sexta-feira, 10 de julho de 2026

 

“MÃE EM FÚRIA” (“RUSHED”), 2021, Estados Unidos, 1h41m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Vibeke Muasya (“Lost In Africa”), seguindo roteiro assinado por Siobhan Fallon Hogan, também atriz principal do filme. Ela interpreta Barbara O’Brien, uma mãe católica irlandesa bastante rigorosa com os filhos, principalmente no que se refere a preceitos religiosos e à educação. Barbara é uma mãe sempre presente – cuida da casa, prepara o café da manhã para o marido e leva os três filhos mais novos para a escola, enquanto Jimmy (Jay Jay Warren), o filho mais velho, está na faculdade. Ela faz questão de ligar para Jimmy todos os dias. Na faculdade, o jovem e mais alguns novos alunos são submetidos a um trote constrangedor, promovido pelos alunos mais velhos integrantes de uma fraternidade, instituição ridícula muito comum nas universidades norte-americanas. Num dos trotes, Jimmy é obrigado a tomar doses cavalares de álcool, além de ingerir uma droga colocada em sua bebida. Resultado: entra em coma irreversível, morrendo pouco depois. Revoltada, Barbara sai a campo para buscar o depoimento de outras mães que perderam o filho durante esses trotes. Ela viaja sozinha visitando cidades e estados. Chega até a confrontar um senador pedindo que faça uma lei para acabar com esse tipo de constrangimento a que são submetidos os novos alunos. Por enquanto, ela trabalha na questão do protesto cívico. Até o dia em que, assistindo a um vídeo onde aparece um veterano fazendo xixi na cabeça de Jimmy. Ela então vira uma fera, planejando – e executando - uma vingança digna de mãe contra o responsável por aquele constrangimento e, provavelmente, pela morte do seu filho. Para não dar spoiler sobre o que acontece depois, paro por aqui meu comentário. “Mãe em Fúria” é um bom drama, valorizado pelo desempenho fenomenal da atriz Siobhan Fallon Hogan que, confesso, não me lembro de tê-la visto em outros filmes. Elenco: Siobhan Fallon Hogan, Jay Jay Warren, Robert Patrick, Lily Rosenthal, Jack Weary, Peri Gilpin, Kevin Anderson, Fat Nick, Jared Sandler, Phil Villapiano e Jordan Lage.      

quinta-feira, 9 de julho de 2026

“PAIXÃO DE ESCRITÓRIO” (“OFFICE ROMANCE”), 2026, Estados Unidos, 1h59m, em cartaz na Netflix, direção do cineasta inglês Ol Parker (“Ingresso para o Paraíso”, “Mamma Mia”, “Imagine Eu e Você”), seguindo roteiro assinado por Brett Goldstein e Joe Kelly, este último criador da série “Ted Lasso”. Mais uma comédia romântica repleta de clichês, com a diferença de contar no elenco com a diva Jennifer Lopez, com muitas cenas para exaltar sua beleza aos 56 anos, comprovada na cena em que ela aparece de biquini numa praia. Realmente, ainda um corpaço. Ela é Jackie Cruz, a presidente (recuso-me a escrever CEO, mais um anglicismo que detesto) da fictícia Cruz Airlines, no filme uma das mais importantes empresas aéreas dos Estados Unidos, fundada por seu pai, Jack Cruz (Edward James Olmos). No dia a dia da empresa, Jackie é uma dirigente durona, todo mundo tem medo dela, menos sua assistente direta, Sydney (Betty Gilpin), responsável pelos momentos de maior humor. A empresa impõe uma política rígida com relação a namoros entre os funcionários. Mas é só chegar o advogado Daniel Blanchflower (Brett Goldstein) para quebrar a regra, e justamente envolvendo a presidente da empresa. Achei as situações amorosas muito forçadas, pois Goldstein não tem o mínimo atrativo para o papel de um galã. Ainda mais para conquistar um mulherão como Jennifer Lopez. Em todo caso, trata-se de um filme leve, que não ofende nossa inteligência, mas passa longe de uma recomendação entusiasmada. Elenco: Jennifer Lopez, Brett Goldstein, Betty Gilpin, Amy Sedaris, Tony Hale, Rick Hoffman, Jodie Wittaker, Mary Wiseman, Tony Plana, Roger Bart, Edward James Olmos, Lisa Gilroy, Will Sasso, Donald Elise Watkins, Alli Stooker e Mo Welch.                    

