sexta-feira, 12 de junho de 2026

“MÉXICO 1986”, em cartaz na Netflix, 2026, México, 1h36m, direção de Gabriel Ripstein, que também assina o roteiro com Daniel Krauze. Esta é uma ótima dica para assistir em meio aos jogos da Copa do Mundo de Futebol deste ano. Baseada em fatos reais, a história conta como o México conseguiu conquistar o direito de sediar a Copa do Mundo de Futebol em 1986. Tudo em ritmo de comédia, uma sátira sobre corrupção, poder e ambição. Enfim, os podres que cercam esse grande evento antes, durante e depois. Com a desistência da Colômbia em sediar a Copa de 1986 por motivos econômicos, Estados Unidos e Canadá se candidataram, mas não contavam com a astúcia de um simples funcionário da Federação Mexicana de Futebol (FEMEXFUT), Martín De La Torre (Diego Luna), o principal personagem da história. Com a ideia fixa de colocar o México na disputa, De La Torre tentou convencer o presidente da FEMEXFUT, mas não conseguiu. Numa jogada de mestre, ele recorreu ao empresário Emílio Azcárraga, magnata da Televisa, convencendo-o a bancar o evento. Depois de conseguir derrubar o presidente da Federação, De La Torre conseguiu ser o representante do México na reunião da FIFA na Suíça, vencendo a concorrência dos Estados Unidos e do Canadá. Claro que, para isso, precisou distribuir algumas malas de dinheiro. Em setembro de 1985, um violento terremoto atingiu o México, matando milhares de pessoas. Um representante da FIFA foi checar os danos, mas não resistiu às chantagens etílicas de De La Torre. Enfim, “México 1986” dá uma bela ideia de como são feitas as escolhas dos países-sede. Diego Luna dá um show no papel de De La Torre, assim como a bela atriz Karla Souza arrasa como sua amante. O filme é ótimo, esclarecedor e muito divertido. Elenco: Diego Luna, Karla Souza, Daniel Giménez, Memo Villegas, Alejandro Speitzer, Davor Tomic, Genevieve Fleming, Alexandre Rodrigues, Álvaro Guerrero, Frank Crudele, Alfredo Huereca, Diana Sedano e Enrique Arreola.             

quarta-feira, 10 de junho de 2026

“A SUBSTITUTA” (“BI ROYA”), 2022, Irã, 1h50m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção do jovem cineasta iraniano Arian Vazirdaftari, de 37 anos, mais conhecido como diretor de curtas. Este é o seu segunda longa-metragem – o primeiro foi “Not Yet”, de 2016. “A Substituta” é um suspense psicológico muito interessante e que leva o espectador a tentar decifrar o que está acontecendo na telinha. Tudo começa quando Roya (Tanaz Tabatabaei) encontra uma jovem (Shadi Karamroudi) no meio da rua debaixo de chuva e parecendo estar completamente perdida. Ela lhe oferece ajuda e realmente a moça está totalmente fora do ar, em estado catatônico, não fala e parece não saber nem ao menos quem é e o que está fazendo no meio da rua. Depois de conduzir a jovem até a delegacia, Roya resolve levá-la para casa. Seu marido, Babak (Saber Abar), de início não aceita a situação, pois está prestes a embarcar com Roya para Copenhague, na Dinamarca, onde conseguiu um bom emprego. Ele pede a Roya para deixar a coitada aos cuidados da polícia. Mas Roya bate o pé e acolhe a moça em sua casa e lhe dá o nome de Ziba (Shadi Karamroudi) até ela recordar o verdadeiro. Perto do desfecho, porém, a história dá uma reviravolta surpreendente, que só um psiquiatra é capaz de compreender. Ou pelo menos um gênio da criatividade. Verdade, eu fiquei meio perdido, pois o mundo de Roya vira de cabeça para baixo de uma hora para outra. A história dá uma guinada violenta. De início, pensei que era uma armação do marido para levar, em vez dela, a jovem Ziba, que teria se tornado sua amante. Fica a critério do espectador adivinhar o que aconteceu de verdade e acreditar que tudo o que viu é verdade. Até agora estou tentando entender. Apesar de tudo isso, achei o filme bastante interessante.         

terça-feira, 9 de junho de 2026

“VIZINHOS BÁRBAROS” (“LES BARBARES”), 2025, França, 1h42m, em cartaz na Netflix, direção de Julie Delpy, que também assina o roteiro com Matthieu Rumani e Nicolas Slomka. Julie Delpy já demonstrou seu talento como atriz, roteirista e diretora em diversos filmes. Este espaço é pouco para citá-los. Recorram ao Google. Em “Vizinhos Bárbaros”, ela também trabalha como atriz. Como roteirista e diretora, ela conseguiu reunir, mais uma vez com muita competência, comédia e assuntos sérios, como o racismo e a xenofobia. A história é ambientada no pequeno vilarejo de Paimpont, na região da Bretanha. Delpy é a professora Joëlle Lesourd, integrante de uma ONG de direitos humanos que convence o prefeito do vilarejo a receber refugiados da Ucrânia em troca de subsídios do governo francês. Mas tal é a surpresa quando, na verdade, quem chega são refugiados da Síria, o que provoca uma reviravolta e tanto. Parte da população não aceita os refugiados, tratando-os como vizinhos bárbaros. Essa situação perdura até o desfecho da história, quando uma mulher começa a ter as dores do parto na beira de um lago e é ajudada justamente pela médica síria refugiada. Alternando situações de pura comédia e dramas humanos, “Vizinhos Bárbaros” resulta num filme bastante agradável, inteligente e muito elucidativo. Imperdível. Elenco: Julie Delpy, Rita Hayek, Laurent Lafitte, Sandrine Kiberlain, Fares Helou, India Hair, Daniel Moran, Mathieu Demy, Ziad Bakri, Alberto Delpy (pai da diretora), Brigitte Roüan, Franc Bruneau, Dalia Naous, Émilie Gavois-Kahn, Monsieur Fraize e Jean-Charles Clichet.      


domingo, 7 de junho de 2026

“A TESTEMUNHA” (“THE MIDNESS”), 2026, Inglaterra, minissérie em 3 capítulos em cartaz na Netflix, direção de Alex Winckler, seguindo roteiro assinado por Rob Williams. Baseada em fatos reais descritos no livro de memórias “Letting Go”, escrito por Alex Hanscombe, a história começa no dia 15 de julho de 1992, quando Rachel Nickell (Eleanor Williams) é brutalmente assassinada e estuprada no parque Wimbledon Common, em Londres. A única testemunha do crime é o filho da vítima, Alex (o autor do livro), então com 3 anos de idade. A partir dessa tragédia, a minissérie acompanha o trabalho dos investigadores da Scotland Yard para prender o assassino. Um suspeito é preso, mas seria solto depois de acontecer outro crime nos nos mesmos moldes, demonstrando que os investigadores erraram feio. Muitos anos depois é que o verdadeiro assassino seria descoberto. Ao mesmo tempo, a minissérie destaca a dificuldade e o empenho do viúvo André Hanscombe (Jordan Bolger) em criar o traumatizado filho Alex (Max Fincham) e evitar o assédio diário da imprensa, o que o levou a se mudar para a França e depois para a Espanha, onde ambos residem até hoje. Trocando em miúdos, a minissérie é ótima. Elenco:  Jordan Bolger, Max Fincham, Eleanor Williams, Jamie Bisping, Neil Maskell, Kevin Eldon, Mark Stanley, Jonathan Pointing, James Dryden, James Bradshaw, Kerry Gldliman, Claire Rushbrook, Steve Stamp e Paulina Piwko.