quinta-feira, 26 de março de 2026

 



 

“PEAKY BLINDERS – O HOMEM IMORTAL” (“PEAKY BLINDERS: THE IMMORTAL MAN”), 2026, em cartaz na Netflix, 1h52m, coprodução Inglaterra/EUA/França, direção de Tom Harper (“Agente Stone”, “Os Aeronautas”), seguindo roteiro assinado por Steven Knight. Trata-se de um complemento da série “Peaky Blinders: Sangue, Apostas e Navalhas”, iniciada em 2013 e concluída em 2022. Foi um grande sucesso, abordando a história da gangue criminosa liderada pela família Shelby, que entre os anos de 1919 até 1934 aterrorizou a Inglaterra a partir da cidade de Birmingham. No filme alvo deste comentário, a história é ambientada em 1940, logo após o início da Segunda Guerra Mundial. Quando a força aérea nazista bombardeia Birmingham, uma fábrica de armas é atingida, matando todos os seus funcionários. As armas que sobraram foram roubadas pela gangue chefiada por Duke Shelby (Barry Keoghan), filho do lendário Tommy Shelby (Cillian Murphy, vencedor do Oscar por “Oppenheimer”). Esse roubo, porém, fazia parte de um acordo com um agente nazista, que também incluía um plano para desestabilizar economicamente a Inglaterra. Sabendo disso e do assassinato de sua irmã Ada (Sophie Rundle), Tommy Shelby resolve abandonar o exílio e retorna a Birmingham para confrontar o filho sanguinário. Não vi a série, mas mesmo assim gostei muito do filme, que aliás alcançou a incrível aprovação de 93% dos críticos ouvidos pelo site Rotten Tomatoes. Realmente, o filme é ótimo, tudo funcionando muito bem: roteiro, direção, elenco, recriação de época, fotografia, cenografia. Simplesmente imperdível, mesmo que você não tenha visto a série. Elenco: Cillian Murphy, Barry Keoghan, Rebecca Ferguson, Sophie Rundle, Tim Roth, Stephen Graham, Jay Lycurgo, Packy Lee, Ian Peck, Ned Dennehy, Thomas Arnold, Kasper Hilton-Hille, Iain Fletcher e Ruby Ashbourne Serkis.   

domingo, 22 de março de 2026

“UMA MULHER SEM FILTRO”, 2025, Brasil, 1h32m, em cartaz na Netflix, direção de Arthur Fontes, seguindo roteiro adaptado por Tati Bernardi. O cinema brasileiro atual não é apenas de “O Agente Secreto” e “Ainda Estou Aqui”, os dois mais badalados dos últimos anos. Existem outros ótimos filmes, um deles este que comento agora. “Uma Mulher Sem Filtro” é uma comédia centrada na personagem Bia (Fabíula Nascimento), editora da revista feminina MINA+ (trata-se, na verdade, de um remake da comédia chilena “Sin Filtro”, de 2016). Na primeira parte da história, Bia é obrigada a enfrentar algumas situações que a levam a uma espécie de depressão, passiva e sem atitude. Ela é substituída na revista por uma jovem influencer, vai pedir conselho a uma amiga que a ignora, seu namorado artista plástico não colabora com as despesas da casa, uma vizinha que dá festas barulhentas que varam a madrugada. Estas são apenas algumas situações. Para tentar alguma coisa diferente que a ajude a enfrentar tudo isso, Bia recorre a uma mãe de santo chamada Xana. Depois da consulta, ela muda de comportamento, deixando a passividade e partindo para o enfrentamento. Aí ninguém segura ela. Bia não seria tão bem interpretada se fosse outra atriz. Fabíula Nascimento dá um show. Eu já conhecia o talento dessa ótima atriz quando a vi pela primeira vez no filme “Estômago”, de 2007 – só para acrescentar mais um detalhe, é Fabíula que comanda a apresentação dos prêmios Oscar pela TNT. Trocando em miúdos, “Uma Mulher Sem Filtro” é uma ótima comédia. Elenco: Fabíula Nascimento, Camila Queiroz, Emílio Dantas, Júlia Rabello, Priscila Marinho, Samuel de Assis, Luana Martal, Caito Mainier, Louise D’Tuani e Patricia Ramos.