sábado, 27 de junho de 2026

“A DESCONHECIDA” (“LA DESCONOCIDA”), 2026, Espanha, 1h49m, em cartaz na Netflix, direção de Gabe Ibáñez (“Agente do Futuro”), seguindo roteiro assinado por Lara Sendim. A história é baseada no romance homônimo escrito por Rosa Montero e Olivier Truc e lançado em 2023.Trata-se de um suspense policial tendo como ponto de partida o encontro de uma mulher amordaçada e amarrada dentro de um contêiner no porto de Barcelona. Com o corpo cheio de hematomas, fruto talvez de tortura, a moça é levada a um hospital, onde é interrogada pela polícia. Ela não lembra de nada. A detetive Anna Ripoll (Candela Peña) é encarregada de investigar o caso. Tudo é muito misterioso, assim como a participação do detetive Quique Zarate (Pol López), alvo de investigação da corregedoria da polícia. Os dois estrarão unidos para resolver o caso, ao que tudo indica esteja relacionado com o tráfico de seres humanos. Aparentemente tem gente da própria polícia envolvida, o que colocará a dupla de policiais em risco de vida. Tudo tem a ver com uma tal de Lúcia (Kira Miró), irmã da desconhecida. O roteiro não facilita para o espectador, que se vê enredado numa trama muito complicada. Destaque negativo é a escolha da ótima atriz espanhola Candela Peña para protagonizar uma policial. Baixinha, desconjuntada e mal vestida, além de gordinha, ela não tem nada a ver com uma policial que inspire respeito. Aliás, os demais policiais vistos no filme não passam de figuras sem qualquer condição de impor respeito. Trocando em miúdos, trata-se de um suspense pouco convincente. Elenco: Candela Peña, Ana Rujas, Pol López, Manolo Solo, Kira Miró, Esther Noya, Pilar Nogales, Luka Peros, David Vert, Ren Hanami, Carlos Troya, Marc Soler e Yolanda Sey.       


sexta-feira, 26 de junho de 2026

A atriz sueca Josephine Bornebusch produziu, escreveu o roteiro, dirigiu e atuou no drama familiar “O QUE TIVER QUE SER” (“SLÄPP TAGET”), 2024, Suécia, 1h50m, em cartaz na Netflix. Ela já havia escrito e dirigido outros filmes, entre os quais “Bebê Rena” e “Welcome to Sweden”. Como atriz, trabalhou em muitos outros. É uma excelente atriz, uma das melhores do cinema sueco. Em “O Que Tiver que Ser” ela interpreta Stella, uma mulher de meia idade com dificuldades no casamento com a apático marido terapeuta Gustav (Pal Sverre Valheim Hagen), além de aguentar a rebeldia da filha adolescente e cuidar do filho hiperativo de 5 anos. Em seu consultório, Gustav aconselha casais em conflito, afirmando que a comunicação entre os dois é a base sólida para um casamento feliz.  O que ele não faz em casa com Stella. Quando ela reclama disso, ele simplesmente diz que fica falando e ouvindo os seus pacientes o dia inteiro e que em casa ele quer sossego e silêncio. Quando ele propõe divórcio, Stella pede um período de paz e sugere que toda família viaje para acompanhar a filha que disputará uma competição de Pole Dance. A viagem dará oportunidade para que o casal se entenda, mas pelo jeito não haverá conciliação, pelo menos no início da viagem. “O Que Tiver que Ser” é um drama intimista de muita qualidade, sensível e comovente. Não deixe de assistir. Elenco: Josephine Bornebusch, Pal Sverre Valherim Hagen, Sigrid Johson, Loca Zackow, Leon Mentori, Toni Daniel Sen, Niklas Falk, Mathias Lithner, Olle Jacobsson, Irma Jämhammar, Kannu Kiviaho, Lotta Karlsson, Lotten Roos e Olle Tikkakoski.   

terça-feira, 23 de junho de 2026

“O COLETIVO” (“THE COLLECTIVE”), 2023, Estados Unidos, 1h31m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Tom DeNucci (“O Golpe”, “Johnny & Clyde”), com roteiro assinado por Matthew Rogers e Jason Jones. Mais um filme que deve agradar quem curte filmes de ação, pois não economiza em pancadaria e tiros. Vou resumir a história. Agentes deixaram a CIA para criar uma agência clandestina chamada “Coletivo”. Fora do controle do governo, a agência tem maior liberdade de ação, atuando com agentes treinados para matar. No comando está o ex-agente Liam (Don Johnson, pai da atriz Dakota Johnson), um sujeito durão que não permite falhas dos seus comandados. A nova missão é prender um poderoso traficante de seres humanos, um tal de Miro (Paul Ben-Victor) – ele promove leilões para milionários comprarem mulheres bonitas e rapazes. Hugo (Tyrese Gibson) é o mais experiente agente do “Coletivo”, mas talvez o mais conhecido pela turma do crime. Por causa, disso Liam resolve escalar para a missão o novato Sam (Lucas Tillo), que passou fácil pelo rigoroso treinamento da agência. Muitos tiros e pancadarias depois, Sam consegue chegar ao leilão principal com o objetivo de não só eliminar o poderoso traficante e sua quadrilha,  mas também resgatar as pessoas que serão leiloadas e ainda um informante utilizado pela “Coletivo”. Como escrevi no início do comentário, o filme garante muita ação, mas não mais que isso. Elenco: Lucas Till, Don Johnson, Ruby Rose, Mercedes Moné, Paul Ben-Victor, Tyrese Gibson, Eric Lutes, Michael Zuccola, Brett Azar, Megan Danielle Gerald, John Fiore, Darryl Marsh, Julia Terranova e James Wilcox.  













