“O BOM VIZINHO” (“THE GOOD
NEIGHBOR”), 2022, coprodução Estados Unidos/Letônia, 1h46m,
em cartaz na Prime Vídeo, direção do cineasta alemão Stephan Rick, que também assina
o roteiro com a colaboração de Silja Clemens e Ross Partridge. O melhor suspense
que assisti este ano. Ou talvez nos últimos dois ou três anos. Depois de uma
separação traumática, o jornalista norte-americano David (Luke Kleintank)
resolve mudar de ares. Vai trabalhar numa agência de notícias com sede em Riga,
a bela capital da Letônia. O editor é um velho amigo, Grant (Bruce Davison),
que também coloca à sua disposição uma casa de sua propriedade. Devidamente
instalado na casa, David conhece um vizinho amigável, Robert (Jonathan Rhys
Meyers), um solteirão que vive sozinho. Para se conhecerem melhor, os dois
combinam de ir até um bar supermovimentado, onde David conhece uma bela loira,
Janine (Ieva Florence), que logo em seguida vai embora, sem antes deixar seu
telefone com David. Alguns minutos depois, os novos amigos vão embora. Para não
serem surpreendidos pela polícia na estrada, já que haviam bebido um pouco a
mais, eles resolvem pegar um caminho alternativo, uma decisão da qual se arrependeriam,
pois no meio do caminho David não consegue desviar de uma garota de bicicleta. O
atropelamento é inevitável. Quando David desce do carro para socorrê-la, olha a
surpresa: a moça é justamente a moça do bar, Janine. E, pior, está morta. Daí
para a frente são tantas as situações que envolvem David e Robert que prefiro parar
por aqui. O roteiro é primoroso, leva o espectador a acompanhar o desenrolar da
história com os nervos à flor da pele. Uma informação adicional: “O Bom Vizinho”
é uma refilmagem do filme alemão “O Vizinho Sinistro”, de 2011, dirigido pelo
mesmo Stephan Rick. Não sei qual é o melhor, mas posso garantir que a versão mais
nova é ótima. Um verdadeiro show de suspense. Não perca. Para concluir, destaco o desempenho do ator irlandês Jonathan Rhys Meyers, simplesmente sensacional.

