sábado, 7 de março de 2026

 

“FABIAN UND DIE MÖRDERISCHE HOSCHZEIT” (a Prime Vídeo lançou por aqui este filme alemão com o título original; pesquisei e achei um site que traduziu para o português como “FABIAN E O CASAMENTO ASSASSINO”, muito mais adequado), 2026, Alemanha, 1h40m, direção de Markus Sehr, seguindo roteiro assinado por Martin Eigler, Sönke Lars Neuwöhner, Sven Poser e Judy Horney. Trata-se de uma comédia repleta de mistério, cuja história lembra muito os romances policiais da escritora inglesa Agatha Christie. Tudo começa quando o vigarista Fabian Kurtz (o comediante alemão Bastian Pastewka) está fugindo depois de tentar dar um golpe num empresário. Identificando-se como fotógrafo, ele entra num ônibus que levará várias pessoas a uma festa de casamento fora da cidade. O local do destino é uma mansão de luxo de propriedade de uma ricaça, tia da noiva. Kurtz acaba descobrindo que a dona da casa possui uma pequena e valiosa escultura representando a Vênus de Wildenfeld, de 40 mil anos. Claro que os olhos de Kurtz se transformam em dois cifrões, e lá vai ele atrás da escultura, que ninguém sabe onde está. Só que ele não contava que alguém seria assassinado. O espertalhão imediatamente diz que é, na verdade, um detetive e que vai investigar o caso. Claro que seu principal objetivo é localizar a valiosa escultura. A confusão está formada. Todos são suspeitos e cabe ao espectador tentar descobrir quem é o assassino. O filme não é nenhuma Brastemp, mas passa longe de uma geladeira de isopor. Elenco: Bastian Pastewka, Nicole Beutler, Magnus Krepper, Berinhard Schütz, Barbara Philipp, Taneshia Abt, Lena Dörrie, Ercan Durmaz, Daniel Rodic, Knud Riepen, Anton Dreger, Tamara Romera Ginés, Mira Partecke, Marta Kizyma, Georg Paluza e Rabea Lüthi. 

quinta-feira, 5 de março de 2026

“HIERARQUIA DO CRIME” (“HIERARCHY”), 2025, Estados Unidos, 1h39m, em cartaz na Netflix, direção de Russell K. Reed (mais conhecido como diretor de curtas; este é o seu primeiro longa-metragem), seguindo roteiro assinado por Chiderah Uzowulu (também ator do filme). A história é centrada em dois homens criados num lar adotivo como irmãos, Stone (Uzowulu) e Reach (Xavier Alvarado). Eles cresceram e seguiram profissões diferentes: um é engenheiro e o outro contador. Ninguém imagina, porém, que há um lado obscuro na rotina da dupla. À noite, geralmente, eles cometem assaltos, tantos que ambos estão há tempos no radar da polícia – a cidade fica no Texas, mas não há menção do seu nome. Quando outro “irmão” criado no mesmo lar adotivo sai da cadeia, depois de oito anos preso e procura Stone e Reach pedindo ajuda para conseguir um emprego, essa ajuda é negada. Então ele parte para a vingança, se associando a mafiosos russos. Só que, nesse meio tempo, Stone e Reach estão prestes a realizar um assalto milionário.  Aí começa a grande confusão, pois eles terão que cometer o crime com a polícia e a gangue russa nos seus calcanhares. O filme é bastante movimentado, tem muita ação e não perde o ritmo até o desfecho. Ideal para uma sessão da tarde com pipoca. Finalizo o comentário dizendo que, conforme a cena no desfecho dá a entender, deverá haver uma sequência. Elenco: Chiderah Uzowulu, Xavier Alvarado, Carol Hickey, Neila Cantu, Dilan Winters, Carlos Lerman, Ruben Javier Caballero, Jenny Frame e Andre Dante Mitchell.      

segunda-feira, 2 de março de 2026

 

