sexta-feira, 19 de julho de 2024

 

“DARKLAND: O RETORNO” (“UNDERVERDEN II”), 2023, Dinamarca, 1h50m, em cartaz na Prime Vídeo, direção do dinamarquês de origem iraquiana Fenar Ahmad, seguindo roteiro assinado por Behrouz Bigdeli. Trata-se da sequência de “Darkland: Guerreiro da Escuridão”, de 2017, repetindo a mesma equipe técnica e grande parte do elenco, com destaque para o ator Dar Salim, que dá vida ao personagem central, o médico Thomas Zaid, que no primeiro filme, depois de vingar a morte do irmão, acaba na prisão. Seis anos depois, portanto, em “Darkland: O Retorno”, Zaid é procurado pela detetive Helle (Birgitte Hjorty Sørensen), que lhe oferece a liberdade se ele concordar em se infiltrar numa poderosa gangue de traficantes, em sua maioria imigrantes árabes. Ele topa, mais pelo fato de ter a oportunidade de finalmente conhecer Noah (Asgar Hansen), seu filho que nasceu quando ele estava na prisão. Zaid, porém, não terá vida fácil, sendo obrigado a participar das atividades criminosas da gangue chefiada pelo sádico Muhdir (Soheil Bavi). Como se não bastasse, surge no cenário outra gangue disposta a tomar o lugar de Muhdir, tornando a missão de Zaid ainda mais perigosa. O filme garante boas cenas de ação e muito suspense. Pelo que dá a entender o desfecho, haverá certamente mais uma sequência. Completam o elenco Stine Fischer, Soheil Bavi, Abdu Mustafa, Mohamed Ayman e Noah Carter. Um dos grandes trunfos do filme é contar com o carismático ator iraquiano Dar Salim, radicado na Dinamarca e conhecido por participações destacadas em filmes como “Um Marido Fiel”, Caranguejo Negro”, “O Pacto” e “O Dublê do Diabo”, além do já citado “Guerreiro da Escuridão, entre outros.           

quinta-feira, 18 de julho de 2024

“DIVÓRCIO EM FAMÍLIA” (“DIVORCE IN THE BLACK”), 2024, EUA, em cartaz na Prime Vídeo, 2h23m, roteiro e direção de Tyler Perry. Trata-se de um drama que trata da violência doméstica. Ava (Meagan Good), executiva de um banco, é a figura central da história. Durante anos, ela sofreu nas mãos do marido Dallas (Cory Hardrict), até que chegou ao ponto de chegarem a um acordo sobre o divórcio. A gota da d’água foi o que aconteceu durante o velório de um dos irmãos de Dallas, quando o reverendo, pai de Ava, afirmou que o falecido não era uma pessoa que merecia respeito. Influenciado pela mãe maluca e pelos irmãos, Dallas resolve se divorciar. Porém, quando soube que Ava estava saindo com outro homem, Dallas se enfurece e vai tirar satisfações. A guerra entre as famílias estava declarada. Completam o elenco Debbi Morgan, Joseph Lee Anderson, Taylor Polidore, Richard Lawson e Shannon Wallace. Como na maioria dos seus filmes, Tyler Perry escala um elenco formado, em sua maioria, por atores negros. Tyler até que vinha obtendo bons resultados com filmes como “O Limite da Traição” e “O Homem do Jazz”, mas desta vez não conseguiu agradar a crítica. No rigoroso site Rotten Tomatoes, por exemplo, o índice de aprovação foi de 0%, uma tragédia. O restante da crítica especializada também não gostou. Chegaram a considerá-lo, desde já, como o pior filme de 2024. E o pior é que o desfecho dá a entender que poderá haver uma sequência.           

quarta-feira, 17 de julho de 2024

“PERSEGUIÇÃO EM MALTA” (“LOVE ON THE ROCK”), 2023, coprodução Estados Unidos/República de Malta, 1h39m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Matt Shapira, que também assina o roteiro com Tommy Blaze e David Andrew Roy White. Pensei que assistiria a um bom filme de ação, mas o que vi de bom foram os belos cenários de Malta, uma ilha localizada no Mar Mediterrâneo entre a Europa e a África. Sem dúvida, as imagens favorecem bastante o turismo de Malta e talvez tenham minimizado um pouco a mediocridade do filme. Trata-se de um filme de ação, repleto de humor e momentos da mais pura sátira, garantida pela própria atuação caricata dos atores. Vamos à história. Uma poderosa organização criminosa quer roubar a fórmula de um soro capaz de curar qualquer tipo de doença. Ou seja, um remédio que renderá, ao seu proprietário, uma fortuna incalculável. Uma agência secreta também está atrás da fórmula. Algumas evidências indicam que a pequena mostra está em poder de Colton Riggs (David A.R. White), um ex-policial de Chicago que comprou um barco e promove excursões pagas em volta da ilha. Sem saber de nada, ele passa a ser o alvo de quem quer recuperar o soro. E por aí segue a história, com algumas cenas de ação e perseguições, com direito a um inesperado romance entre uma bela espiã (Lauriane Gilliéron, miss Suíça em 2005) e o protagonista principal. Completam o elenco Nathalie Rapti Gomez, Jeff Fahey, Steven Bauer, Kira Reed, Jon Lovitiz, Vincente De Paul, Andrea Sabatino e Lisel Hlista. Quem gosta de cinema vai reconhecer dois rostos bastante conhecidos. Um deles é o ator norte-americano Jon Lovitz, de tantas comédias, e também o ator e roteirista David Andrew Roy White, que atua em filmes evangélicos feitos por sua produtora Pinnacle Peak Pictures. Trocando em miúdos, “Perseguição em Malta” é um filme que prioriza a sátira e o turismo, deixando de lado a qualidade como cinema.        

