quinta-feira, 7 de maio de 2026

“MINHA QUERIDA SENHORITA” (“MI QUERIDA SEÑORITA”), 2026, Espanha, 1h53m, em cartaz na Netflix, direção de Fernando González Molina (“Paraíso”, “Legado nos Ossos”, “Oferenda da Tempestade”), seguindo roteiro assinado por Alana S. Portero. Trata-se da refilmagem do filme com o mesmo título que causou grande polêmica em 1972 - chegou até a concorrer ao Oscar. Na versão atual, a personagem principal é Adela (Elisabeth Martínez), uma jovem de 25 anos filha única de um casal conservador da cidade de Pamplona. Ela nasceu hermafrodita, ou seja, com órgãos reprodutores de ambos os sexos. Hoje, o termo hermafrodita foi substituído por intersexo. O filme acompanha a jornada de autodescoberta de Adela, indecisa sobre sua opção sexual. O único com o qual podia se abrir é um padre gay, que sempre se propôs a ouvi-la e lhe dar conselhos. Enfim, um bom amigo. Muito alta, ombros largos, meio desconjuntada e longe de ser bonita, Adele até que tinha um admirador, um ex-colega de escola que a beijou num reencontro. Ela gostou, mas nem tanto. Sua primeira paixão verdadeira seria Isabel (Ana Castillo), uma atriz de teatro assumidamente lésbica. Adele se apaixonou de verdade, mas o romance terminaria quando ela resolve se mudar para Madrid e se travestir como homem, com bigode e tudo. Mais uma decepção. Somente no desfecho da história ela assume sua verdadeira identidade. Com todos os seus defeitos, um deles o ritmo um tanto lento, achei o filme muito interessante e faço questão de elogiar o trabalho da atriz estreante Elisabeth Martínez, que se destaca numa primorosa e corajosa interpretação. Como a personagem Adele, Elisabeth também é intersexo. Elenco: Elisabeth Martínez, Ana Castillo, Paco León, Maria Galiana, Nagore Aranburu, Lola Rodríguez, Eneko Sagardoy, Rodrigo Cuevas, Delphina Bianco e Isabel Miguel Hernanz.


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