sábado, 20 de dezembro de 2025

 

“12 HORAS PARA O FIM DO MUNDO” (“MIRA”), 2022, Rússia, 1h56m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Dmitriy Kiselev, seguindo roteiro assinado por Sergey Kaluzhanov, Ekaterina Mavromatis e Timofei Dekin. Como será o fim do mundo? Muitas respostas vêm à tona com relação à pergunta.  Muitos apostam que o mundo acabará com um tsunami gigante, ou terremotos, ou furacões etc. No caso deste filme russo de ficção científica, a Terra será (quase) extinta por uma chuva de meteoros incandescentes. Pelo menos é o que se presume pelo nível de destruição causado à cidade de Vladivostok, maior cidade portuária da Rússia, onde reside a adolescente Lera (Veronika Ustimova) com o irmão, mãe e o padrasto. O pai biológico é o engenheiro Arabov (Anatoliy Alexandrowits), que há anos trabalha numa estação orbital. Quando a tragédia começa, Arabova se comunica com a filha, orientando-a como escapar dos meteoros que estão destruindo a cidade. Só para esclarecer, o “Mira” do título original refere-se ao computador de bordo da estação orbital. Como se vê, o filme conta mais uma daquelas histórias apocalípticas estrambólicas, com muito suspense e boas cenas de ação, idealizadas com efeitos especiais da maior qualidade. O visual é espetacular, tanto no espaço quanto na Terra. Com exceção de alguns exageros, “12 Horas...” é um filme que prende a atenção do começo ao fim. Pena que chegou à Prime dublado em inglês, falha que, porém, não compromete o resultado final.     

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

 

“FUGA FATAL” (“SHE RIDES SHOTGUN”), 2025, Estados Unidos, 2h01m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Nick Rowland (“Magnatas do Crime”), seguindo roteiro assinado por Ben Collins e Luke Piotrowski. A história é adaptada do livro homônimo escrito por Jordan Harper. Durante o tempo em que ficou preso, Nate (Taron Egerton) fez parte de uma quadrilha de skinheads supremacistas brancos chamada “Aço”. Quando ganha a liberdade, Nate resolve sair da gangue e partir para uma vida nova. Só que a quadrilha resolve se vingar dele, matando sua ex-mulher e o parceiro. Nate consegue salvar e resgatar Polly (Ana Sophia Heger), sua filha de 11 anos e resolve fugir não só da gangue como da polícia, que o acusa do duplo assassinato e do sequestro da filha. Com carros que rouba com a maior facilidade, Nate pega a estrada com a filha para tentar chegar ao México. Só que no meio do caminho os obstáculos são muitos, incluindo um xerife corrupto ligado à gangue dos skinheads. No meio de toda essa confusão, Nate tenta se reaproximar da filha que não vê há anos. O filme tem boas cenas de ação, muitos tiros e pancadarias. O destaque maior, contudo, é a atuação do ator inglês Taron Egerton, conhecido por filmes como “Kingsman: The Secret Service” e “Rocketman”, no qual desempenhou o papel de Elton John, o que lhe valeu o “Globo de Ouro”. Trocando em miúdos,  “Fuga Fatal” é um bom entretenimento.

domingo, 14 de dezembro de 2025

“INVOCAÇÃO DO MAL 4 - O ÚLTIMO RITUAL” (“THE CONJURING: LAST RITES”), 2025, Estados Unidos, 2h15m, em cartaz na HBO Max, direção de Michael Chaves (“A Freira 2”, “Invocação do Mal 3”), e roteiro escrito por Ian Goldberg, Richard Naing e David Leslie Johnson-McGoldrick. É o tipo de filme para você ficar invocado. Brincadeiras à parte, o filme é de terror, com muitos sustos, espíritos maldosos e eventos sobrenaturais. Trata-se do quarto e último filme da franquia iniciada em 2013, todos com histórias reais que aconteceram nos Estados Unidos. Nelas, os principais personagens são Lorraine Warren (Vera Farmiga) e Ed Warren (Patrick Wilson), um casal de investigadores de fenômenos paranormais – os dois existiram mesmo, como aparecem em imagens nos créditos finais e que pode também ser comprovado no livro “Ed & Lorraine Warren: Vidas Eternas”, de Robert Curran, que deu origem à franquia. No caso desta quarta versão, Lorraine e Ed são convocados a ir à cidade de Union, na Pensilvânia, onde a casa de uma família com 8 pessoas está apresentando fenômenos sobrenaturais. O casal de investigadores chega à conclusão que o responsável é um espelho antigo, que atrai para a casa quatro entidades maléficas. Destaco a cena do casamento, perto do desfecho, onde aparecem nos bancos da igreja alguns atores que atuaram nos primeiros filmes, entre os quais Janet Hodgson, Carolyn Pedron, Mackenzie Foy e Lili Taylor. Aperte os braços da poltrona e se divirta. Ou então morra de medo.

 

“F1 – O FILME” (“F1 – THE MOVIE”), 2025, Estados Unidos, 2h3m, em cartaz na Apple TV, direção de Joseph Kosinski (“Top Gun: Maverick”, “Homens de Coragem”), seguindo roteiro assinado por Ehren Kruger. Filmes que têm como tema provas de automobilismo normalmente interessam apenas para o público masculino. A não ser que no elenco tenha Brad Bitt, o que certamente atrairá o público feminino. É o que acontece com “F1 – O Filme”. Sonny Hayes (Pitt) era uma jovem revelação nas pistas de Fórmula 1 nos anos 90, da equipe Lotus, quando foi obrigado a se afastar depois de um grave acidente. Ele continuou disputando algumas competições, mas jamais voltou à Fórmula 1. Quando ganhou as “24 Horas de Daytona”, nos Estados Unidos, tradicional competição para carros esportivos de endurance, Sonny chamou a atenção de um antigo amigo, Ruben Cervantes (Javier Bardem), proprietário da escuderia ApexGP, que disputa o campeonato de Fórmula 1. Cervantes convidou Sonny para ser o piloto número dois da equipe – o número 1 é o jovem Joshua Pearce (Damson Idris), que, faltando 9 corridas para o final do campeonato, ainda não havia marcado pontos. A chegada do experiente Sonny, 30 anos mais velho, mudaria o cenário, colocando a ApexGP em evidência. Apesar dos treinos, dos exercícios físicos e das reuniões de equipe para ajustar os carros e planejar as próximas corridas, o filme não deixaria de lado um romance no meio da história, envolvendo, claro, o galã Pitt com a inglesa Kerry Condon, que faz o papel de Kate McKenna, diretora técnica da equipe. O roteiro contempla tudo o que acontece nos bastidores de uma equipe de Fórmula 1, mas são as cenas de corrida, gravadas em Silverstone, Monza, Las Vegas e Abu Dhabi, que dão impulso à ação e não deixam o espectador piscar. Vários pilotos verdadeiros da Fórmula 1 atual marcam presença no filme, entre os quais o heptacampeão Lewis Hamilton (um dos produtores), Fernando Alonso, Max Verstappen e Oscar Piastri. “F1 – O Filme”, quando de seu lançamento nos cinemas dos Estados Unidos, em junho último, conquistou o 6º lugar de maior bilheteria. É um filme, sem dúvida, que garante um ótimo entretenimento.