segunda-feira, 6 de julho de 2026

“GRAND FINALE” (“FÚLTT HÚS”), 2025, Islândia, 1h32m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção de Sigurjón Kjartansson (“Desajustados”). Pena que esta ótima comédia não tenha sido divulgada como deveria. Está meio escondida no catálogo da Prime. Pena, porque é uma comédia bem divertida, leve e simpática, contando ainda com o auxílio de uma trilha sonora de primeira. Vamos à história. A orquestra de câmara de Reykjavik (capital da Islândia), constituída por seis músicos e seus instrumentos de cordas, já não atrai público para os seus concertos. Precisava de alguma novidade interessante e urgente para trazer de volta o sucesso de outrora. Coincidentemente, o violoncelista Klemens (Hilmir Snaer Guonason), de fama internacional, resolve abandonar suas apresentações pelo mundo e voltar para sua terra natal. Ele é convidado a se juntar ao conjunto de câmara de Reykjavik. E aceita. Era a novidade que faltava para impulsionar a pequena orquestra e garantir os subsídios do governo. Nos primeiros ensaios, Klemens demonstra uma atitude inconveniente com as mulheres, assediando-as com a maior cara de pau. Não há o que fazer a respeito por enquanto, pois um grande concerto está marcado para dali a alguns dias. Será o tal Gran Finale do título. E, garanto, você vai morrer de rir com as situações ocorridas nos bastidores antes e durante a grande apresentação, que contará com as presenças do presidente da Islândia, da ministra da Cultura, do prefeito da capital e outras importantes autoridades. Não perca! Elenco: Hilmir Snaer Guonason, Ilmur Kristjánsfóttir, Jón Gnarr, Vivian Ólafsdóttir, Helga Braga Jónsdóttir, Guojón Davio Karlsson, Margrét Jónsdóttir, Halldor Gylfason, Hannes Oli Ágústsso e Unnur Osp Stefánsdóttir.                   

domingo, 5 de julho de 2026

 

“NUREMBERG”, 2025, coprodução Estados Unidos/Hungria (as filmagens ocorreram em Budapeste, capital húngara), 2h29m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção de James Vanderbilt (“Casamento Sangrento”, “Conspiração e Poder”). Para escrever o roteiro, Vanderbilt se baseou no livro “The Nazi and the Psychiatrist”, escrito por Jack El-Hai e lançado em 2013. Mais do que um excelente filme, trata-se de uma verdadeira aula de história. O foco principal é o julgamento de 22 oficiais nazistas acusados de crimes de guerra, principalmente a morte de judeus nos campos de concentração. O julgamento ocorreu logo depois do final da Segunda Guerra Mundial na cidade alemã de Nuremberg. O personagem central é o psiquiatra do exército norte-americano Douglas Kelley (Rami Malek, o ator dentuço que interpretou Freddie Mercury em “Bohemian Rhapsody”), convocado para avaliar a aptidão mental dos prisioneiros alemães, principalmente Herman Göring (Russell Crowe), braço direito de Hitler e seu sucessor natural no governo nazista. Além das cenas de tribunal – as imagens dos campos de concentração são chocantes -, o filme mostra os bastidores da organização do julgamento e o trabalho do psiquiatra tentando desvendar o que se passava na cabeça daqueles monstros assassinos, responsáveis pelo assassinato de 6 de milhões de judeus durante o conflito. “Nuremberg” é um filmaço. Elenco: Russell Crowe, Rami Malek, Michael Shannon, Leo Woodall, Colin Hanks, Lydia Peckham, Lotte Verbeek, John Slatter, Andreas Petschmann, Wrenn Schmidt, Tom Keune, Richard E. Grant, Dieter Riesle e Peter Jordan.