quinta-feira, 18 de junho de 2026

 

“A CAIXA AZUL” (“LA CAJA AZUL”), 2026, Argentina, 1h23m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Martín Hodara (“Neve Negra”, “O Sinal”), que também assina o roteiro com Cesar Sodero. Trata-se de um suspense psicológico repleto de reviravoltas, mas levado num ritmo muito lento. Acostumada a aplicar golpes junto com o namorado, Lara (Luisana Lopilato) vê uma oportunidade de ouro quando entra num aplicativo de encontros e começa a se comunicar com Pablo (Gustavo Bassani), herdeiro de uma fortuna e que vive isolado numa propriedade rural na Patagônia. Os dois começam a sair juntos e a gente acaba acreditando que está começando um romance. Pelo que acontece na telinha, você acha que Lara está se apaixonando por Pablo, e vice-versa. Ledo engano. Numa surpreendente reviravolta perto do desfecho, a história é virada de cabeça para baixo. Até que a história convence, mas o final é decepcionante. Na minha opinião, o roteiro poderia criar várias alternativas para incrementar a história, mas não foi o que aconteceu, deixando o filme num patamar muito longe da qualidade habitual do cinema argentino. Como curiosidade, destaco o fato de que a atriz argentina Luisana Lopilato é casada com o cantor canadense Michael Bublé desde 2011. Elenco: Luisana Lopilato, Gustavo Bassani, Fabian Novell, Pedro Merlo, Silvana Goldemberg, Jean Pierri Noher e Tini Goyogana.

quarta-feira, 17 de junho de 2026


“SKINCARE” (a Netflix manteve o título original), 2024, Estados Unidos, 1h37m, direção de Austin Peters (sua estreia em um longa-metragem), que também assina o roteiro com Sam Freilich e Deering Regan. Trata-se de um suspense psicológico com pitadas de humor negro, baseado num caso real ocorrido em 2013 envolvendo a esteticista Dawn DaLuise, que teve sucesso realizando tratamentos faciais em celebridades de Hollywood. Ela foi acusada e presa por ter elaborado um plano de assassinato por encomenda cuja vítima era seu concorrente. No filme, a personagem principal é Hope Goldman (Elizabeth Banks), esteticista de grande sucesso em Los Angeles, figura presente em programas de TV e redes sociais. Ela dominava o mercado feminino até a chegada de Angel Vergara (o ator mexicano Luis Gerardo Méndez), que abriu sua clínica estética bem em frente da clínica de Hope. Ao mesmo tempo, começam a circular pelas redes sociais mensagens anônimas insinuando que Hope é uma profissional do sexo, entre outros ataques à sua honra. Com sangue nos dentes, ela decide enfrentar toda essa situação com a ajuda de Jordan Weaver (Lewis Pullman), um pilantra que se diz coach e mestre em artes marciais. A confusão está formada, incluindo várias reviravoltas e um final, para mim, decepcionante, pois o roteiro não define de forma clara quem fez isso ou aquilo. Nem a ótima atuação de Elizabeth Banks salva o filme. Elenco:  Elizabeth Banks, Lewis Pullman, Luis Gerardo Méndez, Michelá Jaé Rodriguez, Natan Fillion, Erik Palladino, Manuel Olazábal, John Billingsley, Jesse Saler, Medalion Rahimi, Wendie Malick, James Logan, Georgia Leva e Lucy Barrett.     

segunda-feira, 15 de junho de 2026

“HALLOW ROAD: CAMINHO SEM VOLTA” (“HALLOW ROAD”), 2025, Inglaterra, 1h20m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Babak Anvari (“Sob a Sombra”, “Passei por Aqui”), seguindo roteiro assinado por William Gillies. O suspense começa de madrugada. Maddie (Rosamund Pike) e Frank Finch (Matthew Rhys) recebem o telefonema da filha Alice. Desesperada, a jovem de 17 anos diz que atropelou uma mulher numa estrada isolada. Os pais saem em socorro da filha e durante o trajeto – que deve durar cerca de uma hora - tentam ajudá-la a fazer o certo, primeiro orientando-a a socorrer a vítima. Como Maddie é paramédica de ambulância, orienta a filha a fazer os procedimentos da Reanimação Cardiopulmonar (RCP). No meio desse atendimento chegam duas pessoas ao local do acidente. Maddie e Frank ficam desesperados, pensando no que pode acontecer com a filha. Até o desfecho, o filme segue mostrando apenas os pais no carro falando no celular, o que exige muita paciência por parte do espectador. Ou seja, muita conversa, pouca ação e diálogos que algumas vezes revelam conflitos familiares. Você fica esperando alguma revelação no final, o que não acontece. Nem dois atores excelentes como Matthew Rhys e Rosamund Pike conseguiram segurar esse suspense. Não dá para recomendar.       

“AS CORES DO MAL: PRETO” (“KOLORY ZLA: CZERN”), 2026, Polônia, 1h52m, em cartaz na Netflix, roteiro e direção de Adrian Panek. Trata-se do segundo filme adaptado da trilogia “Cores do Mal”, da romancista Malgorzata Oliwia Sobczak. O primeiro foi “As Cores do Mal: Vermelho”, de 2024 (comentado aqui no blog). São histórias de suspense policial. Em “Cores do Mal: Preto”, o promotor Leopold Bilski (Jakub Gierszal), o mesmo do primeiro filme, é deslocado de Varsóvia para a pequena cidade de Kartuzy, na região da Kashúbia, norte da Polônia, para investigar o assassinato de uma criança. Durante as investigações, outra criança some misteriosamente, o que indica uma nova investida do mesmo assassino. Tudo parece estar relacionado com um coral da igreja local, que ao longo dos anos foi perdendo alguns de seus jovens integrantes. Ou então com uma lenda famosa na região que dava conta da existência de vampiros. De qualquer forma, o filme leva o espectador a esperar um desfecho surpreendente, o que não é muito o caso. Na cena final, abrupta e sem sentido, fica claro que haverá uma terceira versão. Fica a dúvida qual a cor será usada no título. Elenco: Jakub Gierszal, Marianna Zydek, Beata Scibakówna, Adam Bobik, Robert Gonera, Piotro Zurawski, Jan Salasinski e Julian Swiezewski.