“A DESCONHECIDA” (“LA DESCONOCIDA”), 2026,
Espanha, 1h49m, em cartaz na Netflix, direção de Gabe Ibáñez (“Agente do Futuro”),
seguindo roteiro assinado por Lara Sendim. A história é baseada no romance
homônimo escrito por Rosa Montero e Olivier Truc e lançado em 2023.Trata-se de
um suspense policial tendo como ponto de partida o encontro de uma mulher amordaçada e amarrada dentro
de um contêiner no porto de Barcelona. Com o corpo cheio de hematomas, fruto
talvez de tortura, a moça é levada a um hospital, onde é interrogada pela
polícia. Ela não lembra de nada. A detetive Anna Ripoll (Candela Peña) é encarregada
de investigar o caso. Tudo é muito misterioso, assim como a participação do
detetive Quique Zarate (Pol López), alvo de investigação da corregedoria da polícia.
Os dois estrarão unidos para resolver o caso, ao que tudo indica esteja
relacionado com o tráfico de seres humanos. Aparentemente tem gente da própria polícia
envolvida, o que colocará a dupla de policiais em risco de vida. Tudo tem a ver
com uma tal de Lúcia (Kira Miró), irmã da desconhecida. O roteiro não facilita
para o espectador, que se vê enredado numa trama muito complicada. Destaque
negativo é a escolha da ótima atriz espanhola Candela Peña para protagonizar
uma policial. Baixinha, desconjuntada e mal vestida, além de gordinha, ela não
tem nada a ver com uma policial que inspire respeito. Aliás, os demais policiais vistos no filme não
passam de figuras sem qualquer condição de impor respeito. Trocando em miúdos,
trata-se de um suspense pouco convincente. Elenco: Candela Peña, Ana
Rujas, Pol López, Manolo Solo, Kira Miró, Esther Noya, Pilar Nogales, Luka
Peros, David Vert, Ren Hanami, Carlos Troya, Marc Soler e Yolanda Sey.
sábado, 27 de junho de 2026
sexta-feira, 26 de junho de 2026
A atriz sueca Josephine
Bornebusch produziu, escreveu o roteiro, dirigiu e atuou no drama familiar “O
QUE TIVER QUE SER” (“SLÄPP TAGET”), 2024, Suécia, 1h50m, em cartaz
na Netflix. Ela já havia escrito e dirigido outros filmes, entre os quais “Bebê
Rena” e “Welcome to Sweden”. Como atriz, trabalhou em muitos outros. É uma
excelente atriz, uma das melhores do cinema sueco. Em “O Que Tiver que Ser” ela
interpreta Stella, uma mulher de meia idade com dificuldades no casamento com a
apático marido terapeuta Gustav (Pal Sverre Valheim Hagen), além de aguentar a
rebeldia da filha adolescente e cuidar do filho hiperativo de 5 anos. Em seu
consultório, Gustav aconselha casais em conflito, afirmando que a comunicação
entre os dois é a base sólida para um casamento feliz. O que ele não faz em casa com Stella. Quando
ela reclama disso, ele simplesmente diz que fica falando e ouvindo os seus
pacientes o dia inteiro e que em casa ele quer sossego e silêncio. Quando ele propõe
divórcio, Stella pede um período de paz e sugere que toda família viaje para
acompanhar a filha que disputará uma competição de Pole Dance. A viagem
dará oportunidade para que o casal se entenda, mas pelo jeito não haverá conciliação,
pelo menos no início da viagem. “O Que Tiver que Ser” é um drama intimista de
muita qualidade, sensível e comovente. Não deixe de assistir. Elenco: Josephine
Bornebusch, Pal Sverre Valherim Hagen, Sigrid Johson, Loca Zackow, Leon
Mentori, Toni Daniel Sen, Niklas Falk, Mathias Lithner, Olle Jacobsson, Irma
Jämhammar, Kannu Kiviaho, Lotta Karlsson, Lotten Roos e Olle Tikkakoski.
terça-feira, 23 de junho de 2026
“O COLETIVO” (“THE COLLECTIVE”), 2023, Estados Unidos, 1h31m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Tom DeNucci (“O Golpe”, “Johnny & Clyde”), com roteiro assinado por Matthew Rogers e Jason Jones. Mais um filme que deve agradar quem curte filmes de ação, pois não economiza em pancadaria e tiros. Vou resumir a história. Agentes deixaram a CIA para criar uma agência clandestina chamada “Coletivo”. Fora do controle do governo, a agência tem maior liberdade de ação, atuando com agentes treinados para matar. No comando está o ex-agente Liam (Don Johnson, pai da atriz Dakota Johnson), um sujeito durão que não permite falhas dos seus comandados. A nova missão é prender um poderoso traficante de seres humanos, um tal de Miro (Paul Ben-Victor) – ele promove leilões para milionários comprarem mulheres bonitas e rapazes. Hugo (Tyrese Gibson) é o mais experiente agente do “Coletivo”, mas talvez o mais conhecido pela turma do crime. Por causa, disso Liam resolve escalar para a missão o novato Sam (Lucas Tillo), que passou fácil pelo rigoroso treinamento da agência. Muitos tiros e pancadarias depois, Sam consegue chegar ao leilão principal com o objetivo de não só eliminar o poderoso traficante e sua quadrilha, mas também resgatar as pessoas que serão leiloadas e ainda um informante utilizado pela “Coletivo”. Como escrevi no início do comentário, o filme garante muita ação, mas não mais que isso. Elenco: Lucas Till, Don Johnson, Ruby Rose, Mercedes Moné, Paul Ben-Victor, Tyrese Gibson, Eric Lutes, Michael Zuccola, Brett Azar, Megan Danielle Gerald, John Fiore, Darryl Marsh, Julia Terranova e James Wilcox.
