“JUSTIÇA SEM LIMITES” (“THE ISLAND”), 2023, Estados Unidos, 1h33m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Shaun Paul Piccinino, seguindo roteiro assinado por Michael Caissie e Philippe Martinez. Filme de ação com o astro Michael Jai White. Quem já viu algum filme do brutamontes sabe que não vai faltar pancadaria. Afinal, White é faixa preta em nada menos do que 7 estilos de arte marcial (Karatê Shotokan, Kyokushin, Taekwondo, Kobudo, Goju-Ryu, Tang Soo Do e Wushu). Em “Justiça sem Limites”, White faz o papel de Mark, um policial de Los Angeles que um dia recebe a notícia de que seu irmão morreu em São Cristóvão, ilha do Mar do Caribe onde vive sua família e da qual estava afastado há sete anos. Mark vai ao enterro do irmão, conversa com vários antigos amigos e revê sua ex-namorada Akilah (Gillian Iliana Waters, esposa de Michael White na vida real). O policial acaba desconfiando que seu irmão foi assassinado e, com os olhos cheios de vingança, vai atrás dos responsáveis. Um dos suspeitos é Manuel Alvarez (Edoardo Costa), um poderoso empresário que manda na ilha. Até o desfecho, muito sangue vai espirrar na telinha, muita pancadaria e tiros. Trocando em miúdos, um filme repleto de ação que os fãs do gênero vão adorar. Elenco: Michael Jai White, Gillian Iliana Waters, Jackson Rathbone, Cami Storm, Edoardo Costa, Wayne Anthony Gordon, Hans Marrero, Amber Towsend e Jay Hieron.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
sábado, 21 de fevereiro de 2026
“O BOM BANDIDO” (“ROOFMAN”), 2025,
Estados Unidos, 2h06m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Derek Cianfrance,
que também assina o roteiro com Kirt Gunn. Baseado em fatos reais, o filme
conta a história de Jeffrey Manchester (Channing Tatum), um ex-soldado da
aeronáutica que a partir de 1998 começou a assaltar estabelecimentos comerciais
– lanchonetes MacDonald’s e Burger King, principalmente - entrando sempre pelo
telhado. Jeffrey ficou conhecido como o "Assaltante do Telhado". Ele acabou preso
e condenado a 45 anos de prisão na penitenciária de Brown Creek, na Carolina do
Norte, de onde fugiria em 2002. Ele se refugia numa loja da franquia Toys R’use
brinquedos chamada Toys Rius. Sua rotina era dormir durante o dia e sair à
noite, quando a loja fechava. Ao assistir a um culto na Igreja Presbiteriana
Crossroads, ele conhece Leigh Waiscott (Kirsten Dunst), pela qual se apaixona. Um
tempo depois ele resolve assaltar a própria Toys Rius em plena luz do dia, mas acaba preso novamente.
Completam o elenco Juno Temple, Peter Dinklage, Lily Collins, Ben Mendelsohn e Lakeita
Stalfield. “O Bom Bandido” é um filme leve, romântico e até divertido. Um ótimo
programa para uma sessão da tarde com a família.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
“SALVE GERAL: IRMANDADE”, 2025,
Brasil, 1h44m, em cartaz na Netflix, direção de Pedro Morelli, que também
assina o roteiro com Julia Furrer. O filme é uma sequência da série “Irmandade”,
exibida entre 2019 a 2022, também escrita e dirigida por Morelli. O tema
central da história é a ascensão do crime organizado em São Paulo, além da
corrupção policial. Os eventos lembram os ataques planejados e protagonizados
pelo PCC na capital paulista em 2006. O clima de tensão é o mesmo, envolvendo o
ambiente claustrofóbico das prisões – os presos falando à vontade em celulares, dando ordens para membros da facção - à violência nas ruas. Em “Salve Geral, a história diz respeito ao sequestro de
Elisa (Camila Damião), a filha de 18 anos de Edson (Seu Jorge), fundador da
organização criminosa “Irmandade”, por policiais corruptos que pediam uma
grande quantia em dinheiro. Quem negociou com os sequestradores foi Cristina (Naruna
Costa), tia da moça e advogada da Irmandade. A tensão crescente é o grande
mérito do diretor, que também merece destaque pela excelência das cenas de ação,
das quais destaco aquelas filmadas no entorno e no interior da Estação da Luz.
Completam o elenco Marcélia Cartaxo, Hermila Guedes, Enio Cavalcante, Lee
Taylor, Elzio Vieira e Ricardo Celli. Eu gostei muito do filme e, para avalizar
minha opinião, informo que “Salve Geral” foi grande sucesso de bilheteria na
Bélgica, Chipre, Eslovênia, Ilhas Maurício, Luxemburgo, Nigéria, Portugal e
Suíça. Portanto, não estou nessa sozinho.
domingo, 15 de fevereiro de 2026
“SHADOW FORCE” – SENTENÇA DE
MORTE” ("SHADOW FORCE”), 2025, Estados Unidos, 1h44m, em cartaz na Prime Vídeo,
roteiro e direção de Joe Carnahan (“Dinheiro Suspeito”, “Fogo Cruzado”). Não
sou muito chegado a levar em consideração os comentários de críticos
profissionais para escolher um filme. Questão de gosto é um critério subjetivo.
