quinta-feira, 18 de junho de 2026
quarta-feira, 17 de junho de 2026
“SKINCARE” (a
Netflix manteve o título original), 2024, Estados Unidos, 1h37m, direção de
Austin Peters (sua estreia em um longa-metragem), que também assina o roteiro
com Sam Freilich e Deering Regan. Trata-se de um suspense psicológico com
pitadas de humor negro, baseado num caso real ocorrido em 2013 envolvendo a
esteticista Dawn DaLuise, que teve sucesso realizando tratamentos faciais em
celebridades de Hollywood. Ela foi acusada e presa por ter elaborado um plano
de assassinato por encomenda cuja vítima era seu concorrente. No filme, a personagem
principal é Hope Goldman (Elizabeth Banks), esteticista de grande sucesso em
Los Angeles, figura presente em programas de TV e redes sociais. Ela dominava o
mercado feminino até a chegada de Angel Vergara (o ator mexicano Luis Gerardo
Méndez), que abriu sua clínica estética bem em frente da clínica de Hope. Ao
mesmo tempo, começam a circular pelas redes sociais mensagens anônimas
insinuando que Hope é uma profissional do sexo, entre outros ataques à sua
honra. Com sangue nos dentes, ela decide enfrentar toda essa situação com a
ajuda de Jordan Weaver (Lewis Pullman), um pilantra que se diz coach e
mestre em artes marciais. A confusão está formada, incluindo várias
reviravoltas e um final, para mim, decepcionante, pois o roteiro não define de
forma clara quem fez isso ou aquilo. Nem a ótima atuação de Elizabeth Banks
salva o filme. Elenco: Elizabeth
Banks, Lewis Pullman, Luis Gerardo Méndez, Michelá Jaé Rodriguez, Natan
Fillion, Erik Palladino, Manuel Olazábal, John Billingsley, Jesse Saler,
Medalion Rahimi, Wendie Malick, James Logan, Georgia Leva e Lucy Barrett.
segunda-feira, 15 de junho de 2026
“HALLOW ROAD: CAMINHO SEM
VOLTA” (“HALLOW ROAD”), 2025, Inglaterra, 1h20m, em cartaz na
Prime Vídeo, direção de Babak Anvari (“Sob a Sombra”, “Passei por Aqui”),
seguindo roteiro assinado por William Gillies. O suspense começa de madrugada. Maddie
(Rosamund Pike) e Frank Finch (Matthew Rhys) recebem o telefonema da filha
Alice. Desesperada, a jovem de 17 anos diz que atropelou uma
mulher numa estrada isolada. Os pais saem em socorro da filha e durante o trajeto
– que deve durar cerca de uma hora - tentam ajudá-la a fazer o certo, primeiro
orientando-a a socorrer a vítima. Como Maddie é paramédica de ambulância, orienta
a filha a fazer os procedimentos da Reanimação Cardiopulmonar (RCP). No meio
desse atendimento chegam duas pessoas ao local do acidente. Maddie e Frank
ficam desesperados, pensando no que pode acontecer com a filha. Até o desfecho,
o filme segue mostrando apenas os pais no carro falando no celular, o que exige
muita paciência por parte do espectador. Ou seja, muita conversa, pouca ação e
diálogos que algumas vezes revelam conflitos familiares. Você fica esperando
alguma revelação no final, o que não acontece. Nem dois atores excelentes como
Matthew Rhys e Rosamund Pike conseguiram segurar esse suspense. Não dá para
recomendar.
“AS CORES DO MAL: PRETO” (“KOLORY
ZLA: CZERN”), 2026, Polônia, 1h52m, em cartaz na Netflix, roteiro
e direção de Adrian Panek. Trata-se do segundo filme adaptado da trilogia “Cores
do Mal”, da romancista Malgorzata Oliwia Sobczak. O primeiro foi “As Cores do
Mal: Vermelho”, de 2024 (comentado aqui no blog). São histórias de suspense
policial. Em “Cores do Mal: Preto”, o promotor Leopold Bilski (Jakub Gierszal), o mesmo do primeiro filme, é deslocado de Varsóvia para a pequena cidade de Kartuzy, na região da
Kashúbia, norte da Polônia, para investigar o assassinato de uma criança.
Durante as investigações, outra criança some misteriosamente, o que indica uma
nova investida do mesmo assassino. Tudo parece estar relacionado com um coral
da igreja local, que ao longo dos anos foi perdendo alguns de seus jovens
integrantes. Ou então com uma lenda famosa na região que dava conta da existência
de vampiros. De qualquer forma, o filme leva o espectador a esperar um desfecho
surpreendente, o que não é muito o caso. Na cena final, abrupta e sem sentido,
fica claro que haverá uma terceira versão. Fica a dúvida qual a cor será usada
no título. Elenco: Jakub Gierszal, Marianna Zydek, Beata Scibakówna,
Adam Bobik, Robert Gonera, Piotro Zurawski, Jan Salasinski e Julian Swiezewski.



