segunda-feira, 13 de maio de 2024

 

CINZAS (KÜL), 2024, Turquia, 1h40m, em cartaz na Netflix, direção de Erdem Tepegöz, seguindo roteiro assinado por Erdi Isik. Drama romanceado com algum suspense da metade para o fim. Gökçe (Funda Erygit) é casada com Kenan (Mehme Günsür), dono de uma grande editora de livros em Istambul. Ele é dona de uma loja de roupas femininas de alto padrão. O editor Kenan faz questão de que Gökce faça a primeira leitura dos livros enviados à editora e sua opinião é levada a sério. Até que chega, pelo correio, o rascunho de um romance intitulado “Kül”, porém sem o nome do autor ou autora. Ao ler a história, um romance entre um homem chamado apenas de “M” e uma mulher, Gökçe começa a ficar obcecada pelas situações relatadas, começando a ter fantasias sobre o livro, imaginando-se como a personagem principal - eu não sabia, mas existe uma tal de Fictofilia: amor ou obsessão por personagens fictícios. Seguindo alguns locais citados no livro, a maioria deles na periferia pobre de Istambul, Gökçe acaba encontrando o suposto autor do livro, um carpinteiro chamado Metin Ali (Alperen Duymaz). Surge uma amizade entre eles, mas fica claro que Metin tem um passado misterioso. Mesmo assim, Gökçe se apaixona perdidamente pelo carpinteiro, uma relação que pode levar a uma tragédia. Não comento mais para não estragar as surpresas deixadas para o desfecho. Além disso, a cena final deixa o espectador com a pulga atrás da orelha, pois dá a entender que a realidade talvez seja ficção, ou vice-versa. Este final intrigante valoriza e faz de “Cinzas” um ótimo entretenimento – sem falar na beleza e competência da atriz Funda Erygit, uma das mais conhecidas do cinema turco.           

domingo, 12 de maio de 2024

 

RASTROS DE UM CRIME (THE CLEANER), 2022, Estados Unidos, 1h33m, em cartaz no Prime Vídeo, direção de Erin Elders, que também assina o roteiro juntamente com King Orba (ator principal da história). Trata-se de um suspense com pouca ação, as coisas demoram a acontecer, mas nem por isso deixa de ser um filme interessante. Buck Enderly (King Orba) é um sujeito de meia idade que faz bicos como faxineiro de casas e de veículos de concessionárias. Ele vive isolado com a mãe, Sharon (Shelley Long), uma idosa complicada de se conviver. Ao oferecer os seus serviços à idosa viúva Carlene Briggs (Lynda Carter, a Mulher Maravilha dos anos 60/70), ele acaba numa grande confusão. Carlene o contrata para ser seu detetive particular com a missão de encontrar seu filho Andrew (Shiloh Fernandez), um jovem complicado envolvido com drogas e outras contravenções. Durante suas “investigações”, Buck acaba dentro de um cenário de assassinato e terá de provar que não tem nada com isso. Completam o elenco Luke Wilson, numa rápida e pouco convincente aparição, Eden Brolin, James Paxton, Mike Starr e Hopper Penn. O filme chega a ser entediante pela falta de ação e muito blá-blá-blá até pouco antes do desfecho. Dessa forma, não merece uma indicação entusiasmada, a não ser para os fãs da ex-Mulher Maravilha, que terão a oportunidade de vê-la agora aos 74 anos de idade, metida a cantora.          

sábado, 11 de maio de 2024

SEGREDOS DE UM ESCÂNDALO (MAY DECEMBER), 2023, EUA, 1h57m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Todd Haynes (“Longe do Paraíso”), seguindo roteiro assinado por Samy Burch, indicado ao Oscar 2024 na categoria Melhor Roteiro Original. Duas atrizes de renome e muito competentes encabeçam o elenco: Julianne Moore e Natalie Portman. A história é baseada em fatos reais, ou seja, o escândalo que envolveu uma mulher casada de 36 anos de idade e um adolescente de 13 anos em meados dos anos 90. Eles foram surpreendidos fazendo sexo e a mulher acabou sendo presa por pedofilia e abuso sexual. Vinte anos depois, a atriz Elizabeth Berry (Portman) é escalada para interpretar Gracie Atherton-Yoo (Moore) na época do caso, que teve uma grande repercussão em toda a mídia norte-americana. Elizabeth quer conhecer a personagem que irá interpretar e, para isso, passa a conviver com Gracie, seu marido Joe Yoo (Charles Melton) e o casal de gêmeos – na vida real, a mulher chamava-se Mary Kay Letourneau e o rapaz Vili Fualaau, filho de samoanos (no filme, ele é filho de pai coreano). Completam o elenco Cory Michael Smith, Elizabeth Yu, Gabriel Chung, Piper Curda e D.W. Moffett. “Segredos de um Escândalo” não é um filme muito fácil de digerir, não apenas pelo tema da história, mas pelo ritmo lento, chegando a entediar em alguns momentos. De qualquer forma, vale conferir pela presença dessas duas grandes atrizes, mas o resultado final chega a ser decepcionante.     


