sexta-feira, 14 de agosto de 2026

 

“HISTÓRIAS INVISÍVEIS” (“HISTORIAS INVISIBLES”), 2024, Argentina, 1h57m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção de Guillermo F. Navarro. Drama argentino baseado em fatos reais, ou seja, o sequestro de duas jovens por uma organização criminosa que explora a prostituição. Cecília e Paula não passavam de adolescentes quando foram sequestradas e obrigadas a se prostituir em boates do mais baixo nível em outras cidades. Viviam presas e incomunicáveis, vigiadas 24 horas pelos cafetões. Enquanto isso, os pais das meninas, desesperados pelo sumiço misterioso, recorriam à polícia para ajudá-los nas buscas. Infelizmente, tanto a polícia quanto outras autoridades não se esforçam para localizá-las. Graciela (Eleonora Wexler), a mãe de Paula, logo percebe que não há alternativa senão investigar por conta própria, o que a levará a correr sério perigo a partir do momento em que denuncia o caso na mídia. Seguindo pistas aqui e ali, Graciela descobre que os responsáveis integram uma organização criminosa ligada à prostituição. Com a ajuda de um amigo advogado, ela tentará encontrar sua filha. Durante esse período, Graciela ganha espaço na mídia e, com seu esforço, consegue resgatar 55 jovens, menos a sua filha. O filme é de uma dramaticidade intensa e chocante, uma forte denúncia da corrupção que está por trás de toda essa sujeira, como exemplifica uma cena que mostra um respeitado juiz, frequentador dessas casas de sexo, dizendo com a maior cara de pau que irá trabalhar para o fim dessas organizações criminosas. Enfim, um filme forte que não economiza no drama dessas meninas. Elenco: Eleonora Wexler, Antonella Ferrari, Vanessa González, Pablo Pinto, Mariano Bertolini, Pablo Tolosa, Gustavo Alvarez, Guido Eduardo Borgia, Abril Capitani, Maria de Los Ángeles Cabral, Silvia Del Castillo, Lis Marcia Viviane de Marco, Mario Jara e Alberto Leiva.            

quarta-feira, 12 de agosto de 2026


“A ÚLTIMA CASA” (“THE LAST HOUSE”), 2026, Estados Unidos, 1h50m, em cartaz na Netflix, direção do cineasta francês Louis Leterrier (“Truque de Mestre”, “Carga Explosiva”  1 e 2, "Velozes e Furiosos” 10), seguindo roteiro assinado por Matthew Robinson. Filme mais recente do ator brasileiro Wagner Moura depois de "O Agente Secreto". Trata-se de um misto de suspense, ficção científica, sabrevivência e terror, uma história apocalíptica que ninguém deseja viver. Jason (Moura) e sua esposa Ann (Greta Lee, de “Vidas Passadas”), vivem com os dois filhos menores numa casa situada num bairro pacato em alguma cidade norte-americana. De repente, como num passe de mágica, eles não conseguem mais sair. As portas e janelas foram misteriosamente trancadas, assim como ocorre com as casas vizinhas. Os meses vão se passando, a chuva não para e os alimentos começam a faltar. Jason, assim como o inventor Pardal dos gibis, inventa de tudo para garantir a sobrevivência da família, como, inclusive, jogar armadilhas pela chaminé para caçar bichos, assim como criar uma horta no andar térreo. A chuva continua a cair pesado, a casa começa a ser inundada, uns monstros aparecem vindo de onde ninguém sabe. Serão alienígenas, monstros do mar? E assim a família vai sobrevivendo durante anos sem entender o que está acontecendo, até o final trágico, quando o espectador é que não entende absolutamente nada. O filme foi um dos mais vistos da Netflix em nada menos do que 88 países nos três primeiros dias, apesar das críticas desfavoráveis. Os críticos consultados pelo site Rotten Tomatoes, por exemplo, resultaram em apenas 27% de aprovação. O Screen Rant foi mais direto: “Não demora muito para perceber que o filme deu terrivelmente errado”. Cabe agora ao espectador conferir e dar sua nota. Elenco: Wagner Moura, Greta Lee, Riley Chung, Noah Alexander Sosnowski, Emma Ho, Gabriel Barbosa, Audrey Anderson, Arden Sho, Sid Edwards, Eveline Reynolds-Boison, Lewis Goody, Nancy Baldwin, Tawny Fontana e Jed Aukiou




