“AMORES À PARTE” (“SPLITSVILLE”), 2025,
Estados Unidos, 1h44m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Michael Angelo
Covino (“Relatos do Mundo”, “Riff, Raff: Um Crime em Família”), que também
assina o roteiro juntamente com Kyle Marvin – os dois também atuam no filme. Aqui
no Brasil, há muito tempo que costumamos dizer que o filme ruim é um “abacaxi”.
Nos Estados Unidos mudaram a fruta e criaram, em 1981, o “Framboesa de Ouro”, prêmio
que elege anualmente os piores filmes, atuações e produções de Hollywood. Tudo
isso para chegar a este filme que merecia pelo menos ser indicado em 2025/26 para
tal vexatória premiação. Trata-se de uma comédia pastelão reunindo dois casais
em crise. No meio de uma viagem, Ashley (Adria Arjona) confessa ao marido, Carey (Marvin), estar tendo um caso e que quer se separar. Ele para o carro no
acostamento e sai correndo pelo mato aparentemente sem direção, mas algum tempo depois chega
à casa dos amigos Julie (Dakota Johnson) e Paul (Michael Angelo Covino), um
casal que confessa ser adepto do relacionamento aberto, onde cada um vai para a
cama com qualquer um/uma. A partir dessa situação começa uma confusão danada,
repleta de cenas de qualidade duvidosa, entre elas um constrangedor nu frontal
masculino. O humor é na base do pastelão, incapaz de provocar gargalhadas,
muito menos risadas e sorrisos amarelos. As situações envolvendo troca de casais, amantes à vontade
e diálogos sem graça nenhuma fazem de “Amores à Parte” um dos piores
lançamentos do ano. Louve-se, porém, é preciso admitir, a beleza das atrizes Dakota Johnson e
Adria Arjona, num contraste violento contra a feiura de seus respectivos pares. Resumindo, não passa de um puro besteirol de baixa qualidade.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
“RAINHA DO CARVÃO” (“MISS
CARBÓN”), 2025, coprodução Argentina/Espanha, 1h34m, em cartaz na
Netflix, direção de Agustina Macri e roteiro assinado por Erika Halvorsen e
Mara Pescio. A história é baseada em fatos reais ocorridos na primeira década
deste século. O/a personagem principal é Carla Antonella Rodríguez, a primeira mulher transgênero a ser admitida como funcionária
numa empresa mineradora localizada no vilarejo de Río Turbio, na Patagônia
argentina, um frio danado. Rejeitada/o pelos pais, “Carlita” foi colocada/o
para fora de casa e vivia perambulando pelas ruas, dormindo em albergues e
casas de amigos. Ainda homem (?), ela conseguiu trabalhar como mecânico na
empresa mineradora Yacimientos Carboníferros Río Turbio (YCRT). Trabalhava no
interior da mina de carvão e pegava no pesado, mas não tinha o respeito dos
seus colegas de trabalho, que o tratavam como bichinha e viado. Ela costumava
dizer: “O carvão não discrimina, os homens sim”. Mas ele/ela não se importou. Nas
horas vagas de trabalho, Carlita frequentava um clube noturno que funcionava
também como prostíbulo recheado de travestis. Carlita se enturmou com o grupo e
logo decidiu se submeter a uma operação de mudança de sexo. Com isso, a
contragosto, foi transferida para o escritório, pois a empresa não admitia
mulheres na mina. Quando a identidade de gênero passou a ser reconhecida pelo
Estado argentino (Lei de Identidade de Gênero, de 2012), Carlita assumiu de vez
o nome de Carla Antonella Rodríguez e batalhou muito para voltar a trabalhar no
interior da mina, apoiada (quem diria?), pelos seus próprios antigos colegas
homens. Sem dúvida, uma história muito interessante de perseverança e coragem.
Carlita é interpretada de maneira magistral pela atriz e ativista trans Lux Pascal (irmã do ator latino do
momento em Hollywood, Pedro Pascal), que ganhou o prêmio de Melhor Atriz no
Festival de Cannes 2025. Completam o elenco Laura Grandinetti, Paco León,
Simone Mercado, Jorge Román e Romina Escobar. Outro destaque são os cenários
gelados da Patagônia, de um branco deslumbrante. Enfim, “Rainha do Carvão” é um
filme muito interessante que merece ser assistido.