quarta-feira, 8 de maio de 2024

 

“O SALÁRIO DO MEDO” (“LE SALAIRE DE LA PEUR”), 2024, coprodução França/Bélgica, em cartaz na Netflix, direção de Julien Leclercq, seguindo roteiro assinado por Hamid Hlioua. Trata-se de um filme de ação e suspense. Um grupo de mercenários é contratado para transportar dois caminhões carregados de nitroglicerina para a África do Sul - pra mim não ficou claro de onde. Eles têm 24 horas para chegar ao destino. O objetivo é destruir um poço de petróleo que explodiu e está ameaçando um vilarejo e um campo de refugiados. Uma missão quase suicida, considerando-se o perigo de um possível ataque de terroristas – o que realmente acontece -, além da enorme chance de os caminhões explodirem com qualquer gota de nitroglicerina que saia dos recipientes. O filme é um remake de “Wages of Fear”, dirigido por Henri-Georges Clouzot, vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes em 1953. Foi a primeira adaptação para o cinema do livro de Georges Arnaud. O recém-lançado “O Salário do Medo” tem no elenco Anne Girardot, Franck Gastambide, Alban Lenoir, Sofiane Zermani, Bakary Diombera, Birol Tarkan, Astrid Whettnall, Joseph Beddelin, Douglas Grauwels e Sarah Afchain. Trocando em miúdos, com exceção de algumas boas cenas de ação, o filme não acrescenta muito e, portanto, pode decepcionar o espectador mais exigente.

terça-feira, 7 de maio de 2024

 

O DUQUE (THE DUKE), 2022, Inglaterra, 1h36m, em cartaz no Prime Vídeo, direção do cineasta sul-africano Roger Michell (“Um Lugar Chamado Notting Hill”, “Vênus”), seguindo roteiro assinado por Clive Coleman e Richard Bean. O filme é baseado em fatos reais ocorridos em 1961 envolvendo o roubo do famoso quadro “Retrato do Duque de Wellington”, do pintor espanhol Francisco de Goya, que estava exposto na National Gallery de Londres. O suposto ladrão era um senhor que residia na cidade de Newcastle, Kempton Bunton (Jim Broadbent), que vivia fazendo bicos de padeiro e taxista, além de escrever roteiros para cinema e peças de teatro nunca aproveitados. Era um tipo sonhador e bonachão, sempre sem dinheiro, situação que esgotava a paciência da sua esposa Dorothy (Helen Mirren). Quatro meses depois do roubo, Kempton devolve o quadro, acaba preso e vai para julgamento, atuando em sua defesa o advogado Jeremy Hutchinson (Matthew Goode). As situações mais engraçadas acontecem justamente durante o julgamento de Kempton. Completam o elenco Fionn Whitehead, Charlotte Spencer, Aimee Kelly, Anna Maxwell Martin, Sian Clifford, James Wilby e Robbie Jarvis. ,Enfim, “O Duque” é daqueles filmes que chegam sem muito alarde e conquistam o espectador com muita diversão, diálogos inteligentes e surpreendentes reviravoltas. Não perca! A nota triste fica por conta do diretor Roger Michell, que faleceu em 2021, antes da estreia do filme.  

domingo, 5 de maio de 2024

 

“HERÓI POR ENCOMENDA” (“FREELANCE”), 2023, Estados Unidos, 1h49mm em cartaz no Prime Vídeo, direção do cineasta francês Pierre Morel (“O Franco Atirador”, “Busca Implacável”, “A Justiceira”), seguindo roteiro assinado por Jacob Lentz. Em tempos tenebrosos como estes que estamos vivendo, nada melhor do que assistir a uma comédia de ação, mesmo que seja uma grande bobagem. Entediado com sua carreira de advogado e pai de família, Mason Pettis (John Cena) aceita o convite do amigo Sebastian (Christian Slater) para voltar à ação. Afinal, alguns anos antes, Mason era um agente de campo das forças especiais do exército norte-americano. Sua missão: trabalhar como segurança da jornalista Claire Wellington (Alison Brie) durante viagem à Paldônia, uma republiqueta da América do Sul, para entrevistar o ditador local, presidente Juan Venegas (Juan Pablo Raba). Cá pra nós, existe pior nome do que Paldônia para um país sul-americano? Nada a ver. Bom, chegando lá e em meio à entrevista com o presidente, a jornalista e seu segurança acabam no meio de um violento golpe de estado, cujo objetivo é colocar na presidência um sobrinho do presidente. Enfim, muitas cenas de ação, tiros e perseguições, tudo feito para entreter e divertir. Só para lembrar, John Cena é aquele mesmo ator que apareceu pelado no palco da premiação do Oscar. É um cara simpático, mas péssimo ator. Ainda bem que tem como parceira Alison Brie, que é boa atriz e atua com eficiência em comédias. Como afirmei no início do comentário é um filme que se propõe a divertir e consegue. Seus neurônios vão agradecer o descanso.  

