sábado, 10 de janeiro de 2026

 

“ALVO DA MÁFIA” (“BANG”), 2025, coprodução Tailândia/Estados Unidos, 1h28m, em cartaz na Netflix, direção do cineasta tailandês Wich Kaosayananda (“Uma Noite em Bangkok”), seguindo roteiro assinado por Peter M. Lenkov e Ken Solarz. Tal qual foi minha surpresa ao surgir na telinha o ator Peter Weller, de “Robocop – O Policial do Futuro”, grande sucesso de 1987. Quem se lembra? Weller andava meio sumido e agora, aos 78 anos, vive o personagem de um chefão mafioso. “Alvo da Máfia”, todo ambientado em Bangkok, capital tailandesa, é centrado em William Bang (Jack Kesy, da série “Task”), um assassino profissional contratado full time pela gangue chefiada pelo poderoso Morgan Cutter (Weller). Órgão desde criança, Bang foi praticamente criado por Morgan, que o treinou para ser um assassino de aluguel dos mais eficientes. Pelos menos até sofrer um atentado, quando levou 7 tiros. É claro que ele sobreviveu, mas somente à custa de um transplante de coração. Depois de curado, Bang voltou à ativa, mas com um comportamento bem diferente. Será por causa do novo coração? Essa mudança fará com que ele se transforme no inimigo mortal de seu mentor. E dá-lhe tiros, pancadarias, explosões etc. Trocando em miúdos, apesar da história um tanto fantasiosa, “Alvo da Máfia” funciona como um bom filme de ação.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

 

“UM DIREITO MEU” (“HAQ”), 2025, Índia, 2h14m, em cartaz na Netflix, direção de Suparn Verma, seguindo roteiro assinado por Reshu Nath. A história é baseada em fatos reais e traz à tona um processo judiciário que mobilizou a opinião pública da Índia. Em 1967, Shazia Bano (Yama Gautam, a atriz do momento em Bollywood) casa com o advogado Abbas Khan (Emraan Hashmi). A relação acaba em 1975, quando Abbas volta de uma viagem supostamente a trabalho e casado com a jovem Saira (Vartika Singh, modelo e ex-miss Índia). Claro que Shazia não aceita a situação e foge de casa com os três filhos. O marido alega abandono de lar e deixa de pagar a pensão. O caso vai parar nos tribunais de Nova Deli e o processo dura anos, passando por várias instâncias até chegar, em 1985, à Suprema Corte. Todo esse tempo é dedicado a discutir muitas questões interessantes, pois as famílias de Abbas e de Shazia são muçulmanas e que, por isso, estavam sujeitas ao Sharia, a lei divina islâmica. As discussões nos tribunais são bastante elucidativas quanto as questões que envolvem o caso, num país predominantemente machista, onde as mulheres têm poucos direitos. Outro fato interessante diz respeito a uma audiência num tribunal islâmico, à parte da justiça comum indiana. Enfim, um filme que nos proporciona conhecer as complexidades de uma sociedade que mistura religião e tradição para exercer justiça. Não deixe de ver.    

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

“BOCA DE FUMO” (“TRAP HOUSE”), 2025, Estados Unidos, 1h42m, em cartaz na Prime Vídeo, direção do cineasta canadense Michael Dowse (“Stuber”), seguindo roteiro assinado por Gary Scott Thompson e Tom O’Connor. Apesar do título nacional infeliz (a tradução literal do título original é “Casa das Drogas”, o que também seria péssimo – faltou criatividade na tradução), trata-se de um bom filme de ação, cuja história mistura drama familiar, suspense, muita ação e vários momentos de humor. Ambientada na cidade de El Paso (Texas), bem próximo da fronteira com o México, a história é centrada no trabalho da equipe da DEA (Agência Federal de Repressão às Drogas) em eliminar o tráfico de drogas através da fronteira México/EUA. Os filhos adolescentes dos agentes da DEA resolvem agir também contra os traficantes roubando dinheiro para financiar a compra de uma casa para um dos amigos que ficou órfão de pai. Enfim, muita confusão, ótimas cenas de ação e muita pancadaria, tiros, perseguições etc. “Boca de Fumo” tem tudo para fazer a festa dos amantes de filmes de ação. A cena final deixa evidente que haverá uma sequência, que também pretendo assistir. No elenco, Dave Bautista, Bobby Cannavale, Jack Champion, Sophia Lillis, Kate Del Castillo, Tony Dalton, Whitney Park, Inde Navarrette, Zaire Adams, Sofia Embid, Alfredo Quiroz e Josh Harton.