apto para os exames de ingresso à Universidade de Oxford. JM Sinclair (Richard E. Grant, de “Saltburn”), pai do garoto, é um romancista consagrado e ídolo literário de Liam. Logo que chega à mansão onde mora o escritor, seu filho e a esposa Hélène (Julie Delpy), Liam é instalado na casa de hóspedes da mansão. Ele almoça e janta com a família e é tratado como um novo integrante, mas a convivência começa a tornar evidente que algum trauma do passado afeta as relações de pai, mãe e filho. As cenas vão transcorrendo com lentidão, destacando-se apenas diálogos que privilegiam a erudição de fatos literários, o que para muitos espectadores pode ser uma grande chatice. A cada cena que passa fica a sensação de que alguma coisa vai acontecer. Resumo da ópera, não é um filme para qualquer público, pois exige um tanto de paciência para chegar até o final.
domingo, 2 de junho de 2024
“AS CORES DO MAL: VERMELHO” (“KLORY
ZLA. CZERWIEN”), 2024, Polônia, 1h51m, em cartaz na Netflix,
roteiro e direção de Adrian Panek. Suspense policial que chega direto na
Netflix (29/05/2024), sem ser exibido nos cinemas. O filme é uma adaptação do
livro homônimo da escritora polonesa Malgorzata Oliwia Sobzak. O ponto de
partida da história é a descoberta do corpo de uma jovem na praia de
Trójmiasto, região de Gdansk. A vítima apresenta vestígios de um crime sádico, incluindo
estupro e a retirada dos lábios. A moça é identificada como Monika (Zofia
Jastrzebska), filha da juíza Helena Bogucka (Maja Ostaszewska). O jovem promotor
Leopold Bilski (Jakub Gierszel) é encarregado do caso. Um crime com as mesmas
características foi praticado há vários anos e é a partir daí que o promotor
começa a seguir uma pista ligada a uma danceteria chamada “O Estaleiro”, último
lugar onde Monika foi vista com vida. Dessa forma, o proprietário do local
torna-se o principal suspeito, mas haverá uma surpreendente reviravolta perto
do desfecho. Trocando em miúdos, não é um filme que mereça uma indicação entusiasmada. Contribuíram para tal um roteiro bem fraco e o elenco sem nenhum destaque. Até dá para entender por quê não foi exibido nos cinemas. Uma pisada de bola do cinema polonês.
“JOIKA – UMA AMERICANA NO
BOLSHOI” (“THE AMERICAN”), 2024, coprodução Estados Unidos/Nova
Zelândia/Polônia, 1h51m, em cartaz na HBO Max, roteiro e direção do cineasta neozelandês
James Napier Robertson. A história é baseada em fatos reais, ou seja, a
trajetória da bailarina norte-americana Joy Womack. Em 2009, aos 15 anos, Joika,
como ficou conhecida, foi aceita no programa de treinamento da Academia Bolshoi
de Moscou. Seu maior sonho era se tornar a primeira bailarina da companhia de
ballet mais famosa do mundo. O filme mostra as dificuldades encontradas por
Joika (papel da jovem e promissora atriz norte-americana Talia Ryder) logo em
sua chegada à academia russa, principalmente a rejeição das outras bailarinas e
o rigor nos treinamentos da instrutora Tatiyana Volkova (Diane Kruger). Joyka
era persistente, enfrentou todos os desafios com muita coragem, chegando até
mesmo a denunciar, alguns anos depois, a influência política, sexual e
xenofóbica adotada na escolha das bailarinas. Rejeitada pelo Bolshoi, Joika foi
escolhida como dançarina principal do Universal Ballet e do Kremlin Ballet
Theatre de Moscou, além de participações de destaque na Ópera e Ballet Nacional
de Sofia, Ópera e Ballet de Cracóvia e Paris Ópera Ballet. O filme é muito bom
e merece ser visto, mesmo por aqueles que não apreciem o tema. Para os que
apreciam, trata-se de um filmaço.
