“UMA MULHER SEM FILTRO”, 2025,
Brasil, 1h32m, em cartaz na Netflix, direção de Arthur Fontes, seguindo roteiro
adaptado por Tati Bernardi. O cinema brasileiro atual não é apenas de “O Agente
Secreto” e “Ainda Estou Aqui”, os dois mais badalados dos últimos anos. Existem
outros ótimos filmes, um deles este que comento agora. “Uma Mulher Sem Filtro”
é uma comédia centrada na personagem Bia (Fabíula Nascimento), editora da
revista feminina MINA+ (trata-se, na verdade, de um remake da comédia chilena
“Sin Filtro”, de 2016). Na primeira parte da história, Bia é obrigada a
enfrentar algumas situações que a levam a uma espécie de depressão, passiva e sem atitude. Ela é
substituída na revista por uma jovem influencer, vai pedir conselho a uma amiga
que a ignora, seu namorado artista plástico não colabora com as despesas da
casa, uma vizinha que dá festas barulhentas que varam a madrugada. Estas são
apenas algumas situações. Para tentar alguma coisa diferente que a ajude a
enfrentar tudo isso, Bia recorre a uma mãe de santo chamada Xana. Depois da
consulta, ela muda de comportamento, deixando a passividade e partindo para o enfrentamento. Aí ninguém segura ela. Bia não seria tão bem interpretada se
fosse outra atriz. Fabíula Nascimento dá um show. Eu já conhecia o talento
dessa ótima atriz quando a vi pela primeira vez no filme “Estômago”, de 2007 –
só para acrescentar mais um detalhe, é Fabíula que comanda a apresentação dos
prêmios Oscar pela TNT. Trocando em miúdos, “Uma Mulher Sem Filtro” é uma ótima
comédia. Elenco: Fabíula Nascimento, Camila Queiroz, Emílio Dantas,
Júlia Rabello, Priscila Marinho, Samuel de Assis, Luana Martal, Caito Mainier,
Louise D’Tuani e Patricia Ramos.
domingo, 22 de março de 2026
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