sexta-feira, 3 de maio de 2024

 

HERANÇA ROUBADA (STÖLD), 2024, Suécia/Noruega, produção original Netflix, direção de Elle Márjá Eira, seguindo roteiro assinado por Peter Birro e Ann-Helen Lastadius, esta última autora do livro homônimo cujo conteúdo serviu como base no roteiro. Trata-se de uma história real. Mais do que a história em si, cenários deslumbrantes e muito suspense, o mais interessante é o mergulho profundo na cultura e nas tradições da comunidade dos samis - antigos lapões -, povo indígena que ocupa um território que abrange partes das regiões setentrionais da Suécia, Noruega, Finlândia e Península de Kola, na Rússia, e a Lapônia. Eu ignorava a existência dos samis e, portanto, gostei muito do filme. Aprendi bastante. A personagem principal de “Herança Roubada” é Elsa (Elin Oskal), uma jovem sami que, junto com o pai e o irmão, pastoreiam um grande rebanho de renas, uma tradição secular daquele povo. Aos 9 anos de idade, Elsa testemunha o abate cruel de sua rena de estimação. Dez anos depois, guardando o silêncio sobre o caso, ela resolve se vingar, pois o assassino volta a atacar o rebanho – descobre-se, depois, que ele é dono de um comércio clandestino de peles e de carne de rena. As imagens aéreas mostrando as renas se descolando em meio à neve são deslumbrantes. Valem o ingresso. Não tenho dúvida em afirmar que “Herança Roubada” já pode ser considerado um dos melhores lançamentos da Netflix em 2024. Ah, ia esquecendo de um detalhe importante: tendo em vista algumas cenas de maus tratos a animais, não recomendo o filme para os espectadores mais sensíveis. De qualquer forma, imperdível!               

          

quarta-feira, 1 de maio de 2024

 

ALARME DE INCÊNDIO (FROM THE ASHES), 2024, Arábia Saudita, 1h43m, em cartaz na Netflix, roteiro e direção de Khalid Fahad. Curiosidade foi o que me levou a assistir a este novo filme saudita. Afinal, o cinema produzido naquele país está praticamente engatinhando. Para se ter uma ideia, foi somente a partir de 2006, com “Keif Al-Hal?”, que a produção começou, mas as locações aconteceram nos Emirados Árabes Unidos e com elenco de outros países. Somente em 2012 seria realizado o primeiro filme com elenco totalmente saudita e filmado no país, “O Sonho de Wadja”. Além disso, entre 1983 e 2018, não era autorizada a abertura de salas de cinema. Por questões religiosas, é claro. Por isso tudo, “Alarme de Incêndio” despertou minha vontade de assistir. A história é baseada em fatos reais, ocorridos em 2002 em uma escola para meninas em Makkah, quando um grande incêndio matou duas pessoas, uma aluna e uma professora. Com um detalhe macabro: a aluna foi trancada de propósito no almoxarifado. Como o incêndio começou e quem trancou a vítima? As respostas a estas duas perguntas conduziram o roteiro até o desfecho. O clima é de muita tensão, com algumas reviravoltas e a revelação surpreendente no final. À frente do elenco estão várias atrizes de renome do cinema saudita, como Alshaima’a Tayeber, Khairyeh Abu Labu, Adwa Fahad e Darin Albayed. No mais, as alunas são interpretadas por atrizes visivelmente amadoras, sem nenhuma experiência na frente das câmeras. Não é um fator que desmereça o filme, mas não contribui. No fim das contas, trata-se apenas de um filme interessante, ainda mais por ser baseado em fatos reais.                    

terça-feira, 30 de abril de 2024

 

“BEBÊ RENA” (“BABY REINDDER”), 2024, Inglaterra, série de sete episódios em sua 1ª temporada, em cartaz na Netflix, criação, roteiro e direção do jovem e talentoso ator escocês Richard Gadd. Ele conta suas próprias experiências de vida a partir de 2015 até 2019, quando resolve revelar o que aconteceu. Primeiro ele escreveu duas peças de teatro: “Baby Reindeer” e “Monkey See, Monkey Do”, que fizeram tanto sucesso em Londres que acabaram sendo adaptadas para esta série da Netflix. Na série, Gadd é Donny Dunn, que sonha em fazer sucesso como comediante de stand-up, com atuações medíocres em bares de qualidade duvidosa. Diante da situação, ele arruma um emprego de bartender e acaba conhecendo uma cliente bastante esquisita, que um dia pede um copo de água da torneira por não ter dinheiro. Com pena, ele serve um chá e não cobra. Pronto! A mulher, Martha (Jessica Gunning), obesa, feia e carente, resolve “pegar no pé” de Donny, praticando um tipo de assédio doentio que se transforma em psicopatia. Só para se ter uma ideia, ao longo de 4 anos ela enviou a ele 41.071 e-mails, 350 horas de mensagens de voz, 744 twíters, 46 mensagens no facebook,106 páginas de cartas e vários presentes. Ao mesmo tempo em que tenta fugir do assédio da gorda maluca, Donny conhece Teri (a atriz mexicana Nava Mau), uma mulher trans (como a atriz, na vida real) e se apaixona. Ao mesmo tempo, começa uma amizade com um sujeito que diz ser roteirista de cinema, mas que na verdade é um viciado em drogas e sexo nada convencional. Tudo isso é detalhado na série, a de maior sucesso este ano na Netflix. Para se ter uma ideia, “Bebê Rena” foi a mais assistida em mais de 30 países no período de 15 a 21 de abril. Por causa desse sucesso e também pela cena final do sétimo e último capítulo, tudo leva a crer que haverá uma segunda temporada. Nada mais justo, pois a série é realmente bastante interessante e muito criativa. Não perca!                   