quinta-feira, 30 de maio de 2024
“RESGATE EM AMSTERDÔ (“BLACK
LOTUS”), 2024, coprodução Estados Unidos/Holanda, 1h30m, lançamento
da Prime Vídeo, direção do búlgaro Rodor Chapkanov, seguindo roteiro assinado
por Tad Daggerhart. Quando vi que nos créditos aparecia o ator norte-americano
Frank Grillo, já desconfiei que lá vem mais um abacaxi. Afinal, nunca assisti a um filme de ação bom que
tivesse Grillo como ator. Aliás, a maioria deles é muito ruim. Minha
desconfiança inicial com relação a “Resgate em Amsterdã” se confirmou
plenamente. A história é fraca, o elenco é horrível e as cenas de ação lamentáveis,
chegando ao risível. Já começa pelo herói do filme, o grandalhão Rico Verhoeven,
um kickboxer profissional holandês que, como ator, é um verdadeiro desastre,
parecendo um sujeito com deficiência mental. Seu papel é o de Matteo Donner, um
ex-soldado das forças especiais do exército holandês, traumatizado depois da
morte de John (Roland Møller), seu colega de farda e amigo pessoal, durante uma
missão no Exterior. Anos depois, ele volta a Amsterdã para visitar Helene
(Marie Dompnier), a viúva do seu amigo, e a filhinha Angie (Pippi Casey). Helene
está casada agora com Paul (Peter Franzén), um importante executivo do mercado
financeiro que rouba dinheiro de um de seus mais importantes clientes, o
mafioso Saban (ele, Frank Grillo). Com o objetivo de reaver seu dinheiro, Saban
sequestra Angie. Aí que entra no circuito Matteo Donner (Verhoeven), que
promete resgatar a menina. A polícia de Amsterdã também quer resolver o caso do
sequestro, tendo no comando das investigações a detetive Shira (a atriz israelense
Rona-Lee Shim’on, da série “Fauda”). A cena do desfecho é tão ruim que chega a ofender nossa inteligência. Concluo afirmando que, quando criei este blog, assumi o compromisso de indicar aqueles filmes que merecem ser vistos, assim como apontar aqueles aqueles que não merecem ser vistos, o que é o caso de "Resgate em Amsterdã".
“LANSKY – UMA HISTÓRIA DE
MÁFIA” (“LANSKY”), 2021, Estados Unidos, 1h59m, em cartaz na
Netflix, direção de Eytan Rockaway (“Estranha Escuridão”), que também assina o
roteiro com Robert Rockaway. Não é de hoje que sou fã de filmes envolvendo a
Máfia, principalmente nos EUA. Os melhores continuam sendo “O Poderoso Chefão”
e “Os Bons Companheiros”. Agora chega à Netflix mais um muito bom, cuja
história é toda centrada em Meyer Lansky (1902-1983), um mafioso tão importante
no mundo do crime quanto Al Capone e Lucky Luciano. Lansky, um judeu nascido na
Rússia, fundou a máfia judia, que logo associava-se às máfias irlandesas e
italianas. Lansky foi um dos responsáveis pela instalação de cassinos nos EUA,
principalmente em Las Vegas. Também explorou cassinos em Cuba na época do
ditador Fulgêncio Batista. E ainda foi um dos fundadores do Sindicato Nacional
do Crime – existiu mesmo, acredite. O ponto de partida do filme acontece em
1981, quando o jornalista David Stone (Sam Worthington) é contratado por Lansky
para escrever sua biografia. À medida em que o mafioso conta sua história para
Stone, as cenas vão se alternando em flashbacks, relembrando a
juventude de Lansky, seu ingresso na Máfia, seu tumultuado casamento e um
mistério que levou o FBI a persegui-lo até a morte: o destino dos US$ 300 milhões
que o mafioso teria escondido das autoridades. Para tentar descobrir, o FBI chega
a cooptar o jornalista para fornecer detalhes das entrevistas feitas com
Lansky. O papel do mafioso na velhice é do ator Harvey Keitel, cuja atuação é
um dos maiores trunfos do filme. Na juventude, Lansky é vivido por John Magaro.
