sexta-feira, 4 de setembro de 2026

 

“A MULHER SECRETA” (“DEN HEMMELIGE KVINDE”), 2026, Dinamarca, 1h57m, em cartaz na Netflix, direção de Barbara Topsøe-Rothenborg (“Um Marido Fiel”), seguindo roteiro assinado por Ander Rønnow Klarlund e Jacob Weinreich. Começo meu comentário com uma curiosidade: o filme é baseado no livro “Den Hemmelige Kvinde”, de Anna Ekberg, que nada mais é do que o pseudônimo escolhido pelos dois escritores responsáveis também pelo roteiro. Trata-se de um suspense psicológico marcado por muito mistério e uma surpreendente reviravolta perto do desfecho. Começa o filme com uma mulher (Natalie Madueño) se atirando de uma ponte na Dinamarca e caindo no convês de um navio cargueiro. Ela perde a memória. O filme dá um salto de dois anos e lá está ela morando numa ilha na costa da Noruega. Seu nome é Louise, acaba de ficar noiva e é sócia-proprietária de uma cafetaria com seu noivo Joachim (Pal Suerre Valheim Hagen). Não se lembra de nada do seu passado. Até que um dia aparece um sujeito misterioso dizendo que a verdadeira identidade de Louise é Helene Søderberg, que abandonou a família na Dinamarca há dois anos. Segundo o sujeito, ela era casada com um importante empresário do setor de navegação e trabalhava na área financeira da empresa. Mesmo desmemoriada, Louise – ou Helene – fica interessada em saber se isso tudo é verdade e parte para a Dinamarca com o objetivo de desvendar todo esse mistério. Ela é levada para uma mansão e apresentada para Edmund (Claes Bang), supostamente seu marido, à sua sogra e a seu filho. A amnésia não passou, mas ela começa a ter lampejos muito estranhos. Tão estranhos que resolve investigar a situação com a ajuda do seu noivo. E descobrirá segredos mórbidos envolvendo a morte de seu pai, fundador da empresa de navegação, e outras verdades que a farão se arrepender de ter voltado. Trocando em miúdos, trata-se de um bom suspense, valorizado pelas ótimas atuações da atriz Natalie Madueño, filha de pai espanhol e mãe dinamarquesa, e do ator Claes Bang. Elenco: Natalie Madueño, Claes Bang, Pal Sverre Valheim Hagen, Ingrid Bolsø Berdal, Rasmus Hammerich, Lars Simonsen, Thea Sofie Loch Naess, Stine Praetorius, Stina Ekblad, Mia Jexen e Joen Højerslev.   

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

 

“TURBULÊNCIA” (“TURBULENCE”), 2025, coprodução Estados Unidos/Inglaterra, 1h35m, em cartaz na Prime Vídeo, direção do cineasta suíço Claudio Fäh (“Desespero Profundo”), seguindo roteiro assinado por Andy Mayson. Não recomendo este filme de suspense e ação para quem tem, como eu, medo de altura. Afinal, quase 100% da história é ambientada dentro de um cesto de balão em grande altitude. Vamos ao início. Numa reunião importante de acionistas de uma empresa, um funcionário que acaba de ser demitido comete suicídio depois de ameaçar matar Zach (Jeremy Irvine), um dos proprietários. Traumatizado, Zack vai a um bar tomar umas doses para relaxar. É quando aparece uma bela mulher que se apresenta como Julia (a atriz ucraniana Olga Kurylenko) pedindo para ele pagar uma pedida. Conversa vai, conversa vem, ele conta que ama a esposa Emmy (Hera Hilmar), mas o casamento não anda muito bem, razão pela qual combinou uma segunda lua de mel num resort de luxo nas montanhas Dolomitas, norte da Itália. Chegando lá, o casal aluga um balão para dar um passeio romântico, mas não será bem assim quando de repente surge Julia para passear no mesmo balão. O passeio tem tudo para dar errado devido ao comportamento psicótico de Júlia. Realmente, dá tudo errado. O filme não é nenhuma Brastemp, mas não chega a ser uma geladeirinha de isopor. O maior mérito do roteiro é ter inventado tantas situações dentro de um cesto de balão com quatro pessoas. Repito o alerta: não recomendado para quem tem medo de altura.     