          

sábado, 27 de abril de 2024

 

CASO PERIGOSO (SHATTERRED), 2022, Estados Unidos, 1h32m, em cartaz na Prime Vídeo, direção do cineasta espanhol Luis Prieto, seguindo roteiro de David Loughery. Divorciado e milionário, o jovem Chris Decker (Cameron Monaghan) vive isolado em uma bela mansão. Ele geralmente faz compras de madrugada em um supermercado. Numa dessas ocasiões, Chris conhece uma jovem e bela mulher que diz se chamar Skyler (Lilly Krug). Paixão fulminante, ele a leva para sua mansão e os dois se transformam em amantes apaixonados. Ao mesmo tempo, Chris e a ex-mulher Jamie (Sasha Luss) se comunicam via internet, conversam sobre o divórcio e outros assuntos, e ele aproveita para matar a saudade da filha Willow (Ridley Asha Bateman). De repente, o comportamento de Skyler muda completamente. Ela é, na verdade, uma golpista psicopata que, ao lado do parceiro Sebastian (o intragável Frank Grillo), quer roubar toda a fortuna de Chris. E a matança tem início, muito suspense e sangue jorrando, com boas cenas de ação. Devo destacar o desempenho sensacional da jovem e bela atriz alemã Lilly Krug – filha da também atriz Veronica Ferres. Radicada em Los Angeles desde 2019, Lilly está ótima como a vilã principal da história. Aposto que logo será uma grande estrela de Hollywood. E por falar em beleza, também é preciso destacar a presença da atriz e modelo russa Sasha Luss, também radicada nos EUA. Ela foi a principal protagonista de “Anna – O Perigo Tem Nome”, como a espiã dupla contratada como assassina profissional. O destaque negativo fica por conta do ator John Malkovich, que em evidente final de carreira assume papéis no mínimo constrangedores. Como é o caso deste “Caso Perigoso”. Entre prós e contras, afirmo com toda certeza de que se trata de um ótimo suspense. Não perca!                           

          

quinta-feira, 25 de abril de 2024

 

 

“REMANDO PARA O OURO” (“THE BOYS IN THE BOAT”), 2023, Estados Unidos, 2h04m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de George Clooney e roteiro assinado por Mark L. Smith. Quando se fala do desempenho dos Estados Unidos nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, o primeiro nome que vem à nossa memória é o de Jesse Owens, da equipe de atletismo – os EUA ficaram em segundo lugar na classificação geral, com 24 medalhas de ouro, atrás apenas da Alemanha. Neste “Remando para o Ouro”, o destaque principal é a equipe de remo (oito remadores mais um timoneiro), também vencedora de uma medalha de ouro. Uma incrível história que começa alguns meses antes na Universidade de Washington, em Seattle. Oito universitários são convocados para compor a segunda guarnição da equipe de remo – a primeira guarnição era supostamente a melhor. Resumindo, a equipe formada às pressas, com estudantes inexperientes e totalmente desacreditada,  conseguiu vencer as eliminatórias regionais e depois as nacionais, conquistando o direito de ir aos Jogos Olímpicos. Aliás, tiveram que fazer uma "vaquinha" para conseguir dinheiro para a viagem, já que o Comitê Olímpico dos Estados Unidos negou a verba. Uma história e tanto de superação, dedicação, muito treinamento e emoção à flor da pele, do começo ao fim. Toda a história é baseada no livro “The Boys in The Boat”, escrito por Daniel James Brown. George Clooney dirige seu nono filme, acertando em cheio ao adaptar a história desde os árduos treinamentos em Seattle e depois a disputa das competições que levaram a equipe aos Jogos Olímpicos e à medalha de ouro. Estão no elenco Joel Edgerton, como o treinador da Universidade de Washington, Callum Turner, Peter Guinness, Jack Mulhern, James Wolk e Haidley Robinson. Imperdível!                           