Completam o elenco AnnaSophia Robb, Minka Kelly, David James Elliott e David
Cade. Trocando em miúdos, “Lansky” é excelente. Imperdível!
domingo, 26 de maio de 2024
“ESTA NOITE, VOCÊ DORME COMIGO”
(“DZISIAJ SPISZ ZE MNA”; nos países de língua inglesa, “Tonight
You Are Sleeping With Me”), 2023, Polônia, 1h32m, em cartaz na Netflix, direção
de Robert Wichrowski, seguindo roteiro assinado por Anna Janyska. Trata-se da
adaptação do romance homônimo de Anna Szczypczynska. É um drama centrado na
jornalista Nina Szklarska (Roma Gasiorowska), uma quarentona bem casada e com duas
filhas. Com o casamento indo aos trancos e barrancos, ela reencontra um antigo
namorado do tempo da faculdade, bem mais novo do que ela. Quando o marido viaja
a trabalho para a Islândia, os antigos namorados ficam com o caminho livre para
relembrar a paixão de dez anos atrás. Mas eis que o dilema da traição ataca
Nina: pedir o divórcio ou continuar casada em prol da família? Claro que quiser
a resposta terá que assistir esse drama açucarado com cara de novelão. A
divulgação do filme erra feio ao vender o produto como um filme erótico. Longe
disso. Qualquer novela brasileira é muito mais ousada. Termino o comentário
recorrendo a Hamlet: “Ver ou não ver, eis a questão”. Portanto, a opção é sua.
“STILLWATER - EM BUSCA DA
VERDADE” (“STILLWATER”), 2021, Estados Unidos, 2h20m, em cartaz na
Netflix, direção de Tom McCarthy (“Spotlight: Segredos Revelados”), que também
assina o roteiro com Thomas Bidegain, Marcus Hinchey e Noé Debré. A história é
centrada em Bill Baker (Matt Damon), um quarentão norte-americano de Oklahoma
cuja filha Allison (Abigail Breslin) está presa há cinco anos em Marselha, na
França, acusada de assassinar sua colega de quarto e amante. Ela sempre se
declarou inocente. Como faz todos os anos, Bill visita sua filha na
penitenciária, mas desta vez uma carta escrita por ela pode ajudar a
inocentá-la. Disposto a ajudar a filha, Bill resolve ficar em Marselha e
investigar uma pista contida na tal carta, indicando um novo personagem, um tal
de Akim, como o verdadeiro assassino. Em meio a esse momento turbulento, Bill ainda
terá tempo de viver um romance com Virginie (Camille Cottin), uma atriz de
teatro e mãe solteira. Completam o elenco Lilou Siauvaud, Idir Azougli, Moussa
Maaskri e Deanna Dunagan. A história de “Stillwater” foi inspirada no caso
envolvendo Amanda Knox, uma estudante norte-americana presa na Itália em 2007 acusada
de ter assassinado sua colega de quarto, a inglesa Meredith Kercher. Embora
um tanto arrastado, “Stillwater” não decepciona, mas também não faz jus a uma indicação
entusiasmada, mesmo com a presença do astro Matt Damon. Também não ganhou muitos elogios quando estreou no Festival de Cannes.
quinta-feira, 23 de maio de 2024
“NAHIR
– ENTRE A PAIXÃO E AS GRADES” (“NAHIR”),
2024, Argentina, 1h46m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Hernán Guerschuny,
seguindo roteiro assinado por Sofia Wilhelmi. Trata-se de um drama policial
baseado em fatos reais, ou seja, o assassinato do jovem Fernando Pastorizzo
(Simon Hempe) por sua namorada, a jovem estudante universitária Nahir Galarza
(Valentina Zanedre), em 2017, na cidade argentina de Gualeguaychú, província de
Entre Ríos. O crime chocou a Argentina, culminando com a condenação, em 2018, de
Nahir à pena de prisão perpétua. Num tom quase documental, o filme acompanha a
trajetória da moça bem antes do homicídio, quando era uma das meninas mais bonitas
da cidade, chegando a concorrer ao concurso de Miss Primavera. Filha do
policial Marcelo Galarza (Cesar Bordón), ela sempre foi mimada e muito namoradeira.