 

 

terça-feira, 1 de setembro de 2026

 

“13 MINUTOS DE TORMENTA” (“13 MINUTES”), 2021, coprodução Estados Unidos/Canadá, 1h48m, em cartaz na Netflix, direção de Lindsay Gossling, que também assina o roteiro com Travis Farncombe. Se você ainda não viu um tornado de perto, esse filme dá a sensação exata de uma tragédia anunciada. Na cidade fictícia de Minninnewah (Oklahoma), o sinal de alerta avisa que a população tem apenas 13 minutos para fugir e se esconder nos abrigos subterrâneos. Claro que muitos acham que o alerta é exagerado, como outros que já aconteceram. Terão um final triste. Além da catástrofe, a história destaca tramas paralelas envolvendo quatro famílias, um casal de fazendeiros e um filho homossexual, uma mãe solteira às voltas com a filha adolescente grávida, um casal de imigrantes ilegais e um casal cuja filha deficiente auditiva desaparece entre os destroços. Trocando em miúdos, o filme busca, apesar de ser uma obra ficcional, reproduzir situações relacionadas aos tornados que costumam atingir várias regiões dos Estados Unidos. Uma catástrofe climática que hoje vemos quase que diariamente em nosso planeta. Haja coração! Elenco: Thora Birch, Anne Heche (atriz faleceu em 2022), Amy Smart, Paz Veja, Peter Facinelli, Sofia Vassilieva, Will Peltz, Trace Atkins, Davi Santos, Shaylee Mansfield, Yancey Arias, James Austin Kerr, Tokala Black Elk e Doug Van Liew.   

domingo, 30 de agosto de 2026

 

“NA ZONA CINZENTA” (“IN THE GREY”), 2026, coprodução Estados Unidos/Inglaterra, 1h38m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção do cineasta inglês Guy Ritchie (ex de Madonna). A primeira vez que vi um filme de Guy Ritchie foi em 1998, “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes”, um filmaço. Minha admiração cresceu ainda mais dois anos depois quando assisti “Snatch – Porcos e Diamantes”. Ele seguiu adiante escrevendo e dirigindo filmes com seu estilo próprio, com muita ação, perseguições, cenas de luta, planos mirabolantes e muito humor. E esta é a receita adotada também em “Na Zona Cinzenta”, com um elenco de primeira (veja no final do comentário). A história envolve o roubo de 1 bilhão de dólares de um grande banco. Bobby Sheen (Rosamund Pike), a principal acionista do banco, contrata uma equipe de mercenários, chefiada por Rachel Wild (Eiza González), para encontrar quem roubou a fortuna. A investigação apontou o poderoso mafioso Manny Salazar (Carlos Bardem, irmão de Javier Bardem), cujo quartel-general fica numa ilha e que conta com um verdadeiro exército para protegê-lo. Durante meses a equipe de mercenários elabora um plano para ingressar na ilha e pegar de volta o dinheiro roubado. É justamente quando o plano começa a ser executado que o filme engrena para uma ação desenfreada até o desfecho. Elenco: Eiza González, Henry Cavill, Jake Gyllenhaal,  Carlos Bardem, Rosamund Pike, Fisher Stevens, Michal Vu, Jason Wong, Mohammed Al Turki, Kojo Attah, Emmet J. Scanlan, Kristofer Hivju, Silvia Naval, Christian Ochea Lavernia, Karlos Klaumannsmoller e Marco Glimne.     

 

 

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“NOVAK DJOKOVIC: LOBO NO INVERNO” (“NOVAK DJOKOVIC: THE WOLF IN WINTER”), 2026, Estados Unidos, 1h33m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção de Jason Hehir (“The Last Dance”). Nos últimos 20 anos em que se consagrou como um dos maiores tenistas do mundo, o sérvio Novak Djokovic ganha um documentário especial sobre sua trajetória vitoriosa. Djokovic tem no currículo mais de 1.100 vitórias como tenista profissional, 24 títulos de Grand Slam, venceu 40 torneios do Master 1000 e conquistou um ouro olímpico para a Sérvia, além do recorde de permanência de 428 semanas como número 1 do mundo. Um fenômeno. Da infância durante a guerra que envolveu seu país no início dos anos 90, os primeiros treinos nas quadras e seu incrível desempenho profissional, o documentário ainda destaca depoimentos de tenistas como Andre Agassi, Pete Sampras, Boris Becker, Jim Courier e Rafael Nadal, assim como diversos jornalistas esportivos, entre os quais Mary Carillo, Patrick McEnroe, Howard Bryant, Chris Clarey e Matthew Futterman, além, claro, de Djokovic e de sua esposa Jelena. O documentário também destaca a polêmica sobre a vacina contra a Covid-19 que o sérvio se recusou a tomar, o que causou sua eliminação do torneio da Austrália. O documentário é ótimo, vai agradar os fãs do tênis e, em especial, os de Djokovic. Só achei falta das palhaçadas que o sérvio costuma fazer nas quadras. Hoje, aos 39 anos, eles está longe de se aposentar. Continua disputando os principais torneios mais importantes sempre em alto nível.