segunda-feira, 28 de setembro de 2026

 

“O HOMEM QUE SUSSURRA” (“THE WHISPER MAN”), 2026, Estados Unidos, 1h51m, em cartaz na Netflix, direção de James Asheroft, seguindo roteiro assinado por Ben Jacoby e Chase Palmer. A história é baseada no livro “O Homem-Sussurro”, de Alex North. Trata-se de um suspense envolvendo a morte de meninos assassinados com requintes de crueldade. Quando Jack (Acston Luca Porto), filho de 8 anos do escritor Tom Kennedy (Adam Scott) é sequestrado, a detetive Amanda Beck (Michelle Monaghan) acredita que há uma relação muito forte com as mortes anteriores. Tom pede ao pai, o ex-detetive Peter Willis (Robert De Niro), que ajude a polícia a encontrar o sequestrador, já que ele, há 20 anos, foi o responsável pela detenção do serial killer Frank Carter (Michael Keaton), que cumpre pena de prisão perpétua por ter também assassinado meninos. E por aí vai a história até o desfecho, quando surge outro psicopata, Francis Carter Jr. (Owen Teague), filho do serial killer preso. O filme até que funciona como suspense, mas o roteiro poderia ser mais simplificado. Com um elenco tão estrelado, esperava um filme bem melhor. Para finalizar meu comentário, destaco a atuação do ator Owen Teague, realmente assustador como assassino aprendiz do próprio pai. Elenco: Robert De Niro, Michelle Monaghan, Adam Scott, Acston Luca Porto, Owen Teague, Michael Keaton, Will Brill, Hamish Linklater, Aniela Zeig, Exavier Montanez, Robert Clohessy, Randy Danson, Alyse Alan Louis, Abdul L. Howard e Glen Cunningham.       

 

“BARREDA – MARIDO, PAI, ASSASSINO” (“BARREDA”), 2026, Argentina, 1h46m, em cartaz na Amazon Prime, direção de Daniela Goggi (“O Sequestro”, “Abzurdah”), que também assina o roteiro com Juan Cavotti e Josefina Licitra. Drama baseado num fato que chocou a Argentina. A tragédia ocorreu na cidade de La Plata no dia 15 de dezembro de 1992, quando o dentista Ricardo Barreda (Luis Machin) assassinou a tiros de espingarda a sogra, a esposa e as duas filhas. Ele tentou enganar a polícia, atirando a arma num lago, mas durante os interrogatórios acabou confessando. No seu julgamento, Barreda alegou que sofria maus-tratos por parte do quarteto feminino, o que levou uma grande parte dos argentinos machistas a apoiar a atitude do dentista. O filme vai e volta entre o presente e o passado, mostrando a convivência cotidiana de Barreda com a família. Ele não era carinhoso com as filhas, nem com a esposa e muito menos com a sogra, que morava junto. Barreda vivia em seu mundo particular, atendendo pacientes em seu consultório e, depois do expediente, escutando música clássica. A impressão que dá é que o dentista não era uma pessoa normal, seu olhar assustava e não era muito de conversar. Enfim, uma pessoa paranoica prestes a virar um verdadeiro psicopata. Enfim, um filme bastante desagradável de assistir, principalmente devido à realidade dos fatos mostrados na tela, mas muito bem filmado, com excelente recriação de época e um ótimo elenco. O filme está sendo cotado para ser o representante da Argentina no Oscar 2027 pela estatueta de "Melhor Filme Internacional". Elenco: Luis Machin, Carla Peterson (a esposa), Mercedes Morán (a sogra), Maite Lanata e Margarita Páez (as filhas), Paola Barrientos, Marcelo Subiotto, Alberto Ajaka, Néstor Guzzini, Franco Rilla, Ernesto Liotti, Diego Artucio, Ornella Cattaneo, Natalia Chiarelli, Clara Dalmao, Martina Villar e Antonio Di Matteo.