“O MISTÉRIO DO VINHEDO” (“BRUT
FORCE”), 2022, Estados Unidos, 1h33m, em cartaz na Prime Vídeo,
roteiro e direção de Eve Symington. A história é centrada na jornalista Sloane
Sawyer (Lelia Symington, irmã mais nova da diretora), que depois de ser demitida
do jornal onde trabalhava – deu um soco na cara do editor – volta para sua
cidade natal, Santa Lúcia, Califórnia. Ao chegar, percebe que o clima está
pesado, pois os trabalhadores do vinhedo de seu padrasto estão fugindo do assédio truculento de homens não identificados. A polícia não está nem aí. Sloane resolve investigar por conta própria e se
envolve na maior confusão. Ela desconfia que os responsáveis pela situação são
os donos de um outro vinhedo concorrente. Boa de briga, ela não rejeita
pancadaria, mas encontra um tempinho para se envolver com um rapaz metido a
galã. Tal qual não foi sua surpresa ao descobrir que o sujeito é filho da dona
do vinhedo que quer destruir o concorrente. Trocando em miúdos, o filme é
carregado nas costas pela atriz Lelia Symington, em seu primeiro papel como
protagonista principal. Ela dá conta do recado e sua beleza também ajuda. De
maneira geral, o filme não decepciona, mas não motiva uma recomendação
entusiasmada. Elenco: Lelia Symington, Patricia Velasquez, Tyler Posey,
Tate Hanyok, Vico Escorcia, Stelio Savante, Goya Robles, Chase Mullins, Sheila
Korsi, Rick Kleber, Ulysses Montoya, Erik Odom, Vivi Thai, Julian Silva, Carrie
Lynn Certa, Erik Reed e Mary Agnes Shearon.
segunda-feira, 22 de junho de 2026
“O FRIO DA MORTE” (“DEAD OF
WINTER”), 2025, Estados Unidos, 1h38m, em cartaz na Prime Vídeo,
direção do cineasta irlandês Brian Kirk (“Crime sem Saída”), com roteiro assinado
por Nicholas Jacobson-Larson e Dalton Leeb. Suspense que traz a veterana atriz inglesa
Emma Thompson no papel de uma viúva que se vê envolvida numa série de situações
de perigo. Com o objetivo de atender ao pedido do marido Karl, ela deve ir ao lago
Hilda, norte de Minnesota, jogar as cinzas do falecido. Uma viagem e tanto no
meio de uma forte nevasca. Barb (Thompson) acaba perdida e é obrigada a pedir numa cabana isolada na floresta, sendo recebida por um sujeito misterioso
e mal-encarado. Mais tarde, ela descobriria que no porão da cabana havia uma
adolescente sequestrada. Não vou contar o objetivo do sequestro, mas posso
garantir que não é para pedir nenhum resgate. Envolvida com o caso, Barb terá
pela frente uma psicopata assassina, papel de Judy Greer. Até o desfecho, Barb tentará
salvar a jovem sequestrada e ainda enfrentar a psicopata, mesmo com a
dificuldade física de uma mulher de quase 70 anos. É preciso muito boa vontade
para achar que “O Frio da Morte” é um bom suspense. Emma Thompson, que já ganhou
um Oscar como Melhor Atriz pelo seu desempenho em “Howard’s End”, de 1993, se
esforça ao máximo fisicamente para encarar as cenas de ação. Aliás, pouco
convincentes. De maneira geral, o filme não decepciona, mas fica longe de uma
recomendação entusiasmada. Elenco: Emma Thompson, Judy Greer, Gaia Wise
(filha de Emma na vida real), Marc Menchaca, Lauren Marsden, Lloyd Hutchinson,
Dalton Leeb, Cuán Hosty-Blaney, Bryan O’Byrne e Paul Hamilton.
domingo, 21 de junho de 2026
“O MAQUINISTA” (“ENTRE LA VIE
ET LA MORT”), 2022, coprodução França/Espanha/Bélgica,
1h40m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção do cineasta chileno Giordano
Gederlini. Não tem aquele velho ditado que diz que um bom time começa com um
bom goleiro? No caso desse suspense, a coisa já começa mal com o título em
português, completamente equivocado, pois o personagem principal aparece
pilotando um trem no metrô de Bruxelas (Bélgica) apenas alguns segundos, no
começo da história. Um rapaz se joga na frente de sua unidade parecendo um suicídio.
Coincidência das coincidências, o jovem suicida é seu filho, que não via há
anos, desde que deixou a Espanha. Ao investigar o caso, a polícia descobre que
o suposto suicida tinha participado de um grande assalto. Leo Castaneda
(o ator espanhol Antonio de la Torre) é o tal “maquinista” do metrô. Ele se propõe a ajudar a delegada
Viriginie Rivage (Marine Vacth) a descobrir os responsáveis pelo assalto, mas
quem começa a ser investigado é o próprio Leo, cujo passado na Espanha não é
dos mais consagradores. O filme continua repleto de situações um tanto
absurdas, como o fato de que o chefão da polícia de Bruxelas, comissário Keller
Rivage (Olivier Gourmet), é pai da detetive. E não para por aí: as poucas
cenas de ação – lutas principalmente – são no mínimo constrangedoras. Para
concluir meu comentário, digo que entre mortos e feridos, o maior prejudicado é
o espectador que, como eu, resolveu assistir a este fraquíssimo suspense. Elenco:
Antonio de la Torre, Marine Vacth, Olivier Gourmet, Marnick Van Moe, Fabrice Adde,
Tibo Vandenborre, Lila Jones, Alexandre Bouyer, Marie Papillon, Noé Englebert,
Pablo Andres, Wim Willaert e Mathieu Mortelmans.