Há filmes que uns detestam e outros gostam. No caso de “Shadow Force”, as
críticas desfavoráveis são justas e quase unânimes, pois o filme é realmente
bem fraco. Trata-se de um filme de ação centrado no casal Issac Sarr e Kyrah,
ambos ex-agentes especiais de um grupo paramilitar secreto chamado Shadow
Force, que saía pelo mundo para eliminar inimigos dos Estados Unidos. Jack
Sinder (Mark Strong) é o sádico chefão do grupo e nunca se conformou com a
saída dos dois, principalmente porque era apaixonado por Kyrah – no filme, Sinder
também aparece como secretário geral do G-7, que reúne os sete países mais ricos
do mundo (achei uma tremenda forçada de barra). Sinder reuniu uma equipe de
mercenários assassinos para caçar Issac e Kyrah, o que pode ameaçar também a
vida do garoto Ky, filho do casal. Sinder ainda estipulou uma recompensa
milionária para quem achasse o casal. Enfim, Issac Sarr e Kyrah terão que usar
de todas as suas habilidades para fugir e se defender. As situações, os diálogos e as poucas
cenas de ação são constrangedoras. Se o filme já era ruim, ajudaram a piorar.
Completam o elenco Jahleel Kamara, Da’v ine Joy Randolph (vencedora do Oscar
2024 de Melhor Atriz Coadjuvante por “Os Rejeitados”), Shaina West, Ed Quinn, Marshall Cook, Natalia
Reyes, Method Man e Jenel Stevens.
“DUPLA PERIGOSA” (“THE
WRECKING CREW”), 2026, Estados Unidos, 2h4m, em cartaz na Prime
Vídeo, direção do cineasta porto-riquenho Angel Manuel Soto (“Besouro Azul”),
seguindo roteiro de Jonathan Tropper. Se sozinhos eles botam pra quebrar,
imaginem juntos. Pois esta é a “Dupla Perigosa”, Jason Momoa e Dave Bautista. Os
brutamontes interpretam dois irmãos que não se veem há 10 anos. Jonni (Momoa) é
policial nos Estados Unidos e James (Bautista) oficial da marinha na base norte-americana
no Havaí. Quando o pai deles é atropelado e morto, fica a dúvida: foi acidente
ou assassinato? Explico: o pai era policial na capital Honolulu. Jonni recebe a
notícia e embarca para o Havaí, unindo-se à família do irmão. Os dois vão
investigar o que realmente aconteceu com o pai, mas o verdadeiro assassino não
lhes dará folga. Nem ele e muito menos membros da máfia japonesa Yakuza e do
sindicato do crime, além de um poderoso chefão do crime. “Dupla Perigosa” tem
muita ação – a cena da perseguição infernal numa estrada, com direito a helicóptero,
carros e motoqueiros, é de segurar na poltrona. Outro destaque que valoriza o
filme é o carisma de Momoa e Bautista, cuja química funciona perfeitamente. Completam
o elenco a brasileira Morena Baccarin, Frankie Adams, Jacob Batalon, Lydia
Peckham, Stephen Root, Temuara Morrison e Roimata Fox. Ótima programa para uma sessão
da tarde com pipoca.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
“O PADEIRO” (“THE BAKER”), 2023,
coprodução Estados Unidos/Canadá, 1h44m, em cartaz na Prime Vídeo, direção do
cineasta canadense Jonathan Sobol, seguindo roteiro assinado por Paolo Mancini
e Thomas Michael. O feião/grandalhão ator Ron Perlman (“Hellboy”) encarna o padeiro
Pappi, um pacato dono de uma padaria. O passado, porém, o condena. Ele foi um
assassino profissional a mando do crime. Esse passado acaba voltando quando ele
fica sabendo que seu filho Peter (Joel David Moore) desapareceu misteriosamente, depois de deixar sua filha pequena Delphi (Emma Ho) aos cuidados do avô, que
nem sabia da sua existência. Mesmo com a menina sempre ao seu lado, Pappi
começa a investigar o sumiço de Peter por conta própria, já que a polícia não
demonstrou interesse no caso. Pappi acaba descobrindo que seu filho foi
assassinado e parte para a vingança. Muito sangue vai rolar embaixo dessa
ponte, e Pappi vai eliminando um por um de uma poderosa gangue metida no
tráfico de drogas. O grandalhão Ron Perlman, mesmo aos 73 anos (na época das
filmagens), aguenta muita pancadaria, mas sabe machucar e matar como ninguém.
Completam o elenco Elias Koteas, Harvey Keitel, Chelsea Flynn, Adam McKay,
Varun Saranga, Caroline Reynaud, Samantha Banton, Adam Moryto, Vincent Bouillon
e Amber Ashley Smith. “O Padeiro”, enfim, é um filme de ação ideal para
assistir numa sessão da tarde com pipoca.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
“CUCKOO: O MEDO CHAMA” (“CUCKOO”), 2024,
Alemanha, 1h42m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção de Tilman Singer.