terça-feira, 11 de agosto de 2026

“AS FREIRAS EXORCISTAS” (“GEOMEUN SUNYEODEUL”), 2025, Coreia do Sul, 1h54m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Hwon Hyeok-Jae, seguindo roteiro assinado por Hyo-Jin Oh, Su-Min Park e Kim Woo-Jin. Suspense com pitadas de terror sobrenatural. O jovem Hee-Joon (Moon Woo-Join) ataca um padre idoso num convento isolado. O padre Paolo (Lee Jin-Wook), que também é psiquiatra, começa a analisar o garoto e acredita que com seus remédios poderá curá-lo de sua fúria. As freiras Junia (Song Hye-Kyo) e Michaela (Jeon Yeo-Been) alertam que o jovem, na verdade, está possuído por uma força maligna e só com um exorcismo poderá ser salvo das garras do capeta. Elas consultam um representante do Vaticano, que as proíbe de praticar o exorcismo. Não satisfeitas, elas recorrem a uma ex-freira católica que agora se dedica aos rituais do Xamanismo. Também não dá certo e as duas freiras, que também são irmãs fora do convento, resolvem desobedecer o Vaticano e realizar o exorcismo por conta própria. Se vai dar certo, deixo a resposta para o espectador conferir. Ao contrário de outros tantos filmes sobre o tema, este utiliza poucos efeitos especiais, não assusta tanto e apresenta, como mérito, alguns diálogos bem escritos sobre religião, fé e possessão demoníaca. Segundo o material de divulgação, a história é ambientada nos anos 80 e baseada em fatos reais. Nada mais que mereça uma recomendação entusiasmada.         

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

 

1.

“SONG SUNG BLUE – UM SONHO A DOIS” (“SONG SUNG BLUE”), 2025, Estados Unidos, 2h13m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Craig Brewer, que também assina o roteiro com a colaboração de Greg Kohs. Baseado em fatos reais ocorridos a partir da metade dos anos 80 e num documentário de 2008, o filme apresenta a trajetória do casal Mike Sardina (Hugh Jackman) e Claire Sardina (Kate Hudson), cantores que saíram do ostracismo para o sucesso depois de se unirem para formar a “Lightning & Thunder”, banda-tributo ao cantor e compositor Neil Diamond. Antes de se conhecerem, Mike e Claire cantavam pelos bares da cidade de Milwaukee (Estado de Wisconsin), ele imitando o cantor pop Don Ho, ela imitando a cantora country Patsy Cline. Depois do primeiro contato eles se apaixonaram e casaram, ao mesmo tempo em que se apresentavam, já com sucesso, em outras cidades e abrindo shows como o da banda Pearl Jam, em 1995. Quatro anos depois, uma tragédia: Claire é atropelada e perde a perna abaixo do joelho, interrompendo a fase de sucesso. Ao mesmo tempo, Mike começa a apresentar problemas cardíacos. Não demora muito e eles voltam a se apresentar, até que Mike sofre um infarto fatal. A trilha original do filme resgata os grandes sucessos de Neil Diamond, o que torna “Song Sung Blue” um filme agradável de se ver e ouvir. Aliás, vale aqui lembrar que o diretor Craig Brewer já nos brindou com grandes filmes musicais, tais como “Footllose: Ritmo Contagiante”, de 2011, “Ritmo de um Sonho”, de 2005, e “Dolemite is My Name”, de 2019, entre tantos outros. Por sua interpretação de Claire, Kate Hudson (filha da também atriz Goldie Hawn) foi indicada para Melhor Atriz no Oscar 2026. Enfim, “Song Sung Blue” é um filme obrigatório para aqueles que passaram dos 50 e curtiram as músicas de Neil Diamond. Também tem humor, romance e drama. Imperdível. Elenco: Kate Hudson, Hugh Jackman, Ella Anderson, Hudson Hensley, King Princess, Jim Belushi, Michael Imperioli, Fisher Stevens, John Beckwith, Mustafa Shakir, Jayson Warner Smith, Jim Conroy, Sean Allan Krill, Darius Rose, Kena Anae e Shyaporn Theerakulstit.