domingo, 25 de janeiro de 2026
“O FALSÁRIO” (“IL FALSARIO”), 2025,
Itália, 1h50m, em cartaz na Netflix, direção de Stefano Lodovighi, seguindo
roteiro assinado por Sandro Petraglia e Lorenzo Bagnotori. A história é baseada
em fatos reais ocorridos na década de 70 e primeira metade dos anos 80 do século
passado e relatados no livro “Il Falsario Di Stato”, escrito pelos jornalistas
Massimo Veneziani e Nicola Biondo. O personagem central é o italiano Antonio “Toni”
Chiarelli (Pietro Castellitto), um artista plástico amador que sai de sua
cidade natal, Roscíolo Dei Marsi, para Roma, em 1970, com o objetivo de se
aperfeiçoar na sua arte e ganhar dinheiro. Ele logo começa a frequentar
galerias e, numa delas, conhece Donata (Giulia Michelini), que seria sua
empresária, amante e esposa. Toni demonstrou uma facilidade enorme em reproduzir
telas de grandes pintores e começou a ganhar dinheiro. Mas logo estaria envolvido
em trabalhos ilegais como falsificação de documentos para a Banda Della
Magliana, organização criminosa ligada à Máfia. Desde o início, a história tem
como pano de fundo a tumultuada situação política da Itália e os atentados do
grupo terrorista Brigadas Vermelhas, responsável pelo sequestro e assassinato
do ex-primeiro ministro Aldo Moro, em 1978. Completam o elenco Andrea
Arcangeli, Edoardo Pesce, Perluigi Gigante e Claudio Santamaria. O roteiro complica um pouco o entendimento de algumas situações. A história é incrível e poderia,
na minha opinião, ser melhor aproveitada. Faltou esmiuçar um pouco mais os
acontecimentos e identificar melhor alguns personagens que circulam em volta de
Toni. Um aspecto é preciso destacar: a primorosa recriação de época e os belos
cenários da capital italiana. Resumo da ópera, achei o filme bastante
interessante e movimentado, mas não me convenceu a fazer uma indicação
entusiasmada.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
“DINHEIRO SUSPEITO” (“THE RIP”), 2025,
Estados Unidos, 1h52m, em cartaz na Netflix, direção de Joe Carnahan (“Mate ou
Morra”, “Fogo Cruzado”), que também assina o roteiro com Michael McGrale. A
história realmente aconteceu, relatada por Chris Casiano, chefe do setor tático
de narcóticos da Polícia de Miami e amigo do diretor Carnahan. No dia 29 de
junho de 2016, policiais do setor tático da Polícia de Miami foram a uma casa
no bairro Miami Lakes verificar uma denúncia de que se tratava de um local utilizado
por um cartel de drogas e que havia pelo menos 300 mil dólares escondidos. Graças ao cão treinado para farejar dinheiro,
os policiais encontraram, atrás de uma parede, 24 galões repletos de dólares. Surpresa
geral: havia milhões de dólares. Pelo protocolo estabelecido para esse tipo de
operação, os policiais são obrigados a contar o dinheiro no próprio local da
apreensão. Aí começa o problema. Uns queriam roubar uma parte sem que os outros
soubessem. E, pior, poderiam aparecer os donos da grana, ou seja, os traficantes.
O suspense predomina a noite inteira, envolvendo também policiais do DEA (Departamento
Anti-Drogas) e o FBI. Perto do desfecho, uma surpreendente reviravolta, que desencadeou um grande tiroteio e perseguições. Embora baseada no relato do seu amigo policial, o diretor Carnahan afirmou que usou de criatividade para inventar situações e personagens. Estão
no elenco Matt Damon, Ben Afflek, Steven Yeun, Teyana Taylor, Catalina Sandino
Moreno, Sasha Calle, Scott Adkins, Kyle Chandler e Lina Esco. Trocando em
miúdos, “Dinheiro Suspeito” é um filme policial muito interessante e tem tudo
para agradar os fãs do gênero.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
“INTENÇÕES CRUÉIS” (“JANE”), 2022,
Estados Unidos, 1h23m, em cartaz na Prime Vídeo, estreia de Sabrina Jaglom na
direção de longas, seguindo roteiro assinado por Rishi Rajani. Trata-se de um
suspense psicológico destinado ao público juvenil, mas pode ser visto por
adultos sem comprometer os neurônios. Olivia Brooks (Madelaine Petsch) e
Isabelle (Chloe Bailey), estudantes do último ano do Ensino Médio, ainda
estavam digerindo a perda de Jane (Chloe Yu), uma amiga inseparável da dupla que
se suicidou naquele mesmo ano. Talvez essa perda e mais o estresse causado pela
proximidade do processo seletivo para a faculdade tenham abalado a estrutura
emocional de Olivia e Isabelle, que resolveram abrir a caixa de maldades para
prejudicar quem elas não gostavam ou tinham inveja. Dessa forma, conseguiram
destruir a carreira de uma professora, causar a expulsão de uma aluna nova e
intoxicar, por inveja, uma outra colega que fazia sucesso como atriz etc. Isso
tudo com a constante aparição fantasmagórica de Jane para Olivia, incentivando-a a praticar a próxima maldade. Como eu já esperava, um dia o feitiço acaba virando
contra a feiticeira, no caso, Olivia. Completam o elenco Nina Bloomgarden, Kerri
Medders, Melissa Leo, Amie Mackenzie, Victoria Foyt e Morse Bicknell. Resumo da
ópera: entre prós e contras, “Intenções Cruéis” ganha em alguns prós, mas
derrapa em alguns contras.
“GUERRA OCULTA (“BLACK SITE”),
2022,
Estados Unidos, 1h33m, em cartaz na Prime Vídeo, direção da australiana Sophia
Banks e roteiro assinado por Jinder Ho e John Collee. Suspense com muita ação,
valorizado pela presença da atriz Michelle Monaghan, ainda muito bonita e em
pleno vigor físico aos 49 anos (faz 50 no próximo dia 27 de março). Ela é a
figura central da história como Abigail “Abby” Trent, uma experiente analista
militar do Pentágono. Começa o filme mostrando um violento atentado terrorista
em Istambul (Turquia), que destrói um hospital e mata dezenas de pessoas, entre
as quais o marido médico e a filha de Abby. Ela fica arrasada e com sede de vingança.