É um filme meio maluco, misto de terror trash, suspense, humor negro, sobrenatural
etc., muita violência e sustos. Para o público que curte todas essas bobagens,
trata-se de um prato cheio. Gretchen (Hunter Schafer) é uma garota de 16 anos
que morava nos Estados Unidos com a mãe divorciada. Depois que esta morreu,
Gretchen volta para a Alemanha para se integrar à família do pai biológico
(Marton Csokas), a madrasta (Jessica Henwick) e a meia-irmã (Mila Lieu), uma menina
muda e com sérios problemas de saúde. Como estava combinado, a família agora
completada com Gretchen vai morar num misterioso resort nos Alpes alemães da
Baviera – Hitler adorava a região e tinha uma casa de campo por lá. Que fique bem
claro: o filme não tem nada a ver com o psicopata nazista. Tem a ver sim com o
resort, comandado por um maluco que fazia experimentos bizarros. Gretchen se vê
integrada a essas maluquices e começa a ser atormentada por visões escabrosas e sangrentas, além de ouvir ruídos fantasmagóricos, incluindo uma mulher de olhos vermelhos totalmente desequilibrada, com seu
grito alucinante. E dá-lhe violência, sangue jorrando, todo
mundo ensanguentado, enfim, um horror. O pior de tudo é se valer do passarinho
cuco para explicar toda essa maldade. Na verdade, inexplicável, como o filme
inteiro. Também estão no elenco Dan Stevans, Greta Fernandez, Astrid Bergès e Jan Bluthardt. Recomendável, repito, apenas para espectadores fanáticos pelo terror trash e histórias bizarras.
domingo, 8 de fevereiro de 2026
“PULSAÇÃO” (“LATIDO”), 2024,
México,1h33m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção de Katina Medina Mora
e Sheerly Avni. De cara, fiquei invocado com o título original. Fui pesquisar e a tradução deu o verbo “Bater”. Outro aspecto que me chamou a atenção foi que nenhuma crítica que
li apontou que a história é praticamente a mesma do filme espanhol “A Gestora”
(“La Jefa”), de 2022. Ou seja, o roteiro foi copiado e a divulgação não diz que
se trata de um remake. Em “Pulsação”, Leonor (Marina de Tavira) é uma
mulher de 45 anos que nunca conseguiu engravidar. Agora divorciada, ela conhece
a adolescente Emilia (Camila Calónico), de 16 anos, uma bailarina que se
destaca entre as de sua academia. Emilia está grávida e Leonor a convence a lhe
vender o bebê, com a promessa de lhe garantir uma bolsa de estudos de balé em
algum outro país. Leonor leva a moça a morar com ela, mas a convivência aos
poucos começa a ficar conflituosa. A maior diferença com relação à versão
espanhola é o desfecho, totalmente modificado, mas ambos terminando em
tragédia. Se nesta nova versão a menina é uma bailarina, em “A Gestora” a moça
é uma estagiária de uma empresa de publicidade, cuja proprietária é interpretada pela ótima atriz Aitana Sánchez Gijón, a mãe obcecada em
engravidar. Na versão mexicana, o papel é de Marina de Tavira, também ótima atriz, indicada ao
Oscar de Atriz Coadjuvante do premiado “Roma”. Concluindo o meu comentário, achei
“Pulsação” bem melhor do que o original.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
“NOVOCAINE: À PROVA DE DOR” (“NOVOCAINE”), 2025,
Estados Unidos, 1h50m, em cartaz na Netflix, direção da dupla Dan Berk/Robert
Olsen, seguindo roteiro assinado por Lars Jacobson. Trata-se de uma comédia de
ação que não economiza tiros, socos, perseguições, sangue jorrando, tudo na
base do humor. A história é centrada em Nathan (Jack Quaid, filho do ator
Dennis Quaid), jovem assistente do diretor de um banco. Além de tímido ao
extremo, ele possui uma rara condição genética chamada CIPA, que
o torna incapaz de sentir dor física. Essa foi uma grande sacada do roteiro,
responsável pelas melhores situações de humor do filme. Apesar da timidez, ele
se encanta com uma nova funcionária do banco, Sherry (Amber Midhunter), com a
qual começa a namorar. Um dia, a rotina do banco é quebrada com a entrada de
três assaltantes vestidos de Papai Noel. Durante a ação eles matam o diretor do
banco e, na fuga, sequestram Sherry. Nathan se desespera e não espera a polícia
agir. Vai atrás dos bandidos e, a partir desse momento, o filme entra num ritmo
vertiginoso, com nosso herói enfrentando os mais difíceis desafios, lembrando
Bruce Willis em “Duro de Matar”. Mas Nathan tem uma grande vantagem: não sente
dor. E dá-lhe socos, pontapés, tiros e facadas. É ação até o final. Trocando em
miúdos, trata-se de um ótimo entretenimento.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
“O CHEIRO DO OURO” (CASH”), 2023, França,
1h35m, em cartaz na Netflix, direção de Jérémie Rozan (é o seu primeiro longa),
que também assina o roteiro com Victor Rodenbach. Trata-se de uma comédia
policial que não engrena como comédia, mas prende a atenção do espectador do
começo ao fim. Tanto a história como a empresa e os personagens são fictícios.
