“O CHEIRO DO OURO” (CASH”), 2023, França,
1h35m, em cartaz na Netflix, direção de Jérémie Rozan (é o seu primeiro longa),
que também assina o roteiro com Victor Rodenbach. Trata-se de uma comédia
policial que não engrena como comédia, mas prende a atenção do espectador do
começo ao fim. Tanto a história como a empresa e os personagens são fictícios.
O que não é ficção é a cidade, Chartres, na verdade, como é chamada por lá, uma
comuna. Nela existe uma empresa chamada Breuil & Sons, fabricante de
perfumes finos e caros. Um sucesso de vendas há gerações. Um jovem morador da
comuna chamado Daniel Salveur (Raphaël Quenard) consegue um emprego na linha de
produção da empresa, depois de anos vivendo de bicos. Enfim, um fracassado. Mas
ao ingressar na Breuil, ele começa a pensar numa fórmula ousada e inteligente de ganhar dinheiro roubando frascos para vender pela Internet. Além do sócio e
amigo Scania (Igor Gotesman), ele montou uma verdadeira quadrilha dentro da
fábrica, incluindo sua namorada, acreditem se quiser, a diretora de Recursos
Humanos (Agathe Rousselle). O filme é bastante movimentado e agrada pelas
situações criativas boladas pelo roteiro. Recomendo.





