Afinal, quem foi o responsável pelo terrível atentado? Para ajudar a
identificar alguns suspeitos, Abby consegue sua transferência de Washington
para uma base militar secreta no deserto da Jordânia, onde funciona uma prisão
para terroristas de alto risco. Um mês após Abby chegar à base como oficial-chefe,
um suspeito é identificado e preso, um tal de Hatchet (Jason Clarke, ótimo). Ele chega
à base e é colocado numa cela especial para ser interrogado. Imobilizado por
algemas no pescoço, pulsos e pernas, Hatchet dá uma de Houdini e se livra dos
acessórios, além de matar todos em volta. Leve, livre e solto, ele se torna um
pesadelo para o pessoal da base, que tenta capturá-lo a qualquer custo, o que
garante muita ação até o desfecho. Também estão no elenco Jai Courtney, Pallavi
Sharda, Fayssal Bazzi, Phoenix Raei, Lucy Barrett e Logan Huffman. Trocando em
miúdos, “Guerra Oculta” é um ótimo entretenimento.
sábado, 17 de janeiro de 2026
“SONHOS DE TREM” (“TRAIN DREAMS”),
2025,
Estados Unidos, 1h43m, em cartaz na Netflix, direção de Clint Bentley (“Sing
Sing”), que também assina o roteiro com Greg Kwedar. A história é baseada no
conto homônimo escrito pelo romancista Denis Johnson (1949-2017), finalista do
Prêmio Pulitzer de Ficção em 2012. Estamos no início do século XX no interior
dos Estados Unidos, época em que as ferrovias estavam se expandindo. A figura
central do filme é o lenhador Robert Grainier (Joel Edgerton), que trabalhava
duro derrubando árvores e ajudando a construir as ferrovias. Solteirão
convicto, ele acaba se apaixonando e casando com Gladys (a dentuça Felicity
Jones), com a qual teria uma filha. O trabalho, porém, o levava para longe da
família por longos períodos. Depois de uma tragédia, Robert entra em parafuso,
começa a delirar e fica depressivo. A partir desse episódio não
há muito a comentar, pois a história passa a se concentrar nas lembranças de
Robert e sua indefinição sobre o futuro. Narrado pelo ator Will Patton, o filme
se arrasta com poucos diálogos, cenas contemplativas da natureza,
principalmente árvores – a fotografia, do brasileiro Adolpho Veloso, é
excelente, cotada a disputar o Oscar 2026. Tudo lembra muito o estilo irritante,
intragável e insuportável do cineasta Terrence Malick. Quem já viu algum filme
de Malick sabe do que estou falando. Dá sono em bicho-preguiça. O elenco de “Sonhos
de Trem” conta ainda com Kerry Condon, William H. Macy, Alfred Hsing, Nathaniel
Arcand e John Deal. Alguns críticos profissionais afetados – os mesmos que
adoram Malick - elogiaram o filme, mas eu achei enfadonho, embora tenha gostado
muito do visual/fotografia e da atuação de Joel Edgerton e William H. Macy. Para concluir o comentário, sou obrigado a admitir
que o tempo de duração (1h43m) pareceu muitas horas a mais.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
“LIÇÕES DE LIBERDADE” (“THE
PENGUIN LESSONS”), 2024, coprodução Inglaterra/Espanha/Estados Unidos, em cartaz na Prime Vídeo, 1h51m, direção de Peter Gattaneo (“Ou Tudo ou
Nada”, "Unidas pela Esperança”), seguindo roteiro assinado por Jeff Pope. Sempre
valorizei os filmes baseados em histórias reais. Este, em especial, apresenta uma
história incrível que realmente merecia ser transformada em filme. É baseada no
livro “The Penguin Lessons”, escrito em 2016 pelo professor inglês Tom Michell.
Tudo começa em 1976, quando Michell (Steve Coogan) chega a Buenos Aires (Argentina)
para dar aulas de inglês no tradicional colégio interno St. George, só para meninos de famílias ricas. Um golpe
militar havia sido dado poucos dias antes e Tom logo percebeu que o clima não estava
muito confortável. Só se via soldados armados andando pelas ruas com cara de
poucos amigos. Vou tentar resumir a história. Num período em que as aulas foram
suspensas, o professor viaja até Punta Del Este, no Uruguai, conhece uma moça e
vai passear na praia. Aqui, encontra um pinguim preso a uma poça de óleo.