          

segunda-feira, 22 de abril de 2024

 

“A CORTE MARCIAL DO NAVIO DA REVOLTA” (“THE CAINE MUTINY COURT-MARTIAL”), 2023, Estados Unidos, 1h49m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção de William Friedkin. Se você prestou atenção do nome do diretor, certamente lembrará que ele foi um dos grandes de Hollywood. Basta dizer que dirigiu, entre tantos outros, filmes como “O Exorcista (1973), “Operação França” (1971) e “Parceiros da Noite” (1980). “A Corte Marcial...” foi seu último filme. Friedkin morreu em agosto de 2023. O roteiro de “A Corte Marcial...” é baseado em uma peça de teatro encenada em 1954, que por sua vez é a adaptação do livro “The Caine Mutiny”, escrito por Herman Wouk em 1951. “A Corte Marcial...” conta a história do julgamento do oficial da marinha norte-americana Stephen Maryk (Jake Lacy) por uma corte militar. Maryk é acusado de orquestrar um motim contra o seu capitão Keeg (Kiefer Sutherland), comandante do navio USS Caine, durante uma missão no Oriente Médio. Várias testemunhas são convocadas para dar sua versão dos fatos, ocorridos durante um ciclone. Segundo o réu, Keeg não estava em condições psicológicas para comandar o navio naquela emergência, e que, por isso, como primeiro imediato, resolveu assumir o comando do navio. Embora o filme inteiro seja ambientado dentro de uma sala de tribunal, os trabalhos transcorrem de maneira intensa, não deixando o espectador entediado. Completam o elenco Jason Clark, Monica Raymond e Lance Reddick. Eu gostei muito, mas sou suspeito, pois adoro filmes de julgamento. De qualquer maneira, vale a pena conferir principalmente por ser o último filme de William Friedkin, que há muito tempo estava sem filmar – desde 2017, quando dirigiu “The Devil and Father Amorth”.                            

          

sábado, 20 de abril de 2024

 

O ALFAIATE (THE OUTFIT), 2022, coprodução EUA/Inglaterra, 1h46m, em cartaz no Prime Vídeo, direção de Graham Moore, que também assina o roteiro juntamente com Johnathan McClain – só para lembrar, Graham Moore já ganhou um Oscar de Melhor Roteiro pelo filme “O Jogo da Imitação”, de 2014. “O Alfaiate” é um suspense com cara de teatro filmado, já que a ação está concentrada, do começo ao fim, em uma loja onde funciona a alfaiataria de Leonard “O Inglês” (Mark Rylance). A história é ambientada em 1956 em Chicago. Leonard é um ótimo alfaiate. Antes de vir para os Estados Unidos, alguns antes, ele aprendeu tudo sobre sua profissão na mundialmente famosa rua Saville Row, em Londres, reduto das melhores alfaiatarias personalizadas para homens. Em Chicago, os melhores clientes de Leonard são chefões das máfias. Um deles, Richie (Dylan O’Brien), entra na loja baleado, trazido por seu capanga Francis (Johnny Flynn). Daí pra frente a trama se desenrola num suspense constante, envolvendo a secretária Mable (Zoey Deutch), o chefão mafioso Roy (Simon Russell Beale) e a chefe da máfia francesa La Fontaine (Nikki Amuka-Bird). As situações giram em torno de uma tal fita-cassete cujo conteúdo teria uma denúncia apontando um espião mafioso que entregava tudo à polícia de Chicago. O alfaiate manipula os personagens, jogando uns contra os outros de acordo com a situação, principalmente para salvar a vida da sua secretária Mable. Um jogo psicológico que prende a atenção do espectador, com muitas reviravoltas. Nem mesmo o fato de tudo acontecer num único cenário não torna o filme entediante. Pelo contrário. Claro que deve ser destacada a brilhante atuação do experiente ator inglês Mark Rylance, que já havia sido premiado com um Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo filme “Bridge of Spies”, de 2016. Enfim, “O Alfaiate” é um filme bastante instigante, interessante e inteligente. Recomendo.                            

          

quarta-feira, 17 de abril de 2024

 

“A GRANDE ENTREVISTA” (“SCOOP”), 2024, Inglaterra, 1h43m, em cartaz na Netflix, direção de Philip Martin (“The Crown”, “Catarina, A Grande”), seguindo roteiro assinado por Peter Moffat e Geoff Bussetil. Em 2019, a equipe do programa “The Newsnight”, da BBC Two, conseguiu um grande furo jornalístico ao conseguir uma entrevista exclusiva com o príncipe Andrew, duque de York, filho da Rainha Elizabeth II. Na época, a imprensa inglesa acusava Andrew de ser cúmplice do magnata norte-americano Jeffrey Epstein, preso por tráfico e exploração sexual de adolescentes. O caso abalou as estruturas do Palácio de Buckingham. O filme mostra todos os bastidores do trabalho da equipe de jornalistas da BBC Two, principalmente da produtora Sam McAlister (Billie Piper), que convenceu a principal assessora de Andrew de que uma entrevista à BBC daria oportunidade ao príncipe de esclarecer toda a confusão – logo depois da entrevista, Andrew foi afastado de suas funções públicas como membro da família real. Destaque especial deve ser dado ao ator Rufus Sewel, irreconhecível na pele de Andrew, graças a uma maquiagem digna de prêmio. O visual do ator ficou realmente muito parecido com o príncipe. O diretor Philip Martin soube também, com maestria, manter o clima de grande tensão que ocorreu antes e durante a entrevista, conduzida com grande competência pela apresentadora Emily Maitlis (Gillian Anderson). Completam o excelente elenco Romola Garai, Keeley Hawes, Amanda Redman, Connor Swindells, Charity Wakefield, Lia Williams, Richard Goulding e Tim Bentinck. Ótima oportunidade de conhecer o que de fato aconteceu antes, durante e depois da polêmica entrevista.                       