O que não é ficção é a cidade, Chartres, na verdade, como é chamada por lá, uma
comuna. Nela existe uma empresa chamada Breuil & Sons, fabricante de
perfumes finos e caros. Um sucesso de vendas há gerações. Um jovem morador da
comuna chamado Daniel Salveur (Raphaël Quenard) consegue um emprego na linha de
produção da empresa, depois de anos vivendo de bicos. Enfim, um fracassado. Mas
ao ingressar na Breuil, ele começa a pensar numa fórmula ousada e inteligente de ganhar dinheiro roubando frascos para vender pela Internet. Além do sócio e
amigo Scania (Igor Gotesman), ele montou uma verdadeira quadrilha dentro da
fábrica, incluindo sua namorada, acreditem se quiser, a diretora de Recursos
Humanos (Agathe Rousselle). O filme é bastante movimentado e agrada pelas
situações criativas boladas pelo roteiro. Recomendo.
sábado, 31 de janeiro de 2026
“INESTIMÁVEL” (“JEWEL”), 2022,
África do Sul, 1h20m, em cartaz na Netflix, direção de Adze Ugah, que também
assina o roteiro com Glenrose Ndlovu. Tendo como pano de fundo o tema do Apartheid,
como acontece com a maioria dos filmes sul-africanos, a história é centrada na
fotógrafa profissional Tyra (Michelle Botes), que se desloca da Cidade do Cabo
para Johanesburgo para visitar e fotografar o memorial dedicado às vítimas do massacre
de Sharpeville ocorrido em 1960 (leia no final do comentário). Tyra
conhece a jovem Siya (Nqobile Khumalo), oferecendo uma quantia em dinheiro para
que ela sirva de guia na cidade. Na verdade, Tyra tem outras intenções com a
moça. Tyra assedia Siyas, mas esta tem um namorado tipo machão, e, pior, odeia
os brancos. Tyra, portanto, não vai ter vida fácil. Siya a aconselha a voltar
para a Cidade do Cabo, pois estará correndo perigo, mas Tyra insiste em ficar
por amor a ela. O filme, falado em inglês e africâner, dois dos doze idiomas
oficiais do país, é muito interessante por destacar alguns importantes cultos
religiosos africanos praticados pela população negra, além de ressaltar o
trauma das pessoas com relação ao Apartheid e também ao massacre de
Sharpeville, um bairro na periferia de Johanesburgo. Aconteceu durante uma
manifestação realizada pelo Congresso Pan-Africano (PAC) contra a Lei do Passe,
que obrigava os negros sul-africanos a usarem uma caderneta na qual estava escrito
onde poderiam ir. A polícia nacional da África do Sul, formada por maioria
branca, mandou bala contra os manifestantes, causando a morte de 69 pessoas e
ferimentos em outras 180. Um destaque triste foi a morte da atriz sul-africana
Michelle Botes, em dezembro de 2024, aos 62 anos. Ela era muito conhecida por
participar de muitos filmes e inúmeras séries televisivas. “Inestimável” não é
um filme muito fácil de digerir, mas é forte o suficiente para manter a atenção
do espectador, que poderá conferir um bom exemplar do cinema sul-africano.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
“AMORES À PARTE” (“SPLITSVILLE”), 2025,
Estados Unidos, 1h44m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Michael Angelo
Covino (“Relatos do Mundo”, “Riff, Raff: Um Crime em Família”), que também
assina o roteiro juntamente com Kyle Marvin – os dois também atuam no filme. Aqui
no Brasil, há muito tempo que costumamos dizer que o filme ruim é um “abacaxi”.
Nos Estados Unidos mudaram a fruta e criaram, em 1981, o “Framboesa de Ouro”, prêmio
que elege anualmente os piores filmes, atuações e produções de Hollywood. Tudo
isso para chegar a este filme que merecia pelo menos ser indicado em 2025/26 para
tal vexatória premiação. Trata-se de uma comédia pastelão reunindo dois casais
em crise. No meio de uma viagem, Ashley (Adria Arjona) confessa ao marido, Carey (Marvin), estar tendo um caso e que quer se separar. Ele para o carro no
acostamento e sai correndo pelo mato aparentemente sem direção, mas algum tempo depois chega
à casa dos amigos Julie (Dakota Johnson) e Paul (Michael Angelo Covino), um
casal que confessa ser adepto do relacionamento aberto, onde cada um vai para a
cama com qualquer um/uma. A partir dessa situação começa uma confusão danada,
repleta de cenas de qualidade duvidosa, entre elas um constrangedor nu frontal
masculino. O humor é na base do pastelão, incapaz de provocar gargalhadas,
muito menos risadas e sorrisos amarelos. As situações envolvendo troca de casais, amantes à vontade
e diálogos sem graça nenhuma fazem de “Amores à Parte” um dos piores
lançamentos do ano. Louve-se, porém, é preciso admitir, a beleza das atrizes Dakota Johnson e
Adria Arjona, num contraste violento contra a feiura de seus respectivos pares. Resumindo, não passa de um puro besteirol de baixa qualidade.
