sábado, 27 de dezembro de 2025

 

“ADEUS, JUNE” (“GOODBYE JUNE”), 2025, em cartaz na Netflix, 1h54m, coprodução Inglaterra/Estados Unidos, filme de estreia na direção de Kate Winslet, seguindo roteiro escrito pelo seu filho Joe Anders – o pai é o cineasta inglês Sam Mendes. Todo mundo conhece o talento de Kate Winslet como atriz. Sua estreia como diretora deixa antever também uma nova carreira de sucesso, pois o filme é muito bom. Trata-se de um drama familiar ambientado às vésperas do Natal. Ao ser internada às pressas depois de um desmaio, June (Helen Mirren) apresenta um quadro de saúde muito grave – ela sofre de um câncer já há alguns anos. Segundo os médicos, a perspectiva não é nada boa, questão de dias. Connor (Johnny Flynn), seu único filho homem, fica encarregado de avisar as três irmãs: Julia (Kate Winslet), Molly (Andrea Riseborough) e Helen (Toni Collette). Numa reunião de família, no quarto do hospital, fica decidido que June continuará internada. É praticamente neste cenário que transcorrerá toda a história, quando alguns ressentimentos e desentendimentos entre os irmãos serão administrados pela própria June, apesar de seu grave estado de saúde. Trocando em miúdos, “Adeus, June” é um filme muito sensível e comovente, com excelentes atuações. Imperdível!

“DUAS COVAS” (“DOS TUMBAS”), 2025, Espanha, minissérie da Netflix com três episódios, história criada por Augustin Martínez, direção de Kike Maíllo, seguindo roteiro assinado por Antonio Merecero e Jorge Díaz. O sumiço misterioso de duas adolescentes impactou a população da pequena cidade litorânea de Frigiliana. Uma delas, Marta (Zoe Arnao) seria encontrada morta dias depois afogada no mar. A outra jovem, Verónica (Nadia Vilaplana) continuou desaparecida. Dois anos depois, quando a investigação oficial foi encerrada sem nenhuma conclusão, Isabel (a ótima Kiti Mánver), avó de Verónica, e Rafael Salazar (Álvaro Morte), chefão do tráfico de drogas, unem-se para tentar descobrir o que a polícia não descobriu: os responsáveis pela morte de Marta e pelo sumiço de Verónica. Essa inusitada parceria, de uma avó ávida por notícias da neta favorita, e de um chefão mafioso desesperado para identificar quem matou sua filha, será responsável por muito sangue jorrando. Muitas reviravoltas acontecem até o desfecho, tornando a minissérie um entretenimento de primeira. Completam o elenco Kovik Keuchkerian, Carlos Scholz, Salva Reina, Nadia Vilaplana, Zoe Arnao e Magdalena Tejado. Não deixe de assistir.    

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

 


“VIVO OU MORTO: UM MISTÉRIO KNIVES OUT” (“WAKE UP DEAD
MAN: A KNIVES OUT MYSTERY”), 2025, Estados Unidos, 2h24m, em cartaz na Netflix, roteiro e direção de Rian Johnson. O ator inglês Daniel Craig (o último James Bond) volta a encarnar o detetive Benoit Blanc neste terceiro filme da franquia “Knives Out”, iniciada em 2019 com “Entre Facas e Segredos” – este e os outros dois filmes foram escritos e dirigidos por Rian Johnson. Para criar as histórias dessa trilogia, o roteirista e diretor confessou ter se inspirado nos livros de Agatha Christie, Edgar Allan Poe e John Dickson Carr. Em “Vivo ou Morto”, Benoit Blanc chega a uma pequena cidade na zona rural no estado de Nova York para investigar o misterioso assassinato do pároco local no meio de uma missa. Ajudado pelo padre assistente Jud Duplenticy (Josh O’Connor) e pela chefe de polícia Geraldine Scott (Mila Kunis), o intrépido detetive terá muitas dificuldades e vários suspeitos em vista. O roteiro contempla inúmeras reviravoltas, o que torna o filme dinâmico e bastante movimentado. Talvez seja verborrágico demais e muito longo, mas prende a atenção e diverte. Um dos maiores destaques é a qualidade do elenco. Além de Craig, Mila Kunis e Josh O’Connor, participam Glen Close, Jeremy Renner, Josh Brolin, Andrew Scott, Kerry Washington, Cailee Spaeny, Daryl McCormack, Thomas Haden Church, Jeffrey Wrigth e Annie Hamilton.   

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

 

“A LISTA DA VINGANÇA” (“THE BLACK BOOK”), 2023, Nigéria, 2h4m, em cartaz na Netflix, direção do cineasta Editi Effiong, que também assina o roteiro com Bunmi Ajakaiye. O pastor evangélico Paul Edima (Richard Mofe Damijo), um ex-militar que se converteu, sofre a perda de seu filho único, assassinado por militares depois de acusado, injustamente, de sequestrar e matar um professor e seu filho ainda bebê. Convicto da inocência do garoto, Paul Edima parte para a vingança, contando com a ajuda da jornalista investigativa Vic Kalu (Ade Laoye). O filme escancara a corrupção que domina o governo nigeriano, seus políticos, militares, a polícia e a mídia (parece um país que a gente conhece muito bem). Um general comanda uma milícia de soldados que partem para cima de Edima e da jornalista, com o objetivo de eliminá-los. Só que não contavam com a astúcia militar do veterano soldado. Até aí o filme caminha bem, mas perto do desfecho surge um exército de mulheres comandado por uma tal de “Big Daddy”, que ajudará Edima contra seus inimigos. Nesse ponto, achei que o filme perdeu sua credibilidade. Exército de mulheres? De qualquer forma, “A Lista da Vingança” alcançou o 3º lugar no ranking global da Netflix em 2023, com mais de 20 milhões de visualizações em todo o mundo. Um feito e tanto. Para terminar meu comentário, lembro que o cinema nigeriano, conhecido pelo apelido de “Nollywood”, é o segundo maior produtor de filmes do mundo, perdendo apenas para “Bollywood”, como é conhecido o cinema da Índia. Os Estados Unidos aparecem em terceiro lugar.