          



terça-feira, 16 de abril de 2024

“AGENTE X: A ÚLTIMA MISSÃO” (“THE BRICKLAYER”), 2023, coprodução Estados Unidos/Grécia/Bulgária, 1h50m, em cartaz no Prime Vídeo, roteiro e direção de Renny Harlin. Filme de ação cujo pano de fundo é a espionagem. Uma série de assassinatos praticados contra jornalistas estrangeiros na Grécia é atribuído à CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA), gerando protestos por toda a Europa. Para tentar reverter a situação e investigar e descobrir quem está por trás das mortes, a direção da CIA resolve convocar o ex-agente Steve Vail (Aaron Eckhart), que agora trabalha como pedreiro (fala sério, dá pra acreditar?). Ele é enviado para a Grécia tendo como parceira a agente novata Kate (Nina Dobrev). A dupla acaba descobrindo que o responsável é Victor Radek (Clifton Collins Jr.), um antigo agente e amigo de Vail, que também pretende assassinar um político importante da Grécia para depois atribuir a responsabilidade à CIA. Entre reviravoltas e traições, o filme segue com muitas cenas de ação, perseguições, tiros e explosões. Também estão no elenco Tim Blake Nelson, Ilfenesh Hadera, Ori Pfeifer, Akis Sakellariou e Oliver Trevena. O filme é bastante movimentado, prende a atenção do espectador e não economiza nos clichês habituais do gênero. Enfim, apenas um bom entretenimento.                     

          

domingo, 14 de abril de 2024

 

“HOLY SPIDER” (“ANKABUT-E MOQADDAS”), 2022, coprodução Dinamarca/Suécia/Jordânia/França, 1h59m, em cartaz na Netflix, direção do cineasta iraniano Ali Abbasi, que também assina o roteiro juntamente com Afshin Kamran Bahrami.  Filme conta a história real do serial killer Saeed Hanei, que em 2000 e 2001 assassinou 16 mulheres na cidade de Mashhad (Maxede no filme), conhecida como a capital espiritual do Irã. Todas as vítimas eram prostitutas ou usuárias de drogas e, por isso mesmo, Saeed as matou. Em seu julgamento, ele afirmou que atendia às ordens de Allah no sentido de limpar a sociedade de mulheres indignas. Grande parte da população fanática religiosa apoiou o criminoso, chegando a exigir sua libertação. Ao escrever o roteiro, Ali Abbasi e Afshin criaram a personagem de uma jornalista investigativa, Arezoo Rahimi, que saiu de Teerã para fazer uma reportagem sobre o caso. Além da história em si, retratada da forma mais realista possível, com algumas cenas muito fortes de sexo e aquelas em que mostram o criminoso assassinando suas vítimas, o filme escancara a cultura machista predominante no Irã, além da incompetência e corrupção da polícia e do sistema jurídico. Claro que, diante desses aspectos, as filmagens ocorreram fora do Irã, ou seja, na Jordânia. A atriz principal, Zar Amir Ebrahimi, foi obrigada a sair do Irã alguns anos antes e vive hoje na França. O governo iraniano criticou o filme, proibindo-o de ser exibido no país. Os aiatolás o compararam ao livro “Versos Satânicos”, de Salman Rushdie, pelo qual o escritor foi jurado de morte pelas autoridades iranianas. Independente de toda essa polêmica, “Holy Spider” estreou com grande sucesso no Festival de Cannes, onde foi aplaudido pela plateia durante sete minutos e que premiou Zar Amir como Melhor Atriz. Além disso, a atriz foi eleita pela BBC uma das 100 mulheres mais inspiradoras do mundo em 2022. O filme também foi selecionado para representar a Dinamarca na disputa do Oscar na categoria Melhor Filme Internacional. Trocando em miúdos, trata-se de um filme obrigatório para quem curte cinema de qualidade. Sem dúvida, um dos melhores lançamentos da Netflix nos últimos anos.                     