Depois de resgatar o bichinho e tirar todo o óleo, ele decide devolvê-lo ao
mar. Mas o pinguim volta para o seu salvador, que então decide levá-lo para a
Argentina. Resultado: ficam amigos. O bichinho recebe o nome de “Juan Salvador”
e logo vira atração na escola. Até o diretor Buckle (Jonathan Price) vira amigo do pinguim. Não é mesmo incrível essa história? O filme também
destaca os eventos que marcaram a Argentina naquela época de trevas. Uma das
faxineiras da escola é levada pelos militares em plena à luz do dia. O professor
presencia a prisão, mas não pode fazer nada. Pouco tempo depois o professor
inglês se vê em meio a uma manifestação das Mães de Maio, cujos filhos também foram
“sumidos” pelos militares. Enfim, entre momentos sensíveis e bem humorados “Lições
de Liberdade” também dá espaço ao drama vivido pelos argentinos. Outro destaque
é o artifício utilizado pelo diretor Peter Gattaneo para resolver o problema da
língua. Na maioria dos diálogos, os atores são dublados, no caso dos ingleses
falando espanhol e no caso dos argentinos falando inglês. Estranhei que esse
filme não tenha merecido muita divulgação, mesmo depois que estreou com elogios no Festival
Internacional de Cinema de Toronto 2024. Ainda bem que a Prime resolveu
resgatá-lo, assim como fez o professor com o pinguim.
domingo, 11 de janeiro de 2026
“O TANQUE DE GUERRA” (“DER
TIGER”), 2025, Alemanha, 1h58m, em cartaz na Prime Vídeo, direção
de Dennis Gansel, que também assina o roteiro com Colin Teevan. Pintou filme
sobre a Segunda Guerra Mundial eu já aperto o Play. Desde que iniciei minha vida de cinéfilo, há muito tempo, este é um tema que sempre me atraiu. “O Tanque de Guerra” é um
filme bem diferente dos que já vi. Mais psicológico do que na base de
explosões, tiros etc. No final do comentário explicarei um fato que, a
princípio, confesso que não percebi. Estamos no outono de 1943. A história se
concentra em cinco jovens soldados alemães a bordo de um tanque Tiger em missão
na frente oriental. Logo após a batalha
de Stalingrado eles tentam atravessar uma ponte, mas são surpreendidos pelo
fogo inimigo e pelas explosões que destruíram a ponte. Eles conseguem seguir
adiante e recebem uma ordem para cumprir uma difícil missão: resgatar um tal de
coronel Paul Von Hardenburg preso num bunker atrás das linhas inimigas. Os
soldados serão submetidos a testes que exigem muito sangue frio e coragem, como
desmontar minas e atravessar um rio por baixo d’água. As situações são
angustiantes e tão bem feitas que levam o espectador a quase sentir o mesmo
medo dos soldados, que enfrentam tudo na base da anfetamina – prática comum historicamente
comprovada, pelos soldados alemães durante o conflito. No desfecho, quando o
capitão Philip (David Schütter), líder dos soldados no tanque, encontra o coronel
Paul Von Hardernburg (Tilman Strauss), a gente percebe que o filme tem algo a
dizer que não se refere propriamente ao que você viu antes. Eu demorei para entender que aqueles
soldados alemães estavam, na verdade, pagando seus pecados num outro plano – o purgatório? –
depois de tantos assassinatos praticados contra civis em Stalingrado. A Prime
Vídeo começou 2026 nos proporcionando um excelente filme de guerra.
sábado, 10 de janeiro de 2026
“ALVO DA MÁFIA” (“BANG”), 2025,
coprodução Tailândia/Estados Unidos, 1h28m, em cartaz na Netflix, direção do
cineasta tailandês Wich Kaosayananda (“Uma Noite em Bangkok”), seguindo roteiro
assinado por Peter M. Lenkov e Ken Solarz. Tal qual foi minha surpresa ao
surgir na telinha o ator Peter Weller, de “Robocop – O Policial do Futuro”,
grande sucesso de 1987. Quem se lembra? Weller andava meio sumido e agora, aos
78 anos, vive o personagem de um chefão mafioso. “Alvo da Máfia”, todo
ambientado em Bangkok, capital tailandesa, é centrado em William Bang (Jack
Kesy, da série “Task”), um assassino profissional contratado full time pela
gangue chefiada pelo poderoso Morgan Cutter (Weller). Órgão desde criança, Bang
foi praticamente criado por Morgan, que o treinou para ser um assassino de aluguel
dos mais eficientes. Pelos menos até sofrer um atentado, quando levou 7 tiros.
É claro que ele sobreviveu, mas somente à custa de um transplante de coração.
Depois de curado, Bang voltou à ativa, mas com um comportamento bem diferente.
Será por causa do novo coração? Essa mudança fará com que ele se transforme no
inimigo mortal de seu mentor. E dá-lhe tiros, pancadarias, explosões etc. Trocando
em miúdos, apesar da história um tanto fantasiosa, “Alvo da Máfia” funciona
como um bom filme de ação.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
“UM DIREITO MEU” (“HAQ”), 2025,
Índia, 2h14m, em cartaz na Netflix, direção de Suparn Verma, seguindo roteiro
assinado por Reshu Nath. A história é baseada em fatos reais e traz à tona um processo
judiciário que mobilizou a opinião pública da Índia. Em 1967, Shazia Bano (Yama
Gautam, a atriz do momento em Bollywood) casa com o advogado Abbas Khan (Emraan
Hashmi). A relação acaba em 1975, quando Abbas volta de uma viagem supostamente
a trabalho e casado com a jovem Saira (Vartika Singh, modelo e ex-miss Índia).
