quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
"Ventos Contrários" (“Des Vents
Contraires”) é um drama francês de 2011 muito bom. O personagem principal é um escritor
cuja esposa, interpretada por Andrey Tautou, some no começo do filme e o deixa
à deriva com os dois filhos. Benoit Magimel, que faz o personagem principal, é
um ótimo ator, talvez um dos melhores da nova geração de atores franceses. A
trama é legal e os atores coadjuvantes são ótimos. Vale a pena conferir!
“Indomável
Sonhadora" mostra que tem ainda muita gente nos EUA vivendo abaixo da linha da
pobreza, o que poucos americanos são capazes de admitir. Muito menos a poderosa
Academia. Por isso mesmo, não entendo como esse filme foi indicado para quatro
categorias do Oscar 2013, inclusive melhor filme. A menina que faz a protagonista é
realmente um encanto e trabalha muito bem. No mais, o filme é bastante
desagradável, pois mostra muita miséria, desgraça, gente sofrida vivendo em
péssimas condições. Nossa realidade já é
bastante triste.
"Love's
Brother", aqui traduzido por "Disputa entre Irmãos", é um filme
australiano de 2004. É um romance água com açúcar, mas muito bem feitinho. A
história é a seguinte, resumindo: numa colônia italiana na Austrália, nos anos
50, era muito comum os jovens escreverem para a Itália à procura de uma esposa
italiana. Recusado algumas vezes, Angelo (Giovanni Ribisi) manda a foto do
irmão, Gino (Adam Garcia), muito mais bonito. A
italiana Rosetta se apaixona pela foto e pelas cartas escritas por Angelo. Mas,
quando vai para a Austrália se casar, se vê às voltas com a maior confusão.
Poderia virar um dramalhão, mas não é o que acontece. O filme é leve, agradável
de assistir. Um ótimo programa para uma sessão da tarde com pipoca ou num fim
de noite para relaxar. A trilha sonora é uma delícia.
“Intocáveis” (“Intouchables”) foi
um dos maiores sucessos de bilheteria na França e em outros países, inclusive
aqui no Brasil. Sucesso merecido, pois é uma comédia alto astral, sensível,
recheada de humor. Tudo isso apesar do personagem central ser tetraplégico. Seu
novo cuidador, interpretado com muita competência por Omar Sy, não dá moleza e
nem o trata como coitado. Dessa relação surge uma forte amizade. Os dois vão
aprontar o filme inteiro. François Cluzet, sempre ótimo, faz o tetraplégico,
numa interpretação digna de prêmios. Diversão garantida!
Antes dessa produção
francesa de 2012, confesso que nunca tinha ouvido falar em Claude François. Ele
foi, nos anos 60 e 70, um dos popstars de maior sucesso na França e Europa. Era
cantor, showman, compositor e dançarino. Entre as muitas canções, ele compôs uma
chamada "Comme d'Habitude", cuja versão em inglês, "My
Way", ficou mundialmente famosa na voz de Sinatra. O filme dá a entender
que houve plágio. Isso tudo está registrado em "My Way - O Mito Além da
Música",
drama biográfico francês que achei muito bom. O ator belga Jérémie Renier dá
show de interpretação. A caracterização de época é excelente, assim como a
trilha sonora. Vale a pena assistir!
O que torna o filme holandês “O Sequestro
de Heineken” ainda mais interessante é o fato da história ser baseada num fato real, o sequestro do
empresário Freddy Heineken, diretor e neto do fundador da famosa cervejaria, em
1983, na cidade holandesa de Amsterdam. O filme é muito bem realizado, tem
muito suspense e conta com o ator veterano Rutger Hauer no papel principal,
dando um show de interpretação. Vale a pena assistir e relembrar um dos casos
mais noticiados daquele época.
Recomendo apenas como curiosidade este "Para
Maiores", uma comédia reunindo astros famosos como Richard Gere, Halle Berry,
Umma Thurman, Hugh Jackman, Naomi Watts, Kate Winslet e outros tantos. São 14
curta-metragens realizadas com muito humor negro e situações politicamente
incorretas, além de sátiras a grandes heróis da HQ. Filme maluquete, surreal,
esquisito. Acho que, por isso mesmo, vale a pena conferir.
Triste ver a diva
Sharon Stone num filme tão ruim como este "No Limite" ("Border
Run"). A história é fraca, os atores são péssimos e ela também está
trabalhando muito mal. Sharon imperou como a grande musa de Hollywood nas
últimas três décadas. Arrasou em "Instinto Selvagem" e fez outros
bons filmes. Em "No Limite", ela está com os cabelos pretos, o que lhe tirou a
beleza e toda a sua inerente sensualidade de loira fatal. Vamos torcer para que
sua carreira dê uma reviravolta. Em Hollywood, tudo é possível.
