“JUNTOS” (“TOGETHER”), 2025,
coprodução Austrália/Estados Unidos, 1h42m, em cartaz na Prime Vídeo, estreia
no roteiro e direção de longas do australiano Michael Shanks. Trata-se de um
terror cuja história é centrada no casal de namorados Millie Wilson (Alison
Brie) e Tim Brassington (Dave Franco). Ela professora e ele pretendente a
estrela da música. De uma hora para outra eles resolvem sair da cidade grande e
morar numa casa isolada no interior. Mudança feita, ainda nos primeiros dias
eles resolvem fazer uma trilha para conhecer a região em volta. Acabam caindo
numa cratera e ali passam a noite. Ele bebe a água de uma fonte subterrânea. No dia seguinte, quando voltam para casa, Tim começa
a ter um comportamento muito esquisito. Será que foi por causa da água que bebeu? A partir de então, uma força estranha e
sobrenatural toma conta do casal, forçando-o a realizar um ritual que prevê a
união dos corpos. Ou seja, eles se encostam e grudam, fazem sexo e grudam. A
gosma corre solta e tudo se complica quando um vizinho esquisito surge na
história. Eu li uma entrevista do diretor Shanks, na qual ele afirma que “o filme é romântico e triste, mas também engraçado e
cruel”. Não vi nada disso. Em todo caso, “Juntos” é um prato cheio para quem
gosta de terror escatológico. Elenco: Alison Brie, Dave Franco (os dois são casados
na vida real), Michael Shanks, Demon Herriman, Mia Morrissey, Karl Richmond,
Jack Kenny, Aljin Abella, Francesca Walters, Melanie Beddie, Sarah Lang e Tom
Considine.
sexta-feira, 1 de maio de 2026
terça-feira, 28 de abril de 2026
“O ÚLTIMO GIGANTE” (“EL ÚLTIMO
GIGANTE”), 2026, Argentina, 1h42m, em cartaz na Netflix, roteiro e
direção de Marcos Carnevale. A assinatura “Carnevale” é um aval e tanto para garantir a qualidade de qualquer filme. O cineasta é responsável por alguns dos melhores filmes argentinos dos últimos anos (veja minhas dicas no final do comentário). “O Último Gigante” é um
drama familiar de muitas emoções e bastante sensível. Depois de abandonar a
mulher e o filho há 28 anos, Julián (o grande Oscar Martinez) sai de Buenos
Aires, onde constituiu outra família, e vai procurar a ex Letícia (Inés Estévez)
e o filho Bóris (Matias Mayer) em Porto Iguazú, cidade fronteiriça à nossa Foz
do Iguaçu. Bóris trabalha como guia turístico no Parque Nacional Iguazú. Por
que depois de tanto tempo Julián resolve se aproximar deles? Simples: ele tem
uma doença terminal e pouco tempo de vida. Ou seja, ele busca uma reconciliação
para talvez talvez ser perdoado pelos erros do passado. De início, Bóris não quer saber dele. Com Letícia
(Inés Estévez), a ex-esposa, porém, a receptividade é melhor, pois ela foi
muito apaixonada por Julián. Até perto do desfecho, pai e filho tentarão se
entender e é aí que acontecem as cenas de maior emoção, com diálogos de grande sensibilidade.
O desfecho, entretanto, reserva uma missão muito difícil para Bóris. “O Último
Gigante” é mais um grande filme argentino. Elenco: Oscar Martinez,
Matias Mayer, Inés Estévez, Luis Luque, Silvia Kutika, Johanna Francella,
Alexia Moyano, Javier de Nevares, Ludmila Miol, Gisele Vignatti, Franco Ramírez
e Fernando Vergara. Conforme prometi, indico alguns filmes importantes dirigidos
por Marcos Carnevale e que assisti e comentei neste blog: “Elsa & Fred”, “Goyo”,
“Inseparáveis”, “Coração de Leão – O Amor não tem Tamanho” e “Coração Delator”, todos ótimos.
