“O PREÇO DE UM CORPO” (“SZELÍD”
ou “GENTLE”), 2022, Hungria, 1h33m, em cartaz na Prime Vídeo,
roteiro e direção de László Csuja e Anna Nemes. O fisiculturismo nunca foi
minha praia. Nunca fui adepto da modalidade e jamais assisti a alguma
competição. É claro que tem gosto pra tudo. Este drama húngaro chegou meio
tímido ao streaming, mas é um filme muito interessante. A figura central
da história é a fisiculturista Edina (Eszter Csonka), treinada pelo seu marido
Ádám (György Turós), um ex-campeão mundial. O filme acompanha o cotidiano de
muito sacrifício de Edina, seu treinamento exaustivo, injeções, suplementos,
remédios e uma dieta de faquir, contrariando o que o corpo de um atleta exige. Mas
o campeonato mundial está chegando e ela representará seu país. Portanto,
qualquer sacrifício valerá a pena, se a saúde não for afetada. O custo financeiro dessa parafernália é alto e o casal tem
que se desdobrar em esforços para bancar as despesas. Escondida do marido, Edina
chega a se prostituir através de um site de encontros. O filme é muito triste,
realista demais, mas muito interessante. Um dos fatores que mais me tocou foi o
fato de que a atriz e fisiculturista também na vida real Eszter Csonka é muito feia, masculinizada
demais e com o corpo todo desfigurado. Mesmo com tudo isso, consegue
sensibilizar o espectador pela sua coragem de se expor. Aviso aos navegantes: não é um filme muito fácil de
digerir.





