Mesmo quando namorava Fernando, ela tinha casos com outros rapazes, despertando
o ciúme de Fernando. Em dezembro de 2017, Nahir assassinou Fernando com dois
tiros utilizando o revólver do pai. Os fatos são descritos em flashbacks, mostrando
o que realmente aconteceu naquela noite de dezembro de 2017. Nahir confessou o
crime, foi julgada e condenada à prisão perpétua. O filme destaca uma outra
versão sobre o caso, mas a culpa foi assumida por Nahir. O filme foi
totalmente realizado em locações na periferia de Buenos Aires, pois os
moradores de Gualeguaychú, em respeito à família do jovem assassinado, não
permitiram as filmagens. Trocando em miúdos, “Nahir” não é daqueles filmes
argentinos que a gente acostumou a elogiar, mas não faz feio como documento.
quarta-feira, 22 de maio de 2024
“BEEKEEPER – REDE DE VINGANÇA” (“THE BEEKEEPER”), 2024, Estados Unidos, 1h45m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de David Ayer (“Esquadrão Suicida”, “Marcados Para Morrer”), seguindo roteiro assinado por Kurt Wimmer. “Beekeeper” (apicultor) chega com a promessa de entreter e divertir, além de muita ação. Posso garantir que a promessa é plenamente cumprida. O filme tem um ritmo alucinante do começo ao fim, muita pancadaria e uma história que não ofende nossa inteligência, embora carregada de cenas difíceis de engolir. Mas é um filme de ação e tudo isso é perdoado. Vamos à história: Adam Clay (Jason Statham, o brucutu do momento) foi um agente especial do governo norte-americano, recrutado para missões especiais comandadas por uma organização clandestina chamada “Beekeeper”. Agora aposentado, mora de favor em um celeiro nos fundos de uma casa na zona rural onde vive a idosa Eloise Parker (Phylicia Rashad), que o acolheu como se fosse seu filho. Tudo caminha na maior normalidade até que uma empresa de informática engana a idosa e retira todo o dinheiro da sua conta, grande parte dele de uma entidade que cuida de crianças. Adam não se conforma e vai atrás dos picaretas, prometendo chegar até os chefões. Um deles, porém, é filho da presidente norte-americana. Olha a situação! Só que a vingança de Adam não tem limites e quem cruzar o seu caminho vai sofrer na pele a brutalidade do moço. Muita gente vai para a cidade dos pés juntos. As cenas de ação são ótimas. Como em outros filmes em que atuou, o ator inglês Jason Statham, na vida real especialista em artes marciais, dá plenamente conta do recado. Completam o elenco Jeremy Irons, Jemma Redgrave, Josh Hutcherson, Emmy Raver-Lampman, Minnie Driver, Michael Epp, Taylor James e David Witts. Sem dúvida, um ótimo filme de ação. Não perca!
segunda-feira, 20 de maio de 2024
“VIDAS PASSADAS” (“PAST LIVES”), 2023,
coprodução EUA/Coreia do Sul, 1h46m, em cartaz, para alugar, na Prime Vídeo, roteiro
e direção de Celine Song, cineasta sul-coreana radicada nos Estados Unidos. É o
seu primeiro filme no cinema. Antes, dirigiu a série “A Roda do Tempo”. É um
filme sensível e reflexivo, cuja história acompanha a trajetória de vida de dois
jovens sul-coreanos, amigos de infância e namoradinhos ginasianos em Seul. Aos
12 anos, Na Young – mais tarde Nora – emigrou com a família para o Canadá e durante
mais de uma década não ouviu falar do antigo namoradinho, Hae Sung (Teo Yoo).