segunda-feira, 27 de abril de 2026
“O JOGO DO PREDADOR” (“APEX"), 2026,
coprodução Austrália/Estados Unidos/Canadá/Islândia, 1h35m, em cartaz na
Netflix, direção do cineasta islandês Baltasar Kormákur (“Vidas à Deriva”, “Dose
Dupla”), seguindo roteiro assinado por Jeremy Robbins. Começa o filme e lá
estão eles pendurados numa montanha de pedra cheia de gelo na Noruega, tentando
chegar ao topo. São dois namorados, Sasha (Charlize Theron) e Tommy (Eric Bana),
viciados em adrenalina, sempre loucos por uma aventura suicida. Como diz o velho ditado, "Quem procura,
acha": Tommy cai lá de cima e por pouco não leva junto a namorada. O filme dá
um pulo de três anos e lá estamos acompanhando Sasha a enfrentar a natureza selvagem da
Austrália. Como Tommy era australiano (Eric Bana idem), o espectador logo pensa que a moça vai
jogar as cinzas do falecido em algum lugar. Mas não, como se verá no desfecho.
Para resumir a história, Sasha parte sozinha para um lugar remoto onde há corredeiras
e cachoeiras, nas quais pretende se divertir e arriscar a vida a bordo de um caiaque. Doce ilusão,
pois sua louca aventura terá a participação de um psicopata, cujo passatempo
principal é caçar e matar seres humanos. Repleto de suspense, o espectador
acompanhará todo o sofrimento de Sasha para escapar do algoz. Haja fôlego e
preparo físico. A atriz sul-africana Charlyze Teron dá conta do recado e, mesmo
com cara de dor o filme inteiro, continua linda. O vilão da história é interpretado
com muita eficiência pelo ator inglês Taron Egerton. Além de Charyze e Taron, outro
destaque são os belos cenários selvagens onde acontece toda a ação. “O Jogo do
Predador” é mais um bom lançamento da Netflix. Vale a pena! Elenco:
Charlize Theron, Taron Egerton, Eric Bana, Matt Whelan, Rob Carlton, Duncan
Fellows, Bessie Holland, Julia Ohannessian, Niam Hogan, Willow Seager, Zac
Garred e Caitlin Stasey.
domingo, 26 de abril de 2026
“MARTY SUPREME”, 2025,
Estados Unidos, 2h30m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Josh Safdie (“Joias
Brutas”), que também assina o roteiro com Ronald Bronstein. Segundo o material
de divulgação, trata-se de uma “comédia dramática esportiva”, na qual o diretor
adotou um estilo narrativo bastante ousado, ritmo acelerado, câmera nervosa. Em
sua grande parte, o roteiro foi adaptado de “The Money Player”, livro de
memórias de Marty Reisman (1930-2012) um “Zé Ninguém” que se tornou, nos anos
50, um grande jogador de tênis de mesa, conquistando 22 títulos importantes
entre 1946 e 2002. No filme ele é Marty Mauser (Timothée Chalamet), cuja vida
atribulada e repleta de aventuras, inclusive amorosas, é destacada, mais
do que suas vitórias no tênis de mesa. Mauser era aquele cara que dava nó em
pingo d’água para conseguir dinheiro. Seu maior sonho era disputar o título
mundial em Tóquio, no Japão, onde teria a oportunidade de conseguir uma
revanche contra seu principal algoz, o campeão mundial japonês Koto Endo. “Marty
Supreme” foi indicado ao Oscar 2026 em 9 categorias, incluindo Melhor Filme,
Melhor Ator e Melhor Roteiro. Saiu de mãos vazias. Em compensação, Timothée
Chalamet ganhou o Globo de Ouro como Melhor Ator. O filme também foi eleito um
dos melhores filmes de 2025 pelo National Board of Review e pelo American Film
Institute. Realmente, é cinema de alta qualidade. Recomendo. Elenco:
Timothée Chalamet, Gwyneth Paltrow, Koto Kawaguchi, Odessa A’Zion, Larry
Sloman, Kevin O’Leary, Tyler Okonma, Abel Ferrara (o polêmico cineasta norte-americano),
Ralph Colucci, Mariann Tepedino, Devorah Shubowitz, Luke Manley, George Gervin,
Fran Drescher, Sandra Bernhard e Emory Cohen.