A ACUSADA” (“ACCUSED”), 2026, Índia, 1h47m, em cartaz na Netflix (estreou no último dia 27/02), direção de Anubhuti Kashyap, seguindo roteiro assinado por Sima Agarwal e Yash Keswani. A história é ambientada em Londres e falada em hindi e inglês. A personagem central é a médica ginecologista Geetika Sen (Konkona Sen Sharma). Ela é muito competente e exigente com relação à sua equipe. Mas a sua fama é mesmo de uma excelente médica, apesar de autoritária e até arrogante. Por isso mesmo deve ser indicada para ocupar o cargo de diretora do hospital. Tudo caminha nesse sentido quando, de repente, o setor de RH começa a receber denúncias anônimas, por e-mail, acusando Geetika de assédio sexual contra pacientes. É aberto um inquérito interno e um investigador fica encarregado de interrogar todas as pessoas que convivem com Geetika no dia a dia do hospital. O fato de ser lésbica assumida, casada com outra médica, não ajuda em nada. Pelo contrário, só complica a situação, afetando até mesmo o seu casamento, além de prejudicar o processo de adoção de um bebê pelo casal. A tensão aumenta a cada dia que passa, pois é preciso identificar quem está enviando esses e-mails. Para piorar, uma médica residente demitida por Geetika resolve processá-la por abuso de poder. Embora levado num ritmo lento, o suspense prende a atenção do começo ao final, pois é difícil prever o que vai acontecer. Elenco: Konkona Sen Sharma, Pratibha Ranta, Barbara Blum, Matthew Campbell, Janak Chanchlani, Sheetal Dhakal, Orezimena Flo, Sukant Goel, Christopher W. Jones, Filip Karas e Monica Mahendru.      

domingo, 1 de março de 2026

“CORAÇÃO DE LUTADOR” (“THE SMASHING MACHINE”), 2025, Estados Unidos, 2h03m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção de Ben Safdie. O filme estreou em setembro do ano passado no Festival de Cinema de Veneza e as críticas foram mornas. Baseada em fatos reais, a história é centrada no norte-americano Mark Kerr (Dwayne Johnson), um dos maiores lutadores de MMA do mundo que chegou no auge da carreira nos anos 90 e 2000. O filme destaca o período entre 1999 e 2001, quando Mark já era uma lenda da UFC (Ultimate Fighting Champion Ship), organização mundial de Artes Marciais Simples. Além de mostrar Kerr nos ringues e octógonos em vários países, o filme aborda a vida particular de Mark, notadamente seu vício em analgésicos, as lesões acumuladas depois das lutas, a tumultuada relação com sua namorada Dawn Staples (Emily Blunt) e a surpreendente amizade entre Mark e seus principais adversários. O cineasta Ben Safdie teve a ideia de realizar o filme depois que assistiu ao documentário “The Smashing Machine”, de 2002. Para viver o personagem do lutador, Dwayne Johnson deixou crescer o cabelo (ou utilizou peruca) e recebeu algumas próteses, a mais evidente no nariz. O trabalho de maquiagem foi excelente, pois ficou difícil reconhecer Dwayne. Só começou a parecer ele mesmo quando o personagem raspou todo o cabelo – ou tirou a peruca. Alguns críticos profissionais enalteceram o desempenho de Dwayne e Emily Blunt, achando que ambos poderiam ser indicados ao Oscar 2026. Nenhum dos dois foi, mas acho que mereciam, principalmente a ótima Blunt. Aliás, o filme não recebeu nenhuma indicação. Com exceção das lutas, muito violentas, o que pode desagradar espectadores mais sensíveis, “Coração de Lutador” é um bom filme. Elenco: Dwayne Johnson, Emily Blunt, Oleksandr Usyk, Lindsey Gavin, Ryan Bader, Bas Rutten, Satoshi Ishi, James Moontasri, Yoko Hamamura, Stepen Quadros e Cyborg Abreu.