sexta-feira, 20 de março de 2026

 

“MÁQUINA DE GUERRA” (“WAR MACHINE”), 2026, coprodução Austrália/Estados Unidos, 2h02m, em cartaz na Netflix, direção de Patrick Hughes, que também assina o roteiro ao lado de James Beaufort (que participa como ator – é o número 23). Os Rangers e os Seals fazem parte da elite das forças armadas norte-americanas. Ambas são responsáveis pelas missões mais importantes e perigosas pelo mundo afora. “Máquina de Guerra” tem o foco nos Army Rangers (75º Regimento), uma unidade cujo ingresso não é para qualquer um. No início, o filme mostra os exercícios de treinamento militar incluído no processo de seleção, que a maioria dos candidatos acaba ficando no meio do caminho. Antes do primeira fase de treinamento, os candidatos são obrigados a esquecer seus nomes, passando a ser chamados por números. Na última etapa do treinamento, o grupo, já bastante reduzido em razão das dispensas, adentra uma floresta para enfrentar os desafios idealizados pelos instrutores. Só que o desafio será muito maior, já que o grupo terá de enfrentar nada mais nada menos do que um robô gigante, provavelmente um inimigo vindo do espaço. Isso mesmo, acredite se quiser. O monstro é uma verdadeira máquina de guerra, utilizando raios laser para localizar e eliminar os inimigos terrestres, muitos deles do grupo de Rangers. Tudo bem que a história é um tanto fantasiosa, mas as cenas de ação são espetaculares. O desfecho dá a entender que haverá, com certeza, uma ou mais continuações, pois nosso planeta está sendo invadido por milhares desses monstros. Um filmaço com muita ação. Elenco: Alan Ritchson (81), Joshua Diaz (96), Daniel Webber (57), Jack Patten (109), Matt Testro (38), Blake Richardson (15), James Beaufort (23), Keiynam Lonsdale (60), Dennis Quaid, Heather Burridge, Jai Courtney, Christopher Kirby, Esai Morales, Alex King, Stephan James e Heather Burridge.  

quinta-feira, 19 de março de 2026

“O REFÚGIO” (“THE BLUFF”), 2026, Estados Unidos, 1h43m, em cartaz na Prime Vídeo, direção do cineasta caimanês (nascido nas Ilhas Cayman) Frank El Flowers (“Haven”), que também assina o roteiro com Joe Ballarini. Trata-se de um filme de ação ambientado na segunda metade do século XIX na pequena ilha de Cayman Brac, no Caribe. Numa pequena vila de pescadores vive Ercell Bodden (Priyanka Chopra Jones), com o marido, a irmã e um filho. Ela é uma cidadã pacata, admirada pelo pessoal da vila, mas seu passado a condena. Sua verdadeira identidade só será descoberta com a chegada do pirata Francisco Connor (Karl Urban) e seus bucaneiros (os capangas de hoje). Ele quer recuperar uma grande quantidade de ouro que teria sido roubada por Ercell na época em que ambos eram parceiros e ela era chamada de “Maria Sanguinária”. Connor não quer apenas recuperar o ouro roubado, como também se vingar da antiga companheira. Para isso, sequestra o marido dela, ameaçando matá-lo. Ercell, ou “Maria Sanguinária” é boa de briga e mata sem piedade quem ameaçar a sua família. O filme tem muita ação, sangue jorrando, tiros e muita pancadaria. A atriz indiana Priyanka Chopra Jones, radicada nos Estados Unidos, é a alma do filme. Além de bonita, demonstra ótima forma física aos 43 anos e dá conta, com folga, das cenas de ação mais violentas. Ela já é uma das atrizes mais requisitadas do cinema mundial, tendo estrelado em papéis de destaque as séries “Citadel” e “Quântico”, como também os filmes “Chefes de Estado” e “O Amor Mandou Mensagem”, entre outros. Também atuou em alguns filmes de Bollywood. Trocando em miúdos, “O Refúgio” é um excelente filme de ação e flui num ritmo alucinante do começo ao fim. Ótimo programa. Elenco: Priyanka Chopra Jones, Karl Urban, Ismael Cruz Cordova, Safia Oakley-Green, Temuara Morrison, Zack Morris, Gary Beadle, Pacharo Mzembe, Jon Quested, Gideon Mzembe e Ronnie James Hughe

domingo, 15 de março de 2026

 

“O MUNDO VAI TREMER” (“THE WORLD WILL TREMBLE”), 2025, coprodução Inglaterra/Estados Unidos, 1h49m, em cartaz na Netflix, roteiro e direção de Lior Geller. Desde que me entendo como cinéfilo amador, já assisti inúmeros filmes sobre a Segunda Guerra Mundial, muitos deles destinados a mostrar o sofrimento dos judeus nos campos de extermínio. Posso afirmar, com convicção, que “O Mundo Vai Tremer” é um dos mais chocantes e realistas, além de um importante documento histórico sobre o Holocausto. O drama é centrado num grupo de judeus aprisionados em Chelmno, o primeiro campo de extermínio construído secretamente pelos nazistas na Polônia. Herbert Lange (David Kross) é o comandante do campo, que se diverte ao impor seu sadismo contra os prisioneiros. As cenas são de cortar o coração. Um pequeno grupo de judeus é encarregado de cavar valas comuns na floresta para enterrar os judeus poloneses mortos por asfixia num caminhão de gás. Em janeiro de 1942, Michael Podchlebnik (Jeremy Neumark Jones) e Solomon Wiener (Oliver Jackson-Cohen) conseguem fugir e, depois de muito sofrimento, chegar ao gueto de Grabów, onde revelaram o que acontecia nos campos de extermínio nazistas, até então conhecidos apenas como locais de trabalhos forçados. Os relatos chegaram ao conhecimento da BBC de Londres, que os divulgou ao mundo, que realmente tremeu. O filme é muito triste, chocante e realista, muito difícil de digerir, mas é ótimo como documento histórico. O crítico Joshua Hayes o rotulou como “Um dos retratos mais precisos do Holocausto já feitos na tela”. Na opinião da historiadora Na’Ama Shik, “O filme está destinado a se tornar um dos mais importantes sobre o Holocausto”. Imperdível, na minha modesta opinião, mas não indicado a espectadores de estômago sensível. Elenco: Jeremy Neumark Jones, Oliver Jackson-Cohen, Charlie Macgechan, Anton Lesser, David Kross, Aleksandra Kostova, Michael Fox, Michael Epp, Danny Scheinmann, Adi Kvetner, George Lenz, Tim Bergmann, Oliver Möller, Leonard Proxauf e Gilles Ben-David.