terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

 

“O PADEIRO” (“THE BAKER”), 2023, coprodução Estados Unidos/Canadá, 1h44m, em cartaz na Prime Vídeo, direção do cineasta canadense Jonathan Sobol, seguindo roteiro assinado por Paolo Mancini e Thomas Michael. O feião/grandalhão ator Ron Perlman (“Hellboy”) encarna o padeiro Pappi, um pacato dono de uma padaria. O passado, porém, o condena. Ele foi um assassino profissional a mando do crime. Esse passado acaba voltando quando ele fica sabendo que seu filho Peter (Joel David Moore) desapareceu misteriosamente, depois de deixar sua filha pequena Delphi (Emma Ho) aos cuidados do avô, que nem sabia da sua existência. Mesmo com a menina sempre ao seu lado, Pappi começa a investigar o sumiço de Peter por conta própria, já que a polícia não demonstrou interesse no caso. Pappi acaba descobrindo que seu filho foi assassinado e parte para a vingança. Muito sangue vai rolar embaixo dessa ponte, e Pappi vai eliminando um por um de uma poderosa gangue metida no tráfico de drogas. O grandalhão Ron Perlman, mesmo aos 73 anos (na época das filmagens), aguenta muita pancadaria, mas sabe machucar e matar como ninguém. Completam o elenco Elias Koteas, Harvey Keitel, Chelsea Flynn, Adam McKay, Varun Saranga, Caroline Reynaud, Samantha Banton, Adam Moryto, Vincent Bouillon e Amber Ashley Smith. “O Padeiro”, enfim, é um filme de ação ideal para assistir numa sessão da tarde com pipoca.   

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

 

“CUCKOO: O MEDO CHAMA” (“CUCKOO”), 2024, Alemanha, 1h42m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção de Tilman Singer. É um filme meio maluco, misto de terror trash, suspense, humor negro, sobrenatural etc., muita violência e sustos. Para o público que curte todas essas bobagens, trata-se de um prato cheio. Gretchen (Hunter Schafer) é uma garota de 16 anos que morava nos Estados Unidos com a mãe divorciada. Depois que esta morreu, Gretchen volta para a Alemanha para se integrar à família do pai biológico (Marton Csokas), a madrasta (Jessica Henwick) e a meia-irmã (Mila Lieu), uma menina muda e com sérios problemas de saúde. Como estava combinado, a família agora completada com Gretchen vai morar num misterioso resort nos Alpes alemães da Baviera – Hitler adorava a região e tinha uma casa de campo por lá. Que fique bem claro: o filme não tem nada a ver com o psicopata nazista. Tem a ver sim com o resort, comandado por um maluco que fazia experimentos bizarros. Gretchen se vê integrada a essas maluquices e começa a ser atormentada por visões escabrosas e sangrentas, além de ouvir ruídos fantasmagóricos, incluindo uma mulher de olhos vermelhos totalmente desequilibrada, com seu grito alucinante. E dá-lhe violência, sangue jorrando, todo mundo ensanguentado, enfim, um horror. O pior de tudo é se valer do passarinho cuco para explicar toda essa maldade. Na verdade, inexplicável, como o filme inteiro. Também estão no elenco Dan Stevans, Greta Fernandez, Astrid Bergès e Jan Bluthardt. Recomendável, repito, apenas para espectadores fanáticos pelo terror trash e histórias bizarras.  

domingo, 8 de fevereiro de 2026

“PULSAÇÃO” (“LATIDO”), 2024, México,1h33m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção de Katina Medina Mora e Sheerly Avni. De cara, fiquei invocado com o título original. Fui pesquisar e a tradução deu o verbo “Bater”. Outro aspecto que me chamou a atenção foi que nenhuma crítica que li apontou que a história é praticamente a mesma do filme espanhol “A Gestora” (“La Jefa”), de 2022. Ou seja, o roteiro foi copiado e a divulgação não diz que se trata de um remake. Em “Pulsação”, Leonor (Marina de Tavira) é uma mulher de 45 anos que nunca conseguiu engravidar. Agora divorciada, ela conhece a adolescente Emilia (Camila Calónico), de 16 anos, uma bailarina que se destaca entre as de sua academia. Emilia está grávida e Leonor a convence a lhe vender o bebê, com a promessa de lhe garantir uma bolsa de estudos de balé em algum outro país. Leonor leva a moça a morar com ela, mas a convivência aos poucos começa a ficar conflituosa. A maior diferença com relação à versão espanhola é o desfecho, totalmente modificado, mas ambos terminando em tragédia. Se nesta nova versão a menina é uma bailarina, em “A Gestora” a moça é uma estagiária de uma empresa de publicidade, cuja proprietária é interpretada pela ótima atriz Aitana Sánchez Gijón, a mãe obcecada em engravidar. Na versão mexicana, o papel é de Marina de Tavira, também ótima atriz, indicada ao Oscar de Atriz Coadjuvante do premiado “Roma”. Concluindo o meu comentário, achei “Pulsação” bem melhor do que o original.