Até que um dia os dois voltam a se encontrar através da Internet. Conversam
diariamente durante meses, mas, à medida que um sentimento mais forte aflora,
Nora decide não mais se comunicar com ele, pois precisa também se dedicar à profissão de escritora. Nove anos depois, eles se
reencontram, desta vez pessoalmente, em Nova Iorque. Só que ela está casada com
o jovem escritor Arthur (John Magaro). Como a própria diretora confessa, a
história é baseada em sua experiência pessoal de vida. Além de ser indicado para disputar o Oscar
2024 de Melhor Filme e Melhor Roteiro Original, o filme conquistou inúmeros prêmios
em importantes festivais mundo afora, entre os quais os de Sundance, Berlim, São
Paulo, Rio de Janeiro, Sidney e Jerusalém. No site agregador de críticas Rotten
Tomatoes, o filme conseguiu uma taxa de aprovação de 97%, um número raramente atingido. Realmente, o filme é excelente, embora um tanto lento. “Vidas
Passadas” comprova mais uma vez a qualidade do atual cinema sul-coreano. Muitos críticos o elegeram como o melhor filme de 2023, no que eu concordo plenamente. Imperdível!
domingo, 19 de maio de 2024
“ROMA EM CHAMAS” (“ADAGIO”), 2023,
Itália, 2h6m, em cartaz na Netflix, direção de Stefano Sollima, que também
assina o roteiro ao lado de Stefano Bises. Ao estrear na programação do 80º
Festival Internacional de Cinema de Veneza, em setembro de 2023, o filme
dividiu os críticos. Eu fiquei do lado dos que gostaram. O jovem Manuel
(Gianmarco Franchini) é preso pela polícia e concorda em fazer um serviço em
troca de sua liberdade e do silêncio sobre o seu delito. Afinal, Manuel é filho
único de Daytona (o grande Toni Servillo), um poderoso chefão da máfia de Roma agora aposentado e com problemas de demência. No meio de sua missão, ou seja, fotografar uma
festa particular à base de cocaína, Manuel fica com medo e acaba se escondendo.
Vasco (Adriano Giannini), o chefe corrupto da polícia, sabe que o jovem sabe do
esquema de corrupção e então passa a persegui-lo por toda a capital italiana. Daytona
sugere que Manuel procure a ajuda de um antigo capanga mafioso, Romeo Cammello
(Pierfrancesco Favino, totalmente careca e com as sobrancelhas
raspadas, irreconhecível). A caçada ao jovem também envolverá um outro ex-capanga de Daytona, o
agora cego Polniuman (Valerio Mastandrea), uma referência bem-humorada ao
grande ator norte-americano Paul Newman. O próprio Daytona, apesar do declínio
mental, também se envolve na história. Vale destacar que o filme inteiro é
ambientado em uma Roma de calor insuportável, constantes apagões de energia e
um violento incêndio na floresta que circunda a cidade – daí o título. Além do
ótimo elenco, o filme destaca-se também pela qualidade de sua fotografia, a
cargo de Paolo Carnera. Lembro que o diretor Stefano Bises tem no currículo a
séria “Gomorra”, um grande sucesso, e os filmes “Suburra”, “Sicário – Dia do
Soldado” e “Sem Remorso”, estes dois últimos feitos nos Estados Unidos. Outro lembrete interessante é o fato do ator Adriano Giannini, no papel do chefe da polícia, ser filho do grande ator Giancarlo Giannini e da atriz Livia Giampalmo. Resumo
da ópera: “Roma em Chamas” é um filmaço!
sexta-feira, 17 de maio de 2024
“O ENTREGADOR” (“EL CORREO”), 2024,
em cartaz na Netflix, coprodução Espanha/Bélgica, 1h42m, direção de Daniel
Calparsoro, seguindo roteiro assinado por Patxi Amezcua e Alejo Flah. A
história é baseada em fatos reais e acompanha a incrível trajetória de Iván
Márquez (Arón Piper), um jovem do bairro de Vallecas, na periferia de Madrid,
desde o início dos anos 90 até a virada do século 21. Esperto, ambicioso e
ousado, Iván deixa o emprego de manobrista e se envolve em esquemas de lavagem
de dinheiro e corrupção, trabalhando para políticos, mafiosos e empresários
inescrupulosos. Sua missão é levar o dinheiro sujo para fora da Espanha,
principalmente para a Suíça e a Bélgica. Sua ambição, porém, não tem limites. De
“mula”, ele passa ao topo da hierarquia criminosa, traindo seus antigos chefes.
