sábado, 16 de maio de 2026


“TOUCH” (“SNERTING”), 2024, coprodução Islândia/Inglaterra, 2h01m, em cartaz na Netflix, direção de Baltasar Kormákur (“O Jogo do Predador”, “Vidas à Deriva”), que também assina o roteiro com a colaboração de Olaf Olafsson. A história foi adaptada do livro “Touch”, do romancista islandês Ólafur Jóhann Ólafsson. Sensível, emocionante e romântico, o filme é centrado em Kristófer (Egill Olafsson), um idoso aposentado que vive solitário na Islândia depois da morte da esposa. Quando recebe um diagnóstico desfavorável sobre sua saúde, ele resolve relembrar do seu primeiro grande amor na época (1969) em que estudava na London School of Economics, em Londres. Ativista político de esquerda, o jovem Kristófer (Pálmi Kormákur Baltasarsson, filho do diretor) desiste da universidade e vai trabalhar como lavador de pratos no restaurante japonês Nippon, onde conhece Miko (Mitsuki “Koki” Kimura, filha do dono. Os dois se apaixonam e, por um tempo, vivem uma grande paixão. Um dia, porém, ele vai trabalhar e encontra o restaurante fechado. Miko e a família resolveram voltar para o Japão. Cinquenta anos depois, o velho Kristófer vai para o Japão tentar encontrar Miko e, quem sabe, reviver seu grande amor. O rigoroso site Rotten Tomatoes ouviu inúmeros críticos sobre o filme. A soma das notas chegou a um resultado de 93% de aprovação. O site também deu sua opinião: “Traçando a passagem do tempo com leveza, o comovente drama do diretor Baltasar Karmákur é uma reflexão melancólica sobre a própria vida”. Garanto: o filme é ótimo, emocionante (foi o representante da Islândia na disputa do Oscar 2025 de Melhor Filme Internacional). Elenco:  Egill Olafsson, Pálmi Kormákur Baltasarsson, Mitsuki “Koki” Kimura, Masahiro Motoki, Yoko Narahashi, Ruth Sheen, Meg Kubota, Sigurdur Ingvarsson e Akshaye Khanna.  


sexta-feira, 15 de maio de 2026

"VÍTIMA 3/19”, 2021, Itália, 120 minutos, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Silvio Soldini (“Pão e Tulipas”), que também assina o roteiro com a colaboração de Davide Lantieri e Doriana Leondeff. Eu poderia citar bons motivos para indicar e elogiar este ótimo suspense italiano. Cito um deles: a atuação primorosa da atriz polonesa Kasia Smutniak. Radicada há vários anos na Itália, ela se firmou como uma atriz de muita qualidade, tendo participado de alguns bons filmes do cinema italiano, entre os quais “Perfeitos Desconhecidos” e “O Colibri”, além da série “Domina”. Em “Vítima 3/19”, ela é Camilla, a principal advogada corporativa de um grande escritório de Milão. Uma verdadeira workaholic. Numa noite chuvosa, ao sair do escritório, ela é atropelada por uma scooter com dois rapazes. O piloto fugiu, deixando o passageiro caído. Camilla quebrou o braço. Ao ser interrogada pela polícia, ela soube que o rapaz da garupa tinha morrido. A partir dessa informação Camilla se sentiu culpada pelo acidente e ficou com a ideia fixa de descobrir a identidade do morto, o que logo se transformou numa obsessão doentia, a ponto de prejudicar o seu trabalho, o relacionamento com a filha adolescente e o caso com o amante casado. Ou seja, sua vida virou de cabeça para baixo. Até resolver todos esses problemas Camilla terá de enfrentas inúmeros desafios. Só para esclarecer, o 3/19 do título refere-se ao dia em que ocorreu o acidente: 19 de março. Trocando em miúdos, o filme é muito bom. Elenco: Kasia Smutniak, Caterina Forza, Anna Ferzetti, Francesco Colela, Paolo Mazzarelli, Giuseppe Cederna, Arianna Scommegna, Alessia Giuliani, Margherita Manino, Martina Sammarco, Antonio Zavatteri, Marcos Piacentini e Carlo Ponta.