domingo, 14 de julho de 2024

 

“OS REJEITADOS” (“THE HOLDOVERS”), 2023, Estados Unidos, 2h13m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Alexander Payne (“Sideways”, “Nebraska”), seguindo roteiro assinado por David Hemingson. Indicado a disputar o Oscar 2024 em cinco categorias (ganhou em uma – leia no fim do comentário), “Os Rejeitados” é um drama ambientado no último mês de 1970, quando os alunos do colégio interno Barton Academy, na Nova Inglaterra, preparavam-se para passar as festas de final de ano com suas famílias. Como o título já deixa antever, três desses personagens foram obrigados a permanecer no campus: o professor rabugento e exigente Paul Hunham (Paul Giamatti), o aluno problemático Angus Tully (o estreante Dominic Sessa) e a cozinheira-chefe Mary Lamb (Da’Vine Joy Randolph), que vive o luto recente pela perda de seu filho na guerra do Vietnã. A partir dessa relação meio forçada, surge uma forte ligação entre os três, cada qual dando uma força para o outro. É o lado sensível da história, muito bem trabalhado pelo roteiro recheado de diálogos bem-humorados que emocionam a cada cena. “Os Rejeitados” tem uma produção simples, ao estilo dos filmes independentes, mas mesmo assim mereceu cinco indicações ao Oscar 2024: Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Atriz Coadjuvante (Da’Vine ganhou o prêmio), Melhor Roteiro Original e Melhor Edição. O excelente desempenho do veterano Paul Giamatti foi reconhecido pelo Globo de Ouro. Completam o elenco Carrie Preston, Gillian Vigman, Michael Provost, Tate Donovan, Oscar Wahlberg e Darby Lee-Stack. Enfim, um ótimo programa, sensível, divertido e inteligente. Não perca.      

sábado, 13 de julho de 2024

 

“UMA LIÇÃO DE ESPERANÇA” (“PERSISCHSTUNDEN”), 2020, coprodução Rússia, Bielorússia e Alemanha, 2h07m, em cartaz na Prime Vídeo, direção do cineasta ucraniano - hoje radicado no Canadá - Vadim Perelman (“Casa de Areia e Névoa”, “Sem Medo de Morrer”), seguindo roteiro assinado por Ilja Zofin e Wolfgang Kohlhaase. Sabe aquele filme escondidinho no catálogo do streaming e que você descobre por acaso e que acaba sendo ótimo? É o caso de “Uma Lição de Esperança”, um drama, baseado em fatos reais, ambientado durante a Segunda Guerra Mundial. A história é realmente incrível e só ela já merece uma atenção especial. Depois que o exército nazista de Hitler invade a Bélgica, em 1942, começa a perseguição aos judeus belgas, em seguida enviados a campos de concentração. O jovem judeu Gilles (o ator argentino Nahuel Pérez Biscayart) está entre eles. Quando  o seu grupo é obrigado a descer do caminhão para ser fuzilado, Gilles grita que não é judeu, e sim persa. Por uma dessas “coincidências” divinas, o oficial alemão Klaus Kock (Lars Eidinger) prometeu premiar o soldado que encontrar um persa entre os prisioneiros, já que é seu sonho aprender o pársi, língua oficial do Irã. O irmão do oficial alemão mora em Teerá e Klaus Kock deseja visitá-lo após o fim da guerra. Sem saber nenhuma palavra em pársi, Gilles diz chamar-se Reza Joon. Ele foi inventando as palavras e ensinando o nazista a pronunciá-las e traduzí-las para o alemão. Para isso, precisava memorizar todas essas palavras fictícias, pois caso não lembrasse de alguma iria direto para o paredão. Os diálogos entre o prisioneiro e o oficial nazista são ótimos, cercados de grande suspense, já que qualquer vacilada significaria a morte do falso judeu. Exibido pela primeira vez no Festival de Cinema de Berlim, o filme recebeu elogios tanto do público como dos críticos profissionais. Realmente, “Uma Lição de Esperança” é ótimo, contando uma das melhores histórias originadas daquele conflito. Imperdível!        

