“MÃE EM FÚRIA” (“RUSHED”), 2021,
Estados Unidos, 1h41m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Vibeke Muasya (“Lost
In Africa”), seguindo roteiro assinado por Siobhan Fallon Hogan, também atriz
principal do filme. Ela interpreta Barbara O’Brien, uma mãe católica irlandesa
bastante rigorosa com os filhos, principalmente no que se refere a preceitos
religiosos e à educação. Barbara é uma mãe sempre presente – cuida da casa, prepara
o café da manhã para o marido e leva os três filhos mais novos para a escola, enquanto Jimmy (Jay
Jay Warren), o filho mais velho, está na faculdade. Ela faz questão de ligar
para Jimmy todos os dias. Na faculdade, o jovem e mais alguns novos alunos são
submetidos a um trote constrangedor, promovido pelos alunos mais velhos
integrantes de uma fraternidade, instituição ridícula muito comum nas universidades
norte-americanas. Num dos trotes, Jimmy é obrigado a tomar doses cavalares de
álcool, além de ingerir uma droga colocada em sua bebida. Resultado: entra em
coma irreversível, morrendo pouco depois. Revoltada, Barbara sai a campo para
buscar o depoimento de outras mães que perderam o filho durante esses trotes. Ela
viaja sozinha visitando cidades e estados. Chega até a confrontar um senador
pedindo que faça uma lei para acabar com esse tipo de constrangimento a que são
submetidos os novos alunos. Por enquanto, ela trabalha na questão do protesto
cívico. Até o dia em que, assistindo a um vídeo onde aparece um veterano fazendo
xixi na cabeça de Jimmy. Ela então vira uma fera, planejando – e executando -
uma vingança digna de mãe contra o responsável por aquele constrangimento e,
provavelmente, pela morte do seu filho. Para não dar spoiler sobre o que
acontece depois, paro por aqui meu comentário. “Mãe em Fúria” é um bom drama,
valorizado pelo desempenho fenomenal da atriz Siobhan Fallon Hogan que,
confesso, não me lembro de tê-la visto em outros filmes. Elenco: Siobhan Fallon Hogan, Jay Jay Warren, Robert
Patrick, Lily Rosenthal, Jack Weary, Peri Gilpin, Kevin Anderson, Fat Nick,
Jared Sandler, Phil Villapiano e Jordan Lage.

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