          

quinta-feira, 11 de abril de 2024

 

“OPPENHEIMER”, 2023, Estados Unidos, 3h1m, em cartaz no Prime Vídeo, roteiro e direção do cineasta inglês Christopher Nolan (“Dunkirk”, “Tenet”). Sem dúvida, o filme do ano, merecidamente contemplado em 7 das principais categorias do Oscar 2024 (veja no fim do comentário). Para escrever o roteiro, Nolan se baseou no livro “Oppenheimer: O Triunfo e a Tragédia do Prometeu Americano” (vencedor do Prêmio Pulitzer de 2006), escrito por Kai Bird e Martin J. Sherwin, biografia do físico Julius Robert Oppenheimer (1904-1967). O filme é de uma impressionante riqueza de detalhes sobre o Projeto Manhattan, durante a Segunda Guerra Mundial, cujo objetivo era projetar e construir bombas atômicas contra os nazistas, mas que acabaram sendo utilizadas contra as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki em 1945, colocando um ponto final no conflito. Oppenheimer virou herói do povo norte-americano. Porém, logo depois, foi vítima de perseguição por parte de políticos que o acusaram de ligação com os comunistas. Pura hipocrisia. Se o filme é realmente espetacular, parte desse triunfo também deve ser atribuída ao excelente elenco: Cillian Murphy, Emily Blunt, Robert Downey Jr., Forence Puig, Matt Damon, Josh Hartnett, Gary Oldman, Casey Affleck, Ramy Malek, Kenneth Branagh, Jason Clarke e Tony Goldwyn, só para citar os mais conhecidos. “Oppenheimer” foi indicado em 13 categorias do Oscar 2024, vencendo em sete: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Cillian Murphy), Melhor Ator Coadjuvante (Robert Downey Jr.), Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Cinematografia. Também foi eleito um dos melhores filmes de 2024 pelo American Film Institute e pela National Board of Review, além de importantes premiações no Globo de Ouro, Bafta e Sag Awards. “Oppenheimer” é um verdadeiro espetáculo, uma obra-prima do cinema. IMPERDÍVEL!!!                 

          

segunda-feira, 8 de abril de 2024

 

“ZONA DE INTERESSE” (“THE ZONE OF INTEREST”), 2023, Inglaterra, 1h45m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção de Jonathan Glazer (“Under the Skin”). Indicado a cinco categorias do Oscar 2024, venceu a estatueta como Melhor Filme Internacional, além de conquistar o “Gran Prix” no Festival de Cannes do mesmo ano. Trata-se da adaptação para o cinema do romance escrito em 2014 pelo escritor inglês Martin Amis. Ao lado do campo de concentração e extermínio de Aushwitz, ao sul da Polônia, durante a Segunda Guerra Mundial, foi construída uma luxuosa casa para abrigar a família de Rudolf Höss (Christian Friedel), comandante do campo. Moram lá a sua esposa Hedwig (Sandra Hüller, que concorreu ao Oscar 2024 de Melhor Atriz por outro filme, “Anatomia de Uma Queda”), os cinco filhos do casal e vários empregados. Como se a matança bem ao lado não existisse, a família Höss vivia alegremente, curtindo a horta, a piscina e os banhos de rio. Não há cenas do campo de concentração, do qual só aparecem ao fundo suas chaminés sempre em atividade. Não é preciso mostrar o que acontece lá dentro. Somente no desfecho, onde uma cena bastante forte mostra o interior do campo muitos anos depois, com o museu criado para exibir ao mundo a triste tragédia que vitimou mais de um milhão de pessoas, a maioria judeus poloneses e húngaros. “Zona de Interesse” é um filme difícil de digerir: perturbador, angustiante e bastante desagradável. Embora poderoso por expor uma triste realidade histórica de uma maneira tão diferente de outros filmes já realizados sobre o tema do holocausto, não acho recomendável indicá-lo como entretenimento. Além do mais, o filme é muito lento, à beira do enfadonho.                

domingo, 7 de abril de 2024

“PREDESTINADO: ARIGÓ E O ESPÍRITO DO DR. FRITZ”, 2022, Brasil, 1h40m, no catálogo da Netflix desde o dia 30 de março de 2024, direção de Gustavo Fernandez, seguindo roteiro assinado por Jaqueline Vargas, que se baseou no livro “Arigó e o Espírito do Dr. Fritz”, escrito pelo norte-americano John Grant Fuller. O filme conta a história do famoso médium brasileiro José Pedro de Freitas, mais conhecido como “Zé Arigó” (1921-1971). Ele vivia com a família na cidade mineira de Congonhas e curou milhares de pessoas, do Brasil e do Exterior, por intermédio de cirurgia espiritual. Para executar as cirurgias, Arigó recebia o espírito do médico alemão Adolph Fritzum, o “Dr. Fritz”, falecido durante a Primeira Guerra Mundial. Arigó chegou a ser preso em 1961 acusado de prática ilegal da medicina. Enfim, uma história cujo personagem certamente é desconhecido por grande parte das novas gerações, mas que ficou muito famoso durante as décadas de 50 e 60. Por isso mesmo, o filme deve ser visto e merece ser visto, pois é muito bem feito, bem dirigido e com um elenco de primeira, do qual fazem parte Danton Mello (Zé Arigó), Juliana Paes (Arlete, sua esposa), James Faulkner (Dr. Fritz), Marcos Caruso (padre Anselmo), Marco Ricca (juiz Barros), Cássio Gabus Mendes (delegado Cícero), Alexandre Borges (senador Lúcio Bittencourt) e João Signorelli (Chico Xavier). Sem dúvida, mais um bom lançamento da Netflix.             

