quarta-feira, 12 de agosto de 2015
terça-feira, 11 de agosto de 2015
“EM TERRA ESTRANHA” (Strangerland”), 2014, Austrália, é um drama de suspense, que
marca a estreia de Kim Farrant na direção de longas. A história é centrada na
família formada pelo casal Matt (Joseph Fiennes) e Catherine (Nicole Kidman) e
os filhos adolescentes Lily (Maddison Brown) e Tommy (Nicholas Hamilton). Eles
são recém-chegados à pequena cidade de Nathgari, no meio do deserto
australiano. A família vive quase que reclusa, sem muitos amigos e nenhuma vida
social. O enredo dá a entender que eles se mudaram por causa de um caso amoroso
que Lily teve com um professor na cidade grande. Lily, aliás, é a única a se
entrosar com o pessoal jovem da nova cidade, o que inclui transar com a maioria. Um dia, porém, depois de uma forte
tempestade de areia, Lily e Tommy fogem de casa e desaparecem no deserto. A
partir daí – e até o seu final -, o filme se concentra nas buscas dos jovens e
nos conflitos entre o casal Matt e Catherine, cada um acusando o outro de ser o
responsável pela fuga dos filhos. O filme é lento demais, chegando a ser
entediante, sensação reforçada pelo clima árido do deserto e pela fotografia
amarelada, quase esmaecida. Nicole Kidman não precisa provar mais que é linda e
ótima atriz, mas tem pisado feio na bola em suas últimas escolhas. segunda-feira, 10 de agosto de 2015
“AS MEDUSAS” (“Jellyfish”), 2007, direção de Etgar Keret, é uma produção israelense muito original. A história foi criada, assim como o roteiro, pela escritora
israelense Shira Geffen, esposa de Etgar. Não há uma história com começo, meio e fim, e sim histórias
envolvendo mulheres tendo como cenário a cidade litorânea de Tel-Aviv. O mar é o
único elo entre elas. Há boas pitadas de humor e um tanto de surrealismo. As principais personagens são todas mulheres: uma moça,
Keren (Noa Knoller), que acaba de se casar e que, durante a festa de casamento,
quebra a perna. A viagem de lua de mel para o Caribe é cancelada e o casal se
hospeda num hotel de Tel-Aviv defronte ao mar. Outra personagem é uma garçonete,
Batya (Sarah Adler), que trabalha num buffet
de festas e que um dia encontra uma menina perdida na praia e tenta ajudá-la a
encontrar os pais. Ainda tem uma filipina, Joy (Ma-Nenita de Latorre) em busca
de emprego como cuidadora de idosos para juntar dinheiro e comprar um navio à
vela para o filho. Outras personagens de destaque são uma fotógrafa
desempregada e uma poetisa em estado terminal de depressão. Embora não seja um
filme difícil ou hermético, não entendi a ligação entre as
mulheres – e a própria história – com o título do filme. Afinal, as medusas são
seres marinhos (a água-viva é um deles) ou, na mitologia grega, mulheres com
serpentes na cabeça. Não consegui associar as mulheres do filme com qualquer
tipo de medusa. De qualquer forma, como já escrevi no início, trata-se de um
filme bastante interessante e inovador, que vale a pena ser conferido. Uma vantagem a mais: não há qualquer referência à questão palestina ou aos inimigos árabes, como na grande maioria dos filmes produzidos no Oriente Médio. olHolan
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