quarta-feira, 10 de julho de 2024

“INFILTRADO” (“DUE JUSTICE”) - no vídeo aparece “Palido” como título original; vá entender! -, 2023, Estados Unidos, 1h37m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção de Javier Reyna. Suspense policial centrado na história de Max (Kellan Lutz), um advogado de Seattle e ex-agente das forças especiais. Por causa de seu irmão, agente do FBI infiltrado em uma quadrilha de traficantes de órgãos humanos, Max acaba sofrendo duas perdas trágicas e irreparáveis: sua esposa e o próprio irmão. Além disso, sua filha pequena foi sequestrada. Com espírito de vingança e com o objetivo de resgatar a menina, Max vai atrás dos responsáveis. Não bastasse essa situação, a polícia de Seattle desconfia que Max pode ser o responsável pelos crimes. Completam o elenco Efren Ramirez, Chelsea Lopez, Niko Foster, Cynthia Geary, Tonantzin Esparza e Richard Carmen. Trocando em miúdos, o resultado final deixa muito a desejar. É um filme violento, com algumas poucas cenas de ação, um elenco dos mais fracos e uma história pouco convincente. Dessa forma, é preciso boa vontade para recomendar. Conforme nossa democracia relativa, o espectador é livre para escolher.         

terça-feira, 9 de julho de 2024

 

“NOSSO AMIGO EXTRAORDINÁRIO” (“JULES”), 2023, Estados Unidos, 1h30m, em cartaz na Netflix, direção de Marc Turtletaub (“O Quebra-Cabeça” e “Gods Behaving Badly”), seguindo roteiro assinado por Gavin Steckler. Taí um programão para uma sessão da tarde com pipoca. Filme leve, divertido, sensível e, em alguns momentos, bastante comovente. Um disco voador cai no jardim da casa do viúvo Milton Robinson (Ben Kingsley), um sujeito rabugento, solitário e ficando gagá. Ele liga para a emergência e conta o que acaba de acontecer. Claro que a atendente acha que é trote. Da nave sai um ET e o velho convida-o para ficar em sua casa. Aos poucos, nasce uma amizade entre os dois. A partir daí, Robinson tenta manter o acontecimento em sigilo, mas não contava com as bisbilhoteiras Joyce (Jane Curtin) e Sandy (Harriet Sansom Harris), que descobrem o segredo e até viram amigas do ET, ao qual decidem dar o nome de Jules (o título original). Enquanto isso tudo acontece, as autoridades norte-americanas convocam o FBI para investigar a possível queda de um satélite na Pensilvânia, justamente na pequena cidade onde aconteceu a queda da aeronave. Enquanto isso, o pequeno ET (trata-se da atriz Jade Quon) tenta consertar o seu disco voador, cuja matéria-prima para o combustível é constituída de gatos mortos – não há explicação sobre isso. Enfim, dá para se divertir e se emocionar com as situações que acontecem depois da chegada inusitada do ET. “Nosso Amigo Extraordinário” é, portanto, um entretenimento de primeira.       

segunda-feira, 8 de julho de 2024

 

“DESESPERO PROFUNDO” (“NO WAY UP”), 2024, em cartaz na Prime Vídeo, 1h35m, coprodução Estados Unidos/Inglaterra, direção do cineasta suíço Claudio Fäh (“A Saga Viking”, “O Atirador”), seguindo roteiro assinado por Andy Mayson. Aviso de amigo: se você estiver prestes a viajar de avião, não assista! A situação é brava, realmente desesperadora. Um avião sai da Califórnia com turistas que pretendem passar alguns dias de férias na cidade mexicana de Cabo San Lucas (no filme, todos falam que vão para o Cabo, que depois de pesquisar cheguei ao nome correto da cidade turística). No meio da viagem, porém, um dos motores começa a pegar fogo e o avião acaba caindo no Oceano Pacífico. Se cair já é trágico, imagina afundar, ainda mais com um rombo na lateral. Pois é isso que acontece. O avião imbicou no fundo e parou numa formação rochosa. Alguns poucos passageiros conseguiram sobreviver ao impacto e à invasão da água, colocando-se no fundo da aeronave. A agonia não acaba por aí, pois até tubarões entram no avião. Claro que a situação dos sobreviventes fica cada vez mais difícil, pois não há muita saída. Até o desfecho, o espectador vai embarcar nesse sufoco e sofrer junto com o pessoal. Fazem parte do elenco Sophie Mcintosh (“Admirável Mundo Novo”), Colm Meaney, Grace Nettle, Manuel Pacific, Will Attenborough, Jeremias Amoore e Phyllis Logan. O filme funciona muito bem como suspense, destacando-se algumas cenas de ação e alguns bons sustos. Ideal para uma sessão da tarde, mas repito o alerta: não assista se você tiver alguma viagem aérea marcada.    

