domingo, 29 de dezembro de 2013
“In our Nature”, EUA, 2012, é um filme independente com Zach Gilford,
Jena Malone, John Slattery e Gabrielle Union. Trata-se de um drama um
tanto arrastado. Há diálogos interessantes, mas muito longos. Seth (Gilford)
vai com a namorada (Jena) passar o final de semana na casa de campo do pai,
Gil. Seth tem a intenção de pedir a moça em casamento. Só que Gil tem a mesma
ideia de passar o final de semana na casa com a namorada bem mais jovem. O
encontro dos dois casais vai desencadear uma série de desentendimentos,
principalmente entre pai e filho, que não se dão bem há muito tempo.
Reconciliá-los torna-se a missão das moças. O quarteto de atores é muito bom,
com destaque para Jane Malone.
Mesmo não
sendo tão bom quanto seu homônimo norte-americano, este “O Quarteto” (“Quartet”), de 2012, é uma
comédia deliciosa. Trata-se do primeiro filme dirigido por Dustin Hoffman. Mas
é no elenco de veteranos que o filme tem seu forte: Maggie Smith, Tom
Courtenay, Pauline Collins e Billy Connolly. Eles vivem num asilo para músicos
e cantores aposentados e se preparam para a grande apresentação do final de
ano, “Rigoletto”. É quando chega a ex-diva da ópera interpretada por Maggie,
que continua de nariz empinado mesmo depois de ficar pobre, e alguns fatos do
passado precisarão ser revistos. O trabalho agora é convencer a arredia Maggie
a participar.




Misto
de comédia dramática e humor negro, “A
Estranha Família de Igby” (“Igby goes down”), de 2002, dá a oportunidade, a
quem interessar, de assistir a um ótimo filme. Além disso, é delicioso conferir
também o início da carreira de atores como Kieran Culkin, Claire Danes, Amanda
Peet e Ryan Phllippe. É a história do jovem Igby (Culkin) e de seu irmão
(Ryan), filhos de um pai esquizofrênico (Bill Pullman) e de uma mãe (Susan Sarandon) que está à beira da morte com câncer. Os dois jovens vão morar longe dos pais e
terão a oportunidade de amadurecer na prática. Igby é menos certinho que o
irmão e, por isso, vai passar por situações difíceis e outras bastante
prazerosas, como dividir os lençóis com Amanda Peet e Claire Danes. Aliás, ambas estão bem bonitas e sensuais.

São
raras as comédias românticas que demonstram um mínimo de inteligência. “Um beijo a mais” (“The last kiss”) é
uma dessas exceções. Trata-se de uma produção americana de 2006 com Zach Braff,
Jacinda Barret, Casey Affleck, Tom Wilkinson e Blythe Canner. A trama envolve
os relacionamentos amorosos de quatro amigos. Cada qual com seus problemas,
tudo levado no maior bom humor e em ritmo de comédia. Ninguém está livre de uma
crise conjugal parece ser a mensagem principal do filme. Quem parece estar de bem com
a vida e com a mulher é o personagem de Zach, prestes a ser pai. Até que
aparece uma estudante assanhada para atiçar o rapaz. Como a carne é fraca (não deve ser Friboi), o cara entra na maior enrascada. As situações são ótimas e você vai
rir bastante.




“Simplesmente uma Mulher” (“Just like a woman”), de 2013, lembra muito
“Thelma & Louise”, filme de 1991 com Susan Sarandon e Geena Davis. Marilyn
(Sienna Miller) sofre uma desilusão amorosa e Mona (a iraniana Golshifteh
Farahani) é maltratada pela sogra árabe pelo fato de não poder ter filhos. As
duas resolvem fugir dos problemas e pegar a estrada para sair de Chicago. Para faturar uma graninha, se
apresentam em números de dança do ventre em bares de quinta categoria. Uma
delas – não vou dizer qual – é acusada de assassinato e passa a ser procurada
pela polícia. O filme nada mais é do que um road
movie, que se salva pela beleza e charme da dupla de protagonistas,
principalmente Sienna Miller. Se você gosta de road movies, prefira rever “Thelma & Louise”, que ainda por
cima tem Brad Pitt em início de carreira.




