“PARQUE LEZAMA”
(também o título original), 2026, Argentina, 1h55m, em cartaz na Netflix,
roteiro e direção de Juan Jose Campanella. Na verdade, o roteiro foi adaptado
do texto teatral “I’m Not Rappaport”, escrito pelo dramaturgo norte-americano
Herb Gardner. Por sinal, já havia sido adaptado para o cinema em 1996, com o título
de “Rabugentos e Mentirosos”, com Walther Matthau e Ossie Davis. Nesta versão
argentina, os astros são Eduardo Blanco e Luis Brandoni, os dois velhinhos que
estão em cena durante praticamente o filme inteiro, conversando num banco do
parque Lezama, em Buenos Aires. O filme é feito de diálogos entre dois
octogenários, Antonio Cardozo (Blanco) e León Schwartz (Brandoni). Em suas
conversas predominam temas que normalmente são inerentes às pessoas de suas
idades, como reflexões sobre envelhecimento, memórias, amizades, política, romances
que viveram etc. Os diálogos são primorosos, repletos de humor e sentimentos.
Como disse o diretor numa entrevista, “emoções de gente comum com histórias
aparentemente pequenas". Claro que tudo é ainda mais valorizado pela magnífica
performance dos dois veteranos atores, Brandoni com seus verdadeiros 85 anos e
Eduardo Blanco, de 68 anos, maquiado para parecer os mesmos 85 anos. Além da
dupla de idosos, surgem como protagonistas secundários uma jovem estudante de
artes, um ladrãozinho, um traficante, o síndico do edifício onde reside Antonio
Cardozo e a filha de León Schwartz. “Parque Lezama” é mais uma pérola do cinema
argentino, lembrando que o diretor Campanella também foi o responsável por
outra maravilha do cinema argentino, “O Segredo dos Seus Olhos”, Oscar de
Melhor Filme Estrangeiro em 2010. IMPERDÍVEL, assim mesmo com letras maiúsculas. Elenco: Eduardo Blanco, Luis Brandoni, Verónica Pelaccini, Agustín Aristarán, Alan Taty Fernández e Matías Alarcón.

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