"Thale" é um filme norueguês
de suspense e terror (ou pelo menos pretende ser), cuja história utiliza a Huldra, mulher
com rabo de vaca, uma figura mitológica que dizem habitar as florestas da
Escandinávia. É bom deixar ela em paz. Mexer com ela pode ser um péssimo
negócio. É bom ficar longe não apenas dela, mas do filme também. Só para quem
estiver a fim de conhecer um pouco do folclore da Noruega.
O original francês é "Mince Alors!". Em inglês, ficou "Big is
Beautiful". Em português, o infeliz título "Gordas
ou Magras".
É uma comédia francesa de 2011 muito legal. História enfoca um grupo de
gordinhas que vai para um spa - tentar - perder peso. Não há piadas de mau
gosto, o humor é politicamente correto e o tema "Gordinhas" é tratado
da forma mais leve possível. Tem ainda a Victoria Abril, preferida do
Almodovar, e Anouk Aimée. A direção é da atriz comediante Charlotte de
Turckheim, que também trabalha no filme. A mulherada, seja qual for o tamanho
do manequim, vai gostar e se divertir.
“Hasta la
Vista” é
simplesmente IMPERDÍVEL! É o mínimo que se pode dizer dessa comédia belga, cuja
história reúne três jovens deficientes físicos (um tetraplégico, um paraplégico
com doença terminal e um cego) que têm um objetivo comum: perder a virgindade
num bordel da Espanha. Além de muito engraçado, o filme tem momentos de muita
beleza e sensibilidade, principalmente com relação à amizade que une os
protagonistas. Tudo é tratado com leveza, sem
baixarias, e eles próprios zombam da sua condição, brincando uns com os outros
sobre suas deficiências. Os três atores principais dão um verdadeiro show de
interpretação, fazendo-nos crer que também seriam pessoas deficientes na vida
real. Nenhum deles é. Programaço para rir e se emocionar.
"Um Bom Partido" ("Playing for
Keeps") é uma comédia bastante agradável de assistir. Reúne o galã Gerard
Butler e as lindas Umma Thurman, Catherine Zeta-Jones, Jessica Biel e Judy
Greer. Dennis Quaid também está no elenco. Parece que todos eles estão se
divertindo, ou seja, estão curtindo trabalhar nessa comédia, o que a torna
ainda mais saborosa. Não vou contar o enredo, apenas recomendar "Um Bom
Partido"
como um a ótima diversão.
Mais um ótimo filme
nacional é "Corações Sujos", baseado no livro com o mesmo nome do
jornalista Fernando Morais. O diretor é o competente Vicente Amorim, cujo filme
anterior, "Um Homem Bom", com Viggo Mortensen, também foi muito
elogiado. "Corações Sujos" conta os fatos ocorridos logo depois do final
da 2ª Guerra Mundial na colônia japonesa instalada
no interior de São Paulo, lá pelos lados de Bauru, Marília etc. De um lado, os
japoneses nacionalistas, que não acreditavam na rendição japonesa. De outro, os
que acreditavam na rendição e no final da guerra, e por isso eram considerados
traidores e "Corações Sujos". Os atores japoneses, para mim
desconhecidos, são espetaculares, o filme é muito bem feito e talvez
seja aquele que melhor tratou o tema da honra e lealdade dos japoneses. Pena
que não teve a divulgação que merecia. Um belo filme.
Confesso que fiquei em
dúvida se assistia ou não a este, para mim desconhecido até agora, "Sob
Suspeita" ("Find me Guilty"), uma co-produção EUA-Alemanha de 2006.
Mas li na capinha que o diretor é o veterano Sidney Lumet, o mesmo que fez
"Um dia de cão" e "Sérpico". Então resolvi assistir. E
gostei. Trata-se de um filme de tribunal. É baseado em fatos reais e conta o
julgamento coletivo de um grupo de mafiosos
realizado num tribunal de Nova Iorque. Aliás, foi o julgamento mais longo da
história dos tribunais do Tio Sam (durou quase dois anos). Tudo o que foi falado
no julgamento verdadeiro é reproduzido no filme. Tem momentos muito engraçados.
É um filme muito interessante. O ator principal é Vin Diesel, que aparece
cabeludo (nunca tinha visto). Aproveitei para rever uma das minhas musas do
cinema: Annabella Sciorra. Pra quem gosta de filme de tribunal é um programão.
Sempre me penitenciei por não ter
assistido "Rapsódia em Agosto" na época do seu lançamento, em 1991. É o último
ou penúltimo filme do mestre japonês Akira Kurosawa. Difícil descrever a sensação que fica na
gente após assistí-lo. Um filme sensível, que merece ser redescoberto. Toca na
ferida causada pela bomba atômica lançada sobre Nagasaki ao fim da 2ª Guerra
Mundial. Richard Gere tem uma participação especial, gastando seu japonês. Quem
gosta de pancadaria, cenas de sexo e baixarias em geral, não assista. Para quem
quiser conhecer o estilo Kurosawa, recomendo também "Madadayo", outra
de suas obras-primas.
