“THELMA”, 2024,
Estados Unidos, 1h39m, em cartaz na Netflix, roteiro e direção de Josh
Margolin. Comédia bem leve indicada para toda a família, desta vez incluindo os
avós. Para escrever a história, o diretor Margolin se inspirou num fato que
envolveu sua própria avó, ainda viva aos 103 anos. Há uns anos ela sofreu uma
tentativa de golpe. Alguém telefonou fingindo-se de outra pessoa e tentou
arrancar dinheiro dela. Só ficou na tentativa, mas Margolin conseguiu criar uma
história, com muito humor, de uma idosa que caiu num golpe. Alguém ligou para Thelma
Post (June Squibb), uma idosa de 93 anos, fingindo ser seu neto que teria sido preso e pedindo 10 mil dólares para pagar a fiança. Quando chegou à conclusão de que era
um golpe, não havia mais o que fazer, a não ser ir atrás do golpista por
iniciativa própria, já que a polícia não lhe deu nenhuma esperança. Para ajudá-la,
recorreu à ajuda de Ben (Ricardo Roundtree), um antigo amigo também na faixa
dos 90 que mora numa casa de repouso. E lá foram os dois, a bordo de uma scooter
elétrica, atrás dos bandidos, uma aventura e tanto para dois velhos. A atriz
June Squibb, mesmo com as limitações da idade, dá um show de interpretação
neste que foi seu único filme como protagonista principal – June ficou
conhecida por atuar em papéis secundários em inúmeros filmes, entre os quais “Perfume
de Mulher”, “A Idade da Inocência”, “About Schmidt”, “Longe do Paraíso” e “Nebraska”.
Neste último, seu trabalho mereceu uma indicação ao Oscar 2014 de “Melhor Atriz
Coadjuvante”. Trocando em miúdos, “Thelma” é uma comédia leve e sensível. Elenco:
June Squibb, Fred Hechinger, Parker Posey, Clark Gregg, Ricardo Roundtree,
Hilda Bouluware, Carol Cetrone, Nicole Byer, Bunny Levine, Chase Kim, Sheila
Korsi, Coral Peña e Malcolm McDowell numa participação especial.
sexta-feira, 8 de maio de 2026
quinta-feira, 7 de maio de 2026
domingo, 3 de maio de 2026
“SOLDADO DE CHUMBO” (“TIN
SOLDIER”), 2025, Estados Unidos, 1h27m, em cartaz na Prime Vídeo, direção
de Brad Furman (“O Poder e a Lei”, “Conexão Escobar”), que também assina o
roteiro com Jess Fuerst e Pablo F. Fenjves. O resultado final deste filme de
ação não faz jus ao excelente elenco, encabeçado por Scott Eastwood, Jamie
Foxx, Robert De Niro e John Leguizamo. O tema da história, ou seu pano de
fundo, é a questão dos soldados que voltam dos campos de batalha com trauma de
guerra, também conhecido como TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático). No
filme, em vez de serem submetidos ao programa oficial do governo
norte-americano de atendimento psicológico, muitos soldados preferiram se
alistar numa espécie de seita comandada pelo ex-soldado Bokushi (Jamie Foxx), cujo
principal objetivo é fazer uma lavagem cerebral nos “fiéis” para depois
promover uma vingança contra o governo. Nash Cavanaugh (Scott Eastwood),
consegue escapar e depois retorna numa missão para acabar com a
seita e também resgatar sua namorada. Assim como a história em si, as cenas de
ação não convencem, são superficiais e, pior, filmadas no modo escuro. O bom
ator Jamie Foxx aparece com um visual patético, com aquele cabelão anos 70. Seu
personagem é histriônico, exagerado, inconveniente e desagradável. Foxx, desta vez, não
convenceu. Scott é filho de Clint Eastwood, uma reprodução fiel do jovem Clint,
os mesmos olhos, aquele mesmo olhar. É também bom ator. Robert De Niro aparece
pouco, mas já dá mostras de que deve logo partir para a aposentadoria das
telas. Enfim, a minha opinião, assim como da maioria dos cinéfilos e críticos
profissionais, é desfavorável a uma recomendação. Elenco: Scott
Eastwood, Jamie Foxx, Robert De Niro, John Leguizamo, Nora Arnezeder, Shamier
Anderson, Joey Bicicchi, Rita Ora, Nadia Falegka, Eire Farrell, Shana Leelee
Chasman, Alexa Feinstein e Igor Pecenjev.