terça-feira, 12 de maio de 2026

“DISCURSO OCULTO” (“DOBLE DISCURSO”), 2023, Argentina, 1h53m, em cartaz na Prime Vídeo, direção e roteiro de Hernán Guerschuny (“Recreo”, “Nahir”). Em tempos de eleição, aqui vai uma ótima dica para quem quiser conhecer os bastidores de uma campanha, no caso para a presidência da Argentina. Está tudo lá documentado: as sujeiras, as traições, as mentiras e todo jogo sujo da política. Nada muito diferente daqui. Às vésperas da eleição na Argentina, a equipe do candidato Ricardo Prat (Rafael Ferro) contrata o marqueteiro El Griego (Diego Peretti), que já elegeu muitos políticos, mas que agora trabalha como professor numa universidade. Ele relutou em aceitar, mas foi obrigado em razão da sua péssima situação financeira. Sua missão não será nada fácil, pois o candidato Ricardo Prat, um ex-jogador de hóquei da seleção argentina, é muito ruim com as palavras. Dessa forma, Griego dava instruções pelo ponto eletrônico colocado no ouvido de Pratt quando discursava ou dava entrevistas, como também no debate televisivo com os outros dois candidatos. O trabalho de Griego também seria prejudicado pelas denúncias feitas pela jornalista investigativa Camila Hewell (Julieta Cardinali), antiga aluna de Grego. No desfecho, uma reviravolta surpreendente. Ao assistir "Discurso Oculto", o espectador é levado a conhecer os bastidores de uma campanha presidencial. Como eu escrevi no começo do comentário, um bom filme para entrar no clima da nossa próxima eleição. Elenco:  Diego Peretti, Julieta Cardinali, Magui Bravi, Rafael Ferro, Ailin Zaninovich, Victor Laplace, Franco Rizzaro, Mónica Raiola, Jorge Suárez, Veronica Hassan, Daniel Begino, German Baudino, Luis Margani e Francisco Bertín.  

segunda-feira, 11 de maio de 2026

“HONEY, NÃO!” (“HONEY, DON’T”), 2025, Estados Unidos, 1h30m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Etan Cohen, que também assina o roteiro com Tricia Cook. Os irmãos Etan e Joel Cohen já têm seus nomes consagrados como roteiristas e diretores de filmes como “Fargo – Uma Comédia de Erros”, “O Grande Lebowski” e “Onde os Fracos não têm Vez”, marcados com um estilo próprio, baseado em humor negro, situações absurdas e pitadas de noir solar californiano. Quem assistiu a alguns deles sabe do que eu estou falando. Esse estilo caiu nas graças dos críticos profissionais e de uma certa faixa de público, à qual me incluo. Em “Honey, Não!”, a direção coube somente a Etan. A história é centrada na detetive particular Honey O’Donahue (Margaret Qualley), que tenta desvendar o mistério que cerca a morte de algumas pessoas numa pequena cidade. Lésbica assumida, no meio das investigações ela começa um caso com a policial Falcone (Aubrey Plaza), o que resulta em algumas cenas bem quentes de sexo. Entre os vários suspeitos está o reverendo Drew Devlin (Chris Evans), líder de uma igreja local. Drew é conhecido por transar com suas seguidoras mais ardorosas. Enfim, um pilantra. O filme parece ter sido realizado para destacar o charme e a beleza da atriz Margaret Qualley, filha da também atriz Andie MacDowell. Com seu ótimo desempenho, Qualley carrega o filme nas costas. Com igual destaque ela apareceu também em “Era Uma Vez em... Hollywood” e “A Substância”, no qual contracenou com Demi Moore. Eu gostei muito de “Honey, Não!” e recomendo como um filme muito interessante. Elenco: Margaret Qualley, Chris Evans, Aubrey Plaza, Lera Abova, Josh Pafchek, Don Swayse, Talia Ryder, Charlie Dany, Billy Eichner, Christian Antidormi, Kristen Connolly, Lena Hall, Gregg Binkley, Alexander Carstoiu e Kale Browne.