“BUGONIA”, 2025,
coprodução Inglaterra, Estados Unidos, Irlanda e Coreia do Sul, 1h58m, em
cartaz na Prime Vídeo, direção de Yorgos Lanthimos, seguindo roteiro assinado
por Will Tracy. Quem conhece o cineasta grego sabe que seus filmes não são
convencionais e, portanto, menos comerciais. Cito alguns deles: “Pobres Criaturas”, “Tipos
de Gentileza” e “A Lagosta”. No caso de “Bugonia”, trata-se, na verdade, de uma
adaptação livre do filme sul-coreano “Save The Green Planet!” (título original: "Jigureul Jikygora!"), de 2003. O que
predomina em “Bugonia” é o bizarro, o humor negro, o nonsense das
situações e dos diálogos. Bem, vamos à história. Dois primos que se dedicam à
apicultura resolvem sequestrar a CEO de uma grande empresa fabricante de
produtos químicos, acreditando que ela é uma alienígena que pretende destruir
nosso planeta. No porão onde está presa, ela tenta convencer a dupla de que não
é uma alienígena. Aqui, os diálogos não têm o menor sentido, coisa de malucos
conversando. A coisa desanda de vez quando aparece um policial que na juventude
abusara sexualmente de um dos primos. E dá-lhe violência, sangue jorrando e um
desfecho com uma reviravolta surpreendente e fantasiosa. Apesar de tudo, “Bugonia”
recebeu quatro indicações ao Oscar 2026: Melhor Filme, Melhor Atriz (Emma Stone),
Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Trilha Sonora. Saiu de mãos abanando. Para encerrar, você deve ter ficado curioso(a)
em saber o significado de Bugonia. Pesquisei: a palavra é derivada do grego
antigo e traduzida como “nascimento do boi”; descreve um ritual que envolvia
sacrificar uma vaca para que abelhas surjam espontaneamente do seu corpo. Tudo tão
maluco quanto o próprio filme. Elenco: Emma Stone, Jesse Plemons, Aidan
Delbis, Stavros Halkias e Alicia Silverstone.
segunda-feira, 1 de junho de 2026
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