sábado, 1 de agosto de 2026

 

“CONSPIRADORES” (“LOS CREYENTES”), 2026, Espanha, 1h46m, em cartaz na Netflix, direção de Roger Gual, seguindo roteiro assinado por Carlos Monteiro Castiñeira e Darío Madrona. Trata-se de um suspense cuja história é centrada numa dúvida cruel: a mulher morreu num acidente ou foi assassinada? A vítima é a mãe de Ruth (Stéphanie Magnin), que há dois anos vive em Berlim, onde trabalha como bartender numa discoteca. Quando recebe a notícia, Ruth retorna à sua cidade natal na Espanha. Segundo seu pai Martín (José Coronado) e a polícia local,  a mãe bebeu demais e caiu no banheiro, bateu com a cabeça e morreu. Ruth não acredita em acidente. Pior, passa a desconfiar do própria pai, que mostra um comportamento estranho e agressivo, pois está consumido por teorias da conspiração, acusando a indústria farmacêutica de todos os males do mundo, inclusive utilizando crianças para pesquisas. Esse comportamento maluco é compartilhado por uma mulher, ex-policial, que Ruth acredita ser também amante do pai. E por aí vai a história, até que no desfecho trágico tudo será esclarecido. Apesar da presença sempre marcante do veterano ator José Coronado, o filme não me convenceu. Entre os prós e contras, fiquei com os contras. Elenco: José Coronado, Stéphanie Magnin, Fanny Gautier, Mabel Del Pozo, Celine Fortenbacher, Alberto Olmo, Israel Ruiz, Álvaro Gallego, María Prendes e Olaya López.         

quinta-feira, 30 de julho de 2026

 

“HAMNET: A VIDA ANTES DE HAMLET” (“HAMNET”), 2025, coprodução Inglaterra/Estados Unidos, 2h6m, em cartaz na Prime Vídeo, direção da cineasta chinesa Chloé Zhao (“Normadland”), que também assina o roteiro com Maggie O’Farrel, autora do livro cuja história é adaptada. O filme recebeu inúmeros prêmios e indicações ao Oscar 2026 em oito categorias (venceu a de Melhor Atriz, para Jessie Burckley). Tudo gira em torno da peça “Hamlet”, considerada a obra principal do poeta e dramaturgo inglês William Shakespeare (1564-1616). Como nasceu a ideia de conceber a peça?  O filme explica conduzindo o espectador à vida particular de Shakespeare na cidade de Strafford, onde nasceu e mais tarde casou com Agnes Hathaway, com a qual teve três filhos, Judith, a mais velha, e os gêmeos Judith e Hamnet. Tempos difíceis, trágicos. Para sustentar a família, William dava aulas de latim. Depois partiu para Londres tentar a carreira de dramaturgo. Aí veio a peste bubônica, que matou Hamnet aos 11 anos de idade. A situação degringolou para uma forte crise no casamento, Agnes se queixando que o marido nunca estava presente. O grand finale é a primeira apresentação da peça “Hamlet” em Londres, com a presença de Agnes. Emocionante. Segundo o material de divulgação, o roteiro obedece parcialmente os fatos históricos da vida de Shakespeare, com alguma concessão à ficção. De qualquer modo, trata-se de um filme de altíssima qualidade dramática e técnica. Elenco: Jessie Burckley, Paul Mescal, Joe Alwyn, Emily Watson, Jacobi Jupe, Olivia Lynes, David Wilmot, Freya Hannah-Mills, Dainton Andreson, Elliot Baxter, Bodhi Rae Breathnach, Jack Shalloo, Sam Woolf e Hera Gibson.        

segunda-feira, 27 de julho de 2026

“MISSÃO REFÚGIO” (“SHELTER”), 2026, coprodução Inglaterra/Estados Unidos, 1h47m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Ric Roman Waugh (“Invasão ao Serviço Secreto”, “Destruição Final: O Último Refúgio”), seguindo roteiro assinado por Ward Parry. Filme de ação com o brucutu Jason Statham, que interpreta Michael Mason, um ex-agente especial do serviço secreto inglês que vive escondido numa das Ilhas Hébridas, na Costa da Escócia. Ele saiu de cena depois de se negar a assassinar uma pessoa, entrando na lista negra do serviço secreto (M16). Ele deu um jeito de ser considerado morto e desaparecido. Isolado numa pequena ilha onde funcionava um farol, ele só recebia a visita de um antigo companheiro e sua sobrinha, Jessie (Bodhi E. Breathnach, que estreou como atriz no filme “Hamnet, a Vida Antes de Hamlet”), responsáveis por levar alimentos para Mason. Um dia, porém, a embarcação naufraga perto da ilha e Mason consegue salvar a menina, que passou a morar com ele. A situação começa a se complicar quando Mason e Jessie vão ao continente para comprar remédios e alimentos. Mason é filmado por uma câmera da farmácia e, feito o reconhecimento facial pelo serviço secreto, ele e a menina passam a correr risco de vida. Não resta alternativa senão fugir, o que rende muito suspense e inúmeras cenas de ação. O filme é bom, mas longe de apresentar motivos para uma recomendação entusiasmada. Elenco: Jason Statham, Bodhi R. Breathnach, Michael Shaeffer, Anna Crilly, Bill Nighy, Harriet Walter, Eugenia Caruso, Celine Buckens, Naomi Ackie, Bally Gill, Bronson Webb, Laurent Buson, Tomi May, Rodaid Findlay, Bryan Vigier, Daniel Mays e Ryan Fletcher.   

“KRAVEN, O CAÇADOR” (“KRAVEN THE HUNTER”), 2024, Estados Unidos, 2h7m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de J.C. Chandler (“O Ano Mais Violento”, “Operação Fronteira”), seguindo roteiro assinado por Richard Wenk, Arthur Marcum e Matthew Hollaway. Este é o sexto filme do Universo Homem-Aranha, da Sony Pictures. O personagem Kraven é um dos vilões das cinco histórias anteriores. “Kraven, o Caçador” mostra como nasceu o anti-herói, o fato de ter ficado órfão de mãe e ser criado, junto com o irmão mais novo, Dmitri, por um pai sádico e violento, Nicolai Kravinoff (Russell Crowe), poderoso chefe da máfia russa. Quando acompanhava o pai numa caçada na África, ele ainda era o jovem Sergei Kravinoff. Atacado por um leão, Sergei ficou gravemente ferido e foi cuidado por uma jovem feiticeira, que lhe curou com uma poção mágica. Além disso, uma gota de sangue caída do leão penetrou em um dos seus ferimentos. Com isso, Sergei se transformou num homem com instinto animal, agindo como tal. Ou seja, virou um predador e logo uma lenda, sendo chamado de “Kraven, O Caçador”. No filme, porém, ele deixou de lado a fama de vilão, transformando-se em defensor dos animais e caçador dos bandidos, incluindo o próprio pai. Há que se destacar as primorosas cenas de ação, uma delas em especial, numa perseguição nas ruas de Londres. Embora muita gente tenha criticado o filme, eu gostei. E recomendo. Elenco:  Aaron Taylor-Johnson, Fred Hechinger, Levi Miller, Ariana DeBose, Russell Crowe, Alessandro Nivola, Christopher Abbott, Diana Babnivova, Murat Seven, Yuri Kolokolnikov, Billy Barratt, Tom Reed, Guillaume deLaunay e Masha Vasyukova.