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
“RAINHA DO CARVÃO” (“MISS
CARBÓN”), 2025, coprodução Argentina/Espanha, 1h34m, em cartaz na
Netflix, direção de Agustina Macri e roteiro assinado por Erika Halvorsen e
Mara Pescio. A história é baseada em fatos reais ocorridos na primeira década
deste século. O/a personagem principal é Carla Antonella Rodríguez, a primeira mulher transgênero a ser admitida como funcionária
numa empresa mineradora localizada no vilarejo de Río Turbio, na Patagônia
argentina, um frio danado. Rejeitada/o pelos pais, “Carlita” foi colocada/o
para fora de casa e vivia perambulando pelas ruas, dormindo em albergues e
casas de amigos. Ainda homem (?), ela conseguiu trabalhar como mecânico na
empresa mineradora Yacimientos Carboníferros Río Turbio (YCRT). Trabalhava no
interior da mina de carvão e pegava no pesado, mas não tinha o respeito dos
seus colegas de trabalho, que o tratavam como bichinha e viado. Ela costumava
dizer: “O carvão não discrimina, os homens sim”. Mas ele/ela não se importou. Nas
horas vagas de trabalho, Carlita frequentava um clube noturno que funcionava
também como prostíbulo recheado de travestis. Carlita se enturmou com o grupo e
logo decidiu se submeter a uma operação de mudança de sexo. Com isso, a
contragosto, foi transferida para o escritório, pois a empresa não admitia
mulheres na mina. Quando a identidade de gênero passou a ser reconhecida pelo
Estado argentino (Lei de Identidade de Gênero, de 2012), Carlita assumiu de vez
o nome de Carla Antonella Rodríguez e batalhou muito para voltar a trabalhar no
interior da mina, apoiada (quem diria?), pelos seus próprios antigos colegas
homens. Sem dúvida, uma história muito interessante de perseverança e coragem.
Carlita é interpretada de maneira magistral pela atriz e ativista trans Lux Pascal (irmã do ator latino do
momento em Hollywood, Pedro Pascal), que ganhou o prêmio de Melhor Atriz no
Festival de Cannes 2025. Completam o elenco Laura Grandinetti, Paco León,
Simone Mercado, Jorge Román e Romina Escobar. Outro destaque são os cenários
gelados da Patagônia, de um branco deslumbrante. Enfim, “Rainha do Carvão” é um
filme muito interessante que merece ser assistido.
domingo, 25 de janeiro de 2026
“O FALSÁRIO” (“IL FALSARIO”), 2025,
Itália, 1h50m, em cartaz na Netflix, direção de Stefano Lodovighi, seguindo
roteiro assinado por Sandro Petraglia e Lorenzo Bagnotori. A história é baseada
em fatos reais ocorridos na década de 70 e primeira metade dos anos 80 do século
passado e relatados no livro “Il Falsario Di Stato”, escrito pelos jornalistas
Massimo Veneziani e Nicola Biondo. O personagem central é o italiano Antonio “Toni”
Chiarelli (Pietro Castellitto), um artista plástico amador que sai de sua
cidade natal, Roscíolo Dei Marsi, para Roma, em 1970, com o objetivo de se
aperfeiçoar na sua arte e ganhar dinheiro. Ele logo começa a frequentar
galerias e, numa delas, conhece Donata (Giulia Michelini), que seria sua
empresária, amante e esposa. Toni demonstrou uma facilidade enorme em reproduzir
telas de grandes pintores e começou a ganhar dinheiro. Mas logo estaria envolvido
em trabalhos ilegais como falsificação de documentos para a Banda Della
Magliana, organização criminosa ligada à Máfia. Desde o início, a história tem
como pano de fundo a tumultuada situação política da Itália e os atentados do
grupo terrorista Brigadas Vermelhas, responsável pelo sequestro e assassinato
do ex-primeiro ministro Aldo Moro, em 1978. Completam o elenco Andrea
Arcangeli, Edoardo Pesce, Perluigi Gigante e Claudio Santamaria. O roteiro complica um pouco o entendimento de algumas situações. A história é incrível e poderia,
na minha opinião, ser melhor aproveitada. Faltou esmiuçar um pouco mais os
acontecimentos e identificar melhor alguns personagens que circulam em volta de
Toni. Um aspecto é preciso destacar: a primorosa recriação de época e os belos
cenários da capital italiana. Resumo da ópera, achei o filme bastante
interessante e movimentado, mas não me convenceu a fazer uma indicação
entusiasmada.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
“DINHEIRO SUSPEITO” (“THE RIP”), 2025,
Estados Unidos, 1h52m, em cartaz na Netflix, direção de Joe Carnahan (“Mate ou
Morra”, “Fogo Cruzado”), que também assina o roteiro com Michael McGrale. A
história realmente aconteceu, relatada por Chris Casiano, chefe do setor tático
de narcóticos da Polícia de Miami e amigo do diretor Carnahan. No dia 29 de
junho de 2016, policiais do setor tático da Polícia de Miami foram a uma casa
no bairro Miami Lakes verificar uma denúncia de que se tratava de um local utilizado
por um cartel de drogas e que havia pelo menos 300 mil dólares escondidos. Graças ao cão treinado para farejar dinheiro,
os policiais encontraram, atrás de uma parede, 24 galões repletos de dólares. Surpresa
geral: havia milhões de dólares. Pelo protocolo estabelecido para esse tipo de
operação, os policiais são obrigados a contar o dinheiro no próprio local da
apreensão. Aí começa o problema. Uns queriam roubar uma parte sem que os outros
soubessem. E, pior, poderiam aparecer os donos da grana, ou seja, os traficantes.