sábado, 6 de julho de 2024

 


 

  “QUIZÁS ES CIERTO LO QUE DICEN DE NOSOTRAS” (como chegou à Prime Vídeo com esse título original, sem a tradução devida, resolvi traduzir do meu jeito: “Talvez Seja Verdade o Que Dizem Sobre Nós”), 2024, Chile, 1h36m, roteiro e direção de Camilo Becerra e Sofía Paloma Gómez, dupla responsável também por “Perro Morto”, “Trastornos Del Sueño" e “El Último Sacramento”. Em “Quizás...”, revela o material de divulgação, a história é baseada em fatos reais, que não descobri quem, quando ou aonde. Aí vai a sinopse. Depois de ficar um tempo fora de casa, integrada a uma seita misteriosa, a jovem Tamara (Camila Roeschmann) volta para casa e exibe um comportamento muito estranho, que nem mesmo sua mãe, a psiquiatra Ximena, consegue desvendar. Até que um dia a polícia bate na casa: Tamara é acusada de matar o próprio bebê. A confusão está formada. Assim como Tamara, seus companheiros de seita também são presos, já que o guru da turma está foragido. Ximena promete mundos e fundos para defender a filha, contratando um advogado e realizando reuniões com os pais dos outros jovens detidos. Afinal, o que realmente aconteceu? Esse mistério mantém o suspense até o desfecho. Os críticos profissionais não foram muito generosos com o filme, mas garanto que ele não é tão ruim quanto a opinião deles. Eu, por exemplo, achei o filme muito interessante, com um roteiro bem elaborado e boas atuações.  


quinta-feira, 4 de julho de 2024

“O SEQUESTRO DE DANIEL RYE” (“SER DU MANEN, DANIEL”), 2019, coprodução Dinamarca/Suécia/Noruega, 2h18m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção de Niels Arden Oplev e Anders W. Berthelsen. Drama baseado em fatos reais, ou seja, tudo o que envolveu o sequestro do fotógrafo dinamarquês Daniel Rye (Sben Smed), em 2013, na Síria, por terroristas do Estado Islâmico. Acusado de ser espião da CIA, Rye ficou preso 13 meses, durante os quais sofreu as piores torturas físicas e psicológicas. Entre seus companheiros de prisão estava o jornalista norte-americano James Foley (Toby Kebbell), cuja decapitação foi apresentada em vídeo para o mundo inteiro. O filme mostra não apenas o martírio de Daniel na prisão, mas também o sofrimento de sua família, obrigada a recorrer a bancos e empresários para conseguir um empréstimo para pagar o resgate exigido pelos sequestradores do EI, já que o governo da Dinamarca tinha como norma jamais negociar com terroristas. Na prisão, os terroristas também afirmavam se vingar dos seus colegas presos em Guantánamo (Cuba) e em Abu Ghraib (Iraque). Também estão no elenco Sara Hjort Ditlevsen, Amir El-Nasry, Ardalan Esmaili e Sofie Torp. Enfim, um filme muito forte, poderoso e impactante - o diretor não economiza nas cenas chocantes -, não muito fácil de digerir, principalmente pelos espectadores mais sensíveis e de estômago fraco. De qualquer forma, um filmaço. Imperdível!

quarta-feira, 3 de julho de 2024

 

“UMA VIDA: A HISTÓRIA DE NICHOLAS WINTON” (“ONE LIFE”), 2023, Estados Unidos, 1h50m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de James Hawes (“Slow Horses”, “Black Mirror”), seguindo roteiro assinado por Lucinda Coxon e Nike Drake. Belíssimo e sensível, este drama histórico e biográfico foi injustamente esnobado pelo Oscar 2024. Conta a incrível história de coragem e altruísmo do inglês Nicholas Winton (1909-2015), um corretor da bolsa de valores de Londres que se dedicou a vida inteira às causas humanitárias. Sua maior conquista, pela qual ficaria mundialmente famoso, ocorreu antes e no início da Segunda Guerra Mundial, quando conseguiu resgatar da Tchecoslováquia cerca de 700 crianças judias e levá-las para adoção na Inglaterra. O filme conta a história de Winton desde o início dessa sua missão, em 1938, quando viajou para aquele país para se juntar ao Comitê Britânico para Refugiados da Tchecoslováquia, cuja principal objetivo era salvar judeus da iminente invasão dos nazistas. Com a ajuda da sua mãe, em Londres, ele conseguiu a incrível façanha de mobilizar famílias que se dispunham a adotar as crianças refugiadas. Por incrível que possa parecer, todo esse trabalho ficou anônimo até 1988, quando a produção do programa “That’s Life”, da BBC, conseguiu um álbum de recortes confeccionado por Winton com as fotografias e nomes das crianças e a indicação das famílias que as adotaram. O desfecho é emocionante, de arrepiar. O elenco é de primeira: Johnny Flynn (Nicholas jovem), Anthony Hopkins (Nicholas velho), Helena Bonham Carter, Lena Olin, Romola Garai, Jonathan Pryce, Marthe Keller, Alex Sharp, Samantha Spiro e Juliana Moska. O roteiro foi adaptado do livro “One Life”, escrito por Barbara Winton, filha de Nicholas. Um filme sensacional, uma história que merece ser conhecida. Imperdível!                           