A partir daí, gastando milhares de euros em festas regadas a muita bebida e
cocaína, Iván começa a chamar a atenção da polícia espanhola. O pano de fundo
de toda a história é a crise econômica espanhola nos anos 90 e as mudanças verificadas
no período, incluindo a introdução do euro. Além do jovem e promissor ator Arón
Piper, fazem parte do excelente elenco Luis Tosar, María Pedraza, Laura Sépul,
Lara Martorell, Luis Zahera, Nourdin Batau, José Manuel Poga, Arantxa
Aranguren, Geert Van Rampelberg, Stefan Weinert e Antonio Buil. Filmado em
ritmo alucinante e com muita ação, “O Entregador” chega à Netflix recomendado
como possível melhor filme espanhol do ano, com toda justiça, pois realmente é
muito bom. Não perca!
quarta-feira, 15 de maio de 2024
PUAN (PUÁN), 2023,
coprodução Argentina, Brasil, Alemanha, França e Itália, 1h50, em cartaz no
Prime Vídeo, roteiro e direção de María Alché (“A Família Submersa”) e Benjamin
Naishtat (“Vermelho Sol”). Grande sucesso de bilheteria na Argentina em 2023,
além da participação em vários festivais mundo afora, recebendo premiações no
San Sebastián International Film Festival (melhor ator para Marcelo Subiotto e
melhor roteiro). Por aqui, foi exibido na 47ª Mostra Internacional de Cinema de
São Paulo. Trata-se de uma comédia dramática que tem como pano de fundo a crise
econômica argentina pré-Millei, provocando um grande colapso nas universidades
públicas. Após a morte do professor Caselli, titular da cadeira de Filosofia da
Universidade de Buenos Aires, o substituto natural seria seu adjunto, Marcelo
Pena (Marcelo Subiotto). Só que surge um novo postulante ao cargo, Rafael
Sujarchuk (Leonardo Sbaraglia), antigo aluno do professor falecido e que agora
lecionava em Frankfurt (Alemanha). De férias, Rafael retorna à Argentina e
participa das homenagens póstumas ao antigo professor, quando então acaba se
interessando em disputar a vaga. O roteiro explora com maestria essa disputa
entre os dois professores, dedicando, porém, um maior tempo ao cotidiano de Marcelo, seu
relacionamento com a família, com os demais professores, com a direção da
universidade e com seus alunos. Completam o elenco Julieta Zylberberg, Camila Peralta, Damián Dreizik, Juan Luppi, Cristina Banegas, Gaspar Offhanden e Lali
Espósito. Apenas para esclarecer: Puan é o nome do bairro onde se encontra a
Universidade de Buenos Aires. Resumo da ópera: mais um bom filme argentino que
merece ser visto. Não perca!
segunda-feira, 13 de maio de 2024
“CRISE” (“CRISIS”), 2021,
coprodução Canadá/Bélgica, 1h58m, em cartaz na Netflix desde o dia 22 de abril
de 2024, roteiro e direção de Nicholas Jarecki (“A Negociação”). Trata-se de mais uma poderosa denúncia contra a indústria farmacêutica responsável pela produção
de opioides, droga com efeitos analgésicos e sedativos potentes, altamente
viciante, responsável por viciar – e matar -, só nos EUA, centenas de milhares de pessoas. A
trama acompanha a trajetória de três personagens: um agente da DEA (Departamento
Antidrogas dos EUA), uma arquiteta que perde o filho adolescente e um cientista
professor universitário. Cada um deles terá papel fundamental no transcorrer da
história, os três envolvidos no combate inglório contra a fabricação e vendas dos
opioides. O elenco é de primeira: Armie Hammer, Gary Oldman, Evangeline Lilly,
Luke Evans, Michelle Rodriguez, Veronica Ferres, Greg Kinnear, Lily-Rose Depp
(filha do ator Johnny Depp e da atriz francesa Vanessa Paradis), Indira Varma,
Guy Nadon e Nicholas Jarecki (diretor do filme), só para citar os mais
conhecidos. É revoltante constatar o poder que a indústria farmacêutica exerce sobre
autoridades do governo, órgãos de fiscalização e a mídia em geral, corrompidos
por muito dinheiro e sem qualquer compaixão pela saúde pública. “Crise” cutuca essa ferida com muito realismo e competência. Não perca!