Claro que Shazia não aceita a situação e foge de casa com os três filhos. O
marido alega abandono de lar e deixa de pagar a pensão. O caso vai parar nos
tribunais de Nova Deli e o processo dura anos, passando por várias instâncias
até chegar, em 1985, à Suprema Corte. Todo esse tempo é dedicado a discutir
muitas questões interessantes, pois as famílias de Abbas e de Shazia são
muçulmanas e que, por isso, estavam sujeitas ao Sharia, a lei divina islâmica. As
discussões nos tribunais são bastante elucidativas quanto as questões que
envolvem o caso, num país predominantemente machista, onde as mulheres têm
poucos direitos. Outro fato interessante diz respeito a uma audiência num
tribunal islâmico, à parte da justiça comum indiana. Enfim, um filme que nos
proporciona conhecer as complexidades de uma sociedade que mistura religião e tradição
para exercer justiça. Não deixe de ver.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
“BOCA DE FUMO” (“TRAP HOUSE”), 2025, Estados Unidos, 1h42m, em cartaz na Prime Vídeo, direção do cineasta canadense Michael Dowse (“Stuber”), seguindo roteiro assinado por Gary Scott Thompson e Tom O’Connor. Apesar do título nacional infeliz (a tradução literal do título original é “Casa das Drogas”, o que também seria péssimo – faltou criatividade na tradução), trata-se de um bom filme de ação, cuja história mistura drama familiar, suspense, muita ação e vários momentos de humor. Ambientada na cidade de El Paso (Texas), bem próximo da fronteira com o México, a história é centrada no trabalho da equipe da DEA (Agência Federal de Repressão às Drogas) em eliminar o tráfico de drogas através da fronteira México/EUA. Os filhos adolescentes dos agentes da DEA resolvem agir também contra os traficantes roubando dinheiro para financiar a compra de uma casa para um dos amigos que ficou órfão de pai. Enfim, muita confusão, ótimas cenas de ação e muita pancadaria, tiros, perseguições etc. “Boca de Fumo” tem tudo para fazer a festa dos amantes de filmes de ação. A cena final deixa evidente que haverá uma sequência, que também pretendo assistir. No elenco, Dave Bautista, Bobby Cannavale, Jack Champion, Sophia Lillis, Kate Del Castillo, Tony Dalton, Whitney Park, Inde Navarrette, Zaire Adams, Sofia Embid, Alfredo Quiroz e Josh Harton.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
“O BOM VIZINHO” (“THE GOOD
NEIGHBOR”), 2022, coprodução Estados Unidos/Letônia, 1h46m,
em cartaz na Prime Vídeo, direção do cineasta alemão Stephan Rick, que também assina
o roteiro com a colaboração de Silja Clemens e Ross Partridge. O melhor suspense
que assisti este ano. Ou talvez nos últimos dois ou três anos. Depois de uma
separação traumática, o jornalista norte-americano David (Luke Kleintank)
resolve mudar de ares. Vai trabalhar numa agência de notícias com sede em Riga,
a bela capital da Letônia. O editor é um velho amigo, Grant (Bruce Davison),
que também coloca à sua disposição uma casa de sua propriedade. Devidamente
instalado na casa, David conhece um vizinho amigável, Robert (Jonathan Rhys
Meyers), um solteirão que vive sozinho. Para se conhecerem melhor, os dois
combinam de ir até um bar supermovimentado, onde David conhece uma bela loira,
Janine (Ieva Florence), que logo em seguida vai embora, sem antes deixar seu
telefone com David. Alguns minutos depois, os novos amigos vão embora. Para não
serem surpreendidos pela polícia na estrada, já que haviam bebido um pouco a
mais, eles resolvem pegar um caminho alternativo, uma decisão da qual se arrependeriam,
pois no meio do caminho David não consegue desviar de uma garota de bicicleta. O
atropelamento é inevitável. Quando David desce do carro para socorrê-la, olha a
surpresa: a moça é justamente a moça do bar, Janine. E, pior, está morta. Daí
para a frente são tantas as situações que envolvem David e Robert que prefiro parar
por aqui. O roteiro é primoroso, leva o espectador a acompanhar o desenrolar da
história com os nervos à flor da pele. Uma informação adicional: “O Bom Vizinho”
é uma refilmagem do filme alemão “O Vizinho Sinistro”, de 2011, dirigido pelo
mesmo Stephan Rick. Não sei qual é o melhor, mas posso garantir que a versão mais
nova é ótima. Um verdadeiro show de suspense. Não perca. Para concluir, destaco o desempenho do ator irlandês Jonathan Rhys Meyers, simplesmente sensacional.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2025