“O MISTÉRIO DO VINHEDO” (“BRUT FORCE”), 2022, Estados Unidos, 1h33m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção de Eve Symington. A história é centrada na jornalista Sloane Sawyer (Lelia Symington, irmã mais nova da diretora), que depois de ser demitida do jornal onde trabalhava – deu um soco na cara do editor – volta para sua cidade natal, Santa Lúcia, Califórnia. Ao chegar, percebe que o clima está pesado, pois os trabalhadores do vinhedo de seu padrasto estão fugindo do assédio truculento de homens não identificados. A polícia não está nem aí. Sloane resolve investigar por conta própria e se envolve na maior confusão. Ela desconfia que os responsáveis pela situação são os donos de um outro vinhedo concorrente. Boa de briga, ela não rejeita pancadaria, mas encontra um tempinho para se envolver com um rapaz metido a galã. Tal qual não foi sua surpresa ao descobrir que o sujeito é filho da dona do vinhedo que quer destruir o concorrente. Trocando em miúdos, o filme é carregado nas costas pela atriz Lelia Symington, em seu primeiro papel como protagonista principal. Ela dá conta do recado e sua beleza também ajuda. De maneira geral, o filme não decepciona, mas não motiva uma recomendação entusiasmada. Elenco: Lelia Symington, Patricia Velasquez, Tyler Posey, Tate Hanyok, Vico Escorcia, Stelio Savante, Goya Robles, Chase Mullins, Sheila Korsi, Rick Kleber, Ulysses Montoya, Erik Odom, Vivi Thai, Julian Silva, Carrie Lynn Certa, Erik Reed e Mary Agnes Shearon.     

segunda-feira, 22 de junho de 2026

“O FRIO DA MORTE” (“DEAD OF WINTER”), 2025, Estados Unidos, 1h38m, em cartaz na Prime Vídeo, direção do cineasta irlandês Brian Kirk (“Crime sem Saída”), com roteiro assinado por Nicholas Jacobson-Larson e Dalton Leeb. Suspense que traz a veterana atriz inglesa Emma Thompson no papel de uma viúva que se vê envolvida numa série de situações de perigo. Com o objetivo de atender ao pedido do marido Karl, ela deve ir ao lago Hilda, norte de Minnesota, jogar as cinzas do falecido. Uma viagem e tanto no meio de uma forte nevasca. Barb (Thompson) acaba perdida e é obrigada a pedir numa cabana isolada na floresta, sendo recebida por um sujeito misterioso e mal-encarado. Mais tarde, ela descobriria que no porão da cabana havia uma adolescente sequestrada. Não vou contar o objetivo do sequestro, mas posso garantir que não é para pedir nenhum resgate. Envolvida com o caso, Barb terá pela frente uma psicopata assassina, papel de Judy Greer. Até o desfecho, Barb tentará salvar a jovem sequestrada e ainda enfrentar a psicopata, mesmo com a dificuldade física de uma mulher de quase 70 anos. É preciso muito boa vontade para achar que “O Frio da Morte” é um bom suspense. Emma Thompson, que já ganhou um Oscar como Melhor Atriz pelo seu desempenho em “Howard’s End”, de 1993, se esforça ao máximo fisicamente para encarar as cenas de ação. Aliás, pouco convincentes. De maneira geral, o filme não decepciona, mas fica longe de uma recomendação entusiasmada. Elenco: Emma Thompson, Judy Greer, Gaia Wise (filha de Emma na vida real), Marc Menchaca, Lauren Marsden, Lloyd Hutchinson, Dalton Leeb, Cuán Hosty-Blaney, Bryan O’Byrne e Paul Hamilton.     

domingo, 21 de junho de 2026



 

“O MAQUINISTA” (“ENTRE LA VIE ET LA MORT”), 2022, coprodução França/Espanha/Bélgica, 1h40m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção do cineasta chileno Giordano Gederlini. Não tem aquele velho ditado que diz que um bom time começa com um bom goleiro? No caso desse suspense, a coisa já começa mal com o título em português, completamente equivocado, pois o personagem principal aparece pilotando um trem no metrô de Bruxelas (Bélgica) apenas alguns segundos, no começo da história. Um rapaz se joga na frente de sua unidade parecendo um suicídio. Coincidência das coincidências, o jovem suicida é seu filho, que não via há anos, desde que deixou a Espanha. Ao investigar o caso, a polícia descobre que o suposto suicida tinha participado de um grande assalto. Leo Castaneda (o ator espanhol Antonio de la Torre) é o tal “maquinista” do metrô. Ele se propõe a ajudar a delegada Viriginie Rivage (Marine Vacth) a descobrir os responsáveis pelo assalto, mas quem começa a ser investigado é o próprio Leo, cujo passado na Espanha não é dos mais consagradores. O filme continua repleto de situações um tanto absurdas, como o fato de que o chefão da polícia de Bruxelas, comissário Keller Rivage (Olivier Gourmet), é pai da detetive. E não para por aí: as poucas cenas de ação – lutas principalmente – são no mínimo constrangedoras. Para concluir meu comentário, digo que entre mortos e feridos, o maior prejudicado é o espectador que, como eu, resolveu assistir a este fraquíssimo suspense. Elenco: Antonio de la Torre, Marine Vacth, Olivier Gourmet, Marnick Van Moe, Fabrice Adde, Tibo Vandenborre, Lila Jones, Alexandre Bouyer, Marie Papillon, Noé Englebert, Pablo Andres, Wim Willaert e Mathieu Mortelmans.