sexta-feira, 5 de abril de 2024

 

“SHIRLEY PARA PRESIDENTE” (“SHIRLEY”), 2024, Estados Unidos, 1h56m, em cartaz na Netflix, roteiro e direção de John Ridley (“12 Anos de Escravidão”). Sempre gostei muito de assistir filmes cuja história é baseada em fatos reais, principalmente quando tratam de política. É o caso de “Shirley”, que conta a trajetória de Shirley Chisholm (1924-2005), uma nova-iorquina que foi a primeira congressista negra dos Estados Unidos e que, em 1972, concorreu nas primárias à presidência pelo Partido Democrata. Shirley foi congressista por sete mandatos, de 1968 até 1983. O filme destaca especialmente os bastidores de sua árdua batalha para conseguir ser indicada a disputar a presidência, os meandros obscuros da política e os conchavos indecorosos que a congressista foi obrigada a participar. A atriz Regina King vive a personagem, dando mais uma vez um show de atuação – ela já havia recebido um Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 2019 pelo filme “Se a Rua Beale Falasse”. Também fazem parte do ótimo elenco Terrence Howard (indicado ao Oscar de Melhor Ator por "Ritmo de um Sonho"), Lance Reddick, Lucas Hedges e Brian Stokes Mitchell. Confesso que não conhecia a história de Shirley e o filme veio tapar esse buraco da minha ignorância. Talvez muita gente também não conheça e, por isso mesmo, “Shirley” deve ser visto, pois é um filme excelente, muito bem escrito e dirigido. Imperdível!             

          

terça-feira, 2 de abril de 2024

 

“A MULHER DOS MORTOS” (“TOTENFRAU”) 2023, coprodução Áustria/Alemanha, minissérie em 6 episódios da Netflix, direção de Nicolais Rohde, com roteiro assinado por Barbara Stepansky, Benito Mueller e Wolfgang Mueller. A história é uma adaptação do livro “Totenfrau” escrito por Bernard Aichner em 2015. Tudo acontece numa pequena cidade nos arredores de Innsbruck, a capital do Tirol, nos Alpes Austríacos – os cenários  são exuberantes. A personagem central é Bruhnilde Blum (Anna Maria Mühe, ótima), que herdou a funerária do pai. Um dia, seu marido, o policial Mark (Maximilian Krauss), sai de moto para o trabalho e logo que entra na estrada é atingido violentamente por um Range Rover preto, cujo motorista foge do local sem socorrer a vítima. Aparentemente, trata-se de um acidente, mas Blum acredita ter sido um assassinato, tese confirmada quando surge no cenário a refugiada Diunja (Romina Küper), que alega ter sido estuprada por quatro homens utilizando máscaras de animais. Acreditando que esses quatro estupradores tenham assassinado seu marido, Blum parte para a vingança e vai atrás de cada um. Completam o elenco Yousef Swide, Romina Küper, Robert Palfrader, Simon Schwarz e Michou Friesz. O título "A Mulher dos  Mortos" refere-se ao poder imaginário de Blum de se comunicar com os cadáveres que prepara para os respectivos velórios. A minissérie prende a atenção do começo ao fim, garantindo um ótimo entretenimento. Uma excelente aquisição da Netflix. Imperdível!             

domingo, 31 de março de 2024

 

“O VERÃO MAIS QUENTE” (“L’ESTATE PIÙ CALDA"), 2023, Itália, 1h36m, em cartaz no Prime Vídeo, direção de Matteo Pilati, seguindo roteiro assinado por Giuseppe Paternò e Tommaso Triolo.  Comédia dramática explora o dilema enfrentado pelos padres da Igreja, ou seja, “o pecado da carne”. Impossível não lembrar a história do clássico da literatura “Pássaros Feridos”, da escritora Colleen McCullough, que virou série em 1983 com Richard Chamberlain (aquele mesmo do Dr Kildare, 20 anos antes). Ele era padre e se apaixonou por uma mulher (Rachel Ward) e assim por diante. “O Verão Mais Quente” é centralizado no jovem diácono Nicola (Gianmarco Saurino), enviado para uma pequena cidade litorânea na Sicília. Com pinta de galã, ele chega e encanta a mulherada local. Uma delas, a jovem Valentina (Alice Angelica), se apaixona perdidamente e o assedia com insistência. Só que Nicola tem os olhos para a irmã dela, Lucia (Nicole Damiane), que está quase noiva de outro jovem. As coisas começam a ficar quentes no vilarejo, para desespero de Don Carlo (Nino Frassica), pároco local, e da carola Carmen (Stefania Sandrelli, eterna musa do cinema italiano dos anos 60/70). Confusão formada, resta ao diácono decidir se abandona o desejo de ser padre ou o desejo de se casar. Bom, é melhor assistir ao filme e ver o que acontece. Trocando em miúdos, trata-se de um filme bem água com açúcar, romântico e com pitadas de humor. Destaco ainda os belos cenários naturais do vilarejo, principalmente nas cenas gravadas perto do mar.