“O ESQUEMA FENÍCIO” (“THE PHOENICIAN SCHEME”), 2025, Estados Unidos, 1h41m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Wes Anderson, que também assina o roteiro ao lado de Roman Coppola (filho do cineasta Francis Ford Coppola e irmão da também cineasta Sofia Coppola). Quem já assistiu a algum filme de Wes Anderson – “Os Excêntricos Tenenbaums”, “Asteroid City”, “O Grande Hotel Budapeste”, só para citar alguns – sabe que o cineasta trabalha fora da normalidade cinematográfica. Seus filmes são meio malucos, utilizando visuais excêntricos, uma fotografia que contempla as cores fortes e cenários deslumbrantes, tudo muito fora do comum. Poucos diretores, porém, são capazes de reunir um elenco tão gabaritado – veja a relação no final do comentário. Vou resumir a tresloucada história. O magnata Zsa-Zsa Korda (Benício Del Toro), o homem mais rico da Europa, planeja construir um grande empreendimento intitulado “Korda Land and Sea Phoenician Infrasctructure Scheme”. Para conseguir investidores para o negócio, ele viaja por vários países e inicia reuniões com empresários, políticos corruptos, assassinos etc. Ao seu lado viajam sua filha noviça prestes a se tornar freira e um assistente. Durante as viagens, o novo empreendimento vira alvo de espionagem industrial, ataques terroristas, intrigas no meio político e assassinos profissionais. A cada cena uma surpresa para o espectador, promovendo mudanças de rumo constantes, tudo muito louco. Mas uma coisa não se pode negar: a enorme criatividade do roteirista e do diretor. Enfim, uma experiência única que merece ser conhecida por quem aprecia o cinema. Pra terminar, como prometi, cito os nomes que fazem parte do elenco: além de Del Toro estão Michael Cera, Mia Threapleton, Benedict Cumberbatch, Scarlett Johansson, Tom Hanks, Richard Ayoade, Bill Murray, Riz Ahmed, Hope Davis, Rubert Friend, Willem Dafoe, Bryan Cranston, Jeffrey Wright, Charlotte Gainsbourg, Mathieu Amalric e Karl Markovics. Não é um luxo?
sábado, 27 de dezembro de 2025
“ADEUS, JUNE” (“GOODBYE JUNE”), 2025,
em cartaz na Netflix, 1h54m, coprodução Inglaterra/Estados Unidos, filme de
estreia na direção de Kate Winslet, seguindo roteiro escrito pelo seu filho Joe
Anders – o pai é o cineasta inglês Sam Mendes. Todo mundo conhece o talento de Kate
Winslet como atriz. Sua estreia como diretora deixa antever também uma nova
carreira de sucesso, pois o filme é muito bom. Trata-se de um drama familiar
ambientado às vésperas do Natal. Ao ser internada às pressas depois de um desmaio,
June (Helen Mirren) apresenta um quadro de saúde muito grave – ela sofre de um
câncer já há alguns anos. Segundo os médicos, a perspectiva não é nada boa,
questão de dias. Connor (Johnny Flynn), seu único filho homem, fica encarregado
de avisar as três irmãs: Julia (Kate Winslet), Molly (Andrea Riseborough) e Helen
(Toni Collette). Numa reunião de família, no quarto do hospital, fica decidido
que June continuará internada. É praticamente neste cenário que transcorrerá
toda a história, quando alguns ressentimentos e desentendimentos entre os
irmãos serão administrados pela própria June, apesar de seu grave estado de
saúde. Trocando em miúdos, “Adeus, June” é um filme muito sensível e comovente,
com excelentes atuações. Imperdível!
“DUAS COVAS” (“DOS TUMBAS”), 2025,
Espanha, minissérie da Netflix com três episódios, história criada por Augustin
Martínez, direção de Kike Maíllo, seguindo roteiro assinado por Antonio
Merecero e Jorge Díaz. O sumiço misterioso de duas adolescentes impactou a população
da pequena cidade litorânea de Frigiliana. Uma delas, Marta (Zoe Arnao) seria
encontrada morta dias depois afogada no mar. A outra jovem, Verónica (Nadia
Vilaplana) continuou desaparecida. Dois anos depois, quando a investigação
oficial foi encerrada sem nenhuma conclusão, Isabel (a ótima Kiti Mánver), avó
de Verónica, e Rafael Salazar (Álvaro Morte), chefão do tráfico de drogas, unem-se
para tentar descobrir o que a polícia não descobriu: os responsáveis pela morte
de Marta e pelo sumiço de Verónica. Essa inusitada parceria, de uma avó ávida
por notícias da neta favorita, e de um chefão mafioso desesperado para
identificar quem matou sua filha, será responsável por muito sangue jorrando.