O suspense predomina a noite inteira, envolvendo também policiais do DEA (Departamento
Anti-Drogas) e o FBI. Perto do desfecho, uma surpreendente reviravolta, que desencadeou um grande tiroteio e perseguições. Embora baseada no relato do seu amigo policial, o diretor Carnahan afirmou que usou de criatividade para inventar situações e personagens. Estão
no elenco Matt Damon, Ben Afflek, Steven Yeun, Teyana Taylor, Catalina Sandino
Moreno, Sasha Calle, Scott Adkins, Kyle Chandler e Lina Esco. Trocando em
miúdos, “Dinheiro Suspeito” é um filme policial muito interessante e tem tudo
para agradar os fãs do gênero.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
“INTENÇÕES CRUÉIS” (“JANE”), 2022,
Estados Unidos, 1h23m, em cartaz na Prime Vídeo, estreia de Sabrina Jaglom na
direção de longas, seguindo roteiro assinado por Rishi Rajani. Trata-se de um
suspense psicológico destinado ao público juvenil, mas pode ser visto por
adultos sem comprometer os neurônios. Olivia Brooks (Madelaine Petsch) e
Isabelle (Chloe Bailey), estudantes do último ano do Ensino Médio, ainda
estavam digerindo a perda de Jane (Chloe Yu), uma amiga inseparável da dupla que
se suicidou naquele mesmo ano. Talvez essa perda e mais o estresse causado pela
proximidade do processo seletivo para a faculdade tenham abalado a estrutura
emocional de Olivia e Isabelle, que resolveram abrir a caixa de maldades para
prejudicar quem elas não gostavam ou tinham inveja. Dessa forma, conseguiram
destruir a carreira de uma professora, causar a expulsão de uma aluna nova e
intoxicar, por inveja, uma outra colega que fazia sucesso como atriz etc. Isso
tudo com a constante aparição fantasmagórica de Jane para Olivia, incentivando-a a praticar a próxima maldade. Como eu já esperava, um dia o feitiço acaba virando
contra a feiticeira, no caso, Olivia. Completam o elenco Nina Bloomgarden, Kerri
Medders, Melissa Leo, Amie Mackenzie, Victoria Foyt e Morse Bicknell. Resumo da
ópera: entre prós e contras, “Intenções Cruéis” ganha em alguns prós, mas
derrapa em alguns contras.
“GUERRA OCULTA (“BLACK SITE”),
2022,
Estados Unidos, 1h33m, em cartaz na Prime Vídeo, direção da australiana Sophia
Banks e roteiro assinado por Jinder Ho e John Collee. Suspense com muita ação,
valorizado pela presença da atriz Michelle Monaghan, ainda muito bonita e em
pleno vigor físico aos 49 anos (faz 50 no próximo dia 27 de março). Ela é a
figura central da história como Abigail “Abby” Trent, uma experiente analista
militar do Pentágono. Começa o filme mostrando um violento atentado terrorista
em Istambul (Turquia), que destrói um hospital e mata dezenas de pessoas, entre
as quais o marido médico e a filha de Abby. Ela fica arrasada e com sede de vingança.
Afinal, quem foi o responsável pelo terrível atentado? Para ajudar a
identificar alguns suspeitos, Abby consegue sua transferência de Washington
para uma base militar secreta no deserto da Jordânia, onde funciona uma prisão
para terroristas de alto risco. Um mês após Abby chegar à base como oficial-chefe,
um suspeito é identificado e preso, um tal de Hatchet (Jason Clarke, ótimo). Ele chega
à base e é colocado numa cela especial para ser interrogado. Imobilizado por
algemas no pescoço, pulsos e pernas, Hatchet dá uma de Houdini e se livra dos
acessórios, além de matar todos em volta. Leve, livre e solto, ele se torna um
pesadelo para o pessoal da base, que tenta capturá-lo a qualquer custo, o que
garante muita ação até o desfecho. Também estão no elenco Jai Courtney, Pallavi
Sharda, Fayssal Bazzi, Phoenix Raei, Lucy Barrett e Logan Huffman. Trocando em
miúdos, “Guerra Oculta” é um ótimo entretenimento.