segunda-feira, 1 de julho de 2024

 

“A SOMBRA DO MAL” (“THE NIGHTMAN”), 2024, Bélgica, 1h41m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Mélanie Dalloye-Betancourt, seguindo roteiro assinado por Elsa Marpeau. Trata-se de um suspense bastante tenebroso, beirando o terror. A história começa quando o casal Alex (Zara Devlin) e Damian Miller (Mark Huberman) chega à nova casa em que decidem morar, num lugar bem afastado em meio à uma floresta e perto de um castelo em ruínas. Um cenário bem peculiar de um filme de terror. A casa pertence à mãe de Damian, que está internada em um hospital psiquiátrico. A coisa começa a se complicar quando Damian e Alex ouvem tiros e vão ver o que está acontecendo, quando dão de cara com três sujeitos mal-encarados que ameaçam o casal. Nesse meio tempo, Alex visita um internato onde Damian teria estudado na infância. Chegando lá, descobre uma idosa morta. Quando a polícia chega, Alex fica sabendo que, na verdade, aquele prédio não era um colégio, e sim um reformatório para jovens delinquentes. Por que motivo Damian foi internado no reformatório? Será que tem alguma ligação ao fato de que Damian é sonâmbulo e toda noite caminha sem rumo pela floresta? Todo esse contexto naturalmente antecipa alguma tragédia, o que de fato acaba acontecendo. Embora levado num ritmo bastante lento, o filme prende a atenção do começo ao fim, garantindo um bom suspense. Várias curiosidades envolvem “A Sombra do Mal”. O filme é belga, falado em inglês e com um elenco formado em sua maioria por atores irlandeses, além da roteirista ser francesa. Mas a grande novidade é a diretora Mélanie Delloye-Betancourt, nascida na Colômbia e filha da política Íngrid Betancourt, famosa por ter sido candidata à presidência da Colômbia e em seguida sequestrada pelas Farcs (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).                               

 

domingo, 30 de junho de 2024

 

“MISSÃO CONDOR” (“CONDOR’S NEST”), 2023, Estados Unidos, 1h42m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção de Phil Blattenberger. Não confundir com a Operação Condor, implementada em países da América do Sul em 1975 para eliminar inimigos das ditaturas em vigência. “Missão Condor” é outra história, fictícia. Em 1944, perto do final da Segunda Guerra Mundial, um avião B-17 dos EUA é abatido na França. Os membros de sua tripulação foram presos pelos alemães e assassinados a sangue-frio pelo Coronel SS Martin Bach (Arnold Vosloo, de “A Múmia”). Will Spalding (Jacob Keochane), o único sobrevivente da tripulação, assistiu toda a matança e jurou vingança. A história dá um salto de dez anos e lá está Spalding na América do Sul seguindo a pista do oficial alemão, que estaria escondido na Argentina, no Paraguai, no Brasil ou na Bolívia, juntamente com outros milhares de nazistas, entre os quais o temido Heinrich Himmler (James Urbaniak), braço direito e esquerdo de Hitler, e também responsável pelo planejamento e criação do holocausto judeu. Spalding viaja para esses países sul-americanos interrogando e matando qualquer alemão suspeito de ser um nazista. Com a ajuda de Leyna Rahen (Corinne Britti), uma agente do Mossad (serviço secreto de Israel), Spalding descobre um tal de Ninho da Águia, na Bolívia, onde estariam escondidos Himmler e outros importantes oficiais nazistas. Tudo isso que escrevi parece ter resultado em um filme sério. Mas, do jeito que foi filmado, ficou parecendo mais uma sátira grotesca, com situações completamente sem nexo e com personagens que descambam para um humor negro que passa longe do risível e muito perto do ridículo. Juntando tudo, medíocre é pouco para definir o resultado final. É ver para crer!                             