Muitas reviravoltas acontecem até o desfecho, tornando a minissérie um
entretenimento de primeira. Completam o elenco Kovik Keuchkerian, Carlos
Scholz, Salva Reina, Nadia Vilaplana, Zoe Arnao e Magdalena Tejado. Não deixe
de assistir.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2025
“VIVO OU MORTO: UM MISTÉRIO KNIVES OUT” (“WAKE UP DEAD MAN: A KNIVES OUT MYSTERY”), 2025, Estados Unidos, 2h24m, em cartaz na Netflix, roteiro e direção de Rian Johnson. O ator inglês Daniel Craig (o último James Bond) volta a encarnar o detetive Benoit Blanc neste terceiro filme da franquia “Knives Out”, iniciada em 2019 com “Entre Facas e Segredos” – este e os outros dois filmes foram escritos e dirigidos por Rian Johnson. Para criar as histórias dessa trilogia, o roteirista e diretor confessou ter se inspirado nos livros de Agatha Christie, Edgar Allan Poe e John Dickson Carr. Em “Vivo ou Morto”, Benoit Blanc chega a uma pequena cidade na zona rural no estado de Nova York para investigar o misterioso assassinato do pároco local no meio de uma missa. Ajudado pelo padre assistente Jud Duplenticy (Josh O’Connor) e pela chefe de polícia Geraldine Scott (Mila Kunis), o intrépido detetive terá muitas dificuldades e vários suspeitos em vista. O roteiro contempla inúmeras reviravoltas, o que torna o filme dinâmico e bastante movimentado. Talvez seja verborrágico demais e muito longo, mas prende a atenção e diverte. Um dos maiores destaques é a qualidade do elenco. Além de Craig, Mila Kunis e Josh O’Connor, participam Glen Close, Jeremy Renner, Josh Brolin, Andrew Scott, Kerry Washington, Cailee Spaeny, Daryl McCormack, Thomas Haden Church, Jeffrey Wrigth e Annie Hamilton.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2025
“A LISTA DA VINGANÇA” (“THE
BLACK BOOK”), 2023, Nigéria, 2h4m, em cartaz na Netflix,
direção do cineasta Editi Effiong, que também assina o roteiro com Bunmi
Ajakaiye. O pastor evangélico Paul Edima (Richard Mofe Damijo), um ex-militar
que se converteu, sofre a perda de seu filho único, assassinado por militares
depois de acusado, injustamente, de sequestrar e matar um professor e seu filho
ainda bebê. Convicto da inocência do garoto, Paul Edima parte para a vingança,
contando com a ajuda da jornalista investigativa Vic Kalu (Ade Laoye). O filme
escancara a corrupção que domina o governo nigeriano, seus políticos, militares, a polícia e a
mídia (parece um país que a gente conhece muito bem). Um general comanda uma
milícia de soldados que partem para cima de Edima e da jornalista, com o objetivo
de eliminá-los. Só que não contavam com a astúcia militar do veterano soldado.
Até aí o filme caminha bem, mas perto do desfecho surge um exército de mulheres
comandado por uma tal de “Big Daddy”, que ajudará Edima contra seus inimigos.
Nesse ponto, achei que o filme perdeu sua credibilidade. Exército de mulheres?
De qualquer forma, “A Lista da Vingança” alcançou o 3º lugar no ranking global
da Netflix em 2023, com mais de 20 milhões de visualizações em todo o mundo. Um
feito e tanto. Para terminar meu comentário, lembro que o cinema nigeriano,
conhecido pelo apelido de “Nollywood”, é o segundo maior produtor de filmes do
mundo, perdendo apenas para “Bollywood”, como é conhecido o cinema da Índia. Os
Estados Unidos aparecem em terceiro lugar.
sábado, 20 de dezembro de 2025
“12 HORAS PARA O FIM DO
MUNDO” (“MIRA”), 2022, Rússia, 1h56m, em cartaz na Prime Vídeo,
direção de Dmitriy Kiselev, seguindo roteiro assinado por Sergey Kaluzhanov,
Ekaterina Mavromatis e Timofei Dekin. Como será o fim do mundo? Muitas
respostas vêm à tona com relação à pergunta. Muitos apostam que o mundo acabará com um tsunami
gigante, ou terremotos, ou furacões etc. No caso deste filme russo de ficção
científica, a Terra será (quase) extinta por uma chuva de meteoros
incandescentes. Pelo menos é o que se presume pelo nível de destruição causado à
cidade de Vladivostok, maior cidade portuária da Rússia, onde reside a adolescente
Lera (Veronika Ustimova) com o irmão, mãe e o padrasto. O pai biológico é o
engenheiro Arabov (Anatoliy Alexandrowits), que há anos trabalha numa estação
orbital. Quando a tragédia começa, Arabova se comunica com a filha,
orientando-a como escapar dos meteoros que estão destruindo a cidade. Só para esclarecer, o “Mira” do título original refere-se ao
computador de bordo da estação orbital. Como se vê, o filme conta mais uma
daquelas histórias apocalípticas estrambólicas, com muito suspense e boas cenas
de ação, idealizadas com efeitos especiais da maior qualidade. O visual é
espetacular, tanto no espaço quanto na Terra. Com exceção de alguns exageros, “12
Horas...” é um filme que prende a atenção do começo ao fim. Pena que chegou à
Prime dublado em inglês, falha que, porém, não compromete o resultado final.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2025
“FUGA FATAL” (“SHE RIDES
SHOTGUN”), 2025, Estados Unidos, 2h01m, em cartaz na Prime
Vídeo, direção de Nick Rowland (“Magnatas do Crime”), seguindo roteiro
assinado por Ben Collins e Luke Piotrowski. A história é adaptada do livro
homônimo escrito por Jordan Harper. Durante o tempo em que ficou preso, Nate
(Taron Egerton) fez parte de uma quadrilha de skinheads supremacistas
brancos chamada “Aço”. Quando ganha a liberdade, Nate resolve sair da gangue e partir
para uma vida nova. Só que a quadrilha resolve se vingar dele, matando sua
ex-mulher e o parceiro. Nate consegue salvar e resgatar Polly (Ana Sophia
Heger), sua filha de 11 anos e resolve fugir não só da gangue como da polícia,
que o acusa do duplo assassinato e do sequestro da filha. Com carros que rouba com a maior
facilidade, Nate pega a estrada com a filha para tentar chegar ao México. Só
que no meio do caminho os obstáculos são muitos, incluindo um xerife corrupto
ligado à gangue dos skinheads. No meio de toda essa confusão, Nate tenta
se reaproximar da filha que não vê há anos. O filme tem boas cenas de ação,
muitos tiros e pancadarias. O destaque maior, contudo, é a atuação do ator
inglês Taron Egerton, conhecido por filmes como “Kingsman: The Secret Service”
e “Rocketman”, no qual desempenhou o papel de Elton John, o que lhe valeu o “Globo
de Ouro”. Trocando em miúdos, “Fuga
Fatal” é um bom entretenimento.