sábado, 17 de janeiro de 2026
“SONHOS DE TREM” (“TRAIN DREAMS”),
2025,
Estados Unidos, 1h43m, em cartaz na Netflix, direção de Clint Bentley (“Sing
Sing”), que também assina o roteiro com Greg Kwedar. A história é baseada no
conto homônimo escrito pelo romancista Denis Johnson (1949-2017), finalista do
Prêmio Pulitzer de Ficção em 2012. Estamos no início do século XX no interior
dos Estados Unidos, época em que as ferrovias estavam se expandindo. A figura
central do filme é o lenhador Robert Grainier (Joel Edgerton), que trabalhava
duro derrubando árvores e ajudando a construir as ferrovias. Solteirão
convicto, ele acaba se apaixonando e casando com Gladys (a dentuça Felicity
Jones), com a qual teria uma filha. O trabalho, porém, o levava para longe da
família por longos períodos. Depois de uma tragédia, Robert entra em parafuso,
começa a delirar e fica depressivo. A partir desse episódio não
há muito a comentar, pois a história passa a se concentrar nas lembranças de
Robert e sua indefinição sobre o futuro. Narrado pelo ator Will Patton, o filme
se arrasta com poucos diálogos, cenas contemplativas da natureza,
principalmente árvores – a fotografia, do brasileiro Adolpho Veloso, é
excelente, cotada a disputar o Oscar 2026. Tudo lembra muito o estilo irritante,
intragável e insuportável do cineasta Terrence Malick. Quem já viu algum filme
de Malick sabe do que estou falando. Dá sono em bicho-preguiça. O elenco de “Sonhos
de Trem” conta ainda com Kerry Condon, William H. Macy, Alfred Hsing, Nathaniel
Arcand e John Deal. Alguns críticos profissionais afetados – os mesmos que
adoram Malick - elogiaram o filme, mas eu achei enfadonho, embora tenha gostado
muito do visual/fotografia e da atuação de Joel Edgerton e William H. Macy. Para concluir o comentário, sou obrigado a admitir
que o tempo de duração (1h43m) pareceu muitas horas a mais.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
“LIÇÕES DE LIBERDADE” (“THE
PENGUIN LESSONS”), 2024, coprodução Inglaterra/Espanha/Estados Unidos, em cartaz na Prime Vídeo, 1h51m, direção de Peter Gattaneo (“Ou Tudo ou
Nada”, "Unidas pela Esperança”), seguindo roteiro assinado por Jeff Pope. Sempre
valorizei os filmes baseados em histórias reais. Este, em especial, apresenta uma
história incrível que realmente merecia ser transformada em filme. É baseada no
livro “The Penguin Lessons”, escrito em 2016 pelo professor inglês Tom Michell.
Tudo começa em 1976, quando Michell (Steve Coogan) chega a Buenos Aires (Argentina)
para dar aulas de inglês no tradicional colégio interno St. George, só para meninos de famílias ricas. Um golpe
militar havia sido dado poucos dias antes e Tom logo percebeu que o clima não estava
muito confortável. Só se via soldados armados andando pelas ruas com cara de
poucos amigos. Vou tentar resumir a história. Num período em que as aulas foram
suspensas, o professor viaja até Punta Del Este, no Uruguai, conhece uma moça e
vai passear na praia. Aqui, encontra um pinguim preso a uma poça de óleo.
Depois de resgatar o bichinho e tirar todo o óleo, ele decide devolvê-lo ao
mar. Mas o pinguim volta para o seu salvador, que então decide levá-lo para a
Argentina. Resultado: ficam amigos. O bichinho recebe o nome de “Juan Salvador”
e logo vira atração na escola. Até o diretor Buckle (Jonathan Price) vira amigo do pinguim. Não é mesmo incrível essa história? O filme também
destaca os eventos que marcaram a Argentina naquela época de trevas. Uma das
faxineiras da escola é levada pelos militares em plena à luz do dia. O professor
presencia a prisão, mas não pode fazer nada. Pouco tempo depois o professor
inglês se vê em meio a uma manifestação das Mães de Maio, cujos filhos também foram
“sumidos” pelos militares. Enfim, entre momentos sensíveis e bem humorados “Lições
de Liberdade” também dá espaço ao drama vivido pelos argentinos. Outro destaque
é o artifício utilizado pelo diretor Peter Gattaneo para resolver o problema da
língua. Na maioria dos diálogos, os atores são dublados, no caso dos ingleses
falando espanhol e no caso dos argentinos falando inglês. Estranhei que esse
filme não tenha merecido muita divulgação, mesmo depois que estreou com elogios no Festival
Internacional de Cinema de Toronto 2024. Ainda bem que a Prime resolveu
resgatá-lo, assim como fez o professor com o pinguim.
