“DE VOLTA A ROMA” (“ROM”), 2024,
coprodução Dinamarca, Itália e Suécia, 1h38m, em cartaz na Prime Vídeo, direção
de Niclas Bendixen, que também assina o roteiro com Kristian Halken e Christian
Torpe. Mais um filme simpático da Prime, indicado para o público mais adulto. Para comemorar os seus 40 anos de casamento, Gerda (Bodil Jørgensen) e
Kristoffer (Kristian Halken) viajam para uma segunda lua de mel em Roma. A
filha deles é que deu a viagem como presente. Para Gerda, trata-se de sua segunda
viagem à cidade italiana, onde esteve quando jovem para estudar artes plásticas.
O que seu marido não sabe é que ela teve um caso amoroso com o seu professor
Johannes (Rolf Lassgard). Já dá pra imaginar, ou ter certeza, que ela encontrará o antigo
amante. Não deu outra. Ao jantar com o marido numa cantina, Gerda dá de cara
com Johannes. Apresentações feitas, ele é convidado para sentar à mesa do
casal. Gerda, um tanto constrangida pela situação, vê os dois conversarem
animadamente. E dá-lhe altas doses de grappa, tantas que os três acabam no
apartamento de Johannes. É aqui que Kristoffer começa a desconfiar que houve alguma
coisa entre sua esposa e o antigo professor. Quando essa desconfiança é confirmada,
a viagem tem tudo para deixar de ser uma lua de mel e sim uma situação conflituosa.
Maior destaque do filme é, sem dúvida, o trabalho dos três veteranos atores que
interpretam o trio central da história. Os cenários de Roma também valem o
ingresso. Trocando em miúdos, é um filme adulto, de encontros e desencontros, mas
muito divertido. Elenco: Bodil Jørgensen, Kristian Halken, Rolf Lassgard,
Davide Iachini, Martino Duane, Massimo Gagnina, Luigi Vitagliano, Mattia
Sonnino, Ludovica Bove, Christian Ginepro e Aglaia Mora.
sábado, 6 de junho de 2026
sexta-feira, 5 de junho de 2026
“NORMA”, 2023,
coprodução Argentina/Uruguai, 1h33m, em cartaz na Netflix, direção de Santiago
Giralt, que também assina o roteiro com Mercedes Morán (a atriz principal).
Começa o filme e Norma (Mercedes Morán) chega das compras e pede ajuda a
Rosita, a empregada. Esta se recusa a ajudar, informando que está se demitindo.
“Mas você é da família, Rosita”. Rosita responde: “Mas nas festas eu não sento
na mesa com a família”, um dos melhores diálogos do filme. Sem sua ajudante, Norma assume os deveres domésticos. Como
nunca trabalhou na vida, ela entra na casa dos 60 tendo que se virar sozinha, o
que inclui cuidar da mãe gagá. Norma começa a ter insônia e, ao investigar um
remédio para resolver o problema, recebe a indicação de que fumar maconha é um
bom início. O marido, sempre ausente embora sempre presente, não desconfia de
nada. A filha, médica, também não dá a mínima para mãe. A irmã não fala com ela
há anos. E por aí vai a Via Crucis de Norma, até o dia em que conhece Judith
(Lorena Veja), uma terapeuta lésbica, que lhe renova o estoque de paciência e
abre o seu caminho para uma nova vida. Perto do desfecho, porém, ela descobre um tenebroso segredo do marido. Resumindo, “Norma” é um filme indicado
para espectadoras de meia idade, simpático e agradável. Elenco: Mercedes
Morán, Lorena Vega, Alejandro Awada, Mercedes Scápola, Marco Antonio Caponi,
Mirella Pascual, Elvira Onetto, Elizabeth Vernaci e Claudia Cantero.