domingo, 14 de dezembro de 2025
“INVOCAÇÃO DO MAL 4 - O ÚLTIMO RITUAL” (“THE
CONJURING: LAST RITES”), 2025, Estados Unidos, 2h15m, em cartaz na
HBO Max, direção de Michael Chaves (“A Freira 2”, “Invocação do Mal 3”), e
roteiro escrito por Ian Goldberg, Richard Naing e David Leslie
Johnson-McGoldrick. É o tipo de filme para você ficar invocado. Brincadeiras à
parte, o filme é de terror, com muitos sustos, espíritos maldosos e eventos
sobrenaturais. Trata-se do quarto e último filme da franquia iniciada em 2013,
todos com histórias reais que aconteceram nos Estados Unidos. Nelas, os
principais personagens são Lorraine Warren (Vera Farmiga) e Ed Warren (Patrick Wilson), um casal de investigadores de fenômenos paranormais – os dois
existiram mesmo, como aparecem em imagens nos créditos finais e que pode também
ser comprovado no livro “Ed & Lorraine Warren: Vidas Eternas”,
de Robert Curran, que deu origem à franquia. No caso desta quarta versão,
Lorraine e Ed são convocados a ir à cidade de Union, na Pensilvânia, onde a
casa de uma família com 8 pessoas está apresentando fenômenos sobrenaturais. O
casal de investigadores chega à conclusão que o responsável é um espelho antigo,
que atrai para a casa quatro entidades maléficas. Destaco a cena do casamento,
perto do desfecho, onde aparecem nos bancos da igreja alguns atores que atuaram
nos primeiros filmes, entre os quais Janet Hodgson, Carolyn Pedron, Mackenzie Foy e Lili Taylor. Aperte os braços
da poltrona e se divirta. Ou então morra de medo.
“F1 – O FILME” (“F1 – THE MOVIE”), 2025,
Estados Unidos, 2h3m, em cartaz na Apple TV, direção de Joseph Kosinski (“Top
Gun: Maverick”, “Homens de Coragem”), seguindo roteiro assinado por Ehren
Kruger. Filmes que têm como tema provas de automobilismo normalmente interessam
apenas para o público masculino. A não ser que no elenco tenha Brad Bitt, o que
certamente atrairá o público feminino. É o que acontece com “F1 – O Filme”.
Sonny Hayes (Pitt) era uma jovem revelação nas pistas de Fórmula 1 nos anos 90,
da equipe Lotus, quando foi obrigado a se afastar depois de um grave acidente. Ele
continuou disputando algumas competições, mas jamais voltou à Fórmula 1. Quando
ganhou as “24 Horas de Daytona”, nos Estados Unidos, tradicional competição para
carros esportivos de endurance, Sonny chamou a atenção de um antigo
amigo, Ruben Cervantes (Javier Bardem), proprietário da escuderia ApexGP, que
disputa o campeonato de Fórmula 1. Cervantes convidou Sonny para ser o piloto número
dois da equipe – o número 1 é o jovem Joshua Pearce (Damson Idris), que,
faltando 9 corridas para o final do campeonato, ainda não havia marcado pontos. A
chegada do experiente Sonny, 30 anos mais velho, mudaria o cenário, colocando a
ApexGP em evidência. Apesar dos treinos, dos exercícios físicos e das reuniões
de equipe para ajustar os carros e planejar as próximas corridas, o filme não
deixaria de lado um romance no meio da história, envolvendo, claro, o galã Pitt
com a inglesa Kerry Condon, que faz o papel de Kate McKenna, diretora técnica
da equipe. O roteiro contempla tudo o que acontece nos bastidores de uma equipe
de Fórmula 1, mas são as cenas de corrida, gravadas em Silverstone, Monza, Las
Vegas e Abu Dhabi, que dão impulso à ação e não deixam o espectador piscar. Vários
pilotos verdadeiros da Fórmula 1 atual marcam presença no filme, entre os quais
o heptacampeão Lewis Hamilton (um dos produtores), Fernando Alonso, Max
Verstappen e Oscar Piastri. “F1 – O Filme”, quando de seu lançamento nos
cinemas dos Estados Unidos, em junho último, conquistou o 6º lugar de maior
bilheteria. É um filme, sem dúvida, que garante um ótimo entretenimento.





