 

quinta-feira, 27 de junho de 2024

 

“LAMBORGHINI: O HOMEM POR TRÁS DA LENDA” (“THE MAN BEHIND THE LEGEND”), 2022, coprodução Estados Unidos/Itália, em cartaz no Prime Vídeo, roteiro e direção de Robert Moresco (vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original por “Crash: No Limite”). Para escrever o roteiro de “Lamborghini”, Moresco utilizou como base o livro “Ferruccio Lamborghini, La Storia Ufficiale”, escrito por Tonino Lamborghini, filho do famoso empresário. Nascido em uma família simples de fazendeiros, Ferruccio (1916-1993) desde jovem adorava carros. Durante a Segunda Guerra Mundial, serviu como mecânico de veículos militares. Em 1963, fundou uma fábrica de tratores e, no ano seguinte, projetou, desenvolveu e lançou o modelo 350 GT, que marcou o ingresso da Lamborghini Motors no mercado de automóveis. Seu alvo, como concorrente, era justamente a Ferrari, até então a principal marca italiana. Além de sua trajetória como empresário, o filme destaca a vida particular de Ferruccio, o primeiro casamento, a morte da esposa no parto, o novo casamento e, a cereja do bolo, a grande disputa com a Ferrari (em cenas imaginárias, Ferruccio Lamborghini e Enzo Ferrari, disputam uma corrida com seus respectivos veículos). Frank Grillo, ator conhecido por participar de filmes de ação pouco recomendáveis, surpreende com sua ótima atuação como Ferruccio Lamborghini. Também estão no elenco Mira Sorvino, Gabriel Byrne, Eliana Jones, Hannah Van Der Westhuysen, Fortunato Cerlino e Romando Reggiane. Se você gosta do tema automobilismo, não deixe de assistir também o ótimo "Ferrari”, comentado recentemente neste blog.   

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quarta-feira, 26 de junho de 2024

 

Acaba de chegar à Prime Vídeo o drama italiano “A TENTAÇÃO” (“PERFETTA ILLUSIONE”), 2022, produzido e exibido pela RAI Cinema e logo depois pelo circuito comercial. A direção é de Pappi Corsicato, que também colabora com o roteiro assinado por Luca Infascelli. A história é centrada no jovem Toni (Giuseppe Maggio, de “Demais para Mim”), um simples empregado de hotel que nas horas vagas pinta quadros. Nem mesmo sua esposa Paola (Margherita Vicario) acredita no seu talento de artista. Mas eis que surge Chiara (Carolina Sala), filha de dois ricos colecionadores de arte e donos de uma renomada galeria em Milão. Chiara se apaixona por Toni e fica tão empolgada que resolve incentivá-lo a realizar uma mostra de seus quadros. Toni esconde de Chiara que é casado e começa um romance com a moça. Claro, com a ambição de ser reconhecido como artista. Ao mesmo tempo, não diz à esposa que foi demitido do hotel e que agora trabalha numa galeria de arte. Como dizem por aí, mentira tem pena curta. Duas mentiras, então. A trama se transforma num suspense interessante, pois a gente fica imaginando até quando Toni conseguirá sustentar tanta mentira. A cereja do bolo está reservada para o desfecho, que tem uma reviravolta surpreendente. Completam o elenco Ivana Monti, Daniela Piperno, Maurizio Donadoni, Sandra Ceccarelli e Elettra Dallimore Mallaby. Trocando em miúdos, “A Tentação” é um filme que proporciona um entretenimento adulto e não decepciona a tradicional qualidade do cinema italiano.        

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terça-feira, 25 de junho de 2024

 

“ALERTA DE RISCO” (“TRIGGER WARNING”), 2024, Estados Unidos, 1h46m, em cartaz na Netflix, direção da cineasta indonésia Mouly Surya, seguindo roteiro assinado por Halley Wegryn Gross, Josh Olson e John Brancato. Filme de ação centrado numa agente das forças especiais, Parker (Jessica Alba, de “Quarteto Fantástico”), que, durante uma missão no Oriente Médio, é informada da morte trágica do pai. De volta aos Estados Unidos para cuidar do enterro, Parker reencontra os velhos amigos da cidade natal, um deles Jesse (Mark Webber), seu ex-namorado e agora xerife. Ao verificar o local do acidente que vitimou seu pai, Parker percebe alguns indícios de que há algo errado com a versão oficial, ou seja, o desmoronamento de uma mina. Ela começa a investigar e desconfia de alguns baderneiros que adoram atirar e explodir granadas. Entre socos, pontapés e tiros, claro que ela vai resolver a situação sozinha, chegando aos responsáveis. E aí ninguém segura a fera ferida. Literalmente ferida. Completam o elenco Alejandro De Hoyos, Jake Weary, Tone Bel, Anthony Michael Hall e Gabriel Basso. Indico apenas para aquela sessão da tarde com pipoca, sem muito compromisso com a qualidade cinematográfica.     

