“NORMA”, 2023,
coprodução Argentina/Uruguai, 1h33m, em cartaz na Netflix, direção de Santiago
Giralt, que também assina o roteiro com Mercedes Morán (a atriz principal).
Começa o filme e Norma (Mercedes Morán) chega das compras e pede ajuda a
Rosita, a empregada. Esta se recusa a ajudar, informando que está se demitindo.
“Mas você é da família, Rosita”. Rosita responde: “Mas nas festas eu não sento
na mesa com a família”, um dos melhores diálogos do filme. Sem sua ajudante, Norma assume os deveres domésticos. Como
nunca trabalhou na vida, ela entra na casa dos 60 tendo que se virar sozinha, o
que inclui cuidar da mãe gagá. Norma começa a ter insônia e, ao investigar um
remédio para resolver o problema, recebe a indicação de que fumar maconha é um
bom início. O marido, sempre ausente embora sempre presente, não desconfia de
nada. A filha, médica, também não dá a mínima para mãe. A irmã não fala com ela
há anos. E por aí vai a Via Crucis de Norma, até o dia em que conhece Judith
(Lorena Veja), uma terapeuta lésbica, que lhe renova o estoque de paciência e
abre o seu caminho para uma nova vida. Perto do desfecho, porém, ela descobre um tenebroso segredo do marido. Resumindo, “Norma” é um filme indicado
para espectadoras de meia idade, simpático e agradável. Elenco: Mercedes
Morán, Lorena Vega, Alejandro Awada, Mercedes Scápola, Marco Antonio Caponi,
Mirella Pascual, Elvira Onetto, Elizabeth Vernaci e Claudia Cantero.
sexta-feira, 5 de junho de 2026
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