domingo, 11 de janeiro de 2026
“O TANQUE DE GUERRA” (“DER
TIGER”), 2025, Alemanha, 1h58m, em cartaz na Prime Vídeo, direção
de Dennis Gansel, que também assina o roteiro com Colin Teevan. Pintou filme
sobre a Segunda Guerra Mundial eu já aperto o Play. Desde que iniciei minha vida de cinéfilo, há muito tempo, este é um tema que sempre me atraiu. “O Tanque de Guerra” é um
filme bem diferente dos que já vi. Mais psicológico do que na base de
explosões, tiros etc. No final do comentário explicarei um fato que, a
princípio, confesso que não percebi. Estamos no outono de 1943. A história se
concentra em cinco jovens soldados alemães a bordo de um tanque Tiger em missão
na frente oriental. Logo após a batalha
de Stalingrado eles tentam atravessar uma ponte, mas são surpreendidos pelo
fogo inimigo e pelas explosões que destruíram a ponte. Eles conseguem seguir
adiante e recebem uma ordem para cumprir uma difícil missão: resgatar um tal de
coronel Paul Von Hardenburg preso num bunker atrás das linhas inimigas. Os
soldados serão submetidos a testes que exigem muito sangue frio e coragem, como
desmontar minas e atravessar um rio por baixo d’água. As situações são
angustiantes e tão bem feitas que levam o espectador a quase sentir o mesmo
medo dos soldados, que enfrentam tudo na base da anfetamina – prática comum historicamente
comprovada, pelos soldados alemães durante o conflito. No desfecho, quando o
capitão Philip (David Schütter), líder dos soldados no tanque, encontra o coronel
Paul Von Hardernburg (Tilman Strauss), a gente percebe que o filme tem algo a
dizer que não se refere propriamente ao que você viu antes. Eu demorei para entender que aqueles
soldados alemães estavam, na verdade, pagando seus pecados num outro plano – o purgatório? –
depois de tantos assassinatos praticados contra civis em Stalingrado. A Prime
Vídeo começou 2026 nos proporcionando um excelente filme de guerra.
sábado, 10 de janeiro de 2026
“ALVO DA MÁFIA” (“BANG”), 2025,
coprodução Tailândia/Estados Unidos, 1h28m, em cartaz na Netflix, direção do
cineasta tailandês Wich Kaosayananda (“Uma Noite em Bangkok”), seguindo roteiro
assinado por Peter M. Lenkov e Ken Solarz. Tal qual foi minha surpresa ao
surgir na telinha o ator Peter Weller, de “Robocop – O Policial do Futuro”,
grande sucesso de 1987. Quem se lembra? Weller andava meio sumido e agora, aos
78 anos, vive o personagem de um chefão mafioso. “Alvo da Máfia”, todo
ambientado em Bangkok, capital tailandesa, é centrado em William Bang (Jack
Kesy, da série “Task”), um assassino profissional contratado full time pela
gangue chefiada pelo poderoso Morgan Cutter (Weller). Órgão desde criança, Bang
foi praticamente criado por Morgan, que o treinou para ser um assassino de aluguel
dos mais eficientes. Pelos menos até sofrer um atentado, quando levou 7 tiros.
É claro que ele sobreviveu, mas somente à custa de um transplante de coração.
Depois de curado, Bang voltou à ativa, mas com um comportamento bem diferente.
Será por causa do novo coração? Essa mudança fará com que ele se transforme no
inimigo mortal de seu mentor. E dá-lhe tiros, pancadarias, explosões etc. Trocando
em miúdos, apesar da história um tanto fantasiosa, “Alvo da Máfia” funciona
como um bom filme de ação.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
“UM DIREITO MEU” (“HAQ”), 2025,
Índia, 2h14m, em cartaz na Netflix, direção de Suparn Verma, seguindo roteiro
assinado por Reshu Nath. A história é baseada em fatos reais e traz à tona um processo
judiciário que mobilizou a opinião pública da Índia. Em 1967, Shazia Bano (Yama
Gautam, a atriz do momento em Bollywood) casa com o advogado Abbas Khan (Emraan
Hashmi). A relação acaba em 1975, quando Abbas volta de uma viagem supostamente
a trabalho e casado com a jovem Saira (Vartika Singh, modelo e ex-miss Índia).
Claro que Shazia não aceita a situação e foge de casa com os três filhos. O
marido alega abandono de lar e deixa de pagar a pensão. O caso vai parar nos
tribunais de Nova Deli e o processo dura anos, passando por várias instâncias
até chegar, em 1985, à Suprema Corte. Todo esse tempo é dedicado a discutir
muitas questões interessantes, pois as famílias de Abbas e de Shazia são
muçulmanas e que, por isso, estavam sujeitas ao Sharia, a lei divina islâmica. As
discussões nos tribunais são bastante elucidativas quanto as questões que
envolvem o caso, num país predominantemente machista, onde as mulheres têm
poucos direitos. Outro fato interessante diz respeito a uma audiência num
tribunal islâmico, à parte da justiça comum indiana. Enfim, um filme que nos
proporciona conhecer as complexidades de uma sociedade que mistura religião e tradição
para exercer justiça. Não deixe de ver.





