Finalmente consegui
assistir a esta ótima produção italiana de 2007: "Meu Irmão é Filho
Único".
É um filme sensível e muito engraçado. A história percorre 15 anos, entre os
anos 60 e 70, e conta a trajetória de dois irmãos que se amam mas têm
ideologias completamente diferentes: o mais moço é fascista fanático e o mais
velho comunista militante. Só têm uma coisa em comum: gostam da mesma moça. A
mãe só tem olhos para o filho mais velho (acho que o título é por isso) e trata
o mais novo como uma ovelha negra. O pano de fundo de todo o filme é a
tumultuada situação política da Itália naquela época. Enfim, um programão para
quem gosta de filmes inteligentes.
“A Família" é um ótimo drama
dinamarquês de 2010. Conta a história de uma empresa familiar de origem alemã
que desde o início do século passado mantém uma tradicional fábrica
panificadora em Estocolmo (Suécia). É tão boa que seus bolos são requisitados pela
Familia Real Dinamarquesa. A empresa passa de pai para filho até chegar a
Richard nos dias atuais. Ele adoece e pede à filha para
sucedê-lo. Ela, porém, tem outros planos. Por exemplo, mudar para Nova Iorque e trabalhar numa
Galeria de Arte. A relação de pai e filha começa a se desgastar e atinge toda a
família. O ator que faz Richard, Jesper Christensen, dá uma aula de interpretação.
Só o trabalho desse grande ator vale o filme.
“Triângulo Amoroso” é uma produção alemã
de 2011 dirigida por Tom Tykwer, de "Corra Lola, Corra". Ao contrário
deste último, onde a ação predomina, "Triângulo Amoroso" é um filme
"cabeça", dirigido a um público específico, pois propõe o debate de
temas como a morte, ideias deterministas de biologia (talvez para justificar o
homossexualismo latente dos personagens masculinos), novos formatos de relacionamento e estruturas sociais. Para isso, se utiliza de
inúmeras citações filosóficas. É um filme de difícil digestão, mas impossível
ficar indiferente durante sua exibição. Não vai agradar a muitos, mas é um
filme bastante interessante, inovador. Os três atores principais são ótimos,
principalmente a moça. Quem gosta de cinema deve experimentar.
Nada menos do que espetacular esse filme
grego "O Tango de Natal" ("To Tango ton Hristougennon”). A
história acontece em 1970 e se passa num campo militar grego próximo à
fronteira da Turquia. Resumindo: a mulher do comandante do quartel, a belíssima
Zoe (Vicky Papadopoulou), está insatisfeita no casamento. E eis que aparece um
tenente apaixonado, que, sabendo que ela adora dançar tango e percebendo que o marido não gosta de dançar, começa a aprender a
dançar tango com um soldado subalterno. Os ensaios entre os dois são
hilariantes. O tenente quer dançar com a mulher do comandante na festa de Natal
do quartel. É um filme bem-humorado e delicioso de assistir. A atriz que faz
Zoe é maravilhosa. Imperdível!
"O Último
Elvis",
filme argentino de 2012. O protagonista é operário durante o dia e cover de
Elvis à noite. Sua vida pessoal é um desastre. O relacionamento com a ex-mulher
e a filha é péssimo. Além disso, está todo
endividado e numa fase depressiva. Exagera na comida, como fazia seu ídolo. É
um belo filme, mas um pouco triste. O ator John Mclerny tem descendência
inglesa e também é cover de Elvis na vida real numa banda chamada "Elvis
Vive". Mais um filme imperdível do cinema argentino, que já nos deu
pequenas obras-primas como o "Filho da Noiva", "Elza e
Fred" e "O Segredo dos seus Olhos, entre tantos filmes de qualidade.
O filme passa quase
inteiro dentro de uma limusine rodando por Nova Iorque. Só isso já dá um bom
motivo para não assisti-lo. Mas "Cosmópolis" foi dirigido pelo
canadense David Cronenberg, que tem em seu currículo, entre outros ótimos filmes,
"Um Método Perigoso", que trata do relacionamento de Freud com seu
discípulo Jung, e "Marcas da Violência". Resolvi, meio a contragosto,
assistir a mais esse. Decepção total. Muito chato, um texto sem pé nem cabeça ou qualquer outro
membro, verborrágico demais. Foi baseado num romance do escritor Don DeLillo,
que deve ser outro chato. Pra piorar, o ator principal é o péssimo Robert
Pattinson, que não vi em "Crespúsculo", "Amanhecer" ou
outro horário do dia, mas vi em outros filmes. Ele é muito ruim. O filme é um
abacaxi (bem azedo). Fuja a galope!
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