segunda-feira, 24 de junho de 2024



“FERRARI”, 2023, Estados Unidos, 2h10m, em cartaz na Prime Vídeo, direção do veterano cineasta Michael Mann. O roteiro, assinado por Troy Kennedy-Martin e David Rayfield, foi baseado no livro “Enzo Ferrari: The Man and the Machine”, do jornalista norte-americano Brock Yates. O filme acompanha as atividades do empresário italiano Enzo Ferrari (1898-1988) no emblemático ano de 1957, quando a famosa fabricante encontrava-se à beira da falência. Ferrari estuda várias soluções para sair da crise: associar-se à Ford ou à Fiat, além da obrigação de vencer a tradicional prova “Mille Miglia”, pois uma vitória certamente alavancará as vendas da empresa. Além desses aspectos, o filme explora os problemas familiares enfrentados pelo egocêntrico e arrogante Enzo Ferrari (Adam Driver), seu conflituoso casamento com Laura (Penélope Cruz), também sua sócia no negócio, e seus casos com outras mulheres, especialmente a amante oficial, Lina Lard (Shailene Woodley), com a qual teve um filho. Para os apreciadores do automobilismo esportivo, “Ferrari” reserva ótimas cenas de corrida, com destaque para a já citada “Mille Miglia”, competição de rua e estrada de mil milhas, saindo de Bréscia até Roma e retornando a Bréscia. Outro destaque deve ser dado às atuações primorosas de Adam Driver e Penélope Cruz. Completam o elenco Sarah Gadon, Daniela Piperno, Patrick Dempsey e o ator brasileiro Gabriel Leone, que recentemente desempenhou o papel de Ayrton Senna em uma série a ser lançada este ano pela Netflix. O que me incomodou no filme foi o fato de ser falado em inglês, num ambiente totalmente italiano. Mesmo que os atores tenham forçado um sotaque, não ficou a mesma coisa. Talvez tenha sido essa, na minha opinião, a única falha do filme, que infelizmente foi esnobado pelo Oscar 2024, não recebendo nenhuma indicação, o que achei muito injusto. Trata-se de um filmaço. Não perca!  

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sábado, 22 de junho de 2024

“MISSÃO IMPOSSÍVEL – ACERTO DE CONTAS Parte 1” (“MISSION IMPOSSIBLE – DEAD RECKONING Parte One”), 2023, Estados Unidos, 2h43m, em cartaz na Netflix, direção de Christopher McQuarrie, que também assina o roteiro com a colaboração de Erki Jendresen. Este é o 7º filme da franquia, iniciada em 1996, trazendo como figura central, em todos, o agente Ethan Hunt (Tom Cruise). Confesso que resolvi assistir com a esperança da chegada da Parte 2, prometida para este ano, mas adiada para 2025 devido à recente greve de roteiristas e atores de Hollywood. Vou aguardar ansiosamente a sequência. Nesta Parte 1, Hunt e sua equipe do IMF, Ilsa Faust (Rebecca Ferguson), Benji Dunn (Simon Pegg) e Luther Stickell (Ving Rhames), têm a missão de recuperar as duas partes de uma chave que pode acionar uma nova e aterrorizante arma de inteligência artificial capaz de reescrever a realidade. Ou seja, quem tomar posse dela poderá dominar o mundo. Também fazem parte do elenco Esai Morales, Shea Whigham, Cary Elwes, Hayley Atwell, Pom Klementieff, Vanessa Kirby, Henry Czerny, Indira Verma, Charles Parnell, só para citar os mais conhecidos. O filme garante uma ação eletrizante do começo ao fim, com cenas espetaculares. Não dá para perder! E aí esperar a Parte 2 com um bom estoque de pipoca e rezar para que Tom Cruise tenha saúde para encarar outras sequências.  

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quinta-feira, 20 de junho de 2024

“ENCONTRO FATAL” (“L’IMPASSE”), 2022, França, 1h36m, em cartaz na Prime Vídeo (o filme foi feito para ser exibido pela TV), direção de Delphine Lemoine, seguindo roteiro assinado por Laurent Mondy, Olivier Lècot e Aurélie De Gubernatis. Suspense policial centrado na relação entre uma conceituada psiquiatra, a dra. Estelle Hamon (Gwendoline Hamon), e seu paciente e ex-namorado Thomas Cassagne (Thierry Neuvic). A história começa com a morte de um psiquiatra na clínica onde Estelle trabalha, depois de uma discussão da vítima com Thomas. Numa atitude impensada, Estelle foge com Thomas para o interior e os dois se transformam em fugitivos da polícia. A trama envolve antigos fatos do passado, como a morte misteriosa do pai de Thomas e de sua ex-mulher. O que complica ainda mais é que Estelle é casada e tem um filho adolescente. Fica difícil acreditar que ela tenha abandonado a família e seu emprego pela aventura incerta com um paciente, o que foi uma forçada de barra do roteiro, que é repleto de falhas. As situações não têm a menor credibilidade, somando-se o elenco muito fraco, atuando no piloto automático. Enfim, não dá para recomendar, o que é uma grande decepção em se tratando de um exemplar do excelente cinema francês.  