CINZAS (KÜL), 2024,
Turquia, 1h40m, em cartaz na Netflix, direção de Erdem Tepegöz, seguindo
roteiro assinado por Erdi Isik. Drama romanceado com algum suspense da metade
para o fim. Gökçe (Funda Erygit) é casada com Kenan (Mehme Günsür), dono de uma
grande editora de livros em Istambul. Ele é dona de uma loja de roupas
femininas de alto padrão. O editor Kenan faz questão de que Gökce faça a
primeira leitura dos livros enviados à editora e sua opinião é levada a sério.
Até que chega, pelo correio, o rascunho de um romance intitulado “Kül”, porém
sem o nome do autor ou autora. Ao ler a história, um romance entre um homem chamado
apenas de “M” e uma mulher, Gökçe começa a ficar obcecada pelas situações
relatadas, começando a ter fantasias sobre o livro, imaginando-se como a personagem principal - eu não sabia, mas existe uma tal de Fictofilia: amor ou obsessão por personagens fictícios. Seguindo alguns
locais citados no livro, a maioria deles na periferia pobre de Istambul, Gökçe
acaba encontrando o suposto autor do livro, um carpinteiro chamado Metin Ali
(Alperen Duymaz). Surge uma amizade entre eles, mas fica claro que Metin tem um
passado misterioso. Mesmo assim, Gökçe se apaixona perdidamente pelo
carpinteiro, uma relação que pode levar a uma tragédia. Não comento mais para
não estragar as surpresas deixadas para o desfecho. Além disso, a cena final
deixa o espectador com a pulga atrás da orelha, pois dá a entender que a
realidade talvez seja ficção, ou vice-versa. Este final intrigante valoriza e
faz de “Cinzas” um ótimo entretenimento – sem falar na beleza e competência da
atriz Funda Erygit, uma das mais conhecidas do cinema turco.
domingo, 12 de maio de 2024
RASTROS DE UM CRIME (THE
CLEANER), 2022, Estados Unidos, 1h33m, em cartaz no Prime Vídeo,
direção de Erin Elders, que também assina o roteiro juntamente com King Orba
(ator principal da história). Trata-se de um suspense com pouca ação, as coisas
demoram a acontecer, mas nem por isso deixa de ser um filme interessante. Buck
Enderly (King Orba) é um sujeito de meia idade que faz bicos como faxineiro de
casas e de veículos de concessionárias. Ele vive isolado com a mãe, Sharon
(Shelley Long), uma idosa complicada de se conviver. Ao oferecer os seus
serviços à idosa viúva Carlene Briggs (Lynda Carter, a Mulher Maravilha dos
anos 60/70), ele acaba numa grande confusão. Carlene o contrata para ser seu
detetive particular com a missão de encontrar seu filho Andrew (Shiloh
Fernandez), um jovem complicado envolvido com drogas e outras contravenções. Durante
suas “investigações”, Buck acaba dentro de um cenário de assassinato e terá de
provar que não tem nada com isso. Completam o elenco Luke Wilson, numa rápida e
pouco convincente aparição, Eden Brolin, James Paxton, Mike Starr e Hopper
Penn. O filme chega a ser entediante pela falta de ação e muito blá-blá-blá até
pouco antes do desfecho. Dessa forma, não merece uma indicação entusiasmada, a
não ser para os fãs da ex-Mulher Maravilha, que terão a oportunidade de vê-la agora
aos 74 anos de idade, metida a cantora.