“Temporada de Caça”
(“Killing Season”), 2013, reúne John Travolta e Robert De Niro. Travolta faz um
soldado sérvio que, 18 anos depois do término da Guerra da Bósnia, vai para os
EUA atrás do oficial do Exército dos EUA, Benjamim Ford (De Niro) para se
vingar. Encontram-se - ninguém explica como o sérvio encontra o oficial -perto da cabana onde Benjamim mora, no meio da floresta.
Segue um longo e interminável embate entre os dois, que se revesam em torturar
um ao outro, em cenas que caberiam bem num filme trash. Travolta está ridículo
tentando falar inglês com sotaque sérvio. E pior: fizeram uma maquiagem nele
que ficou parecendo um boneco de ventríloquo. Apesar da presença dos dois
grandes astros, o filme é muito fraco.

“Meu Irmão, o Diabo”
(“My Brother the Devil”), de 2012, é o filme de estreia da jovem diretora Sally
El Hosaini. E que estréia! Faturou inúmeros prêmios em festivais de cinema pelo
mundo inteiro em 2012 e 2013, inclusive em Berlim e Sundance. Conta a história
de uma família árabe tradicional que mora no bairro egípcio de Londres. Seus
dois jovens filhos, Mo e Rashid, envolvem-se e têm amizades com o pessoal das
gangues formadas, em sua maioria, por descendentes de imigrantes. A admiração
de Mo em relação ao irmão mais velho, Rashid, vai acabar em decepção depois de
um flagrante surpreendente. Realmente, um filme muito bom, impactante,
realista. Merece ser visto.


Quem sofre de claustrofobia jamais poderá assistir
a este “Desvio” (“Detour”),
filme americano de 2013. Afinal, em pelo menos 90% do filme o sujeito é filmado
confinado dentro de um carro soterrado por uma avalanche do morro que atingiu a
estrada. O mais estranho – pra mim a maior falha do filme - é que a estrada
fica totalmente bloqueada e não aparecem os bombeiros ou o pessoal da defesa
civil para verificar se algum carro ou alguém ficou soterrado. O cara faz de
tudo pra sobreviver. Se vai conseguir, só vendo o filme. Quem quiser arriscar a
ver, fique à vontade.

“Código de Honra”
(“Puncture”), de 2011, é um bom filme de suspense que trata de um assunto
bastante sério: os acidentes que ocorrem nos hospitais com médicos e
enfermeiras que se picam com agulhas de seringas e acabam se contaminando.
Chris Evans (o “Capitão América”) faz um advogado de um pequeno escritório de
advocacia que encara uma ação para defender um modesto fabricante de uma
seringa totalmente segura que não consegue vendê-la aos hospitais dos EUA por
causa da pressão de um gigante farmacêutico. O filme é baseado em fatos reais,
o que torna a história ainda mais saborosa. Chris Evans mostra que pode ser um
bom ator fora dos filmes de ação.

“Luz do Dia”
(“Daglicht”), de 2013, é um suspense muito bom. O filme é holandês e conta a
história de uma advogada, mãe solteira, que tem um filho autista e que, sem
querer, descobre um segredo cabeludo envolvendo sua mãe. Mas será só a ponta do
iceberg. Mais revelações acontecem. Sem o luxo de uma babá para cuidar do filho
especial, a advogada o carrega pra tudo que é lado. Até nos momentos de tensão
e de perigo, lá estão os dois juntos. A trama segura você na cadeira do começo
ao fim. O diretor é Diederik van Rooijen e os principais atores são Fedja van
Huet e Derek de Lint. Filmaço!

“Os nomes do amor”
(“Le nome des gens”), produção francesa de 2010, é uma comédia romântica. Mas
não é uma comédia romântica tradicional.
Embora o foco principal seja a conturbada relação entre Bahia e Arthur
Martin, o filme discute a política francesa, a situação dos imigrantes, a
situação econômica da Europa etc. Bahia é filha de um imigrante argelino com
uma ex-hippie francesa. Ela é ativista de esquerda e tem como hábito tentar converter os direitistas por intermédio de sexo. Ela é desinibida demais, a ponto de andar nua na
rua. Parece uma cena surreal, fora do contexto do filme. Essa mania de Bahia
fazer o que bem entende, como se pudesse tudo, é irritante. O filme tem alguns
diálogos interessantes e situações divertidas. E só. Sara Forestier (Bahia) e
Jacques Gamblin (Martin) encabeçam o elenco, sob a direção de Michel Leclerc.
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