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quarta-feira, 19 de junho de 2024

 

“BASMA”, 2024, Arábia Saudita, 1h45m, em cartaz na Netflix (produção original), roteiro e direção de Fatima AlBanawi. Trata-se de um drama familiar centrado na jovem saudita Bassouma, que toda família chama de Basma (AlBanawi), que retorna dos Estados Unidos para sua cidade natal Jeddah, na Arábia Saudita, depois de concluir o curso de engenheira ambiental numa universidade de Los Angeles. O reencontro com sua família não é dos mais agradáveis, pois sua mãe acaba de se separar do pai (Yassir Alsasi), um sujeito mentalmente desequilibrado que sofre de delírios paranoicos, que passou a morar sozinho longe da família. Com pena, Basma resolve viver um tempo com o pai, que um dia foi um cientista famoso, professor de universidade. O filme destaca a relação de Basma com o pai problemático e com os demais membros da família que se afastaram do convívio com ele por causa de sua condição mental. Fatima finalmente chega à mesma conclusão, que o pai realmente precisa de cuidados médicos. “Basma” é um filme simples e simpático, seguindo as regras da tradição e da cultura locais, que não permitem cenas de nudez, sexo e consumo de drogas, bem diferente do cinema ocidental ou asiático. Lembra até mesmo os filmes indianos no que se refere à trilha sonora, com aquelas músicas, para nós, ocidentais, irritantes e muitas vezes fora do contexto da história. Temos de levar em conta que o cinema da Arábia Saudita é recente. Para vocês terem uma ideia, o primeiro feito no país foi em 2006. Portanto, falta muito para se consolidar. Por isso mesmo acredito que “Basma” é um filme interessante para os cinéfilos de carteirinha conhecerem um novo estilo de cinema. E avaliar o talento da atriz e agora roteirista/diretora Fatima AlBanawi, cujo primeiro filme, “Barakkah com Barakah”, de 2016, foi um grande sucesso de bilheteria.                            

 

terça-feira, 18 de junho de 2024

“ALMA DE CAÇADOR” (“HEART OF THE HUNTER”), 2024, África do Sul, 1h47m, em cartaz nas Netflix, direção de Mandla Dube (“Silverton: Cerco Fechado”), seguindo roteiro assinado por Deon Meyer e Willem Grobler. Embora a África do Sul já tenha produzido alguns bons filmes, ainda está longe da Nigéria, cuja produção cinematográfica está entre as maiores do mundo, ranking liderado pela Índia. “Alma de Caçador”, baseado no romance homônimo escrito por Deon Meyer em 2004, é um filme de ação com pano de fundo político. Às vésperas das eleições presidenciais, o favorito é um tal de Mtima (Sisanda Henna), um político corrupto e sanguinário. Diante desse quadro, Zuko Khumalo (Bonko Cosma Khoza), um ex-agente especial e assassino profissional, é recrutado por uma organização para investigar o passado de Mtima e denunciar suas falcatruas. Para isso, conta com a ajuda do prestigiado jornalista investigativo Mike Bressler (Deon Coetzee), do principal jornal sul-africano. Ao aceitar a missão, Zuko coloca em risco não só a própria vida, como a da esposa e do filho, e será perseguido pelos capangas de Mtima até o final. O filme é falado em inglês e africâner, duas das doze línguas oficiais da África do Sul. O enredo é bem elaborado, o suspense garante tensão do começo ao fim, destacando ótimas cenas de ação. A respeito do filme, um crítico profissional escreveu que se trata de “Um filme sul-africano americanizado”, o que na verdade foi um elogio, pois "Alma de Caçador" garante um bom programa na telinha.                          

 

domingo, 16 de junho de 2024


“CASAMENTO MORTAL” (“UNE CONFESSION”), 2023, França, 1h26m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Hélène Fillières, que também assina o roteiro com a colaboração de John Wainwright e Claud Scasso. Trata-se de um suspense policial - somente na TV francesa -, cuja história começa com uma morte misteriosa. Maud Duberry (Catherine Frot) cai de um penhasco e morre. Foi empurrada pelo marido, Jean Duberry (Laurent Gerra)? O casal de meia idade vivia uma relação conflituosa há anos e, claro, o marido se transforma no principal suspeito, ainda mais que uma testemunha o viu no penhasco olhando a vítima caída sem tomar qualquer atitude. Esse jogo psicológico, entre acusado, polícia e supostas testemunhas se arrasta até o desfecho, num ritmo bastante lento, entediante e, em certos momentos, irritante, com muitas cenas em flashback. O desenrolar da trama parece caminhar para um final surpreendente, com a revelação definitiva do que realmente aconteceu. Triste ilusão... Portanto, não espere muito de “Casamento Mortal”, nem mesmo grandes atuações. Completam o elenco Théo Augier (Benjamin, o filho), Diane Rouxel, Antoine Duléry e Lola Dewaere.