quarta-feira, 11 de março de 2026

 

“PARQUE LEZAMA” (também o título original), 2026, Argentina, 1h55m, em cartaz na Netflix, roteiro e direção de Juan Jose Campanella. Na verdade, o roteiro foi adaptado do texto teatral “I’m Not Rappaport”, escrito pelo dramaturgo norte-americano Herb Gardner. Por sinal, já havia sido adaptado para o cinema em 1996, com o título de “Rabugentos e Mentirosos”, com Walther Matthau e Ossie Davis. Nesta versão argentina, os astros são Eduardo Blanco e Luis Brandoni, os dois velhinhos que estão em cena durante praticamente o filme inteiro, conversando num banco do parque Lezama, em Buenos Aires. O filme é feito de diálogos entre dois octogenários, Antonio Cardozo (Blanco) e León Schwartz (Brandoni). Em suas conversas predominam temas que normalmente são inerentes às pessoas de suas idades, como reflexões sobre envelhecimento, memórias, amizades, política, romances que viveram etc. Os diálogos são primorosos, repletos de humor e sentimentos. Como disse o diretor numa entrevista, “emoções de gente comum com histórias aparentemente pequenas". Claro que tudo é ainda mais valorizado pela magnífica performance dos dois veteranos atores, Brandoni com seus verdadeiros 85 anos e Eduardo Blanco, de 68 anos, maquiado para parecer os mesmos 85 anos. Além da dupla de idosos, surgem como protagonistas secundários uma jovem estudante de artes, um ladrãozinho, um traficante, o síndico do edifício onde reside Antonio Cardozo e a filha de León Schwartz. “Parque Lezama” é mais uma pérola do cinema argentino, lembrando que o diretor Campanella também foi o responsável por outra maravilha do cinema argentino, “O Segredo dos Seus Olhos”, Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2010. IMPERDÍVEL, assim mesmo com letras maiúsculas. Elenco: Eduardo Blanco, Luis Brandoni, Verónica Pelaccini, Agustín Aristarán, Alan Taty Fernández e Matías Alarcón.       

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