quarta-feira, 3 de junho de 2026
“DEPARTAMENTO K: SEM LIMITES”
(“DEN GRAENSELØSE”), 2024, Dinamarca, 2h06m, em cartaz na Prime
Vídeo, direção de Ole Christian Madsen (“Prague”, “Flame & Citron”),
seguindo roteiro assinado por Jacob Weis. Este é o quinto filme da franquia de
livros “Departamento Q”, do escritor dinamarquês Jussi Adler-Olsen. Eu assisti apenas “Guardiões das Causas Perdidas”, de 2013, aliás muito bom. “Sem Limites”
também é um bom suspense policial envolvendo a equipe do Departamento Q, sediado em Copenhague e chefiado pelo detetive Carl Mørck (Ulrich Thomsen). A nova
missão é desvendar a misteriosa morte de uma jovem na Ilha de Bornholm. As investigações apontam vários suspeitos, entre eles um
professor de artes, da qual a vítima era aluna, e os líderes de uma seita
adoradora do sol cujo líder convoca suas seguidoras a fazer sexo. A detetive
Rose (Sofie Torp), da equipe de Mørck, infiltra-se na seita e é submetida a uma
lavagem cerebral, correndo perigo de vida se descobrirem que ela é policial. A
história também evoca o passado do detetive Mørck, surpreendido pela revelação
de que um jovem que acaba de morrer de overdose é seu filho e, para piorar,
também adepto da seita maluca. Enfim, o filme é bastante movimentado, repleto
de reviravoltas e muito suspense. Eu gostei e recomendo. Elenco: Ulrich
Thomsen, Afshin Firouzi, Sofie Torp, Hedda Stiernstedt, Joachim Fjelstrup,
Rasmus Bjerg, Peter Mygind, Marie Hammer Boda, Søren Malling, Helle Fagralid, Mette
Lysdahyl e Josefine Tvermoes.
segunda-feira, 1 de junho de 2026
“BUGONIA”, 2025,
coprodução Inglaterra, Estados Unidos, Irlanda e Coreia do Sul, 1h58m, em
cartaz na Prime Vídeo, direção de Yorgos Lanthimos, seguindo roteiro assinado
por Will Tracy. Quem conhece o cineasta grego sabe que seus filmes não são
convencionais e, portanto, menos comerciais. Cito alguns deles: “Pobres Criaturas”, “Tipos
de Gentileza” e “A Lagosta”. No caso de “Bugonia”, trata-se, na verdade, de uma
adaptação livre do filme sul-coreano “Save The Green Planet!” (título original: "Jigureul Jikygora!"), de 2003. O que
predomina em “Bugonia” é o bizarro, o humor negro, o nonsense das
situações e dos diálogos. Bem, vamos à história. Dois primos que se dedicam à
apicultura resolvem sequestrar a CEO de uma grande empresa fabricante de
produtos químicos, acreditando que ela é uma alienígena que pretende destruir
nosso planeta. No porão onde está presa, ela tenta convencer a dupla de que não
é uma alienígena. Aqui, os diálogos não têm o menor sentido, coisa de malucos
conversando. A coisa desanda de vez quando aparece um policial que na juventude
abusara sexualmente de um dos primos. E dá-lhe violência, sangue jorrando e um
desfecho com uma reviravolta surpreendente e fantasiosa. Apesar de tudo, “Bugonia”
recebeu quatro indicações ao Oscar 2026: Melhor Filme, Melhor Atriz (Emma Stone),
Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Trilha Sonora. Saiu de mãos abanando. Para encerrar, você deve ter ficado curioso(a)
em saber o significado de Bugonia. Pesquisei: a palavra é derivada do grego
antigo e traduzida como “nascimento do boi”; descreve um ritual que envolvia
sacrificar uma vaca para que abelhas surjam espontaneamente do seu corpo. Tudo tão
maluco quanto o próprio filme. Elenco: Emma Stone, Jesse Plemons, Aidan
Delbis, Stavros Halkias e Alicia Silverstone.



