“A CHAMADA” (“RETRIBUTION”), 2023,
Estados Unidos, 1h31m, em cartaz na Prime Vídeo, direção do cineasta húngaro
radicado nos EUA Nimród Antal ("Assalto ao Carro Blindado”, “Predadores”),
seguindo roteiro assinado por Christopher Salmanpour. Trata-se de mais um remake
do espanhol “El Desconocido”, de 2015. Outro foi o sul-coreano “Ligação
Explosiva”, de 2021. Com alguns pequenos ajustes, a história é exatamente a
mesma: um pai de família com os filhos dentro do carro e bombas embaixo dos
bancos. Se alguém levantar as bombas explodem. O alerta é dado por um psicopata
que, com voz distorcida, entra em contato pelo celular, fazendo exigências e
ameaçando ativar a explosão se não for atendido. No caso de “A Chamada”, o
maluco quer uma quantia absurda que deve ser transferida para sua conta. Os
momentos são de muita tensão, pois qualquer movimento em falso pode desencadear
uma tragédia. Matt Turner (Liam Neeson) é executivo de um grande banco de
investimentos e, aparentemente, tem culpa no cartório, assim como seu sócio Andrews
Muller (Matthew Modine). O motivo: desvio do dinheiro dos investidores. O psicopata sabe disso e vai aproveitar para tentar ganhar
uma fortuna. Turner, com seus filhos a bordo, Emily (Lilly Aspell) e Zach (Jack
Champion), vai passar um grande sufoco até o final. E o espectador também,
louco para saber como Turner sairá dessa enorme enrascada. A ação não para nunca.
Completam o elenco Embeth Davidtz, Emily Kusche e Noma Dumezweni.
sábado, 6 de setembro de 2025
quarta-feira, 3 de setembro de 2025
“CÚPULA DO CAOS” (“RUMOURS”), 2024,
coprodução Alemanha/Canadá, 1h58m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro de Evan
Johnson e direção de Guy Maddin e Galen Johnson. O filme é um verdadeiro
exemplar do nonsense – sem sentido, disparate, besteira ou algo sem coerência.
Enfim, um filme maluco. Concordo plenamente e, para amenizar um pouco esse contexto, acrescento que se trata de
uma sátira política, uma paródia, uma comédia de humor negro. Reunidos para mais
uma cúpula anual do G7 (Alemanha, Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, Itália,
França e Japão), desta vez na Alemanha, os representantes desses países prometem
discutir a crise global e elaborar um documento conjunto com propostas para
resolver os problemas mundiais. Depois de fotos para a imprensa, eles se isolam num bosque
para discutir os grandes problemas da humanidade. É aqui que surgem as
situações mais bizarras, verdadeiramente surreais. Não vou relatá-las para não
estragar as inúmeras surpresas que acontecem. O elenco é de primeira: Cate
Blanchett, Denis Menochet, Roy Dupuis, Charles Dance, Takehiro Hira, Nikki
Amuka-Bird, Rolando Ravello, Zlatko Buric e Alicia Vikander. Trocando em
miúdos, o filme não tem pé nem cabeça, tronco e membros, concebido para causar
polêmica e irritar o espectador. Por incrível que pareça, eu até dei algumas
risadas, mas a sensação foi a de que mentes insanas foram responsáveis pelo
filme.
terça-feira, 2 de setembro de 2025
“NÃO SE MEXA” (“DON’T MOVE”), 2024,
Estados Unidos, 1h32m, em cartaz na Netflix, direção de Adam Schindler e Brian
Netto, seguindo roteiro assinado por T. J. Cimfel e David White, produzido por
Sam Raimi, diretor de “Uma Noite Alucinante”. Fazia algum tempo que eu não via
um suspense tão bom, apesar de ser uma produção enxuta e claramente independente.
Praticamente o filme inteiro apenas dois personagens participam da trama,
vivendo situações angustiantes de muita tensão. Começa o filme e vemos uma
jovem mulher visitando o local onde seu filho morreu, num canto de floresta da
Califórnia. Um homem entra em cena e,
conversa vai conversa vem, acaba convencendo a moça a desistir de um ato trágico. O que
aparentemente possa parecer o início de uma amizade, pelo contrário, é o começo
de uma série de demonstrações da mais alta psicopatia. Isso mesmo, o sujeito é
um psicopata. Resumindo a história: o cara injeta uma substância paralisante que
fará efeito dali a 20 minutos, o que deixará a moça sem ação por um longo
período. Ela precisa fugir antes que comece os efeitos. O que ela vai sofrer
até o final do filme deixará o espectador grudado na poltrona, o que tem tudo a ver com o título. A vítima é a
atriz Kelsey Asbille, de “Terra Selvagem” e da série “Yellowstone”. O vilão é o
ator Finn Wittrock, de “Uma Garota de Muita Sorte”. Trocando em miúdos, “Não se
Mexa” é um suspense de primeira. Não perca. ,
domingo, 31 de agosto de 2025
“O BRUTALISTA” (“THE
BRUTALIST”), 2024, coprodução Estados
Unidos/Hungria/Inglaterra, 3h36m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Brady
Corbet (de “Vox Lux”, “Violência Gratuita” e da série “Entre Estranhos”), que
também assina o roteiro com Mona Fastvold. Vencedor de três estatuetas do
Oscar 2025, além dos principais prêmios no Festival de Veneza, no BAFTA (o
Oscar inglês), e no Globo de Ouro, o filme é uma verdadeira obra de arte cinematográfica, um épico deslumbrante. Tudo bem que não é um
filme para qualquer público. A história começa nos anos 40, quando o arquiteto visionário
húngaro judeu László Toth (Adrien Brody) consegue fugir de um campo de
concentração nazista e viaja para os Estados Unidos, onde o espera seu primo
Attila (Alessandro Nivola). Estabelecido na Pensilvânia, László logo cai nas
graças do rico industrial Harrison Van Buren (Guy Pearce), para quem passa a
trabalhar num grande projeto: um centro comunitário com biblioteca, teatro,
ginásio e uma capela. Enquanto isso, aguarda a chegada da esposa Erzsébet (Felicity
Jones) e a sobrinha Zsófia (Raffey Cassidy), ambas resgatadas de um campo de
concentração nazista. Ou seja, gente que sofreu muito durante o conflito
mundial e que não encontraria muita facilidade no Tio Sam.
Completam o excelente elenco Emma Laird, Joe Alwyn, Stacy Martin, Mark Rylance,
Isaach de Bankolé, Johathan Hyde e Salvatore Sansone. Das dez indicações que
recebeu ao Oscar 2025, o filme ganhou apenas três: Melhor Ator (Brody), Melhor
Trilha Sonora Original (Daniel Blumberg) e Melhor Fotografia (Lol Crawley).
Pouco para um grande filme, na minha opinião, o melhor de 2024. Perder para “Anora”
foi uma injustiça. Só para acrescentar uma informação, Brutalista refere-se ao
arquiteto que adota o Brutalismo, estilo arquitetônico que utiliza o concreto como
principal componente. Também importante destacar que o personagem fictício László
Toth foi inspirado na trajetória do arquiteto judeu Marcel Lajos Breue, adepto
do estilo nos anos 40. “O Brutalista” é imperdível para quem curte cinema de
altíssima qualidade.



